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Vagas e Colocações no Ensino Superior 2026 em Portugal: Dados do Concurso Nacional de Acesso (DGES)

No Concurso Nacional de Acesso de 2025, foram colocados 43.899 estudantes na 1.ª fase, uma taxa de colocação de 90,1% face às candidaturas, com o sistema público a disponibilizar 76.818 vagas. Cursos como Engenharia Aeroespacial no Porto esgotaram com nota de 194,3 valores. Este artigo reúne vagas, colocados e vagas sobrantes por área com dados oficiais da DGES.

Quantas vagas há no ensino superior público em 2026?

Para o ano letivo 2025/2026, o sistema de ensino superior público português fixou um total de 76.818 vagas na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso (CNA), distribuídas por universidades e institutos politécnicos. Este número representa um aumento de 691 vagas face a 2024, segundo dados da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES, 2025).

Indicador Valor 2025/2026 Fonte
Total de vagas (1.ª fase, ensino público) 76.818 DGES, 2025
Estudantes colocados na 1.ª fase 43.899 DGES, 2025
Taxa de colocação de candidatos 90,1% DGES, 2025
Colocados na 1.ª opção 63,1% DGES, 2025
Colocados numa das 3 primeiras opções 90,9% DGES, 2025
Vagas sobrantes para a 2.ª fase 11.513 DGES, 2025
Candidatos sem colocação na 1.ª fase ≈4.819 DGES, 2025

A taxa de colocação de 90,1% representa uma subida acentuada face aos 83,7% registados em 2023, um sinal de que o sistema tem conseguido absorver uma proporção crescente de candidatos ao longo dos últimos anos.

Vista aérea de um campus universitário português no início do ano letivo
O sistema público disponibilizou 76.818 vagas na 1.ª fase do CNA 2025/2026.

Como evoluiu a taxa de colocação nos últimos anos?

A tendência dos últimos concursos é de melhoria consistente na proporção de candidatos que conseguem entrada logo na 1.ª fase. Em 2023, a taxa de colocação situava-se em 83,7%; em 2025, subiu para 90,1%, um aumento de mais de 6 pontos percentuais em dois anos. Este movimento reflete uma combinação de fatores: o aumento moderado do número de vagas disponíveis (mais 691 só entre 2024 e 2025), uma eventual estabilização ou ligeira redução do número de candidatos em algumas áreas, e ajustes na oferta formativa das instituições para responder melhor à procura real dos candidatos.

Para quem está a planear a candidatura ao CNA em anos seguintes, esta tendência sugere que vale a pena consultar sempre os dados do ano mais recente publicados pela DGES, em vez de assumir que a competitividade de um curso se mantém estática de ano para ano — pequenas variações na taxa de colocação geral podem alterar significativamente as hipóteses reais em cursos de procura intermédia. Para perceberes as regras específicas da candidatura ao concurso do próximo ano, incluindo fórmula de cálculo e fases, a rede tesify.pro tem um guia de candidatura e médias do Concurso Nacional de Acesso 2026 atualizado com as novas regras de provas de ingresso.

Que cursos esgotam sempre na 1.ª fase?

Medicina, Engenharia e Matemática Aplicada à Economia e Gestão estão consistentemente entre as áreas onde os estudantes com as médias mais altas conseguem colocação, o que significa que estes cursos preenchem a totalidade das vagas logo na 1.ª fase, sem deixar lugares para a 2.ª ou 3.ª fase. Engenharia Informática, Ciências da Saúde e cursos ligados a Inteligência Artificial também têm registado procura elevada nos últimos concursos.

Estes cursos de procura elevada concentram-se sobretudo em universidades de grande dimensão nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde a combinação de prestígio institucional e empregabilidade elevada mantém a pressão competitiva ano após ano. Em contraste, cursos em áreas como Humanidades, algumas Ciências Sociais e determinadas licenciaturas em politécnicos do interior tendem a manter vagas disponíveis até à 2.ª ou mesmo 3.ª fase, o que representa uma oportunidade real para candidatos dispostos a considerar instituições fora dos grandes centros urbanos.

Qual a média de entrada mais alta em 2026?

A nota do último colocado mais alta registada no Concurso Nacional de Acesso 2025 foi em Engenharia Aeroespacial na Universidade do Porto, com 194,3 valores (numa escala em que o máximo teórico é 200), com as 30 vagas do curso totalmente preenchidas. Este tipo de dado — a “nota do último colocado” — é o indicador mais fiável para perceberes a competitividade real de um curso, porque reflete a média mínima efetivamente necessária para entrar, não apenas a procura teórica.

A DGES publica anualmente a lista completa de notas do último colocado por curso e instituição, um recurso essencial para candidatos que estão a planear a candidatura ao CNA do ano seguinte. Comparar a nota do último colocado dos últimos dois ou três anos, em vez de olhar apenas para o ano mais recente, dá uma imagem mais realista da tendência de um curso específico, já que notas de corte podem variar de forma significativa de ano para ano consoante o número de candidatos e a oferta de vagas.

