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Onde Publicar a Tese ou Artigo em Acesso Aberto 2026: Diretório de Revistas Científicas Confiáveis (DOAJ, SciELO, Qualis)

Onde Publicar a Tese ou Artigo em Acesso Aberto 2026: Diretório de Revistas Científicas Confiáveis (DOAJ, SciELO, Qualis)

Saber onde publicar um artigo em acesso aberto de forma confiável é um dos desafios mais práticos da vida académica lusófona. Com mais de 20 mil revistas predatórias catalogadas em 2026 e centenas de índices que fingem ser seletivos, escolher o destino errado pode comprometer anos de investigação — e a reputação do investigador. Este guia é o inverso de uma lista negra: é uma whitelist comentada das plataformas, índices e revistas onde vale realmente a pena publicar, organizada por área e com critérios claros de verificação de legitimidade.

A decisão de publicar em acesso aberto é cada vez mais obrigatória em Portugal (Política Nacional de Ciência Aberta da FCT, em vigor) e no Brasil (mandatos de agências como CAPES e CNPq). Mas “acesso aberto” não é garantia de qualidade — e qualidade não implica custos proibitivos. Este diretório cobre os índices e portais com revisão por pares genuína, processos editoriais transparentes e reconhecimento pelas principais agências de avaliação lusófonas.

Resposta rápida: Para publicar em acesso aberto de forma confiável em 2026, verifique primeiro se a revista está no DOAJ (Diretório de Revistas de Acesso Aberto) e no SciELO (para lusófonos). Para o Brasil, consulte também o Qualis CAPES na Plataforma Sucupira. Para Portugal, o RCAAP e o b-on oferecem portais de validação. A ferramenta Think. Check. Submit. (thinkchecksubmit.org) faz uma verificação cruzada gratuita em segundos.

O que torna uma revista de acesso aberto confiável?

Uma revista de acesso aberto confiável partilha cinco características fundamentais. Primeiro, a revisão por pares externa (double-blind ou open peer review) conduzida por especialistas independentes — não um processo cosmético que aceita tudo em poucos dias. Segundo, a indexação em pelo menos um grande índice seletivo (DOAJ, SciELO, Scopus ou Web of Science). Terceiro, transparência editorial: conselho científico identificável, ISSN registado na ISSN International Centre, proprietário e editora claros. Quarto, política de acesso aberto declarada no SHERPA/RoMEO ou Diadorim (para revistas brasileiras). Quinto, prazos realistas: uma revisão genuína raramente demora menos de três semanas.

O caminho inverso — identificar sinais de alerta de revistas predatórias — está coberto em profundidade noutro artigo deste site: Revistas Predatórias 2026: Como Identificar e Evitar (Checklist Beall, DOAJ e Think-Check-Submit). Este guia concentra-se no lado positivo: as opções verificadas onde publicar com confiança.

Os grandes índices de referência: DOAJ, SciELO, Latindex e Scopus OA

DOAJ — Directory of Open Access Journals

O DOAJ (doaj.org) é o índice global de referência para revistas de acesso aberto com revisão por pares. Em 2026 indexa mais de 22 000 revistas de 140 países. Para ser admitida, a revista tem de satisfazer 58 critérios de qualidade — entre eles: acesso aberto total sem embargo, ISSN válido, conselho editorial com afiliações verificáveis, política anti-plágio declarada e pelo menos uma avaliação editorial por ano. Revistas com o DOAJ Seal (cerca de 10% do total) cumprem requisitos ainda mais exigentes de licenciamento Creative Commons e preservação digital.

Critério Requisito DOAJ básico DOAJ Seal
Acesso ao conteúdo 100% gratuito, sem registo Idem + licença CC explícita
Revisão por pares Obrigatória, processo descrito Idem
Licença Creative Commons Recomendada Obrigatória (CC BY ou similar)
Preservação digital Recomendada Obrigatória (LOCKSS, Portico, etc.)
Embargo Proibido Proibido

Para investigadores lusófonos, o DOAJ é o ponto de partida obrigatório. Pesquise por área (subject) e língua (Portuguese) para encontrar revistas indexadas relevantes. A estratégia “DOAJ + uma linha adicional de indexação” — Scopus, Web of Science, ou SciELO — é a base de uma escolha segura.

