Tese Baseada em Artigos: É Permitida em Portugal? FAQ 2026
A tese por compilação de artigos em Portugal é um formato oficialmente reconhecido — mas não está disponível em todas as instituições nem em todos os ciclos de estudos da mesma forma. Se está a ponderar entregar a sua investigação neste formato, a primeira coisa que precisa de saber é onde procurar a resposta certa: o regulamento do seu programa específico, e não apenas o regulamento geral da universidade.
Nos últimos anos, a pressão para publicar durante o percurso académico levou um número crescente de candidatos a optar pela tese por compilação — também chamada tese por artigos, tese em formato alternativo ou coletânea de artigos. Esta guia responde às perguntas mais frequentes com base nos regulamentos em vigor em 2026 das principais universidades públicas portuguesas.
O que é uma tese por compilação de artigos?
Uma tese por compilação de artigos (também designada tese em formato de coletânea ou tese por publicações) é uma tese de grau académico que, em vez de constituir uma narrativa monográfica contínua, organiza a investigação original à volta de um conjunto de artigos científicos publicados ou aceites para publicação em revistas com arbitragem por pares.
A compilação não é uma simples junção de artigos. Inclui obrigatoriamente elementos estruturantes escritos especificamente para a tese: uma introdução geral que enquadra a problemática e apresenta a coerência do conjunto, e uma conclusão geral que integra os resultados e discute as implicações. Alguns regulamentos exigem também capítulos de transição entre artigos, revisão de literatura autónoma e uma declaração de contribuição individual para cada artigo em coautoria.
Ao contrário de uma estrutura padrão de uma tese portuguesa — com capítulos sequenciais de introdução, revisão, metodologia, resultados e discussão —, na tese por compilação cada artigo é tendencialmente autossuficiente e pode ter sido submetido, aceite ou publicado antes do momento de entrega da tese.
É permitida nas universidades portuguesas?
Sim. O enquadramento legal em Portugal para os ciclos de estudos conducentes ao grau de doutor (Decreto-Lei n.º 65/2018, que alterou o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior) abre explicitamente espaço ao formato alternativo. A generalidade das universidades públicas portuguesas já incorporou esta possibilidade nos seus regulamentos gerais de doutoramento.
A Universidade de Coimbra, por exemplo, define no Regulamento Académico (Regulamento n.º 805-A/2020, artigo 58.º, n.º 2) a tese por compilação como uma “compilação, devidamente enquadrada face ao ‘estado da arte’, de um conjunto coerente e relevante de trabalhos de investigação, já objeto de publicação, parcial ou total, em revistas com comités de seleção de reconhecido mérito internacional, integrando uma discussão conjunta dos resultados, conclusões gerais e implicações ou elementos de inovação”.
A Universidade de Lisboa (através dos seus institutos e faculdades), a Universidade do Porto, a NOVA e o ISCTE publicaram documentos equivalentes. O blog SciELO em Perspectiva documentou a progressiva adoção deste formato nas universidades lusófonas, assinalando que as ciências naturais e a medicina lideram a transição, enquanto as humanidades mantêm maior resistência.
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Vale para mestrado ou só para doutoramento?
Esta é uma das questões mais comuns — e a resposta não é uniforme.
Ao nível do doutoramento (3.º ciclo): O formato por compilação é amplamente aceite e está previsto nos regulamentos gerais da maioria das instituições portuguesas. É ao nível do doutoramento que o formato tem maior tradição e mais clareza regulamentar.
Ao nível do mestrado (2.º ciclo): A situação é mais restritiva. O Decreto-Lei n.º 65/2018 prevê três modalidades para conclusão do mestrado: dissertação científica (formato tradicional), projeto, ou relatório de estágio. A maioria dos regulamentos de mestrado português não contempla explicitamente o formato de compilação de artigos como alternativa à dissertação. Contudo, alguns programas de mestrado de investigação — especialmente nas áreas da saúde, ciências e engenharia — já permitem que a dissertação incorpore artigos publicados, desde que seguida de um texto integrador original.
