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Como Formatar Tabela e Quadro ABNT: Guia Prático 2026

Como formatar tabela e quadro ABNT no TCC: guia prático

Saber como formatar tabela e quadro ABNT é o tipo de detalhe que tira pontos de um TCC bem pesquisado. A banca abre o capítulo de resultados, vê uma tabela fechada em grade, sem fonte embaixo e com título genérico, e anota a correção antes mesmo de ler os seus dados.

O problema quase nunca é preguiça. É desinformação. Muita gente acha que a ABNT tem uma regra pronta para cada borda e cada linha, quando na verdade a norma de trabalhos acadêmicos joga essa responsabilidade para outra instituição. E muita gente usa a palavra tabela para tudo, inclusive para aquele resumo de autores que, tecnicamente, é um quadro.

Neste guia você vai separar de vez os dois elementos, aplicar a estrutura correta de topo, centro e rodapé, usar os sinais convencionais nas células vazias e montar tudo no Word ou no Google Docs sem sofrer com bordas.

Resposta rápida: a tabela apresenta dados numéricos e segue as normas de apresentação tabular do IBGE: identificação e título no topo (o quê, onde e quando), apenas traços horizontais com as laterais abertas e fonte obrigatória no rodapé. O quadro apresenta informações textuais ou qualitativas, tem moldura fechada em todos os lados e também exige fonte logo abaixo. Os dois recebem numeração própria em algarismos arábicos e devem ser citados no texto.

Tabela ou quadro: qual usar no seu TCC

A diferença é de conteúdo, não de aparência. A tabela serve para dados numéricos que passaram por contagem, medição ou tratamento estatístico, enquanto o quadro é classificado como ilustração e organiza informações qualitativas, conceituais ou comparativas, como sínteses de leis, matrizes de análise e comparações entre autores (Doutora Nathalia).

Critério Tabela Quadro
Conteúdo Dados numéricos, contagens, frequências, médias Texto, conceitos, categorias, comparações
Classificação Elemento tabular (padrão IBGE) Ilustração (NBR 14724)
Bordas Só traços horizontais, laterais abertas Moldura fechada nos quatro lados
Identificação Palavra Tabela e número, no topo Palavra Quadro e número, no topo
Fonte Obrigatória no rodapé Obrigatória logo abaixo

Na prática, pense em exemplos do seu curso. Num TCC de Enfermagem, o perfil sociodemográfico dos participantes com frequências e percentuais é tabela; a síntese dos artigos de uma revisão integrativa, com autor, objetivo e principais achados, é quadro. Em Administração, a comparação conceitual das dimensões afetiva, normativa e instrumental de um estudo sobre comprometimento organizacional pelo modelo de Meyer e Allen vai em quadro, enquanto as médias obtidas em cada escala vão em tabela.

O teste rápido para não errar

Apague mentalmente todos os números. Se o elemento perde completamente o sentido, é tabela. Se o que sobra são frases, categorias ou descrições, é quadro. Quando o conteúdo é misto, com predominância de texto, a escolha mais segura é o quadro.

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Folha branca com três traços horizontais e laterais abertas, lembrando a estrutura de uma tabela no padrão IBGE
Na tabela, só traços horizontais: as laterais ficam sempre abertas.

ABNT ou IBGE: quem define a formatação

Aqui está a informação que resolve metade das dúvidas: a NBR 14724 não traz regras visuais detalhadas para tabelas e remete oficialmente às Normas de Apresentação Tabular do IBGE, publicadas em 1993 (TCC Solutions Group). Ou seja, quando o seu orientador diz que a tabela está fora da ABNT, na maior parte das vezes ele está falando do padrão do IBGE que a ABNT adota.

Já o quadro, por ser ilustração, segue as regras gerais de ilustrações da própria NBR 14724: identificação no topo, fonte abaixo e citação no texto. Vale montar mentalmente esta ordem de prioridade:

  1. Manual da sua instituição: bibliotecas de universidades como USP, UFMG, UnB e PUC publicam guias próprios que detalham tamanho de fonte, espaçamento e alinhamento.
  2. NBR 14724: regras gerais do trabalho acadêmico, incluindo ilustrações e listas pré-textuais.
  3. Normas de Apresentação Tabular do IBGE: estrutura interna, bordas e sinais convencionais das tabelas.

Se o manual da faculdade disser algo diferente do IBGE, siga o manual. É ele que a banca usa como régua.