SciELO — Scientific Electronic Library Online

O SciELO é a infraestrutura de publicação científica de referência para a América Latina e Portugal. Em 2026 opera coleções nacionais em 16 países, incluindo o SciELO Brasil (com mais de 400 revistas ativas) e o SciELO Portugal (em articulação com o RCAAP). Os critérios de admissão SciELO são rigorosos: regularidade de publicação mínima de dois anos, percentagem de artigos com DOI, diversidade geográfica do conselho editorial e indexação prévia noutras bases. Uma revista SciELO é, por definição, uma revista confiável.

O portal de submissão SciELO (submission.scielo.br para o Brasil) permite acompanhar o estado de qualificação de cada título. Para Portugal, a candidatura passa pelo RCAAP em articulação com a Fiocruz coordenadora da rede.

Latindex Catálogo 2.0

O Latindex (latindex.org) cobre revistas científicas de América Latina, Caribe, Espanha e Portugal. O seu Catálogo 2.0 — mais seletivo do que o simples Diretório — requer que a revista já esteja indexada no DOAJ, SciELO ou Redalyc, para além de satisfazer 38 características de qualidade. Uma revista no Catálogo 2.0 do Latindex tem, portanto, pelo menos dois selos de qualidade acumulados. Útil especialmente para investigadores das áreas de Humanidades, Ciências Sociais e Direito, onde as revistas ibero-americanas têm presença forte.

Scopus e Web of Science: acesso aberto dentro dos índices comerciais

Tanto o Scopus (Elsevier) como o Web of Science (Clarivate) indexam revistas em regime de acesso aberto — e essa presença é, por si só, um sinal de qualidade significativo. Para identificar revistas OA dentro destas bases, use os filtros Open Access disponíveis em ambas as plataformas. Para Portugal, o acesso ao Scopus e ao Web of Science está disponível através do portal b-on para investigadores de instituições aderentes.

Qualis CAPES 2026: o que muda e como consultar

O Qualis Periódicos da CAPES foi, durante décadas, a bússola obrigatória de investigadores brasileiros. Em janeiro de 2026, a CAPES publicou a última avaliação com estratificação A1–C, relativa ao quadriénio 2021–2024. A partir do próximo quadriénio (2025–2028), a classificação conceptual Qualis será descontinuada — a avaliação da produção intelectual dos programas de pós-graduação passará a usar outros indicadores de qualidade.

Atenção: A lista Qualis 2021–2024 ainda é referência válida para avaliações e candidaturas em curso. Consulte-a na Plataforma Sucupira (legado). Para publicações a partir de 2025, combine Qualis com DOAJ e Scopus/WoS como critérios de qualidade.

Para acesso aberto, os níveis Qualis mais relevantes são A1, A2 e A3. Revistas nestas categorias que também estejam no DOAJ representam o melhor dos dois mundos: visibilidade internacional e reconhecimento institucional brasileiro. A Plataforma Sucupira permite pesquisar por ISSN ou por título, e filtrar por área de avaliação e estrato.

b-on e RCAAP: portais de verificação para Portugal

b-on — Biblioteca do Conhecimento Online

A b-on (b-on.pt) é o consórcio de acesso a conteúdos científicos subscrito pela FCT para instituições de ensino superior e de investigação em Portugal. Embora seja essencialmente um portal de acesso (e não de publicação), a b-on é útil como validador: se uma revista está disponível na b-on, é porque passou pelos critérios de seleção do consórcio. Para investigadores de instituições aderentes, a b-on dá acesso ao Scopus, Web of Science, Elsevier ScienceDirect, Springer e outros — incluindo a possibilidade de publicar em acesso aberto sem custos adicionais de APC, através dos acordos transformativos negociados pela FCT.

