Como Citar o ChatGPT e a IA nas Normas ABNT 2026 (NBR 10520 e NBR 6023)

Pela ABNT, o ChatGPT é citado como comunicação/documento eletrônico: no texto, use (OPENAI, 2026); nas referências, informe autor (OPENAI), título do prompt, a designação “[resposta gerada por IA]”, a versão da ferramenta, a data e a URL de acesso. Muitas universidades brasileiras já exigem, além da citação, uma declaração formal de uso de IA no TCC. Veja abaixo os exemplos prontos para copiar e os erros que mais reprovam bancas.

Estudante universitário brasileiro consultando o ChatGPT no laptop enquanto organiza as referências do TCC segundo as normas ABNT
Citar corretamente o ChatGPT e outras IAs generativas é hoje parte do processo de escrita do TCC em várias universidades brasileiras.

A ABNT já tem uma norma oficial para citar inteligência artificial?

Não exatamente. Mesmo com a atualização mais recente das normas — NBR 6023:2025 (referências) e NBR 10520:2023 (citações no texto) — a ABNT não publicou um modelo específico e consolidado só para ferramentas de IA generativa como o ChatGPT. O que existe, na prática, é uma adaptação: bibliotecários e núcleos de metodologia científica das universidades tratam a resposta de uma IA como um documento eletrônico sem autoria humana tradicional, aplicando por analogia as regras de “comunicação pessoal” e “documento eletrônico” da NBR 6023:2025.

Isso significa que citar IA no TCC funciona, mas com uma camada extra de cautela: confirme sempre se o seu curso, departamento ou a biblioteca da sua universidade já publicou uma orientação própria — muitas já o fizeram, e ela deve prevalecer sobre o modelo genérico deste guia.

IA generativa é citada como “comunicação pessoal” ou como “documento eletrônico”?

Aqui mora uma das maiores confusões da adaptação atual. A resposta de um chatbot não é um documento publicado e estável — ela é gerada na hora, para aquele prompt específico, e pode não ser reproduzível por outra pessoa. Por isso, algumas orientações institucionais tratam a citação de IA como se fosse mais próxima de uma “comunicação pessoal” (que na NBR 10520 não entra na lista de referências, só numa nota de rodapé), enquanto outras adaptam o modelo de “documento eletrônico” da NBR 6023:2025 e exigem entrada completa na lista de referências, como fizemos no exemplo abaixo. Na dúvida, siga o modelo de documento eletrônico com referência completa — é o formato mais transparente e o mais aceito pela maioria das bancas, porque documenta a data exata da consulta e o texto do prompt, permitindo que a banca reconstitua o que foi pedido à ferramenta.

Como faço a citação do ChatGPT no texto (NBR 10520)?

No corpo do TCC, a citação de IA segue a mesma lógica de uma citação indireta comum: autor (em maiúsculas) e ano entre parênteses.

  • Citação indireta: …conforme sugerido pela ferramenta (OPENAI, 2026).
  • Citação com uso declarado no texto: Segundo resposta gerada pelo ChatGPT (OPENAI, 2026), os principais fatores são…

Evite citar a IA como se fosse uma fonte de autoridade científica — trate-a sempre como uma ferramenta de apoio, nunca como referência teórica de um argumento central do seu TCC.

Como referencio o ChatGPT na lista de referências (NBR 6023)?

Na lista de referências, a entrada segue a estrutura de um documento eletrônico: autor, título do prompt entre aspas, a designação do tipo de conteúdo, a versão da ferramenta, o local, a editora, o ano, e a informação de acesso.

Elemento O que informar Exemplo
Autor Nome da empresa desenvolvedora, em maiúsculas OPENAI
Título O prompt (pergunta) que você fez, entre aspas “Quais são as etapas da metodologia qualitativa?”
Designação Indica que é conteúdo gerado por IA [resposta gerada por IA]
Versão Modelo/versão usada na consulta ChatGPT, versão GPT-5
Local: editora Cidade (quando aplicável) e empresa São Francisco: OpenAI
Data Ano da consulta 2026
Disponível em / Acesso em URL da ferramenta e data da consulta Disponível em: https://chat.openai.com. Acesso em: 12 mar. 2026

Exemplo completo pronto para copiar:

OPENAI. “Quais são as etapas da metodologia qualitativa?” [resposta gerada por IA]. ChatGPT, versão GPT-5. São Francisco: OpenAI, 2026. Disponível em: https://chat.openai.com. Acesso em: 12 mar. 2026.

Ilustração representando a citação formal de conteúdo gerado por inteligência artificial num trabalho acadêmico
A referência de um conteúdo gerado por IA deve documentar autor, prompt utilizado, versão da ferramenta e data de acesso.

Posso citar o Gemini e o Copilot da mesma forma?

Sim, o princípio é o mesmo — muda apenas o nome do autor/empresa e, às vezes, o formato de acesso:

Ferramenta Citação no texto Autor na referência
ChatGPT (OpenAI) (OPENAI, 2026) OPENAI
Gemini (Google) (GOOGLE, 2026) GOOGLE
Copilot (Microsoft) (MICROSOFT, 2026) MICROSOFT

Preciso declarar que usei IA no TCC, além de citar?

