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Quanto Custa um Mestrado em Portugal? Custo Total (Dados 2026)

Quanto Custa um Mestrado em Portugal? Custo Total (Dados 2026)

Um mestrado em Portugal custa, no total, entre cerca de 6.400 € e mais de 15.000 € por ano letivo, consoante a cidade, o tipo de alojamento e se o mestrado é integrado ou não integrado. Quem pergunta quanto custa um mestrado em Portugal foca-se quase sempre na propina — mas a propina é normalmente a parcela menor do custo total, muito atrás do alojamento.

Para quem pondera avançar para o 2º ciclo depois da licenciatura, perceber o custo total — e não apenas o valor da propina anunciado pela instituição — é essencial para orçamentar o ano letivo com realismo e evitar surpresas a meio do semestre.

Resposta rápida: A propina anual máxima do ensino superior público está congelada em 697 € para licenciaturas e mestrados integrados no ano letivo de 2025/2026; mestrados não integrados podem ter propinas mais elevadas, fixadas por cada instituição — por exemplo, 1.250 € na Universidade do Porto. Somando alojamento, alimentação, materiais e deslocações, o custo total anual de um mestrado varia entre cerca de 6.400 € (cenário económico) e mais de 15.000 € (Lisboa ou Porto, quarto individual).

Qual é a propina de um mestrado em Portugal em 2026?

Para o ano letivo de 2025/2026, o valor máximo da propina no ensino superior público mantém-se em 697 €, tal como no ano anterior — este é o valor aplicável a licenciaturas, cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) e mestrados integrados. Segundo a DGES, “o valor máximo da propina a fixar pelas instituições de ensino superior não pode ser superior ao valor fixado no anterior ano letivo, mantendo-se assim em 697 €”.

Este valor de 697 € funciona também como referência mínima para mestrados de habilitação profissional para a docência, cuja propina não pode exceder o valor das licenciaturas no ensino público. É importante não confundir com o anúncio de descongelamento a partir de 2026/2027, que fará subir a propina de referência das licenciaturas para 710 €.

Mestrados integrados vs. não integrados: qual a diferença de custo?

Os mestrados não integrados — ou seja, os 2º ciclos autónomos a que se acede depois de uma licenciatura de 3 anos — não têm um teto legal de propina. Cada instituição pública fixa livremente este valor, o que introduz uma variação considerável face ao teto de 697 € aplicável às licenciaturas.

Na Universidade do Porto, por exemplo, o valor indicativo de propina para mestrados não integrados é de 1.250 €, com vários mestrados a ultrapassar esse montante, sobretudo em áreas como Gestão, MBA ou parcerias com empresas. Este é apenas um exemplo de uma instituição concreta — o valor real deve ser sempre confirmado junto dos serviços académicos do mestrado pretendido, já que pode variar significativamente de curso para curso e de universidade para universidade.

Gráfico comparando a propina anual de mestrados integrados (697 euros) com a de mestrados não integrados em universidades públicas portuguesas
Propina de referência: 697 € para mestrados integrados; mestrados não integrados variam por instituição, podendo ultrapassar 1.250 € (exemplo: Universidade do Porto).

Quanto custa o alojamento durante um mestrado?

O alojamento é, para a maioria dos estudantes, a maior parcela do custo total de um mestrado — normalmente superior à própria propina. Um quarto em residência universitária ou apartamento partilhado custa entre cerca de 250 € e 500 € por mês fora dos grandes centros urbanos, enquanto residências universitárias geridas pelos Serviços de Ação Social (SAS) das instituições públicas praticam preços entre aproximadamente 450 € e 1.000 € por mês, dependendo da cidade e do tipo de quarto — como mostram, por exemplo, as tabelas de preços da SASUP, os serviços de ação social da Universidade do Porto.

Em Lisboa e no Porto, um apartamento individual no centro pode ultrapassar os 1.000 € mensais, enquanto Braga e outras cidades médias oferecem custos de alojamento cerca de 20% mais baixos do que Lisboa.

Quanto custa a alimentação e outras despesas do dia a dia?

Nas cantinas universitárias, uma refeição completa (prato principal, acompanhamento, bebida e sobremesa) custa entre 2,50 € e 5 €, um valor subsidiado disponível para estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento. Quem cozinha em casa ou combina cantina com refeições fora gasta, em média, entre 150 € e 300 € por mês em alimentação, consoante a cidade e os hábitos de consumo.

Ao nível de transportes, a Portaria n.º 7-A/2024 estabeleceu a gratuitidade dos passes de transporte público para jovens até aos 23 anos, independentemente da condição de estudante — o que reduz substancialmente esta rubrica para a maioria dos estudantes de mestrado com menos de 23 anos.

Infográfico com a distribuição das despesas anuais de um estudante de mestrado em Portugal: propina, alojamento, alimentação e materiais
Distribuição típica do custo anual de um mestrado: o alojamento pesa mais do que a propina no orçamento total do estudante.

Qual o custo total estimado, por cenário?

