Bolsas de Iniciação à Investigação (BII) 2026: Guia Completo para Licenciados e Mestrandos em Portugal
Terminar a licenciatura ou estar a meio do mestrado integrado e não saber como entrar no mundo da investigação científica é uma das dúvidas mais comuns entre estudantes portugueses. A Bolsa de Iniciação à Investigação (BII) é, precisamente, o mecanismo criado pelo sistema científico nacional para dar esse primeiro passo: permite que estudantes de licenciatura e mestrado participem em projetos de I&D ativos, recebendo uma mensalidade de €701,12 (valor atualizado para 2026) sem precisar de ter concluído qualquer grau académico avançado.
Este guia reúne tudo o que precisas de saber sobre a bolsa iniciação investigação BII licenciatura Portugal 2026: quem pode candidatar-se, quanto recebe, onde encontrar as vagas abertas, como preparar uma candidatura competitiva e o que esperar depois de assinares o contrato. É o recurso de referência que professores, orientadores e estudantes voltam a consultar quando surge uma nova vaga no quadro de avisos do laboratório.
O que é uma BII e para que serve
A Bolsa de Iniciação à Investigação — universalmente conhecida pela sigla BII — é um instrumento de financiamento previsto no Regulamento de Bolsas de Investigação (RBi) da FCT e enquadrado pelo Estatuto do Bolseiro de Investigação (Lei n.º 40/2004, de 18 de agosto, com as sucessivas alterações). O seu objetivo é fomentar a integração de estudantes de ciclos iniciais (licenciatura e mestrado) em projetos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico (I&D), permitindo-lhes adquirir experiência laboratorial e académica real antes de concluírem o grau de mestre ou de decidirem avançar para doutoramento.
Ao contrário das bolsas de doutoramento — que exigem mestrado concluído e envolvem um compromisso de vários anos — a BII é flexível, de curta duração e adequada a quem quer perceber se a investigação é a carreira certa antes de tomar decisões académicas irreversíveis. É também a porta de entrada que muitos investigadores de topo mencionam quando descrevem o início das suas carreiras: foi numa BII que pela primeira vez pipetaram, codificaram dados ou correram um modelo estatístico a sério.
A BII não se confunde com um estágio curricular comum. Enquanto um estágio está tipicamente integrado no plano de estudos e é avaliado por uma cadeira específica, a BII é um contrato de bolsa formal entre o estudante (bolseiro) e a instituição de acolhimento (universidade, laboratório associado, instituto de investigação), regido por regulamentação própria e com obrigações mútuas definidas.
Quem pode candidatar-se: condições de elegibilidade
As condições de elegibilidade para uma BII são definidas pelo RBi da FCT e aplicam-se a todos os projetos financiados por fundos públicos nacionais ou europeus. Os requisitos fundamentais em 2026 são os seguintes:
Condições académicas
| Ciclo de estudos | Requisito de inscrição | Observação |
|---|---|---|
| Licenciatura (1.º ciclo) | Inscrito e a frequentar | O ciclo de estudos mais comum para BII |
| Mestrado integrado | Inscrito e a frequentar | Frequente em Engenharia, Medicina, Farmácia |
| Mestrado (2.º ciclo) | Inscrito e a frequentar | Permite acumular com tese de mestrado |
| Curso técnico superior profissional (CTeSP) | Inscrito e a frequentar | Menos frequente, mas previsto no RBi |
Atenção: não é possível ter uma BII depois de ter concluído um mestrado sem estar simultaneamente inscrito noutro ciclo de estudos. Quem concluiu o mestrado e ainda não está inscrito no doutoramento deve candidatar-se a uma Bolsa de Investigação (BI), que tem requisitos e valor distintos.
Requisitos complementares
- Comprovativo de matrícula válida: o contrato só pode ser celebrado após entrega do documento que comprove a inscrição no ciclo de estudos corrente.
- Adequação do perfil ao projeto: cada anúncio de vaga BII especifica a área científica, as competências técnicas (e.g., programação em Python, microscopia confocal, análise de dados SPSS) e os anos de curso mínimos pretendidos.
