Plano Acesso Aberto FCT 2026: O Que a Tua Tese e Artigo Devem Cumprir

Plano Acesso Aberto FCT 2026: O Que a Tua Tese e Artigo Devem Cumprir

Se a tua investigação é financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), existe agora uma obrigação legal clara: os resultados têm de ser acessíveis em acesso aberto. A Política de Acesso Aberto a Publicações Científicas da FCT entrou em vigor a 7 de fevereiro de 2025 — e ao completar um ano de vigência em 2026, já afeta milhares de bolseiros e investigadores cujos financiamentos foram aprovados após essa data. Perceber exatamente o que tens de cumprir, como depositar e que licenças aplicar é essencial para não perderes o grau ou comprometeres a elegibilidade a financiamentos futuros.

O plano da FCT não se limita a artigos de revistas. Cobre teses de doutoramento, dissertações de mestrado, livros, capítulos e monografias. Ao mesmo tempo, Portugal integrou-se na plataforma europeia Open Research Europe (ORE) e reafirmou o RCAAP como infraestrutura nacional central. Neste guia definitivo encontras todos os requisitos, prazos, licenças aceites, e como depositar dados de investigação nos repositórios FAIR — Zenodo, Dryad e B2SHARE.

Resumo rápido: A Política de Acesso Aberto da FCT obriga ao depósito gratuito no RCAAP no prazo de 60 dias após a obtenção do grau ou publicação, com licença Creative Commons (CC-BY, CC-BY-NC, CC-BY-ND ou CC-BY-NC-ND). Aplica-se a candidaturas FCT cujo prazo encerrou após 7/2/2025. Embargos até 12 meses são permitidos para teses com vista a patente ou publicação em livro.

O Que é a Política de Acesso Aberto da FCT 2025/2026

A Política de Acesso Aberto a Publicações Científicas da FCT foi aprovada e publicada em fevereiro de 2025, substituindo a versão anterior de 2014. A base jurídica assenta na Resolução do Conselho de Ministros n.º 21/2016 e no Decreto-Lei n.º 63/2019, que estabelecem princípios de acesso aberto à produção científica financiada por fundos públicos em Portugal.

A data de corte é fundamental: a nova política aplica-se a qualquer financiamento FCT cujo prazo de candidatura tenha encerrado após 7 de fevereiro de 2025. Isto significa que bolseiros e investigadores com contratos, projetos ou bolsas aprovadas a partir dessa data estão obrigados a cumprir os novos requisitos. Projetos aprovados antes continuam sujeitos à política anterior, mas a FCT encoraja a adoção voluntária.

O sítio de apoio à conformidade está disponível em acessoaberto.fct.pt, onde encontras perguntas frequentes, o mecanismo de retenção de direitos e guias por tipo de publicação.

O Que Abrange: Teses, Artigos, Livros e Dados

A política tem um âmbito mais amplo do que muitos investigadores percebem. Não se limita a artigos — cobre todos os seguintes tipos de produção resultantes de financiamento FCT:

Tipo de Publicação Obrigação Via Preferencial
Artigo em revista científica Acesso aberto imediato ou após embargo máximo 12 meses Via Dourada, Verde ou Transformativa
Tese de doutoramento Depósito RCAAP até 60 dias após obtenção do grau Repositório institucional + RCAAP
Dissertação de mestrado Depósito RCAAP até 60 dias após obtenção do grau Repositório institucional + RCAAP
Livro ou monografia Acesso aberto, com ou sem embargo negociado com editor Via Dourada (Open Access desde publicação)
Capítulo de livro Versão aceite em repositório RCAAP Via Verde (repositório + DOI artigo publicado)
Dados de investigação FAIR principles — recomendado, não obrigatório ainda em 2026 Zenodo, Dryad, B2SHARE ou repositório institucional

Para teses e dissertações especificamente: quando o grau é obtido numa instituição portuguesa, cabe à própria instituição efetuar o depósito no repositório da rede RCAAP. Quando o grau é obtido no estrangeiro (por exemplo, numa cotutela), é o próprio autor que tem de promover o depósito. Mais informação sobre depósito em cotutela no nosso artigo sobre doutoramento em cotutela PT-Brasil.