Como formatar tabela e quadro ABNT: passo a passo da tabela

Pelo padrão do IBGE, toda tabela estatística se organiza em três espaços verticais: topo, com número e título; centro, com cabeçalho, coluna indicadora e células de dados; e rodapé, com notas e fonte (IBGE). Vamos por partes.

Topo: identificação e título

Comece com a palavra Tabela, o número de ordem em algarismos arábicos, um travessão e o título. A numeração é consecutiva ao longo do trabalho inteiro, e não por capítulo, a menos que o manual da sua instituição peça o contrário.

O título precisa ser claro, conciso e responder a três perguntas em ordem: o quê (a natureza do fenômeno), onde (a abrangência geográfica) e quando (a época de referência) (Mudanças Climáticas). Compare:

  • Fraco: Tabela 2 – Resultados da pesquisa.
  • Correto: Tabela 2 – Distribuição dos enfermeiros entrevistados por tempo de atuação na atenção básica, Belo Horizonte (MG), 2026.

Centro: cabeçalho, coluna indicadora e corpo

O cabeçalho define o conteúdo de cada coluna e deve trazer a unidade de medida quando ela não estiver no título. A coluna indicadora, à esquerda, identifica o que cada linha representa, como faixas etárias, cursos ou categorias. O corpo reúne as células numéricas.

  • Mantenha o mesmo número de casas decimais em toda a coluna.
  • Alinhe os números à direita ou pela vírgula decimal, para facilitar a comparação.
  • Use a vírgula como separador decimal, no padrão brasileiro.
  • Não deixe nenhuma célula em branco: use os sinais convencionais explicados mais adiante.

Bordas: laterais sempre abertas

Este é o ponto mais visível. A tabela é delimitada por traços horizontais no topo, abaixo do cabeçalho e na base, e as laterais esquerda e direita ficam abertas, sem linhas verticais fechando a moldura (IBGE). Também se evitam linhas separando cada dado no corpo. Se a sua tabela parece uma planilha de Excel, ela ainda não está pronta.

Rodapé: fonte e notas

Logo abaixo do traço inferior vem a fonte, que é obrigatória mesmo quando os dados foram produzidos por você (Mudanças Climáticas). Exemplos comuns: Fonte: dados da pesquisa (2026), ou Fonte: elaborada pela autora (2026). Quando os dados vêm de um órgão ou de um artigo, indique a autoria no padrão de citação e coloque a referência completa na lista final, conforme a NBR 6023. Depois da fonte entram as notas gerais, que explicam a tabela como um todo, e as notas específicas, ligadas a uma célula por chamada.

Fichas em branco organizadas em grade dentro de uma moldura fechada, lembrando a estrutura de um quadro
O quadro organiza conteúdo textual dentro de uma moldura fechada.

Passo a passo do quadro

O quadro é mais simples, porque segue a lógica das ilustrações. Siga esta sequência:

  1. Identificação no topo: palavra Quadro, número em algarismos arábicos, travessão e título descritivo, por exemplo: Quadro 1 – Síntese dos estudos incluídos na revisão integrativa sobre adesão ao pré-natal.
  2. Moldura fechada: bordas nos quatro lados e linhas internas separando as células.
  3. Cabeçalho destacado: muitos manuais aceitam negrito ou sombreamento leve na primeira linha; confira o da sua instituição.
  4. Texto alinhado à esquerda: frases longas centralizadas ficam difíceis de ler.
  5. Fonte abaixo: mesmo que o quadro seja uma síntese que você elaborou a partir de vários autores.
  6. Numeração independente: quadros têm sequência própria, separada da sequência das tabelas.

Se o seu TCC tem muitos quadros e tabelas, inclua a lista de quadros e a lista de tabelas nos elementos pré-textuais. Isso é comum, por exemplo, em trabalhos de validação de conteúdo por juízes com cálculo do IVC, que costumam combinar quadros com os itens avaliados e tabelas com os índices obtidos.

Sinais convencionais para células sem número

Célula vazia é dúvida para o leitor: o dado é zero, não existe ou você esqueceu de preencher? O IBGE padronizou sinais para cada situação (IBGE):

  • Traço (–): quando o dado é zero ou inexistente.
  • Reticências (…): quando a informação não está disponível.
  • (0) ou (0,0): quando o valor é pequeno demais para ser expresso na unidade utilizada.

Se usar algum desses sinais, vale explicar o significado em uma nota geral no rodapé, principalmente se a banca for de outra área.