Se o seu mestrado é de carácter profissionalizante, as hipóteses de utilizar este formato são muito reduzidas. Se é um mestrado de investigação (por exemplo, ligado a uma bolsa FCT), converse diretamente com o seu orientador e consulte o regulamento específico do programa — não apenas o regulamento geral da faculdade.
Quais são os requisitos mínimos?
Os requisitos variam entre instituições, mas existem padrões comuns. A tabela seguinte resume os critérios mais frequentemente exigidos nos regulamentos das universidades públicas portuguesas:
| Critério | Requisito típico | Notas |
|---|---|---|
| Número mínimo de artigos | 2 a 3 artigos | UC sugere mínimo de 3; IHMT-NOVA exige mínimo de 2 |
| Indexação das revistas | Scopus e/ou Web of Science | Alguns regulamentos aceitam indexação em bases setoriais reconhecidas |
| Quartil das revistas | Q1, Q2 ou Q3 (varia) | IHMT-NOVA exige Q1-Q3; verificar programa específico |
| Autoria | Primeiro autor (maioria dos artigos) | Exige declaração de contribuição individual em coautoria |
| Estado de publicação | Publicado ou aceite para publicação | Artigos apenas submetidos são geralmente insuficientes |
| Língua dos capítulos integradores | Língua comum (PT ou EN) | Introdução e conclusão gerais na mesma língua do título da tese |
| Elementos obrigatórios | Introdução geral + Conclusão geral | Algumas instituições exigem também revisão de literatura separada |
| Formatação | Uniforme em todo o documento | Tipo e tamanho de letra, espaçamento e estilo de citações consistentes |
Atenção: a publicação prévia de artigos num repositório institucional (como o Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal) ou na SciELO não substitui a publicação em revista com arbitragem. O que conta é a indexação e o processo de revisão por pares da revista onde o artigo foi efetivamente publicado.
Regras nas principais universidades portuguesas
Para além dos requisitos gerais, cada universidade e programa impõe especificidades. Abaixo encontra um resumo com base nos documentos regulamentares disponíveis em 2025-2026. Consulte sempre as regras por universidade no momento de submissão, pois os regulamentos são atualizados com frequência.
Universidade de Coimbra (UC)
O Regulamento n.º 805-A/2020 (artigo 58.º) reconhece o formato de compilação. A UC sugere um mínimo de três artigos e recomenda evitar sobreposição de conteúdos entre os diferentes trabalhos. A formatação deve ser uniforme em todo o documento (tipo e tamanho de letra, espaçamento, estilo de citação). As normas de formatação da FEUC, atualizadas em novembro de 2025, especificam os detalhes técnicos para este formato.
Universidade de Lisboa (ULisboa) e Institutos
O Despacho n.º 2732/2025 (publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 41, de 27 de fevereiro de 2025) introduziu atualizações ao quadro regulamentar dos doutoramentos da Universidade de Lisboa. O Técnico Lisboa publica regulamento próprio de dissertação de mestrado que não prevê o formato de compilação para o 2.º ciclo; ao nível do doutoramento, cada faculdade/instituto define os critérios específicos. A Faculdade de Direito de Lisboa (FD-ULisboa) admite formatos alternativos nos seus programas de doutoramento, mas não nos mestrados científicos.
Universidade do Porto (UP)
O Regulamento Geral dos Terceiros Ciclos de Estudos da Universidade do Porto — disponível no portal SIGARRA — prevê explicitamente o formato de compilação de artigos como alternativa à monografia nos programas de doutoramento. A compilação deve consistir num conjunto coerente de trabalhos de investigação publicados em revistas de mérito internacional reconhecido. Cada faculdade da UP pode impor critérios adicionais: a FCUP, a FEP e a FPCEUP têm normas orientadoras próprias acessíveis via SIGARRA.