Para estudantes em mobilidade Erasmus+ ou cotutela com IES italianas, as exigências de depósito e acesso aberto nos repositórios italianos seguem uma estrutura própria no âmbito das teses de laurea magistrale. O guia sobre a estrutura e template da tesi di laurea magistrale em Itália em 2026 documenta os requisitos de formatação e depósito aplicáveis nas principais universidades italianas, útil como referência comparativa para quem prepara um depósito duplo PT-IT.

RCAAP: Como Depositar a Tua Tese ou Artigo

O RCAAP — Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal é a infraestrutura nacional gerida pela FCT e operada pela FCCN. Em 2024, o RCAAP ultrapassou um milhão de documentos agregados, incluindo artigos, teses, dissertações e dados de investigação provenientes das instituições parceiras.

O modelo de depósito funciona em dois níveis:

  1. Repositório institucional: Cada universidade ou instituto de investigação mantém o seu próprio repositório (ex.: SIGARRA/UPorto, Fenix/ULisboa, RIA da Universidade de Aveiro, VIROSE/UMinho). O depósito faz-se diretamente nesse repositório.
  2. Agregação RCAAP: O RCAAP recolhe automaticamente os metadados e, nos casos aplicáveis, o texto completo dos repositórios institucionais, tornando a produção pesquisável num ponto único.

Para teses e dissertações, o processo habitual é:

  1. Submeter a tese definitiva ao SIGARRA/Fenix/plataforma da tua universidade após a defesa com sucesso.
  2. A secretaria académica ou biblioteca efetua o depósito no repositório institucional, que agrega para o RCAAP.
  3. Verificar no RCAAP que o teu trabalho está disponível e que o DOI (quando atribuído) está correto.
  4. Associar o registo ao teu ORCID via sincronização na tua conta CIÊNCIAVITAE ou diretamente no ORCID.

O prazo máximo é de 60 dias após a obtenção do grau. Para mais detalhe sobre como submeter a tua tese nos sistemas institucionais, consulta o nosso guia sobre como entregar a tese no SIGARRA, Fénix e Moodle.

Atenção: O serviço DITED (Depósito de Dissertações e Teses Digitais) da Biblioteca Nacional foi descontinuado. Trabalhos anteriormente depositados no DITED são agora consultáveis através do RCAAP em rcaap.pt. Não uses o DITED para novos depósitos.

Licenças Creative Commons: Qual Escolher

A FCT aceita quatro licenças Creative Commons para teses e dissertações, cada uma com implicações diferentes para o reuso do teu trabalho:

Licença O Que Permite Restrições Recomendada Para
CC-BY Partilha, reutilização, obras derivadas, uso comercial Apenas exige crédito ao autor Máxima abertura, Plano S compliant
CC-BY-NC Partilha, reutilização, obras derivadas Proíbe uso comercial Ciências sociais, humanidades
CC-BY-ND Partilha e redistribuição Proíbe obras derivadas Quando o autor quer controlo sobre versões modificadas
CC-BY-NC-ND Apenas cópia e partilha Proíbe obras derivadas e uso comercial Proteção máxima, menos reuso

A FCT recomenda CC-BY como a opção de máxima abertura e a única plenamente compatível com o Plano S (cOAlition S). Se tiveres dúvidas sobre qual licença aplicar tendo em conta acordos com parceiros industriais ou editoras, contacta politica-publicacoes@fct.pt.

O mecanismo de retenção de direitos (Rights Retention Strategy — RRS) permite que, mesmo quando publicas num artigo em revista que normalmente cederia os direitos à editora, possas incluir a versão aceite em repositório RCAAP. A FCT disponibiliza uma declaração de retenção que deves inserir na submissão ao editor.

