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Quantas Vagas Tem Medicina em Portugal? Numerus Clausus por Universidade — Dados 2026

Quantas Vagas Tem Medicina em Portugal? Numerus Clausus por Universidade — Dados 2026

As vagas de Medicina em Portugal são fixadas todos os anos pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) e distribuídas por 11 instituições, públicas e privadas, através do Concurso Nacional de Acesso. O número total de vagas medicina Portugal numerus clausus ronda atualmente as 1.600-1.700, um valor que tem vindo a subir nos últimos anos, mas que continua muito abaixo da procura de milhares de candidatos que colocam Medicina em primeira opção.

Se o objetivo é perceber onde há mais lugares, quais as faculdades mais concorridas e como funciona o processo de candidatura, este artigo reúne os dados oficiais mais recentes, universidade a universidade, com fontes verificáveis na DGES.

Resposta rápida: Em 2026, Medicina tem vagas distribuídas por 11 instituições em Portugal, com a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra entre as que oferecem mais lugares, seguidas do ICBAS-Porto, da NOVA Medical School e da Faculdade de Medicina do Porto. O total nacional situa-se acima de 1.600 vagas, mas os valores exatos por instituição e fase devem ser sempre confirmados no site oficial da DGES, já que podem sofrer retificações entre fases do concurso.

Estetoscópio e manuais de medicina sobre uma secretária
O percurso académico em Medicina começa com um acesso altamente competitivo

Quantas vagas tem Medicina em Portugal em 2026?

O número de vagas de Medicina é decidido anualmente pelo Governo, sob proposta das instituições e com parecer da Ordem dos Médicos, e publicado no Guia da Candidatura da DGES antes de cada fase do Concurso Nacional de Acesso. Nos últimos anos o total de vagas tem vindo a crescer de forma gradual, motivado sobretudo pela falta de médicos em várias regiões do país — um reforço que incluiu, por exemplo, a abertura de um novo curso na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e um reforço de vagas na Universidade de Coimbra.

Ainda assim, Medicina continua a ser um dos cursos mais competitivos do ensino superior português: o número de candidatos que colocam o curso em primeira opção supera largamente as vagas disponíveis em qualquer das fases do concurso, o que mantém as notas de acesso entre as mais elevadas do país.

Vagas de Medicina por universidade (tabela)

A tabela seguinte reúne o número de vagas por instituição fixado no Guia da Candidatura 2026 da DGES para o curso de Mestrado Integrado em Medicina, no Concurso Nacional de Acesso. Trata-se de valores de referência: a DGES pode publicar retificações entre a 1.ª e a 2.ª fase, pelo que a consulta direta ao Guia de Acesso ao Ensino Superior é sempre recomendada antes de qualquer candidatura.

Instituição Tipo Vagas 2026 (indicativo)
Universidade de Lisboa — Faculdade de Medicina (FMUL) Pública 295
Universidade de Coimbra — Faculdade de Medicina (FMUC) Pública 290
Universidade do Porto — Faculdade de Medicina (FMUP) Pública 245
NOVA Medical School — Universidade NOVA de Lisboa Pública 231
Universidade do Porto — Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) Pública 155
Universidade da Beira Interior (UBI) Pública 150
Universidade do Minho — Escola de Medicina Pública 122
Universidade Católica Portuguesa — Faculdade de Medicina Privada 74
Universidade de Aveiro Pública 40
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) Pública 40
Universidade Fernando Pessoa Privada 33

Fonte: Guia da Candidatura 2026, DGES. Valores indicativos sujeitos a confirmação e possíveis retificações oficiais entre fases do concurso. A Universidade do Algarve não consta desta tabela porque não disponibiliza Medicina através do Concurso Nacional de Acesso regular — ver secção seguinte.

Como funciona o acesso a Medicina em Portugal?

A generalidade do acesso a Medicina faz-se pelo Concurso Nacional de Acesso, gerido centralmente pela DGES. A candidatura combina a classificação final do ensino secundário com a nota das provas de ingresso exigidas por cada instituição — habitualmente Biologia e Geologia, e Física e Química A, embora algumas faculdades aceitem Matemática A como alternativa a uma das provas. Cada instituição define a ponderação exata entre estes três elementos (secundário, e as duas provas), pelo que a mesma nota de candidatura pode resultar em posições diferentes consoante a faculdade escolhida.

O concurso decorre em fases (1.ª, 2.ª e, nalguns anos, 3.ª fase), com colocação por ordem decrescente de nota até esgotar as vagas de cada instituição. É frequente que os cursos de Medicina fechem inteiramente logo na 1.ª fase, sem vagas remanescentes para fases seguintes.

Porque são as notas de entrada tão altas?