NOVA (Universidade NOVA de Lisboa)
O IHMT-NOVA publicou o Regulamento n.º 192/2025 (Diário da República, 2.ª série, n.º 24, de 4 de fevereiro de 2025), que define com precisão os requisitos: mínimo de dois artigos científicos com resultados originais, de que o candidato seja primeiro autor, publicados ou aceites para publicação em revistas com arbitragem por pares indexadas no Scopus e/ou WOS nos quartis Q1, Q2 ou Q3. A NOVA FCSH tem regulamento próprio para os seus programas de doutoramento que deve ser consultado separadamente.
ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa
O ISCTE dispõe de uma área dedicada no portal para submissão de tese ou compilação de artigos. O Regulamento n.º 1285/2025 (Diário da República, 2.ª série, n.º 245, de 22 de dezembro de 2025) introduziu clarificações sobre este formato, incluindo a obrigatoriedade de entregar, para cada artigo em coautoria, uma declaração de contribuição individual. O ISCTE exige ainda conformidade com as suas Normas de Harmonização Gráfica para dissertação/tese.
Universidade de Évora (UÉ)
A Universidade de Évora prevê o formato de compilação para os seus programas de doutoramento, com os procedimentos académicos documentados na respetiva área dos serviços académicos. Os critérios específicos são definidos ao nível de cada programa doutoral.
Como estruturar uma tese por compilação?
A estrutura-tipo de uma tese por compilação em Portugal, coerente com os regulamentos das principais instituições, organiza-se da seguinte forma:
- Página de rosto, dedicatória, agradecimentos e resumo — igual à estrutura de qualquer tese, na língua da tese e em inglês.
- Índice geral — inclui a lista de artigos integrados, com referência completa de cada um.
- Lista de abreviaturas e siglas
- Introdução geral — capítulo de texto original, escrito pelo candidato especificamente para a tese. Enquadra o problema de investigação, apresenta a relevância do conjunto dos artigos e descreve a estrutura da compilação. Não pode ser a introdução de um dos artigos reutilizada.
- Revisão de literatura (quando exigida separadamente) — o estado da arte global que sustenta todos os artigos da compilação.
- Artigos — cada artigo constitui um capítulo autónomo. Pode ser reproduzido no formato da revista ou reformatado uniformemente. Inclui a referência bibliográfica completa e, quando aplicável, a declaração de contribuição individual.
- Capítulos de transição (quando exigidos) — texto breve que liga um artigo ao seguinte, explicitando a progressão da investigação.
- Discussão e conclusão gerais — capítulo de texto original que integra os resultados de todos os artigos, discute as implicações conjuntas e indica pistas de investigação futura. É aqui que a tese demonstra a coerência do conjunto.
- Referências bibliográficas gerais — lista unificada de todas as referências citadas nos capítulos integradores (a introdução, as transições e a conclusão). As referências de cada artigo são as da revista.
- Anexos — documentos de suporte, declarações de contribuição, pareceres éticos.
Ao pensar em como organizar os capítulos, a regra mais importante é esta: os elementos integradores (introdução, conclusão e eventuais transições) devem constituir trabalho novo e substancial, capaz de demonstrar que o candidato domina o campo para além dos artigos individuais. Uma compilação em que a introdução tem duas páginas e a conclusão tem três dificilmente passará num júri exigente.
No blogue Ciência em Tese, a autora — doutorada em Comunicação pela UFMG — sublinha a importância de começar a escrever os capítulos integradores cedo no processo, e não apenas depois de os artigos estarem todos publicados. Esta lógica aplica-se com força redobrada à tese por compilação: a introdução e a conclusão gerais são frequentemente subestimadas, mas são as peças que transformam uma coleção de artigos numa tese.
Vantagens e desvantagens face à monografia
A análise das diferenças face à monografia é essencial antes de tomar uma decisão. O formato por compilação não é universalmente melhor — depende da área científica, do ritmo de publicação, da política da revista e dos prazos do programa.
Vantagens do formato por compilação
- Visibilidade científica antecipada: os artigos já estão publicados e indexados, gerando citações antes da defesa.