Embargo: Quando e Por Quanto Tempo

A nova política da FCT não admite embargos gerais — mas reconhece exceções específicas e documentadas:

  • Embargo até 12 meses: Permitido para teses de doutoramento e dissertações de mestrado quando existe intenção de proteger uma patente junto do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) ou de publicar o trabalho como livro numa editora científica.
  • Embargo superior a 12 meses: Requer autorização expressa da FCT, com justificação documentada.
  • Acesso restrito vs. embargo: São conceitos distintos. O embargo resulta em depósito efetuado mas com acesso ao texto completo temporariamente bloqueado. O acesso restrito é uma restrição permanente — não é compatível com a política FCT salvo casos excecionais.

Para pedidos de embargo, contacta a biblioteca ou serviços de documentação da tua instituição antes de submeter a tese ao processo de defesa. O processo varia por universidade: na UPorto (via SIGARRA), os embargos são aprovados pelo Conselho Científico; na ULisboa (via Fénix) o processo é similar. Para detalhes por instituição, ver o artigo como pedir embargo de tese no RCAAP.

Dados FAIR: Zenodo, Dryad, B2SHARE

A política FCT recomenda fortemente (e em alguns programas exige) que os dados de investigação subjacentes aos resultados publicados sejam depositados em repositórios de dados e tornados FAIR — Findable, Accessible, Interoperable, Reusable. Em 2026, os principais repositórios de dados para investigadores portugueses são:

Zenodo (CERN/OpenAIRE)

O Zenodo é o repositório de dados de referência para investigação europeia, desenvolvido pelo CERN e pelo projeto OpenAIRE. Características principais:

  • Gratuito até 50 GB por submissão
  • DOI automático atribuído a cada depósito
  • Integração direta com GitHub: cada release de código cria automaticamente um registo Zenodo com DOI
  • Suporte para todos os tipos de ficheiros (dados, software, apresentações, posters)
  • Preservação garantida pela CERN por pelo menos 20 anos
  • Integração com ORCID para identificação do autor

Para ligar o teu repositório GitHub ao Zenodo: acede a zenodo.org/account/settings/github, ativa o repositório pretendido e cria uma release no GitHub — o Zenodo arquiva automaticamente e atribui um DOI citável.

Dryad

O Dryad é um repositório de dados curado, gerido pela California Digital Library. Especialmente adequado para dados de ciências da vida, medicina e ciências naturais. Características:

  • Curadoria especializada de todos os datasets (1-2 semanas)
  • Custo: USD 150 por dataset para investigadores sem filiação a instituição parceira
  • DOI atribuído e todos os dados publicados sob licença CC0
  • Aceite por revistas Nature, Science, PLOS e outras de alto impacto

B2SHARE (EUDAT)

O B2SHARE é desenvolvido pela infraestrutura europeia EUDAT e é especialmente relevante para projetos financiados pelo Horizonte Europa. Gratuito para comunidades científicas registadas, com DOI e preservação a longo prazo.

Repositórios Institucionais de Dados

Algumas universidades portuguesas têm repositórios de dados próprios integrados no RCAAP. Por exemplo, a Universidade de Aveiro disponibiliza o DUnAs — Repositório de Dados de Investigação. Verifica se a tua instituição tem solução equivalente antes de escolher um repositório externo.

Open Research Europe (ORE) e a FCT

Em 2025, a FCT assinou uma declaração de intenções para integrar a Open Research Europe (ORE) — a plataforma europeia de publicação em acesso aberto lançada pela Comissão Europeia em 2021. Os principais termos do acordo:

  • A partir de 2026 e por um período de cinco anos, todos os autores portugueses afiliados em instituições participantes poderão publicar em acesso aberto imediato e sem custos de APC (Article Processing Charges).
  • A elegibilidade, anteriormente limitada a autores financiados pela UE, está agora alargada a investigadores de países do consórcio.
  • A plataforma segue um modelo Publish-Review-Curate (PRC): artigos são publicados primeiro, depois sujeitos a revisão por pares aberta, com relatórios de revisão tornados públicos.

Isto representa uma alternativa gratuita às APCs cobradas por revistas híbridas ou em acesso aberto dourado — particularmente relevante para investigadores em início de carreira e bolseiros FCT que não têm orçamento disponível para pagar APCs que podem atingir os €2.000-€4.000 por artigo.

