Acesso ao Ensino Superior em Portugal 2026: Guia de Candidatura

Acesso ao Ensino Superior em Portugal 2026: Guia Completo de Candidatura

O processo de acesso ao ensino superior em Portugal é uma das decisões mais importantes da vida de um jovem — e um dos processos mais complexos de navegar. Em 2026, com novas regras de acesso, alterações nos exames nacionais e crescente concorrência em cursos de alta procura, este guia cobre tudo o que precisa de saber sobre como candidatar ao ensino superior em Portugal: desde os exames até à matrícula.

Datas Chave 2026: Exames nacionais 1ª fase: junho 2026. Candidatura 1ª fase: 13-19 julho. Resultados 1ª fase: 7 agosto. Candidatura 2ª fase: setembro. Acesso Maiores de 23: outubro. Nota: datas são estimativas baseadas no calendário de anos anteriores — confirme em dges.mctes.pt.

Como Funciona o Processo de Acesso ao Ensino Superior

O acesso ao ensino superior público em Portugal funciona por concurso nacional, gerido pela DGES (Direção-Geral do Ensino Superior). O processo baseia-se na classificação final do candidato, calculada com base em:

  1. Média final do ensino secundário (12º ano)
  2. Classificações nas provas de ingresso (exames nacionais específicos para cada curso)

Exames Nacionais e Provas de Ingresso 2026

Cada curso tem provas de ingresso obrigatórias. Os exames mais comuns:

Área de Curso Provas de Ingresso Típicas
Medicina Biologia e Geologia (02) + Física e Química A (10)
Engenharia Matemática A (19) + Física e Química A (10)
Economia/Gestão Matemática A (19) + Português (18)
Direito Português (18) + 1 prova à escolha
Psicologia Português (18) + Biologia e Geologia (02) ou Matemática (19)
Informática Matemática A (19) obrigatória

As provas de ingresso são realizadas em junho (1ª época) e julho (2ª época / melhoria de nota).

Fórmula de Classificação do Candidato

A classificação final para concurso é calculada pela fórmula:

Classificação = (0,35 × Média 12º Ano) + (0,65 × Média Provas de Ingresso)

Notas importantes:

  • Todos os valores em escala de 0-200 pontos
  • Cada curso pode ter condições especiais (nota mínima numa prova, coeficientes diferentes)
  • Existe nota mínima de candidatura: 95 pontos na classificação final e/ou nas provas de ingresso

Como Fazer a Candidatura — Passo a Passo

  1. Aceda ao portal da DGES: candidatura.dges.mctes.pt
  2. Crie conta com NIF e dados pessoais
  3. Selecione até 6 pares curso/universidade por ordem de preferência
  4. Confirme os resultados dos exames registados automaticamente
  5. Submeta a candidatura dentro do prazo (1ª fase: ~13-19 julho)
  6. Aguarde os resultados (~7 agosto para 1ª fase)
  7. Se colocado: formalize a matrícula na universidade no prazo indicado (geralmente 2-3 dias)

Médias de Entrada em Cursos de Alta Procura 2025

Curso / Universidade Média entrada 1ª fase 2025
Medicina — ULisboa 196,0
Medicina — Universidade do Porto 195,5
Engenharia Informática — IST 183,5
Direito — ULisboa 176,2
Gestão — Nova SBE 175,8
Psicologia — ISPA / UL 155,0 – 162,0
Enfermagem — ESEL 148,5

Fonte: DGES — Dados da 1ª fase do concurso 2025. Consulte candidatura.dges.mctes.pt para dados 2026 quando disponíveis.

Contingentes Especiais de Acesso

Para além do contingente geral, existem vagas reservadas para:

  • Candidatos com deficiência: 2% das vagas em cada curso
  • Atletas de alto rendimento: 2% das vagas
  • Candidatos dos Açores e Madeira: vagas reservadas para estudantes das regiões autónomas
  • Filhos de emigrantes: contingente específico
  • Candidatos com ENES (Exame Nacional do Ensino Secundário — Cabo Verde, etc.): processos específicos

Acesso ao Ensino Superior para Maiores de 23 Anos

Quem tem 23 ou mais anos e não completou o secundário pode candidatar pelo regime especial de Maiores de 23:

  • Realização de provas específicas definidas por cada universidade
  • Avaliação do curriculum vitae e entrevista (em algumas universidades)
  • Calendário separado (geralmente outubro)
  • As universidades definem anualmente o número de vagas disponíveis para este contingente

Acesso para Candidatos Internacionais

Estudantes de fora da UE candidatam pelo Concurso Especial para Estudantes Internacionais:

  • Processo gerido por cada universidade (não centralizado na DGES)
  • Calendário: candidaturas geralmente março-junho para início em setembro
  • Requer equivalência de habilitações emitida pelo Ministério da Educação português
  • Propinas para estudantes extra-UE podem ser mais elevadas (até €7.000/ano)

Para mais informações sobre vida universitária, consulte os artigos sobre melhores universidades portuguesas, licenciatura em Portugal e programa Erasmus+.

FAQ

Posso candidatar ao ensino superior com nota negativa nos exames?

Sim, mas com limitações. Para a maioria dos cursos, é necessário obter pelo menos 95 pontos na classificação final (escala 0-200) e atingir eventuais notas mínimas nas provas de ingresso definidas por cada curso. Cursos com menor procura podem estar disponíveis para candidatos com classificações mais baixas. A colocação depende sempre da concorrência num determinado ano.

Quantos cursos posso indicar na candidatura?

Na candidatura nacional ao ensino superior público, pode indicar até 6 pares curso/universidade por ordem de preferência. O sistema tenta colocar na opção mais alta possível em que a classificação seja suficiente. Pode (e deve) incluir cursos e universidades com médias de entrada diferentes para maximizar as hipóteses de colocação.

O que acontece se não for colocado na 1ª fase?

Se não for colocado na 1ª fase, pode candidatar na 2ª fase (setembro), que processa as vagas que ficaram por preencher na 1ª fase. A 3ª fase, quando existe, é ainda mais restrita. Alternativas: mudar as preferências para cursos com vagas disponíveis, candidatar ao regime de Maiores de 23 (se elegível), considerar ensino privado, ou aguardar o ano seguinte para melhorar a nota nos exames.

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