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Normas ABNT em Portugal: o que as universidades aceitam

Normas ABNT em Portugal: o que as universidades aceitam e como adaptar o seu trabalho (2026)

Você terminou o TCC na USP, na UFMG ou na UnB seguindo à risca a NBR 14724, chegou a Lisboa, ao Porto ou a Aveiro para o mestrado e, logo na primeira reunião, o orientador pergunta qual norma de referências você vai usar. É nesse momento que muita gente descobre que as normas ABNT em Portugal não são o padrão: elas podem até ser aceitas, mas só quando o regulamento do curso deixa a escolha em aberto e o orientador concorda.

A confusão é compreensível. A ABNT é a Associação Brasileira de Normas Técnicas, e as suas NBRs organizam praticamente toda a vida acadêmica no Brasil. Em Portugal, a referência nacional para referências bibliográficas é a NP 405, e muitas escolas trabalham com APA, Harvard, ISO 690, Vancouver ou IEEE, conforme a área. Não existe uma regra única para o país inteiro: cada universidade, e às vezes cada departamento, define a sua.

A seguir estão o que alguns regulamentos portugueses dizem de fato, em que situações a ABNT tem espaço, como converter referências e citações com exemplos lado a lado e o que ajustar na formatação e na língua para entregar a dissertação sem retrabalho.

Resposta rápida: a ABNT não é a norma padrão nas universidades portuguesas. Muitos regulamentos fixam a norma por escola ou departamento (APA, NP 405, Harvard, ISO 690, Vancouver ou IEEE), e nesses casos a ABNT fica de fora. Quando o regulamento deixa a escolha ao estudante e ao orientador, como faz a Universidade de Aveiro, a ABNT pode ser usada desde que o orientador aprove e a norma seja aplicada de forma uniforme do início ao fim.

Normas ABNT em Portugal: por que não são o padrão

No Brasil, quase todo trabalho acadêmico se apoia em três normas da ABNT: a NBR 14724, para a estrutura e a apresentação gráfica, a NBR 10520, para as citações, e a NBR 6023, para as referências. Se você quer relembrar como as três se articulam antes de pensar na adaptação, vale revisar este guia completo das normas ABNT atualizadas, que reúne as edições em vigor, exemplos formatados e os erros mais apontados pelas bancas.

Em Portugal, a norma nacional de referências tem outra origem. O guia de referências bibliográficas da Divisão de Documentação e Cultura da FCT NOVA explica que a NP 405 resulta da tradução e adaptação da norma internacional ISO 690 e que o organismo responsável pela sua publicação é o Instituto Português da Qualidade. A norma divide-se em quatro partes: a NP 405-1, para documentos impressos; a NP 405-2, para material não livro; a NP 405-3, para documentos não publicados; e a NP 405-4, para documentos eletrônicos.

Ter uma norma nacional, porém, não significa que ela seja obrigatória. O mesmo guia lembra que é comum cada área disciplinar ter tradição em estilos específicos e apresenta lado a lado o IEEE (numérico, mais comum nas engenharias), o APA (autor-data) e a NP 405. Por isso a pergunta útil não é se Portugal aceita ABNT, e sim se o seu regulamento aceita ABNT. E a resposta muda de uma escola para outra, como você vai ver a seguir.

O que dizem os regulamentos das universidades portuguesas

Os três exemplos abaixo vêm de documentos publicados pelas próprias instituições. Eles representam os três modelos que você vai encontrar com mais frequência: norma fixada por departamento, lista fechada de estilos e escolha aberta com aprovação do orientador.

Instituição e documento O que diz sobre referências A ABNT tem espaço?
ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (normas aprovadas pelo Conselho Científico em 19 de maio de 2020) A norma depende da escola e do departamento: APA em Psicologia Social e das Organizações e na ISCTE Business School; Harvard em Economia Política; ISO 690 em Antropologia e em História; ISO 690, NP 405, Harvard ou APA em Arquitetura; IEEE no DCTI Não aparece na lista
IHMT NOVA (regulamento de abril de 2025) Um de três modelos: Harvard, Vancouver ou NP 405, com formatação uniforme em toda a dissertação ou tese Não aparece na lista
Universidade de Aveiro (normas de mestrado atualizadas em maio de 2024) A norma ou estilo é opção do aluno e do orientador, conforme a área científica, aplicada de modo uniforme e consistente, seja nacional ou internacional Possível, com aprovação do orientador
Duas pilhas de dissertações encadernadas, uma de capa verde e outra de capa terracota, com um lápis e um clipe entre elas sobre uma mesa de madeira
Cada escola pode adotar uma norma diferente: confirme a do seu curso antes de formatar.