- Alinhamento com o perfil investigador: em áreas onde a unidade de mérito académico é o artigo (biomedicina, ciências exatas), este formato valoriza diretamente o currículo.
- Redução da redundância: evita reescrever resultados já publicados numa narrativa separada, poupando tempo ao candidato e ao júri.
- Preparação para a carreira académica: candidatos com artigos publicados durante o doutoramento partem com vantagem nos processos de concurso.
- Reconhecimento pela FCT: a Fundação para a Ciência e a Tecnologia considera as publicações resultantes do doutoramento para avaliação de bolseiros e financiamento de projetos.
Desvantagens e riscos
- Dependência de calendários editoriais: um artigo submetido mas não aceite à data da entrega pode inviabilizar a tese. A gestão dos prazos de revisão por pares é crítica.
- Menor profundidade de contextualização: os artigos individuais raramente têm espaço para apresentar o estado da arte de forma exaustiva; a introdução geral tem de compensar essa limitação.
- Incoerência aparente: se os artigos foram escritos em diferentes fases da investigação, pode ser difícil demonstrar uma narrativa científica unificada sem um trabalho cuidado de integração.
- Disciplinas com tradição monográfica: em humanidades, direito ou ciências sociais qualitativas, a monografia continua a ser o formato dominante e mais bem avaliado pelos júris.
- Questões de coautoria: artigos com múltiplos autores exigem declarações claras de contribuição individual, o que pode ser delicado quando o orientador é coautor.
O blogue académico Ferramentas para Doutorandar aborda um aspeto muitas vezes esquecido: após a defesa, a tese por compilação pode ser mais difícil de converter num livro académico, precisamente porque os capítulos centrais já foram publicados em separado. Quem prevê publicar o trabalho doutoral como monografia pode preferir o formato tradicional.
Como decidir qual formato escolher?
A decisão deve responder a três perguntas práticas antes de qualquer outra consideração:
- O regulamento do meu programa admite o formato por compilação? Confirme no regulamento específico do seu programa doutoral (não no regulamento geral da universidade). Consulte os regulamentos comparados das principais universidades e verifique o documento oficial do seu programa. Em caso de dúvida, pergunte diretamente à coordenação do programa.
- Tenho já artigos publicados ou aceites? Se ainda não tem nenhum artigo aceite, o formato por compilação implica um risco significativo de atraso. A monografia permite avançar com a escrita sem depender de decisões editoriais externas.
- A minha área favorece este formato? Consulte os repositórios da sua instituição e observe quais os formatos de teses recentes aprovadas na sua área. A prevalência do formato por compilação varia muito entre ciências e humanidades.
Se responder “sim” às três perguntas, o formato por compilação é provavelmente uma boa opção. Se a resposta à segunda ou terceira for “não” ou “talvez”, a monografia oferece mais controlo sobre o processo. Para mais orientação, leia o artigo sobre regras por universidade e consulte o seu orientador com uma proposta preliminar antes de tomar qualquer decisão.
A plataforma Tesify pode ajudar a estruturar os capítulos integradores da tese por compilação — a introdução geral, os capítulos de transição e a conclusão — garantindo coerência e conformidade com as normas da sua universidade.
FAQ: Perguntas frequentes sobre tese por compilação em Portugal
O que é exatamente uma tese por compilação de artigos?
É uma tese de grau académico (sobretudo doutoramento) em que a investigação original é apresentada através de um conjunto de artigos científicos publicados ou aceites em revistas com arbitragem, enquadrados por uma introdução geral e uma conclusão geral escritas especificamente para a tese. Cada artigo funciona como um capítulo autónomo, mas o conjunto tem de demonstrar coerência científica e temática.
A tese por compilação é permitida no mestrado em Portugal?
Na maioria dos casos, não — ou pelo menos não de forma explícita. O Decreto-Lei n.º 65/2018 define três modalidades de conclusão do mestrado (dissertação, projeto, estágio), e a generalidade dos regulamentos de mestrado não contempla o formato de compilação de artigos como substituto da dissertação. Contudo, alguns mestrados de investigação, especialmente nas áreas da saúde e ciências, já permitem que a dissertação integre artigos publicados. Verifique o regulamento específico do seu programa.
