Propinas em Portugal 2026/2027: Valores Máximos DGES, Bolsas SAS e Como Reduzir o Custo

Propinas em Portugal 2026/2027: Valores Máximos DGES, Bolsas SAS e Como Reduzir o Custo

Depois de seis anos congeladas nos 697 €, as propinas do ensino superior público português sobem para 710 € no ano letivo 2026/2027 — uma decisão do Governo anunciada em setembro de 2025, acompanhada do maior reforço da ação social da última década. Para quem está a planear o ingresso na universidade, a renovação da matrícula de mestrado ou a escolha entre o público e o privado, conhecer estes valores é o primeiro passo para tomar uma decisão informada sobre o custo real da formação. Este guia reúne os números oficiais da DGES, as regras das bolsas SAS e sete estratégias concretas para reduzir a fatura.

A subida de 13 € pode parecer residual, mas o contexto é mais complexo: o descongelamento abre caminho a atualizações anuais por inflação, os mestrados e doutoramentos continuam sem teto máximo legal, e o custo efetivo de estudar em Portugal — quando somadas renda, alimentação e transportes — varia enormemente entre cidades. Ao mesmo tempo, o Governo comprometeu-se a elevar o orçamento da ação social de 70 para 100 milhões de euros, o que significa mais estudantes abrangidos por bolsas e isenções. Perceber como funcionam estas peças em conjunto é essencial para qualquer estudante ou família que queira gerir o investimento no ensino superior.

Resposta Rápida

Em 2026/2027, o valor máximo de propina no ensino superior público é 710 €/ano para licenciatura, CTeSP e mestrado integrado — um aumento de 13 € face a 2025/2026. Mestrados e doutoramentos não têm teto legal e cada instituição fixa livremente o valor. Estudantes com direito a bolsa de ação social podem ver a propina totalmente coberta. A candidatura faz-se em bolsas.dges.gov.pt.

O Descongelamento de 2026/2027: O Que Mudou

A propina máxima do ensino superior público estava congelada desde 2020/2021, fixada em 697 €, equivalente a 1,3 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS). Em setembro de 2025, o Ministério da Educação anunciou o descongelamento a partir do ano letivo 2026/2027, com o novo limite de 710 € — calculado com base na inflação de 2025. A decisão aplica-se a licenciaturas, CTeSP e mestrados integrados nas instituições públicas.

O anúncio veio acompanhado de dois compromissos fundamentais para atenuar o impacto nos estudantes com menores rendimentos:

  • Reforço da ação social: o orçamento passa de 70 para 100 milhões de euros (+43%), alargando a cobertura das bolsas SAS e o número de estudantes abrangidos.
  • Atualização futura por inflação: a partir de 2026/2027, o valor máximo passará a ser revisto anualmente com base na taxa de inflação do ano anterior, acabando com os congelamentos prolongados.

Para os mestrados de 2.º ciclo (não integrados) e para os doutoramentos, a situação mantém-se inalterada: não existe teto legal, e cada instituição pública ou privada fixa livremente o valor. Isto cria uma amplitude enorme — de cerca de 750 € até mais de 10 000 €/ano dependendo da área e da instituição.

Nota importante: Os valores desta página referem-se ao quadro regulatório nacional fixado pela DGES — Direção-Geral do Ensino Superior. Cada instituição pode fixar um valor igual ou inferior ao máximo legal. Confirme sempre o valor exato na secretaria ou portal da sua universidade.

Propinas no Ensino Público: Tabela por Ciclo

A tabela seguinte apresenta os valores máximos legais aplicáveis nas instituições públicas de ensino superior portuguesas em 2026/2027, de acordo com as regras estabelecidas pela DGES. A maioria das universidades do Grupo de Coimbra (UP, ULisboa, UC, UMinho) cobra o valor máximo; politécnicos e institutos mais pequenos situam-se frequentemente abaixo.

Ciclo / Tipo de Curso Máximo Legal 2025/26 Máximo Legal 2026/27 Variação
CTeSP (Técnico Superior Profissional) 697 € 710 € +13 €
Licenciatura (1.º ciclo) 697 € 710 € +13 €
Mestrado Integrado (ex.: Medicina, Direito) 697 € 710 € +13 €
Mestrado 2.º ciclo (não integrado) Sem teto legal Sem teto legal
Doutoramento (3.º ciclo) Sem teto legal Sem teto legal

Valores Reais nas Principais Universidades Públicas (2025/2026)

Embora o teto de 710 € seja o novo máximo para 2026/2027, as instituições podem fixar um valor inferior. Para licenciaturas, os valores praticados em 2025/2026 — e que servirão de base ao ajustamento de 2026/2027 — eram:

Instituição Propina Licenciatura 2025/26 Mestrado 2.º ciclo (referência)
Universidade de Lisboa 697 € 750–5 000 €
Universidade do Porto 697 € 750–4 000 €
Universidade de Coimbra 697 € 700–4 500 €
Universidade do Minho 697 € 700–3 500 €
ISCTE – Inst. Univ. de Lisboa 697 € 1 500–3 500 €
Universidade de Aveiro 697 € 750–3 000 €
Politécnico do Porto (P.PORTO) 697 € 750–2 000 €

Para valores atualizados de 2026/2027, consulte sempre a tabela de propinas no portal da DGES ou diretamente na secretaria da instituição onde pretende candidatar-se.