Leia a tabela com cuidado. As normas de apresentação do ISCTE não dizem com essas palavras que a ABNT é proibida; elas indicam, para cada escola, a norma a seguir, e determinam que cada escola disponibilize o endereço da norma de referenciação que adotar. O regulamento do IHMT NOVA é ainda mais direto: o estilo segue um dos três modelos listados. Já as normas de mestrado da Universidade de Aveiro são abertas e falam em norma ou estilo nacional ou internacional selecionado, colocando a decisão nas mãos do estudante e do orientador.

Dois avisos práticos. Primeiro, regulamentos são revistos: confirme sempre a versão em vigor no site da sua escola ou com os serviços acadêmicos. Segundo, o seu mestrado pode ter um documento próprio, mais detalhado do que o da universidade, com exemplos de referências; quando ele existe, é ele que você deve seguir. Para uma decisão rápida entre a norma portuguesa e a brasileira em casos de dúvida, o guia de decisão entre NP 405 e ABNT resume os critérios em poucas perguntas.

Dica de mentor: norma combinada, o próximo passo é escrever. A Tesify, plataforma de IA para teses, já foi usada por mais de 9.000 estudantes para escrever mais de 15.000 capítulos, e cada linha continua 100% escrita por você. Se a dissertação em Portugal está começando agora, abra o projeto lá e comece pelo primeiro capítulo.

Quando a ABNT pode ser aceita na sua dissertação

Com base nesses modelos, as normas ABNT em Portugal só são uma opção realista quando três condições se somam:

  • O regulamento deixa a norma em aberto. É o caso do texto de Aveiro. A ABNT entra como uma norma nacional escolhida, e o critério que o documento impõe é a aplicação uniforme e consistente em todas as citações e referências.
  • O orientador concorda. Mesmo com regulamento aberto, a escolha é compartilhada. Se a sua pesquisa dialoga sobretudo com literatura brasileira, é razoável perguntar se manter a ABNT faz sentido, mas a decisão é dele e do curso, não uma regra geral.
  • A norma vale para o trabalho inteiro. Misturar sistemas no mesmo trabalho é o erro a evitar. O regulamento do IHMT NOVA, por exemplo, exige que a formatação das referências seja uniforme em todo o corpo do trabalho, independentemente do estilo adotado.

A ABNT fica de fora quando o regulamento traz uma lista fechada, como no IHMT NOVA, ou atribui a norma ao departamento, como no ISCTE. Nesses casos não há margem para negociar: o trabalho segue uma das normas indicadas. Se o seu doutoramento for em cotutela com uma universidade brasileira, verifique o que o acordo entre as instituições estabelece sobre a apresentação da tese antes de escolher a norma; as normas do ISCTE, por exemplo, já preveem que, em cotutela, os logotipos das duas instituições apareçam lado a lado na subcapa.

Quando a escolha for livre, registre a decisão por escrito. Um e-mail curto do orientador confirmando que você pode seguir a ABNT, com a indicação das normas (NBR 10520 para citações e NBR 6023 para referências), evita discussões no momento da entrega da versão provisória.

ABNT, APA e NP 405: as diferenças que mais aparecem

Se você tiver de trocar de norma, estas são as diferenças que você vai encontrar logo de cara. A coluna da ABNT segue os manuais de citações (NBR 10520:2023) e de referências (NBR 6023) da Biblioteca Comunitária da UFSCar; as colunas de APA 7 e NP 405 seguem o guia da FCT NOVA.