RCAAP — Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal

O RCAAP (rcaap.pt) agrega os repositórios institucionais das universidades portuguesas e indexa revistas científicas portuguesas em acesso aberto. O portal Revistas do RCAAP (revistas.rcaap.pt) lista títulos de revistas portuguesas em acesso aberto organizados por área. Para verificar se uma revista portuguesa é legítima, o RCAAP é o primeiro lugar a consultar: a presença ali indica publicação institucional com infraestrutura de preservação digital.

Diretório por área científica: onde publicar em cada domínio

A tabela seguinte lista portais e índices especializados por grande área. Para cada uma, a sugestão é combinar o índice geral (DOAJ) com o recurso especializado da área.

Área Índices / Portais recomendados Notas PT/BR
Ciências da Saúde PubMed Central (PMC), SciELO Saúde Pública, DOAJ (filter: Medicine) LILACS (BVS) para revistas ibero-americanas; Qualis A1/A2 via Sucupira
Ciências Exactas e Engenharia arXiv (preprints) + DOAJ, IEEE Xplore OA, Springer Nature OA Acordos transformativos b-on permitem publicar em Springer/Nature sem APC adicional para autores PT
Ciências Sociais e Humanas DOAJ, Latindex Catálogo 2.0, Redalyc, ERIH PLUS (Europeu) ERIH PLUS (European Reference Index for the Humanities) reconhecido pela FCT
Direito DOAJ, Latindex, HeinOnline OA, RCAAP (revistas jurídicas PT) Revistas da Ordem dos Advogados PT e AAFDL disponíveis no RCAAP
Educação e Pedagogia DOAJ, ERIC (Education Resources Information Center), SciELO Educação Revista Portuguesa de Educação (SciELO PT); Educação & Sociedade (SciELO BR)
Economia e Gestão DOAJ, EconLit OA, SSRN (preprints), SciELO Portuguese Economic Journal (Springer OA, DOAJ); RAE — Revista de Administração de Empresas (SciELO BR)
Biologia e Ambiente DOAJ, PLoS ONE, BioMed Central, SciELO Plant Ecology and Evolution e PhytoKeys disponíveis OA via pensoft.net
Psicologia DOAJ, PsycINFO OA, SciELO Psicologia Análise Psicológica (SciELO PT); Psicologia: Reflexão e Crítica (SciELO BR, Springer)

Para revistas de língua portuguesa não cobertas pelos índices internacionais, o portal Redalyc (redalyc.org) é uma alternativa de qualidade reconhecida para Ciências Sociais e Humanas ibero-americanas, com avaliação editorial rigorosa e acesso aberto garantido.

Como verificar a legitimidade de uma revista em 3 passos

Antes de submeter qualquer manuscrito, execute este processo de três passos — demora menos de dez minutos e pode poupar meses de trabalho desperdiçado. Para uma análise dos sinais de alerta do lado oposto (como identificar revistas predatórias), consulte o artigo complementar deste site: Revistas Predatórias e Retratações em Números: Dados PT/BR 2026.

Passo 1 — Verifique o DOAJ: Aceda a doaj.org e pesquise o ISSN ou o título da revista. Se aparecer, leia a ficha completa: confirme a data de admissão (revistas admitidas há menos de seis meses merecem pesquisa adicional) e verifique se tem o DOAJ Seal.
Passo 2 — Use o Think. Check. Submit.: Aceda a thinkchecksubmit.org e preencha o questionário de 10 perguntas sobre a revista. A ferramenta, desenvolvida por um consórcio de editoras e bibliotecas académicas, produz um resultado imediato: publicar, verificar mais, ou evitar.
Passo 3 — Confirme o ISSN e o indexador secundário: Pesquise o ISSN no ISSN Portal (portal.issn.org). Um ISSN inválido ou não registado é um sinal de alerta imediato. Em seguida, verifique se a revista aparece no Scopus (Source List), no Web of Science (Master Journal List) ou no SciELO — qualquer uma destas presenças adicionais confirma a legitimidade.
Diagrama de fluxo 'Find your path to open access' — ilustra as etapas e opções que um investigador pode seguir para tornar o seu artigo disponível em acesso aberto (via repositório, revista OA, acordo transformativo ou preprint)
Fluxo de decisão para escolher a via de acesso aberto adequada. Fonte: Wikimedia Commons — Somajni et al., Open Science for Arts, Design and Music, SUPSI 2024 (CC0 domínio público).