Medicina está historicamente entre os cursos com notas de candidatura mais elevadas de todo o ensino superior português, frequentemente muito próximas do topo da escala de 0 a 20 valores nas instituições e fases mais procuradas. Este padrão resulta diretamente do desequilíbrio entre procura e oferta: o número de candidatos que colocam Medicina em primeira opção excede em larga margem o total de vagas disponíveis a nível nacional, o que empurra a nota mínima de entrada para valores muito altos em praticamente todas as faculdades, públicas e privadas.

O valor exato da última nota colocada varia todos os anos, por instituição e por fase, em função do número de candidatos e das vagas disponíveis nesse ano concreto — por isso não existe um número fixo válido para todos os anos, e a consulta às pautas de colocação da DGES é a única forma fiável de confirmar o valor mais recente.

Visualização abstrata de dados estatísticos sobre admissões universitárias
Evolução das notas de acesso e da procura por vaga em Medicina

Universidades públicas vs. privadas: há diferença no acesso?

Das 11 instituições com Medicina em Portugal, 9 são públicas e 2 são privadas — a Universidade Católica Portuguesa e a Universidade Fernando Pessoa. As instituições públicas concentram a maioria das vagas e são as únicas com acesso através do Concurso Nacional de Acesso na forma tradicional para quem termina o secundário. As instituições privadas com Medicina têm processos de candidatura próprios, frequentemente com provas de admissão específicas, calendários distintos e propinas substancialmente mais elevadas do que as universidades públicas.

Nas universidades públicas, o valor da propina de licenciatura e mestrado integrado está normalmente fixado no valor de referência nacional de 697 euros por ano letivo, com possíveis agravamentos em concursos especiais — um valor muito distante das propinas cobradas pelas instituições privadas com Medicina.

Existem vias alternativas para entrar em Medicina?

Sim. Além do Concurso Nacional de Acesso, várias faculdades — entre as quais o ICBAS e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, e também a FMUL — organizam concursos especiais para titulares de outro curso superior, com regras, vagas e calendário próprios, distintos do concurso regular. A Universidade do Algarve, por exemplo, disponibiliza Medicina exclusivamente através desta via, sem vagas no Concurso Nacional de Acesso regular. Estas vias tendem a ser ainda mais seletivas do que o concurso tradicional, dado o número reduzido de vagas disponibilizado em cada edição.

O que acontece depois de entrar: conclusão e mercado de trabalho

Entrar em Medicina é apenas o primeiro passo de um percurso longo: o Mestrado Integrado tem a duração de seis anos, seguido do exame nacional de acesso à especialidade e do internato. O número de médicos que Portugal forma anualmente está diretamente ligado ao numerus clausus aqui apresentado, e é um dos indicadores acompanhados de perto pela DGEEC no conjunto dos diplomados do ensino superior por área científica, onde a Saúde surge consistentemente entre as áreas com maior procura e melhor empregabilidade.

O aumento recente de vagas, incluindo a abertura de um novo curso na UTAD, surge precisamente como resposta à falta de médicos reportada em várias regiões do país, sobretudo fora dos grandes centros urbanos.

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Perguntas frequentes

Quantas vagas tem Medicina em Portugal em 2026?

De acordo com o Guia da Candidatura 2026 da DGES, o total de vagas de Medicina distribuídas pelas 11 instituições públicas e privadas ronda as 1.600-1.700. Este valor pode ser objeto de retificação e deve ser sempre confirmado no site oficial da DGES.

Qual universidade tem mais vagas em Medicina?

Segundo os dados do Guia da Candidatura 2026, a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) estão entre as instituições com maior número de vagas, seguidas de perto pela NOVA Medical School e pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Como funciona o acesso a Medicina em Portugal?

O acesso regular a Medicina faz-se através do Concurso Nacional de Acesso (CNA), gerido pela DGES, com base na média das provas de ingresso (normalmente Biologia e Geologia, e Física e Química, ou Matemática A) combinada com a classificação do ensino secundário. Existem também vias especiais, como o concurso para titulares de outros cursos superiores.

É possível entrar em Medicina só com licenciatura anterior?

Sim, várias faculdades, incluindo o ICBAS-Porto e a FMUL, têm concursos especiais para candidatos já titulares de uma licenciatura ou grau superior, com processos e calendários próprios, distintos do Concurso Nacional de Acesso.

A Universidade do Algarve tem curso de Medicina?

A Universidade do Algarve oferece Medicina apenas através de concurso especial para titulares de grau académico superior, não disponibilizando vagas no Concurso Nacional de Acesso regular para alunos do ensino secundário.

As notas de acesso a Medicina são as mais altas de Portugal?

Medicina está historicamente entre os cursos com notas de candidatura mais elevadas do ensino superior português, frequentemente próximas do limite máximo da escala de 0-20 valores nas instituições e fases mais procuradas, embora o valor exato varie todos os anos consoante a procura e o número de vagas.

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