Elemento ABNT APA 7 NP 405
Citação com dois autores entre parênteses (Silva; Costa, 2021), em maiúsculas e minúsculas (Silva & Costa, 2021) Autor-data, numérica ou nota de rodapé, à escolha do autor
Muitos autores Na referência, com quatro ou mais autores, é permitido indicar o primeiro seguido de et al. Com três ou mais autores, et al. após o primeiro sobrenome Na referência, com quatro ou mais autores, o primeiro seguido de et al. entre colchetes
Nome do autor na referência SOBRENOME em caixa alta, seguido do nome Sobrenome seguido das iniciais APELIDO (o sobrenome, em Portugal) em maiúsculas, seguido do nome
Posição do ano No fim da referência Logo após o autor, entre parênteses No fim (livros) ou entre parênteses após volume e fascículo (artigos)
Local de publicação de livros Obrigatório (local, editora e data) Deixou de aparecer na 7.ª edição Obrigatório (local : editora, ano)
Citação direta longa Mais de três linhas, com recuo padronizado (recomendado 4 cm), fonte menor, espaço simples e sem aspas Regra própria de bloco; confira o manual da norma Segue o formato de citação escolhido e o regulamento da escola

Uma mudança recente ajuda quem vem do Brasil: segundo o manual da UFSCar para a NBR 10520:2023, a indicação do autor entre parênteses passou a ser feita em letras maiúsculas e minúsculas, como em (Silva, 2009, p. 73). Ou seja, a citação no texto já se parece mais com a APA do que nas edições anteriores; a grande diferença continua no separador entre autores (ponto e vírgula na ABNT, & na APA).

Para aprofundar cada norma separadamente, há dois materiais úteis aqui no site: o passo a passo de citações e referências em APA 7 na tese e o guia sobre quando usar a NP 405 nas referências, com exemplos por tipo de fonte.

Como converter referências e citações da ABNT (exemplos)

Os exemplos abaixo são ilustrativos: os autores, o artigo, a revista e o livro são fictícios e servem apenas para mostrar a mudança de formato.

Exemplo 1: artigo de revista

  • ABNT (NBR 6023): SILVA, Ana Paula; COSTA, Rui. Gestão do tempo na pós-graduação. Revista de Estudos em Educação, Rio de Janeiro, v. 12, n. 3, p. 45-60, mar. 2021.
  • APA 7: Silva, A. P., & Costa, R. (2021). Gestão do tempo na pós-graduação. Revista de Estudos em Educação, 12(3), 45–60.
  • NP 405: SILVA, Ana Paula; COSTA, Rui – Gestão do tempo na pós-graduação. Revista de Estudos em Educação. Rio de Janeiro. 12:3 (2021) 45-60.

Repare em três movimentos: na APA, o ano sobe para logo depois dos autores e o nome vira sobrenome mais iniciais; na NP 405, o título do artigo vem depois de um travessão e o volume e o fascículo aparecem juntos, no formato 12:3, seguidos do ano entre parênteses. O modelo da FCT NOVA para artigos em NP 405 inclui ainda o ISSN da revista logo após o local de publicação, por isso acrescente-o sempre que a revista o indicar. Se o artigo tiver DOI, o guia da FCT NOVA coloca-o no fim da referência, tanto em APA como em NP 405.

Exemplo 2: livro

  • ABNT (NBR 6023): OLIVEIRA, Marta. Metodologia da pesquisa em educação: guia prático. 2. ed. São Paulo: Editora Horizonte, 2020.
  • APA 7: Oliveira, M. (2020). Metodologia da pesquisa em educação: Guia prático (2.ª ed.). Editora Horizonte.
  • NP 405: OLIVEIRA, Marta – Metodologia da pesquisa em educação: guia prático. 2.ª ed. São Paulo : Editora Horizonte, 2020.

Aqui a diferença mais visível é o local: a APA 7 deixou de indicá-lo em livros, enquanto a ABNT e a NP 405 o mantêm. Na NP 405, o modelo da FCT NOVA também prevê o ISBN no fim da referência.