- Ausência de incompatibilidades legais: o bolseiro não pode acumular a BII com outra bolsa de investigação financiada por fundos públicos, nem exercer atividade profissional remunerada incompatível com a dedicação exigida pelo projeto.
- Residência legal em Portugal ou num país da União Europeia (para projetos financiados por fundos europeus, aplicam-se regras específicas de mobilidade).
Valor, duração e condições em 2026
Valor mensal atualizado
Em janeiro de 2026, a FCT atualizou o valor de todas as bolsas de investigação em linha com o aumento do salário mínimo nacional, que cresceu €50. O resultado é o seguinte quadro de valores para 2026:
| Tipo de bolsa | Perfil do bolseiro | Valor em Portugal (€/mês) |
|---|---|---|
| BII | Licenciando / Mestrando | €701,12 |
| BI | Licenciado / Mestre (pré-doutoramento) | €1.194,64 |
| BD (Doutoramento) | Doutorando | €1.736,11 |
| BPD (Pós-Doutoramento) | Doutor | €2.178,34 |
Nota: os valores de BI, BD e BPD são indicativos para contexto comparativo e resultam da adição de +€50 aos valores de 2025. Verifica sempre os valores oficiais atualizados no portal da FCT e na tabela oficial de valores 2026 (PDF).
Duração e renovação
A duração máxima de uma BII é de 12 meses. Na prática, muitas vagas são anunciadas por períodos de 3, 6 ou 9 meses, renováveis até ao limite máximo. As regras de renovação são as seguintes:
- Cada renovação tem duração mínima de 3 meses.
- A última renovação pode ter duração inferior a 3 meses se comprovadamente necessária para conclusão dos trabalhos.
- A renovação está sempre condicionada à avaliação positiva do trabalho desenvolvido e à disponibilidade de financiamento no projeto.
- A bolsa termina automaticamente caso o bolseiro deixe de estar inscrito no ciclo de estudos.
Outras condições
- Isenção de IRS: as bolsas de investigação atribuídas por entidades residentes em Portugal são geralmente isentas de IRS, ao abrigo do artigo 12.º-A do CIRS, sujeita a condições específicas.
- Não implica descontos para Segurança Social: o bolseiro não é trabalhador por conta de outrem e, portanto, não desconta para pensões durante a bolsa.
- Subsídios de férias e de Natal: não há lugar ao pagamento de subsídios adicionais. O valor mensal é pago em 12 mensalidades durante a vigência da bolsa.
Enquanto bolseiro BII, o teu custo de vida continua a ser uma preocupação. Perceber ao detalhe os valores das propinas em Portugal 2026/2027 e as bolsas SAS disponíveis pode ajudar-te a planear as finanças durante o período da bolsa.
Onde encontrar vagas BII abertas
Ao contrário das bolsas de doutoramento FCT — que têm um concurso centralizado e anual —, as vagas BII são descentralizadas: cada investigador responsável por um projeto ativo publica a vaga quando tem financiamento disponível e necessidade de um bolseiro. Isto significa que surgem ao longo de todo o ano, de forma irregular. Saber onde procurar é metade da batalha.
1. EURAXESS
O portal EURAXESS é a plataforma europeia de referência para oportunidades de investigação e é o canal obrigatório de divulgação para a maioria das vagas financiadas por fundos europeus (Horizonte Europa, FCT com cofinanciamento europeu, etc.). Filtra por país “Portugal”, tipo de oportunidade “Grant” e experiência “Early Stage Researcher (0–4 years)” para obteres os resultados mais relevantes. As vagas BII surgem regularmente, com anúncios de universidades como a Universidade de Lisboa, NOVA University, Universidade do Porto, Politécnico de Leiria e muitas outras.
2. Portais das universidades e institutos
Cada instituição mantém uma secção própria de “bolsas de investigação abertas” ou “concursos”. Alguns exemplos:
- ITQB NOVA — mantém um programa BII estruturado para estudantes de ciências e tecnologia, com candidaturas entre maio e junho para início em setembro. O programa integra um curso de iniciação à investigação com equivalência a 15 ECTS.