Em muitos casos, sim — e essa é a parte que mais estudantes esquecem. Citar a fonte na referência resolve o problema da autoria, mas não substitui a exigência (cada vez mais comum em universidades brasileiras) de uma declaração explícita de uso de IA, normalmente entregue como apêndice ou seção da metodologia. Antes de entregar, confirme diretamente com a secretaria do seu curso ou com o manual de TCC da sua instituição se esse documento é exigido — o formato e a obrigatoriedade variam bastante de uma universidade para outra. Se sua universidade já exige esse documento, veja modelos prontos de declaração de uso de IA para TCC para adaptar ao seu caso. Para entender melhor os limites do que é permitido, veja também o nosso guia sobre o que é permitido ao usar IA no TCC.

O que dizem USP, UNICAMP e UFRJ sobre uso de IA no TCC?

Universidades como USP, UNICAMP e UFRJ têm, cada uma, seus próprios núcleos de integridade acadêmica e comissões de ética que já publicaram — ou estão em processo de publicar — orientações específicas sobre IA generativa em trabalhos de conclusão. Em linhas gerais, a tendência observada nessas instituições segue três princípios: (1) transparência — declarar onde e como a IA foi usada; (2) responsabilidade autoral — o estudante continua sendo o responsável final pelo conteúdo, mesmo que uma IA tenha ajudado a redigir trechos; e (3) vedação ao uso da IA como fonte teórica primária, isto é, ela não substitui a leitura e citação de artigos científicos reais. Como essas políticas mudam de curso para curso e são frequentemente atualizadas, o mais seguro é sempre checar o manual de TCC do seu próprio departamento ou perguntar diretamente ao seu orientador antes de decidir o quanto (e como) usar a IA no seu trabalho.

Usar o ChatGPT sem citar é plágio no TCC?

Pode ser tratado como tal. Quando um trecho gerado por IA é apresentado como produção intelectual própria, sem citação nem declaração, bancas e sistemas antiplágio tendem a classificar isso como uma forma de plágio ou de má conduta acadêmica — mesmo que o texto não tenha vindo de outro autor humano. A regra prática é simples: se a ideia central de um parágrafo veio de uma IA, isso precisa aparecer na citação. Se a banca perguntar diretamente sobre o uso de IA na sua pesquisa, vale revisar as perguntas mais frequentes de banca de TCC para chegar preparado.

Erros mais comuns ao citar IA no TCC

  • Copiar a resposta do ChatGPT como se fosse texto próprio, sem nenhuma citação.
  • Usar a IA para gerar referências bibliográficas de artigos que não existem — um dos erros que mais reprovam TCCs, porque o ChatGPT “inventa” citações com aparência real.
  • Não guardar o prompt original — se a banca pedir, você deve conseguir mostrar a pergunta e a resposta completa.
  • Tratar a resposta da IA como fonte teórica central, em vez de apoio pontual de redação ou organização de ideias.
  • Ignorar o manual de normas da própria universidade, que pode divergir deste modelo genérico.

A IA pode substituir a busca de referências bibliográficas reais?

Não deveria. O ChatGPT e ferramentas semelhantes são treinadas para gerar texto plausível, não para consultar em tempo real as bases da SciELO, Google Scholar ou periódicos da CAPES — por isso, é comum que “inventem” artigos, autores e até DOIs que não existem. Use a IA para organizar ideias, resumir um texto que você já leu ou sugerir estrutura de parágrafos; nunca para gerar, sozinha, a lista final de referências do seu TCC. Antes de fechar a bibliografia, confira como outros pós-graduandos brasileiros estão usando IA nas suas teses para calibrar expectativas sobre o que é seguro delegar à ferramenta.

Para reduzir o risco de citações inventadas, ferramentas como o Editor IA do Tesify ajudam a organizar e formatar as referências do seu TCC dentro das normas ABNT vigentes, com rastreabilidade das fontes usadas.

Leia também: Como escolher o tema e o orientador do TCC 2026.

Perguntas frequentes

A ABNT já tem regra oficial para citar IA?

Ainda não existe uma norma ABNT específica e consolidada só para IA generativa. A prática atual adapta as regras de documento eletrônico da NBR 6023:2025 e de citação no texto da NBR 10520:2023 — sempre priorizando a orientação da sua própria universidade, quando ela existir.

Como faço a citação do ChatGPT no texto?

Use (OPENAI, ano) para citação indireta, ou “Segundo resposta gerada pelo ChatGPT (OPENAI, ano)…” quando quiser deixar explícito no próprio texto que a informação veio de uma IA.

Preciso declarar que usei IA no TCC?

Em muitas instituições, sim — normalmente como uma declaração formal em apêndice, além da citação nas referências. Confirme a exigência com a secretaria do seu curso antes da entrega.

Posso citar o Gemini e o Copilot da mesma forma?

Sim. A estrutura da citação e da referência é a mesma; muda apenas o autor (GOOGLE para o Gemini, MICROSOFT para o Copilot).

Usar ChatGPT sem citar é plágio no TCC?

Pode ser enquadrado como má conduta acadêmica equivalente a plágio, especialmente se o conteúdo gerado por IA for apresentado como produção intelectual própria sem citação nem declaração de uso.

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