Quantos artigos são necessários para uma tese por compilação em Portugal?
O número mínimo varia entre instituições: o IHMT-NOVA exige pelo menos dois artigos; a Universidade de Coimbra sugere um mínimo de três. A maioria dos regulamentos aponta para um intervalo de dois a seis artigos. O mais importante é que o conjunto seja coerente e que o candidato seja primeiro autor na maioria dos artigos incluídos.
Os artigos têm de estar publicados antes de entregar a tese?
A maioria dos regulamentos aceita artigos publicados ou aceites para publicação (com carta de aceitação formal da revista). Artigos apenas submetidos, mas ainda sem decisão editorial, são geralmente insuficientes. Confirme a política exata do seu programa antes de planear o calendário de submissão dos artigos.
Posso incluir artigos em coautoria numa tese por compilação?
Sim, desde que a contribuição individual do candidato esteja claramente documentada. O ISCTE, por exemplo, exige uma declaração de contribuição individual para cada artigo em coautoria. É frequente que o orientador figure como coautor; neste caso, é importante que a declaração especifique as tarefas concretas realizadas pelo doutorando (conceção do estudo, recolha de dados, análise, redação, etc.).
As revistas dos artigos têm de estar indexadas no Scopus ou Web of Science?
Depende do regulamento da sua instituição. O IHMT-NOVA exige indexação no Scopus e/ou Web of Science nos quartis Q1, Q2 ou Q3. Outros regulamentos falam de revistas com “comités de seleção de reconhecido mérito internacional” sem especificar a base de indexação. Em áreas onde Scopus e WOS têm cobertura limitada (algumas humanidades, línguas e artes), pode ser aceite indexação em bases setoriais reconhecidas. Confirme sempre com o seu programa.
Em que língua deve ser escrita a tese por compilação?
Os capítulos integradores (introdução geral, conclusão geral, capítulos de transição) devem ser escritos numa língua comum — normalmente a mesma do título da tese (português ou inglês). Os artigos individuais podem estar em línguas diferentes, conforme a revista em que foram publicados. A Universidade de Coimbra recomenda explicitamente que a introdução, a conclusão e as secções de ligação partilhem a mesma língua.
A tese por compilação é bem vista pelos júris em Portugal?
Em áreas científicas onde a publicação em revistas indexadas é a norma (ciências da vida, medicina, engenharia, física, química), o formato é bem aceite e pode mesmo ser valorizado. Em humanidades, direito e ciências sociais qualitativas, a monografia continua a ter maior prestígio nos júris portugueses. O factor determinante é sempre a qualidade da investigação e a robustez dos capítulos integradores — uma compilação com uma introdução geral fraca dificilmente impressionará o júri, independentemente da qualidade dos artigos individuais.
Posso usar artigos de conferências numa tese por compilação?
Depende do regulamento. A maioria das instituições portuguesas exige artigos publicados em revistas com arbitragem, não em atas de conferências. Contudo, em engenharia e informática, onde as conferências de topo têm processos de revisão rigorosos e alto impacto, alguns programas aceitam artigos de conferências indexados no Scopus ou WOS. Confirme esta questão especificamente no regulamento do seu programa ou com a coordenação.
Onde posso encontrar exemplos de teses por compilação aprovadas em Portugal?
Os repositórios institucionais das universidades são o melhor ponto de partida: o Repositório da Universidade de Coimbra (Estudo Geral), o RepositóriUM da Universidade do Minho, o Repositório da Universidade de Lisboa e o Repositório do ISCTE disponibilizam teses em acesso aberto. Pesquise por palavras como “compilação de artigos” ou “paper-based thesis” nos campos de pesquisa avançada. O blogue Sobrevivendo na Ciência, do investigador Marco Armello, é também um recurso útil sobre escrita académica e comunicação científica para quem prepara uma tese no formato por artigos.