- IST (Instituto Superior Técnico) — publica vagas BII ligadas a projetos de engenharia e ciências exatas.
- Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) — vasta rede de centros de investigação com vagas frequentes em biologia, física, química e informática.
- Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Politécnico de Leiria e outros politécnicos — publicam vagas nos seus portais de investigação e no EURAXESS.
3. Páginas dos centros de investigação e laboratórios associados
Centros como o INESC TEC, CIIMAR, i3S (Instituto de Investigação e Inovação em Saúde), Instituto de Telecomunicações ou Centro de Astrofísica da Universidade do Porto publicam vagas BII diretamente nos seus portais. Subscrever as newsletters destes centros ou seguir as suas páginas nas redes sociais é uma boa estratégia para não perder oportunidades.
4. Contacto direto com investigadores
A via mais eficaz — e a menos explorada — é o contacto proativo com investigadores cujo trabalho te entusiasma. Lê os artigos recentes do grupo, identifica projetos com financiamento ativo (consulta a base de dados de projetos da FCT em fct.pt) e escreve um email curto e personalizado. Um investigador com financiamento e sem bolseiro é frequentemente recetivo a uma candidatura espontânea bem fundamentada.
site:euraxess.ec.europa.eu "BII" "Portugal" para seres notificado em tempo real de novas vagas.
Como candidatar passo a passo
O processo de candidatura a uma BII não é centralizado — cada anúncio tem o seu próprio procedimento. Ainda assim, o fluxo é quase sempre o mesmo:
Passo 1 — Identificar a vaga e ler o anúncio na íntegra
Cada anúncio (“edital”) especifica: a área científica, as tarefas a desenvolver, os requisitos mínimos (e.g., “frequência do 2.º ou 3.º ano de licenciatura em Biologia ou Bioquímica”), os critérios de seleção, os documentos exigidos, o prazo de candidatura e o contacto do investigador responsável. Lê tudo antes de qualquer outra ação.
Passo 2 — Preparar o Currículo Vitae
Usa o formato Ciência Vitae — o currículo académico e científico oficial em Portugal — ou, em alternativa, o formato Europass. O Ciência Vitae tem a vantagem de ser diretamente interoperável com os sistemas da FCT e de muitas instituições de investigação. Inclui:
- Identificação e contactos
- Formação académica (com notas de todos os anos, se pedido)
- Experiência em laboratório ou investigação (estágios, projetos curriculares)
- Competências técnicas relevantes para o projeto
- Publicações ou comunicações (mesmo que sejam apenas participações em congressos locais)
- Prémios e distinções académicas
Para comparar opções de perfil de investigador, o artigo Lattes vs Ciência Vitae vs ORCID: Para Quem é Cada Um explica as diferenças e quando usar cada plataforma.
Passo 3 — Redigir a carta de motivação
A carta de motivação para uma BII não deve ser genérica. Um investigador recebe dezenas de candidaturas; o que diferencia as que chegam à entrevista são três coisas: (1) prova de que leste o trabalho do grupo, (2) ligação clara entre o teu perfil e as tarefas do projeto, e (3) honestidade sobre o teu nível de experiência. Uma carta de duas páginas bem estruturada supera sempre uma carta de meia página vaga.
Passo 4 — Recolher cartas de recomendação (quando pedidas)
Muitos anúncios pedem uma ou duas cartas de recomendação de professores que te conhecem do contexto académico ou de trabalho de laboratório. Contacta os professores com pelo menos duas semanas de antecedência e fornece-lhes o anúncio da vaga e o teu CV.
Passo 5 — Submeter a candidatura dentro do prazo
A maioria das candidaturas é feita por email para o endereço do investigador ou para um sistema de submissão da instituição. Envia os documentos em PDF, com nomeação clara dos ficheiros (e.g., NomeApelido_CV_BII.pdf). Não envies candidaturas fora do prazo: em Portugal, as candidaturas tardias não são, em regra, aceites por questões de igualdade de tratamento.