Juntando propina, alojamento, alimentação, materiais e deslocações, o custo total anual de um mestrado varia significativamente consoante a cidade e o tipo de alojamento escolhido, como mostra a tabela seguinte.

Estimativa de custo total anual de um mestrado em Portugal, por cenário (valores aproximados; fontes: DGES, SASUP-UP, EduPortugal, 2025/2026)
Rubrica Cenário económico (cidade média, quarto partilhado) Cenário centro urbano (Lisboa/Porto, quarto individual)
Propina anual 697 € (mestrado integrado / valor de referência) 697 € – 1.250 €+ (mestrado não integrado, ex. Universidade do Porto)
Alojamento (12 meses) ≈ 3.600 € – 5.400 € (300–450 €/mês) ≈ 6.000 € – 9.600 € (500–800 €/mês)
Alimentação ≈ 1.800 € – 2.400 € (150–200 €/mês) ≈ 2.400 € – 3.600 € (200–300 €/mês)
Materiais e livros ≈ 300 € – 500 € ≈ 300 € – 600 €
Deslocações 0 € (passe gratuito <23 anos) – 480 € 0 € (passe gratuito <23 anos) – 600 €
Total anual estimado ≈ 6.400 € – 9.200 € ≈ 9.400 € – 15.600 €

Nota: estes valores são uma estimativa agregada a partir de várias fontes públicas (propinas, preços oficiais de residências universitárias e guias de custo de vida estudantil) e não resultam de um único estudo. Servem como referência de orçamento, não como valor exato para qualquer estudante em particular.

Um mestrado de 1 ano custa metade de um de 2 anos?

Aproximadamente sim. Um mestrado de dois anos (120 ECTS), o modelo mais comum em Portugal, praticamente duplica os valores totais apresentados na tabela, já que a propina e o alojamento se repetem em cada ano letivo. Mestrados de um ano (60 ECTS), mais frequentes em áreas como gestão executiva ou algumas especializações internacionais, ficam mais próximos de metade do valor total anual — embora os materiais e eventuais deslocações para estágios possam pesar proporcionalmente mais quando concentrados num único ano.

Como reduzir o custo total do mestrado?

As margens de poupança mais realistas estão no alojamento e na alimentação: optar por residência universitária ou apartamento partilhado em vez de um estúdio individual pode poupar milhares de euros por ano, e o uso regular das cantinas subsidiadas reduz significativamente a fatura da alimentação face a comer fora.

Vale ainda a pena verificar junto dos Serviços de Ação Social (SAS) da instituição se há direito a bolsa de estudo ou a alojamento subsidiado, com base no rendimento do agregado familiar. Escrever a dissertação de forma mais eficiente também ajuda a controlar o custo total: cada semestre extra de inscrição soma nova propina e novos meses de alojamento, pelo que ferramentas como o Tesify, pensadas para apoiar a redação da dissertação de mestrado, podem contribuir para terminar dentro do prazo previsto.

Para perceber melhor o valor legal da propina isoladamente, sem os restantes custos de vida, consulte também o artigo sobre propinas de licenciatura e mestrado em Portugal: teto legal e valores. Antes de decidir avançar para um mestrado, vale também a pena rever os dados sobre empregabilidade dos recém-licenciados por área e, para quem ainda está a candidatar-se, os dados sobre vagas e colocações no ensino superior. Para contexto sobre o número de diplomados por área em Portugal, veja ainda o artigo sobre diplomados do ensino superior por área.

Perguntas frequentes

Qual é o valor máximo da propina de mestrado em Portugal em 2026?

Para mestrados integrados e licenciaturas, o valor máximo da propina no ensino público mantém-se em 697 € no ano letivo de 2025/2026. Mestrados não integrados são fixados por cada instituição e podem ser mais elevados.

Os mestrados não integrados podem custar mais do que 697 €?

Sim. Cada instituição pública fixa livremente a propina dos mestrados não integrados. Na Universidade do Porto, por exemplo, o valor indicativo é de 1.250 €, podendo alguns mestrados ultrapassar esse montante.

Quanto custa viver em Lisboa ou Porto durante um mestrado?

Num cenário de quarto individual em Lisboa ou Porto, o alojamento sozinho pode representar entre 6.000 € e 9.600 € por ano, elevando o custo total anual do mestrado para cerca de 9.400 € a 15.600 €.

Um mestrado de dois anos custa o dobro de um mestrado de um ano?

Aproximadamente sim, já que a propina e o alojamento se repetem em cada ano letivo. Mestrados de um ano (60 ECTS) ficam mais próximos de metade do valor total anual estimado.

Como posso reduzir o custo total do mestrado?

Optar por alojamento partilhado ou residência universitária, usar as cantinas subsidiadas, aproveitar o passe de transportes gratuito para menores de 23 anos e concluir a dissertação dentro do prazo previsto para evitar propinas e meses de alojamento extra.

Existem apoios ou bolsas para reduzir estes custos?

Sim. Os Serviços de Ação Social (SAS) de cada instituição de ensino superior atribuem bolsas de estudo e alojamento subsidiado a estudantes elegíveis com base em critérios de rendimento familiar.