Compatibilidade com o Plano S

O Plano S (cOAlition S) é a iniciativa de um consórcio de agências de financiamento europeias (da qual a FCT é signatária) que exige que toda a investigação financiada seja publicada em revistas ou plataformas de acesso aberto plenamente conformes. A nova política FCT 2025 está alinhada com o Plano S:

  • Via Dourada: Publicação em revista totalmente de acesso aberto — cumpre o Plano S. O DOAJ (Directory of Open Access Journals) lista as revistas elegíveis.
  • Via Verde: Depósito da versão aceite em repositório RCAAP, sem embargo — cumpre para artigos onde o editor aceite o RRS.
  • Via Transformativa: Publicação em revistas com acordos transformativos negociados pela FCT/b-on — cumpre durante o período de transição.

A licença CC-BY é a única plenamente compatível com o Plano S para efeito de via dourada. As licenças CC-BY-NC ou CC-BY-ND podem cumprir em via verde mas têm restrições de reuso que alguns financiadores europeus não aceitam. Para investigadores em cotutela com universidades italianas, o alinhamento da política open science italiana com o Plano S tem progressos significativos em 2026 — o guia sobre a open science em Itália em 2026 e o impacto do Plan S nos ateneus italianos documenta os desenvolvimentos do MUR e das universidades italianas, útil para calibrar a estratégia de publicação em programas de cotutela PT-IT.

ORCID, DOI e Identificadores Permanentes

A política FCT exige que os depósitos estejam associados a identificadores persistentes. Na prática:

  • ORCID: Cada investigador deve ter um ORCID iD e associá-lo à sua conta CIÊNCIAVITAE para sincronização automática via PTCRISync. Entre 2020 e 2024, a proporção de investigadores portugueses com ORCID subiu para cerca de 80%, tornando Portugal um dos países mais avançados do mundo na adoção deste identificador.
  • DOI: Os artigos publicados em revista têm DOI atribuído pela editora. Para teses depositadas no RCAAP, a atribuição de DOI depende da política da instituição e do repositório. No Zenodo, todos os depósitos recebem DOI automático.
  • Handle/PURL: O RCAAP atribui um handle persistente a cada registo, garantindo que o URL não muda ao longo do tempo.

Para saber mais sobre como o ORCID, Ciência Vitae e Lattes interagem, consulta o nosso artigo sobre RCAAP: guia completo dos repositórios científicos de Portugal.

ConfOA 2026: Ciência Aberta em Faro

A 17.ª Conferência Lusófona de Ciência Aberta (ConfOA 2026) realiza-se na Universidade do Algarve, em Faro, de 6 a 9 de outubro de 2026. É o maior fórum lusófono dedicado às práticas, políticas e desafios da ciência aberta.

O tema central de 2026 é “Ciência Aberta na Era da Inteligência Artificial” — relevante para mestrandos e doutorandos que usam ferramentas de IA na investigação. As áreas temáticas incluem:

  • Acesso aberto a publicações científicas e dados
  • Ciência aberta e inteligência artificial
  • Gestão de informação em ciência e tecnologia
  • Políticas institucionais de ciência aberta
  • Repositórios e infraestruturas de dados
  • Métricas alternativas (altmetrics) e avaliação de impacto
  • Citação de software e preservação digital

A ConfOA aceita comunicações, pecha kuchas e posters de estudantes de mestrado e doutoramento. A partir de 2026, os trabalhos aprovados serão publicados na Revista de Ciência Aberta (ReCAL) e depositados na comunidade ConfOA no Zenodo. Para detalhes de submissão e inscrição, consulta confoa.rcaap.pt/2026.