Passo a passo para converter a lista inteira

  1. Defina a norma antes de escrever. O guia da FCT NOVA recomenda que o estilo bibliográfico seja definido no início do trabalho, e não na véspera da entrega.
  2. Converta primeiro as citações no texto. Troque (Silva; Costa, 2021) por (Silva & Costa, 2021) se a norma for APA, e lembre que, com três ou mais autores, a APA usa et al. logo na primeira citação.
  3. Reordene os elementos de cada referência. Ano, local e posição do título mudam de norma para norma, como nos exemplos acima.
  4. Padronize o destaque tipográfico. Na ABNT, o título pode ser destacado em negrito, itálico ou sublinhado, desde que o recurso seja o mesmo em todas as referências; na APA, o itálico marca o título do livro e o nome da revista.
  5. Revise à mão as teses e dissertações citadas. O guia da FCT NOVA avisa que as dissertações são descritas em Portugal de modo diferente dos outros países e que os gestores bibliográficos não geram essas referências no modelo português, por isso é preciso ajustar os campos manualmente.
  6. Confira a correspondência entre texto e lista. Tudo o que é citado deve estar na lista de referências, e a lista deve conter só o que foi citado, como exige o regulamento do IHMT NOVA.

Dica de mentor: antes de converter a lista inteira, converta só cinco referências de tipos diferentes (um livro, um artigo, um capítulo, uma lei e uma dissertação) e mostre ao orientador. Com o formato aprovado, você replica o padrão no resto da lista sem medo de refazer tudo.

Se você usa um gestor de referências, a troca de norma fica muito mais leve. O guia sobre o protocolo duplo ABNT e APA no Zotero mostra como manter a mesma biblioteca pronta para as duas normas.

Formatação e estrutura: o que muda em relação à NBR 14724

A formatação é o segundo choque. Pela NBR 14724, o manual de normalização da UEL indica margens esquerda e superior de 3 cm e direita e inferior de 2 cm, fonte Times New Roman ou Arial tamanho 12 e espaçamento de 1,5 entre linhas. Em Portugal, cada regulamento define os próprios valores:

Item NBR 14724 (manual UEL) ISCTE (2020) IHMT NOVA (2025) Universidade de Aveiro (2024)
Margens 3 cm superior e esquerda; 2 cm inferior e direita 2,5 cm nos quatro lados 3 cm superior e inferior; 3,5 cm esquerda; 2,5 cm direita 3 cm esquerda, superior e inferior; 2,5 cm direita
Fonte Times New Roman ou Arial, tamanho 12 Times New Roman 11 ou 12, Arial 11 ou Calibri 11 Times New Roman 12 Tipo livre, entre 10 e 12
Espaçamento 1,5 1,5 Espaço e meio No máximo 1,5
Folha em branco sobre a mesa com um traço a lápis a marcar a margem, ao lado de um lápis e de clipes
Margens, fonte e espaçamento mudam de um regulamento para outro.

A estrutura também muda. A NBR 14724 organiza o trabalho em elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, com itens como folha de rosto, ficha catalográfica e folha de aprovação. Se essa é a sua referência mental, revise a estrutura do trabalho acadêmico pela NBR 14724 e compare item a item com o modelo da sua escola, porque a ordem e os nomes não coincidem.

Na Universidade de Aveiro, por exemplo, as primeiras páginas incluem a identificação do curso e dos orientadores, a composição do júri nomeado, os agradecimentos, as palavras-chave e o resumo em português, as keywords e o abstract em inglês e uma página sobre o reconhecimento do uso, ou não, de ferramentas de inteligência artificial generativa, nos termos da Deliberação n.º 41/CC/2024. O título da dissertação é obrigatório em português. Nada disso existe com esse desenho na NBR 14724, por isso não reaproveite o modelo do TCC sem conferir o da escola.

Português do Brasil ou de Portugal no texto?

Os documentos consultados admitem a redação em português, e o IHMT NOVA também em inglês, sem necessidade de justificação; no caso do ISCTE, o texto deve estar em conformidade com o Acordo Ortográfico em vigor. Nenhum deles fixa a variante brasileira ou europeia, mas o seu texto vai ser lido por um júri português, e isso pesa em três frentes.