Quantos candidatos ficam sem colocação?

Cerca de 4.819 candidatos não obtiveram colocação em universidades ou politécnicos públicos na 1.ª fase de 2025 — o equivalente aos 9,9% que não integram a taxa de colocação de 90,1%. Estes candidatos podem concorrer à 2.ª fase do concurso, onde ficaram disponíveis 11.513 vagas sobrantes de cursos que não esgotaram na 1.ª fase, tipicamente em instituições ou áreas de menor procura, ou em regiões fora dos grandes centros urbanos.

Vale notar que “sem colocação na 1.ª fase” não significa necessariamente “sem colocação no sistema” — uma parte significativa destes candidatos acaba por conseguir vaga na 2.ª ou 3.ª fase, especialmente se alargarem as opções de curso ou instituição. A estratégia mais eficaz para maximizar as hipóteses de colocação nas fases seguintes costuma ser diversificar as opções entre diferentes regiões do país e entre universidade e politécnico, em vez de repetir a candidatura apenas aos mesmos cursos de maior procura.

Estudantes portugueses a verificar os resultados de colocação do Concurso Nacional de Acesso
Cerca de 9,9% dos candidatos ficam sem colocação na 1.ª fase, podendo concorrer às vagas sobrantes da 2.ª fase.

Como funcionam as fases do Concurso Nacional de Acesso?

  1. 1.ª fase: a mais competitiva e com o maior número de candidatos; os resultados de 2025 foram divulgados a 24 de agosto, com matrículas entre 25 e 28 de agosto.
  2. 2.ª fase: aberta a candidatos sem colocação na 1.ª fase e a quem quer melhorar a colocação obtida; concorre-se às vagas sobrantes, que em 2025 totalizaram 11.513.
  3. 3.ª fase: última oportunidade do ano civil, com um número residual de vagas, tipicamente em cursos e instituições de procura mais baixa.

Cada fase tem calendário próprio definido pela DGES, com prazos de candidatura, divulgação de resultados e matrícula bem delimitados — perder um prazo numa fase implica esperar pela seguinte. Candidatos que não obtêm colocação em nenhuma das três fases do CNA podem ainda recorrer a regimes especiais de acesso (maiores de 23 anos, mudança de par instituição/curso, ou concursos institucionais próprios de cada universidade), consoante a sua situação específica.

O que estes números significam para quem vai começar a tese

Se estás a candidatar-te agora ou já entraste este ano, estes dados de colocação são só o ponto de partida de um percurso académico que, mais tarde, vai culminar num projeto final, dissertação ou tese. Perceber a dimensão e a competitividade do teu curso desde a entrada ajuda a antecipar o nível de exigência que vais encontrar na fase final do ciclo de estudos. Para teres uma visão mais ampla do que acontece depois — quantos estudantes efetivamente se formam e em que áreas — o artigo sobre diplomados do ensino superior em Portugal por área complementa estes dados de entrada com os dados de saída do sistema.

Se és um dos milhares de estudantes internacionais que se candidatam anualmente ao sistema português, o artigo sobre estudantes internacionais no ensino superior português detalha os números específicos desse grupo. E para quem está agora a escolher instituição com base em critérios de qualidade e não só de nota de entrada, o guia completo das melhores universidades portuguesas ajuda a cruzar rankings com procura real.

Uma vez colocado, a questão seguinte é frequentemente onde vais viver durante o curso — o artigo sobre residências universitárias e alojamento estudantil em Portugal reúne preços SAS e prazos de candidatura úteis para esta fase inicial.

Quando, daqui a alguns anos, chegares à fase de escrever o projeto final, a dissertação ou a tese, uma plataforma como o Tesify pode ajudar a organizar fontes, estruturar capítulos e garantir conformidade com as normas de citação exigidas pela tua instituição.

Perguntas frequentes

Quantas vagas há no ensino superior público em 2026?

O sistema público disponibilizou 76.818 vagas na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso 2025/2026, mais 691 do que no ano anterior, segundo dados da DGES.

Que cursos esgotam sempre na 1.ª fase?

Medicina, Engenharia (incluindo Aeroespacial e Informática) e Matemática Aplicada à Economia e Gestão estão consistentemente entre os cursos que preenchem todas as vagas logo na 1.ª fase, sem deixar lugares para fases seguintes.

Qual a média de entrada mais alta em 2026?

A nota do último colocado mais alta em 2025 foi 194,3 valores, em Engenharia Aeroespacial na Universidade do Porto, com as 30 vagas totalmente preenchidas.

Quantos candidatos ficam sem colocação?

Cerca de 4.819 candidatos não obtiveram colocação na 1.ª fase de 2025, podendo concorrer à 2.ª fase, onde ficaram disponíveis 11.513 vagas sobrantes.

Como funcionam as fases do Concurso Nacional de Acesso?

Existem três fases sucessivas: a 1.ª fase é a mais competitiva, a 2.ª fase abre as vagas sobrantes a quem não ficou colocado ou quer melhorar de curso, e a 3.ª fase disponibiliza um número residual de vagas remanescentes.