Para revistas brasileiras, existe ainda o Diadorim (diadorim.ibict.br), o portal brasileiro de políticas de acesso aberto. Ao pesquisar uma revista no Diadorim, obtém informação sobre a política de auto-arquivo e os direitos de reutilização — fundamental antes de assinar qualquer cessão de direitos com uma editora.

Para comparar custos de publicação, o artigo Quanto Custa Publicar em Acesso Aberto (APC)? Estatísticas 2026 neste site apresenta dados detalhados por editora e área, incluindo os acordos transformativos que isentam investigadores portugueses de APC.

Publicar sem pagar APC: opções Diamond Open Access

O modelo Diamond Open Access (ou Platinum OA) é aquele em que nem o autor paga APC nem o leitor paga para aceder: a revista é financiada por subsídios institucionais, sociedades científicas ou agências públicas. Para investigadores lusófonos sem financiamento para APC, esta é a via mais acessível de publicar em acesso aberto confiável.

Portal / Iniciativa Âmbito APC Indexação
SciELO (coleções nacionais) PT, BR, ES e mais 14 países Gratuito DOAJ, Scopus (selecionadas)
Redalyc América Latina + Ibérica Gratuito Latindex Catálogo 2.0
RCAAP Revistas Portugal Gratuito DOAJ (revistas qualificadas)
PLoS ONE Internacional (multidisciplinar) USD 1 895 (waivers disponíveis para PT/BR) DOAJ, PubMed Central, Scopus, WoS
Zenodo (CERN) Internacional (repositório + revistas) Gratuito DOI garantido; indexação por Google Scholar
Periódicos CAPES (Portal) Brasil Gratuito (acesso, não publicação direta) Indexa revistas de acesso aberto qualificadas

Os acordos transformativos negociados pela FCT no âmbito do projeto português de Ciência Aberta permitem que investigadores de universidades aderentes publiquem em revistas Elsevier, Springer Nature, Wiley e outras sem pagar APC — o custo é absorvido pelo consórcio. Para verificar se a sua instituição está abrangida e quais as editoras cobertas, consulte a página de acordos da b-on. Para depositar a tese ou versão do autor (pós-aceite) em acesso aberto, o repositório institucional da sua universidade, ligado ao RCAAP, é sempre uma opção gratuita e legítima — mesmo quando a revista tem paywall.

Antes de transformar a tese num artigo para submeter, pode ser útil rever o guia Como Transformar a Tese num Artigo Científico para Publicar numa Revista: Guia Passo a Passo 2026, que cobre a adaptação de estrutura, corte de texto e seleção da revista destino.

Ferramentas de seleção de revistas

Além dos índices já mencionados, existem ferramentas específicas para ajudar na escolha da revista certa para cada manuscrito. O guia de Marco Mello “Como escolher uma revista para publicar o seu artigo” (Sobrevivendo na Ciência) apresenta sete critérios práticos — da comunidade científica ao fator de impacto — com enfoque particular na realidade da academia luso-brasileira. Uma leitura essencial para quem está a escolher pela primeira vez.

O blog da Mettzer, “Tudo sobre artigo de periódico”, cobre o ciclo completo de publicação: como encontrar a revista, submeter, acompanhar o processo de revisão e responder aos revisores — com exemplos práticos para o contexto brasileiro.