Ortografia. O Acordo Ortográfico aproximou as duas variantes, mas não as igualou. O guia para a nova ortografia mostra que as consoantes que não se pronunciam caem (redação, projeto, adoção), mas que são conservadas quando se pronunciam, como em facto e opção, e que há duplas grafias admitidas, como sector ou setor e característica ou caraterística. É por isso que o português europeu escreve facto onde o Brasil escreve fato.

Vocabulário acadêmico. Alguns termos mudam de uma margem do Atlântico para a outra: pesquisa costuma aparecer como investigação, banca como júri, defesa como provas públicas ou discussão pública, equipe como equipa, arquivo como ficheiro e planilha como folha de cálculo. Usar a forma brasileira não é erro ortográfico, mas a escolha deve ser consistente do início ao fim.

Registro e sintaxe. A colocação dos pronomes e o uso do gerúndio também distinguem as duas variantes. Se quiser ajustar o texto à norma europeia, o guia sobre português europeu ou do Brasil na tese propõe um método de revisão em três passagens. Seja qual for a decisão, combine-a com o orientador e mantenha-a no trabalho inteiro, inclusive nos resumos.

O que perguntar ao orientador na primeira reunião

Antes de assumir que as normas ABNT em Portugal valem para o seu curso, faça estas perguntas logo no início. Boa parte do retrabalho some assim:

  1. Qual documento de normas vale para o meu curso: o da universidade, o da escola ou um específico do mestrado?
  2. A norma de referências é fixa ou posso escolher? Se posso, a ABNT é aceitável neste trabalho?
  3. Que formato de citação no texto devo usar: autor-data, numérico ou nota de rodapé?
  4. Como devo referenciar legislação, relatórios e dissertações portuguesas que eu citar?
  5. Há modelo de capa, folha de rosto e página do júri para baixar?
  6. Posso escrever em português do Brasil, ou prefere que eu adapte o texto ao português europeu?
  7. Que declaração sobre o uso de ferramentas de inteligência artificial o curso exige?
  8. Qual é o limite de páginas e o que fica fora da contagem?

Leve as respostas por escrito para a reunião seguinte e guarde o e-mail com as decisões. Esse registro é útil se o orientador mudar ou se o júri levantar dúvidas sobre a norma adotada. E, se o doutoramento ainda depende de financiamento, o panorama de bolsas para brasileiros fazerem doutorado em Portugal ajuda a alinhar prazos de candidatura e de escrita.

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Perguntas frequentes

Posso entregar a dissertação em ABNT numa universidade portuguesa?

Depende do regulamento do seu curso. Se ele fixa a norma por departamento ou traz uma lista fechada, como no ISCTE e no IHMT NOVA, a ABNT não está entre as opções. Se deixa a escolha ao estudante e ao orientador, como na Universidade de Aveiro, a ABNT pode ser usada com aprovação do orientador e aplicação uniforme.

Qual norma portuguesa equivale à ABNT?

Para referências bibliográficas, a norma nacional é a NP 405, publicada pelo Instituto Português da Qualidade e adaptada da ISO 690. Não há um conjunto único que cubra estrutura, citações e referências como o trio NBR 14724, 10520 e 6023: a apresentação gráfica e a estrutura vêm das normas de cada universidade.

Preciso escrever em português de Portugal?

Os documentos consultados não fixam a variante; o ISCTE, por exemplo, pede apenas conformidade com o Acordo Ortográfico em vigor. Ainda assim, o texto será lido por um júri português, por isso convém combinar a variante com o orientador e mantê-la consistente em todo o trabalho.

O gestor de referências converte ABNT para APA sozinho?

Ele troca o estilo de saída se os dados estiverem bem preenchidos, mas não resolve tudo. O guia da FCT NOVA avisa que os gestores bibliográficos não geram as referências de teses e dissertações no modelo português, por isso essas entradas precisam de ajuste manual.

As margens da ABNT servem em Portugal?

Só se coincidirem com as do seu regulamento. Os valores variam: o ISCTE pede 2,5 cm nos quatro lados, o IHMT NOVA usa 3 cm em cima e em baixo, 3,5 cm à esquerda e 2,5 cm à direita, e a Universidade de Aveiro usa 3 cm à esquerda, em cima e em baixo e 2,5 cm à direita.

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