Checklist de Conformidade FCT Acesso Aberto 2026

Usa esta lista de verificação para garantir que cumpres todos os requisitos da Política de Acesso Aberto da FCT:

  • ☐ Verifica se o teu financiamento FCT tem prazo de candidatura após 7/2/2025 (se sim, és abrangido pela nova política)
  • ☐ Identifica o tipo de publicação: artigo, tese, livro, capítulo ou dados
  • ☐ Escolhe a via de acesso aberto adequada: Dourada, Verde ou Transformativa
  • ☐ Seleciona a licença Creative Commons — recomendada CC-BY para máxima abertura
  • ☐ Deposita no repositório institucional (SIGARRA/Fénix/RIA/etc.) no prazo de 60 dias após obtenção do grau ou publicação
  • ☐ Confirma que o registo é visível no RCAAP (rcaap.pt)
  • ☐ Associa o registo ao teu ORCID via CIÊNCIAVITAE ou diretamente no portal ORCID
  • ☐ Para dados de investigação: deposita no Zenodo, Dryad ou repositório institucional e regista o DOI na publicação
  • ☐ Se necessitas embargo: documenta a justificação e solicita autorização à tua instituição antes da defesa
  • ☐ Para artigos em revistas com APC: verifica se a tua instituição tem acordo transformativo via b-on ou considera a plataforma ORE (disponível em 2026)

Perguntas Frequentes sobre Acesso Aberto FCT 2026

A política FCT aplica-se à minha dissertação de mestrado?

Sim, desde que o teu mestrado seja financiado por bolsa FCT (ex.: bolsas de investigação ao abrigo de projetos FCT) cujo prazo de candidatura encerrou após 7 de fevereiro de 2025. Mestrandos sem financiamento FCT não são diretamente abrangidos pela política, mas a tua universidade pode ter política própria de depósito no RCAAP. Verifica com a biblioteca da tua instituição.

Posso publicar em acesso aberto sem pagar APC?

Sim, através de três caminhos sem custo direto: (1) Via Verde — depositar a versão aceite no RCAAP sem embargo; (2) Revistas diamante (acesso aberto sem cobrar APC ao autor, ex.: muitas revistas SciELO Portugal); (3) Acordos transformativos b-on — a FCT negociou acordos com várias editoras (Springer, Elsevier, Wiley) que permitem publicação em acesso aberto sem custo adicional para autores em instituições portuguesas. A partir de 2026, a plataforma Open Research Europe é outra opção gratuita.

O que acontece se não cumprir a política de acesso aberto da FCT?

O incumprimento pode afetar a elegibilidade a futuros financiamentos FCT e a avaliação de relatórios de projeto. Para teses e dissertações, o não depósito no prazo de 60 dias pode ser comunicado à FCT pela instituição. A FCT tem mecanismos de monitorização da conformidade via RCAAP. Em caso de dificuldades ou situações excecionais, contacta politica-publicacoes@fct.pt antes de incumprires o prazo.

A tese depositada no RCAAP fica disponível para qualquer pessoa descarregar?

Sim, esse é o objetivo do acesso aberto. Qualquer pessoa pode aceder, ler e descarregar a tese gratuitamente, desde que o acesso não esteja em período de embargo. A licença Creative Commons que aplicares determina o que os leitores podem fazer além de ler: com CC-BY podem usar o conteúdo em outros trabalhos com crédito; com CC-BY-NC-ND apenas podem partilhar sem modificar nem usar comercialmente.

Os dados da minha tese também têm de ser em acesso aberto?

A FCT recomenda fortemente mas ainda não obriga ao depósito de dados de investigação em repositórios abertos como condição geral. No entanto, alguns programas específicos (ex.: Horizonte Europa, onde a FCT é co-financiadora) exigem um Plano de Gestão de Dados (DMP) e depósito de dados FAIR. Além disso, revistas de alto impacto (Nature, Science, PLOS) exigem cada vez mais que os dados estejam disponíveis em repositórios como o Zenodo. A tendência para 2027-2028 é de obrigatoriedade crescente — é boa prática começar já.

O que é o mecanismo de retenção de direitos (RRS) da FCT?

O Rights Retention Strategy (RRS) é uma declaração que incluis na submissão de um artigo a uma revista, informando o editor que, independentemente da cessão de direitos exigida, o autor retém o direito de depositar a versão aceite (manuscrito após revisão por pares, mas antes da formatação final da editora) num repositório de acesso aberto. A FCT disponibiliza um texto de declaração padrão em acessoaberto.fct.pt. Mesmo que o editor conteste, a FCT considera que o autor cumpre a sua obrigação ao depositar a versão aceite no RCAAP.

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Fontes e Leituras Complementares