Passo 6 — Entrevista e seleção
Nas candidaturas com entrevista, o investigador principal e, por vezes, outros membros do grupo avaliam o candidato. As perguntas são tipicamente sobre formação académica, motivação, disponibilidade e competências técnicas. Prepara-te para explicar o teu percurso académico e para demonstrar interesse genuíno na área científica do projeto.
Passo 7 — Assinatura do contrato e início da bolsa
Após seleção, recebes uma proposta de contrato de bolsa. Lê-a com atenção, verifica o valor mensal, a data de início, a duração e as obrigações de relatório. Entrega o comprovativo de matrícula e assina. A bolsa tem início formal na data acordada.
Dicas para aumentar as hipóteses de seleção
Candidata-te enquanto estás a estudar, não só no fim do ano
Os investigadores preferem bolseiros que ainda têm um ou dois anos de curso pela frente — isso dá-lhes margem para investir na formação sem o risco de perderem o bolseiro no meio do projeto. Um estudante do 2.º ano de licenciatura com boas notas e motivação genuína tem, frequentemente, mais hipóteses do que um finalista de mestrado que só está disponível por três meses.
Especializa-te numa competência técnica específica
Saber Python, R, SPSS, ImageJ, técnicas de PCR, cultura de células ou qualquer outra competência específica relevante para a área do grupo de investigação vale mais do que uma média de curso ligeiramente superior. Faz cursos online (Coursera, edX), completa tutoriais e inclui projetos no teu CV.
Mostra que conheces o trabalho do grupo
Lê pelo menos dois artigos recentes do investigador responsável pelo projeto. Menciona-os na carta de motivação: “O vosso trabalho sobre [tema] publicado em [revista] em [ano] suscitou-me interesse particular porque…” Este esforço de pesquisa distingue candidatos sérios de candidatos oportunistas.
Regista-te no ORCID e no Ciência Vitae desde já
Mesmo sem publicações, ter um perfil ORCID e Ciência Vitae ativo sinaliza profissionalismo. O ORCID é o identificador permanente do investigador a nível internacional e será indispensável ao longo de toda a tua carreira científica. Regista-te antes da primeira candidatura e partilha o teu ORCID iD no CV.
Deposita o teu trabalho académico em repositórios abertos
Se tens relatórios, trabalhos de projeto ou dissertações preliminares de qualidade, deposita-os no RCAAP ou noutro repositório institucional. Um trabalho acessível online demonstra que levas a sério a disseminação científica, mesmo antes da primeira bolsa.
Pergunta sobre financiamento aberto antes de candidatares
Antes de investires tempo numa candidatura, verifica se o projeto tem financiamento disponível para contratar neste momento. Uma mensagem informal ao investigador (“Encontrei o vosso projeto XYZ no portal da FCT — têm prevista a contratação de bolseiros BII no próximo semestre?”) pode poupar semanas de esforço.
O que acontece depois da BII
A BII é um ponto de partida, não um destino. O que fazes durante e depois da bolsa determina o impacto real que ela terá na tua carreira. Aqui estão os caminhos mais frequentes:
Bolsa de Investigação (BI) para pré-doutoramento
Muitos bolseiros BII que concluem a licenciatura ou o mestrado avançam para uma Bolsa de Investigação (BI), destinada a titulares de licenciatura ou mestrado que queiram desenvolver atividades de I&D com vista ao doutoramento mas sem estarem ainda formalmente inscritos num programa doutoral.
Candidatura às bolsas de doutoramento FCT
A experiência de uma BII bem aproveitada é um argumento forte numa candidatura às bolsas de doutoramento FCT. Ter co-autorias em posters de congressos, relatórios técnicos ou mesmo artigos submetidos durante a BII valoriza significativamente o teu currículo. Lê o guia detalhado sobre as FCT Bolsas de Doutoramento 2026: Valores, Candidatura e Dicas para Aprovação para perceberes como fazer a transição.
Integração em projetos internacionais
Uma BII num grupo que colabora com consórcios europeus (Horizonte Europa, COST Actions, etc.) pode abrir portas para mobilidades de curta duração e estágios em instituições parceiras no estrangeiro. O EURAXESS disponibiliza também financiamento para estas mobilidades de investigadores em início de carreira.