Ferramenta O que faz Custo
Elsevier Journal Finder Sugere revistas Elsevier com base no abstract Gratuito
Springer Journal Suggester Sugere revistas Springer/Nature com base no abstract Gratuito
Jane (Journal/Author Name Estimator) Compara o texto com artigos PubMed e sugere revistas biomédicas Gratuito
DOAJ Search Pesquisa por área, língua e país; filtra por DOAJ Seal Gratuito
SHERPA/RoMEO Verifica política de auto-arquivo (repositórios) por revista/editora Gratuito
Diadorim Versão brasileira do SHERPA/RoMEO; foco em revistas nacionais Gratuito
Think. Check. Submit. Checklist anti-predatório para qualquer revista Gratuito

A iniciativa da Sociedade Bibliográfica Brasileira sobre preservação e acesso digital — abordada no artigo “A cultura do livro na Era Digital” — oferece uma perspetiva mais ampla sobre como os repositórios e infraestruturas de preservação contribuem para a sustentabilidade do acesso aberto a longo prazo.

Para investigadores que gerem referências bibliográficas e precisam de organizar a lista de revistas candidatas, o artigo Diretório de Revistas de Acesso Aberto PT/BR 2026 (DOAJ, SciELO, RCAAP) complementa este guia com listas por área mais curtas e acessíveis a quem está a começar.

Perguntas frequentes

Uma revista no DOAJ é sempre confiável?

O DOAJ é o índice global mais rigoroso para revistas de acesso aberto, mas não é infalível. Ocasionalmente, revistas que não mantêm os critérios são removidas. A boa prática é verificar a data de admissão no DOAJ (revistas recentes merecem pesquisa adicional) e cruzar com pelo menos um segundo índice (Scopus, SciELO, ou Web of Science). O DOAJ Seal — concedido a cerca de 10% das revistas indexadas — é um sinal de qualidade adicional.

Posso publicar em acesso aberto sem pagar APC?

Sim. As revistas Diamond Open Access (como as do SciELO, Redalyc e RCAAP) não cobram APC ao autor nem ao leitor. Além disso, investigadores de universidades portuguesas aderentes à b-on podem publicar em revistas Elsevier, Springer Nature e outras sem pagar APC graças aos acordos transformativos negociados pela FCT. Para o Brasil, algumas revistas têm waivers automáticos para autores de países de rendimento médio-baixo.

O Qualis CAPES ainda é relevante em 2026?

Sim, mas com ressalvas. A CAPES publicou em janeiro de 2026 a última avaliação Qualis com estratificação A1–C (relativa a 2021–2024). Para candidaturas e avaliações em curso, essa lista continua a ser referência válida. Para publicações a partir de 2025, combine o Qualis histórico com DOAJ e Scopus/Web of Science como critérios de qualidade, pois a CAPES tende a migrar para indicadores baseados nestas bases no próximo quadriénio.

Como saber se a minha instituição tem acordos de publicação sem APC?

Para Portugal, consulte a página de acordos transformativos da b-on (b-on.pt) e verifique se a sua instituição é aderente e quais editoras estão cobertas. Para o Brasil, o Portal de Periódicos da CAPES publica informação sobre os acordos de leitura, mas os acordos de publicação OA sem APC são ainda limitados. Verifique diretamente com a biblioteca da sua instituição.

Posso depositar o artigo num repositório mesmo que a revista não seja de acesso aberto?

Frequentemente sim — desde que a política da revista o permita. Use o SHERPA/RoMEO (sherpa.ac.uk/romeo) para verificar a política de auto-arquivo da revista: muitas permitem depositar a versão pós-aceite (after peer review, before typesetting) num repositório institucional como o RCAAP ou o Repositório Aberto (U.Porto) após um período de embargo de 6 a 12 meses.

Qual é a diferença entre SciELO e Redalyc?

O SciELO tem cobertura mais ampla (16 países, incluindo Brasil e Portugal) e os seus critérios de admissão são especialmente reconhecidos pela CAPES e pelo CNPq. O Redalyc concentra-se em Ciências Sociais e Humanas ibero-americanas e tem um modelo de governação cooperativa liderado pela UAEM (México). As duas plataformas não são concorrentes — muitas revistas estão em ambas. Para Ciências da Saúde e Exactas, o SciELO tende a ter mais cobertura; para Humanidades e Ciências Sociais, o Redalyc é frequentemente mais representativo.

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