Como montar no Word e no Google Docs

A formatação de bordas é onde a maioria perde tempo. Um caminho que funciona no Word:

  1. Insira a tabela normalmente e preencha os dados.
  2. Selecione a tabela inteira e, em Bordas, escolha Sem borda.
  3. Com a tabela ainda selecionada, aplique Borda superior e Borda inferior.
  4. Selecione apenas a linha do cabeçalho e aplique Borda inferior.
  5. Se a tabela atravessar páginas, ative Repetir linhas de cabeçalho e indique a continuação conforme o manual da instituição.
  6. Escreva a identificação e o título acima, fora da tabela, e a fonte abaixo.

No Google Docs, o caminho é Formatar, Tabela, Propriedades da tabela, zerando a largura das bordas e depois aplicando os traços horizontais pelo menu de bordas de cada célula. Para o quadro, basta manter todas as bordas ativas. Se os seus dados vieram de uma planilha, como no guia de análise estatística do TCC no Excel, cole como tabela editável, nunca como imagem: assim você consegue ajustar bordas e casas decimais.

Erros que a banca mais aponta

  • Chamar de tabela um conteúdo textual que deveria ser quadro.
  • Tabela fechada em grade, com laterais e linhas internas.
  • Título genérico, sem o quê, onde e quando.
  • Fonte ausente porque os dados são do próprio autor.
  • Tabela inserida sem nenhuma menção no texto. Veja como fazer a chamada de tabelas, quadros e figuras no texto do TCC.
  • Tabela colada como print, com resolução ruim e formatação impossível de corrigir.

Esses deslizes aparecem com frequência na lista de erros mais comuns apontados pela banca em TCCs de Enfermagem, mas valem para qualquer curso.

Checklist final antes de entregar

  • Cada elemento está corretamente classificado como tabela ou quadro.
  • Numeração consecutiva e separada para tabelas e para quadros.
  • Títulos no topo, respondendo o quê, onde e quando nas tabelas.
  • Tabelas com laterais abertas; quadros com moldura fechada.
  • Fonte abaixo de todos os elementos, inclusive os de elaboração própria.
  • Nenhuma célula vazia nas tabelas.
  • Todos citados no texto antes de aparecerem.
  • Listas de tabelas e de quadros atualizadas nos pré-textuais.

Dominar como formatar tabela e quadro ABNT leva uma tarde, e o ganho aparece na primeira leitura da banca. Para ganhar ainda mais tempo, escreva o TCC no Tesify e use o Editor IA para revisar a análise que acompanha cada tabela, deixando o texto claro, coeso e com linguagem acadêmica.

Fonte de tabela também vira referência. Toda fonte citada no rodapé de uma tabela ou quadro precisa aparecer completa nas referências, no padrão da NBR 6023. A Bibliografia Automática do Tesify gera e organiza essas referências com um clique, buscando artigos no Google Scholar e no PubMed. E, antes de entregar, passe os quadros de síntese teórica pelo Antiplágio do Tesify para garantir que você parafraseou os autores. Comece grátis, sem cartão de crédito.

Perguntas frequentes

Tabela no padrão ABNT tem borda lateral?

Não. Pelo padrão do IBGE adotado pela ABNT, a tabela usa apenas traços horizontais no topo, abaixo do cabeçalho e na base, com as laterais esquerda e direita abertas. Bordas nos quatro lados são característica do quadro.

Qual a diferença entre tabela e quadro na ABNT?

A tabela apresenta dados numéricos que passaram por contagem ou tratamento estatístico. O quadro é uma ilustração que organiza informações textuais, conceituais ou comparativas, como sínteses de autores ou matrizes de análise.

Preciso colocar fonte em tabela feita por mim?

Sim. A fonte é obrigatória abaixo de qualquer tabela ou quadro, mesmo quando os dados foram produzidos pelo próprio estudante. Nesse caso, use algo como Fonte: dados da pesquisa ou Fonte: elaborada pelo autor, seguido do ano.

O título da tabela vai em cima ou embaixo?

Em cima. A identificação com a palavra Tabela, o número e o título ficam no topo, e a fonte e as notas ficam no rodapé. O mesmo vale para o quadro.

Tabela e quadro têm numeração separada?

Sim. Tabelas seguem uma sequência própria e quadros seguem outra, ambas em algarismos arábicos e consecutivas ao longo do trabalho, salvo orientação diferente do manual da sua instituição.

Posso colar a tabela do Excel como imagem?

Não é recomendado. A imagem perde qualidade e impede ajustar bordas, casas decimais e alinhamento. Cole como tabela editável no Word ou no Google Docs e aplique a formatação do IBGE.

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