Publicação e disseminação científica
Se o teu trabalho durante a BII produziu resultados relevantes, o investigador responsável pode convidar-te a co-autoria num artigo científico ou comunicação em congresso. Negoceia esta possibilidade desde o início: não é automática, mas é absolutamente possível e ocorre com frequência. Uma co-autoria publicada, mesmo em revista nacional, transforma radicalmente o teu perfil para candidaturas futuras.
Seja qual for o caminho seguinte, mantém o teu Ciência Vitae atualizado com todas as atividades realizadas durante a bolsa — publicações, comunicações, projetos, formação. Este registo será a base de todas as candidaturas futuras e é exigido, por exemplo, nas candidaturas FCT, conforme explicado no guia sobre o Plano de Acesso Aberto FCT 2026.
Perguntas frequentes (FAQ)
Qual é o valor mensal de uma BII em 2026?
Em Portugal, o valor mensal de manutenção para uma BII é de €701,12 desde 1 de janeiro de 2026, após a FCT ter atualizado todas as bolsas em linha com o aumento do salário mínimo nacional (+€50 face aos €651,12 de 2025). Consulta a tabela oficial em fct.pt.
Quem pode candidatar-se a uma BII?
Estudantes inscritos num curso técnico superior profissional, numa licenciatura, num mestrado integrado ou num mestrado, que pretendam realizar atividades iniciais de I&D integrados em projetos de investigação financiados.
Qual é a duração máxima de uma BII?
A duração máxima é de 12 meses (1 ano). Cada renovação tem duração mínima de 3 meses, exceto a última, que pode ser inferior quando comprovadamente necessária para conclusão dos trabalhos.
Onde encontrar vagas de BII abertas em Portugal?
As vagas são divulgadas no portal EURAXESS, nos portais das universidades e institutos de investigação, e na base de dados de projetos da FCT. O contacto direto com investigadores de grupos de interesse é também uma via eficaz.
Uma BII conta como trabalho para efeitos de Segurança Social?
Não. As bolsas de investigação são regidas pelo Estatuto do Bolseiro de Investigação (Lei n.º 40/2004) e não constituem trabalho subordinado. O bolseiro não desconta para a Segurança Social, mas beneficia de seguro de acidentes pessoais e de saúde garantido pela instituição de acolhimento.
A BII é compatível com a bolsa de ação social (SAS)?
Em geral sim, desde que o rendimento proveniente da BII não ultrapasse os limites de rendimento familiar definidos pelos SAS. Cada Serviço de Ação Social tem regulamento próprio; verifica as condições concretas na tua instituição antes de candidatares a ambas.
Preciso de estar inscrito na universidade para manter a BII?
Sim. A manutenção da inscrição num ciclo de estudos é condição obrigatória durante toda a vigência da bolsa. Se o estudante suspender ou cancelar a matrícula, a bolsa é rescindida.
Como é selecionado o bolseiro BII?
Os critérios variam por instituição e projeto, mas tipicamente incluem mérito académico (média de curso), adequação do perfil às tarefas, carta de motivação e, em muitos casos, entrevista. A seleção é feita pelo investigador responsável pelo projeto financiado.
A BII paga IRS?
As bolsas de investigação atribuídas por entidades residentes em Portugal são geralmente isentas de IRS ao abrigo do artigo 12.º-A do CIRS, sujeita a condições específicas. Recomenda-se confirmar a situação fiscal com um contabilista ou com a Autoridade Tributária.
Uma BII equivale a um estágio curricular?
Não automaticamente. Algumas instituições, como o ITQB NOVA, estruturam o seu programa BII com atribuição de 15 ECTS integrados no currículo como Unidade Curricular de Iniciação à Investigação. Na maioria dos casos, a BII não tem equivalência curricular formal, mas pode ser reconhecida como experiência profissional relevante.
Posso ter mais do que uma BII ao longo da licenciatura?
Sim, desde que não sejam simultâneas (acumulação proibida) e que o limite total de 12 meses de BII não seja ultrapassado. Na prática, muitos estudantes fazem uma primeira BII de 6 meses e voltam a candidatar-se a outra vaga no ano seguinte.