Propinas no Ensino Privado: O Que Esperar

As instituições privadas não estão sujeitas ao teto de 710 € estabelecido pela DGES para o público. Fixam as suas propinas de forma autónoma, com uma amplitude muito maior. Para licenciaturas nas universidades privadas, a gama situa-se habitualmente entre 2 000 e 8 500 €/ano, com a NOVA SBE e a Universidade Católica nos valores mais elevados (6 500–8 500 €).

Segmento / Exemplo de Instituição Licenciatura (€/ano) Mestrado (€/ano)
Ensino público (máximo legal) 710 € Sem teto
Privado — segmento acessível (UAL, ISMAI) 2 500–3 500 € 2 000–4 000 €
Privado — segmento médio (Lusófona, Lusíada) 3 000–5 000 € 3 500–6 000 €
Privado — segmento premium (Católica, NOVA SBE) 6 500–8 500 € 7 000–12 000 €

Algumas instituições privadas atribuem bolsas de mérito internas que podem cobrir entre 25% e 100% da propina. Antes de excluir o privado por questões de custo, vale a pena investigar esses programas internos e o retorno esperado em termos de empregabilidade na área de interesse.

Bolsas SAS: Quem Tem Direito e Quanto Pode Receber

As bolsas de ação social do ensino superior — geridas pelos Serviços de Ação Social (SAS) de cada instituição e reguladas pela DGES — são o principal mecanismo de apoio financeiro a estudantes em Portugal. Em 2026/2027, com o reforço de 100 milhões de euros no orçamento, o número de bolseiros deverá aumentar face aos cerca de 80 000 estudantes abrangidos na última edição.

Critérios de Elegibilidade

  • Matrícula ativa: estar matriculado em licenciatura, CTeSP, mestrado integrado ou mestrado 2.º ciclo numa instituição pública ou privada concordatária.
  • Rendimento per capita do agregado familiar: o valor de referência é calculado em função do IAS. Famílias com rendimento per capita inferior a cerca de 8 962 €/ano têm acesso ao sistema de escalões.
  • Aproveitamento mínimo: aprovação em pelo menos metade das ECTS inscritas no ano letivo anterior (com exceção do 1.º ano).
  • Residência em Portugal: salvo exceções para mobilidade Erasmus+.

Como Funciona o Sistema de Escalões

O valor da bolsa é calculado pela diferença entre o valor de referência máximo (estabelecido anualmente) e o rendimento per capita do agregado familiar. Quanto menor o rendimento, maior a bolsa atribuída. O sistema garante que:

  • Os estudantes com menor rendimento (escalão 1) recebem a bolsa máxima e têm a propina totalmente coberta.
  • A bolsa mínima equivale a 125% do valor da propina de licenciatura — o que em 2026/2027 corresponde a aproximadamente 887,50 € (125% × 710 €).
  • Estão previstas majorações para estudantes deslocados, com deficiência, filhos de beneficiários do Rendimento Social de Inserção ou em situação de vulnerabilidade acrescida.
Ver evolução histórica das despesas com bolsas SAS no ensino superior (Pordata)
Fonte: Pordata — Despesas com bolsas de ação social do ensino superior.

Prazo e Processo de Candidatura

Fase Período habitual Plataforma
Candidatura inicial Outubro – maio bolsas.dges.gov.pt
Renovação Outubro – novembro bolsas.dges.gov.pt
Recurso / contestação Após notificação (prazo legal de 10 dias úteis) SAS da instituição

Tenha especial atenção ao prazo de candidatura para o ano 2026/2027: a plataforma DGES abre habitualmente no início do ano letivo. Candidaturas tardias podem resultar no pagamento das propinas sem reembolso retroativo.

Isenções, Reduções e Outros Apoios

Para além das bolsas SAS, existem outros mecanismos que podem reduzir ou eliminar o custo das propinas:

Isenção por Bolsa de Ação Social

Estudantes com bolsa de ação social têm a propina paga diretamente pelo SAS à instituição de ensino. Não pagam a propina do próprio bolso.

Isenção por Deficiência ou Necessidade Especial

Estudantes com grau de incapacidade igual ou superior a 60% têm direito à isenção total de propinas, independentemente do rendimento familiar.

Desconto por Fratria

Famílias com dois ou mais filhos inscritos simultaneamente no ensino superior beneficiam de redução nas propinas, cujo valor e mecanismo varia por instituição.

Bolsas de Mérito

Estudantes com média elevada (geralmente igual ou superior a 16 valores) podem candidatar-se a bolsas de mérito que complementam ou substituem a bolsa de ação social. As condições variam por instituição.

Trabalhadores-Estudantes

O estatuto de trabalhador-estudante não confere isenção de propinas por si só, mas dá acesso a condições especiais de avaliação e pode facilitar a candidatura a certos apoios municipais.

Redução no Pagamento em Prestações

Todas as instituições públicas são obrigadas por lei a permitir o pagamento da propina em prestações mensais, sem juros. Em vez de pagar os 710 € de uma só vez, pode distribuir o valor por 10 ou 12 meses.

O Custo Real de Estudar em Portugal por Cidade

A propina é apenas uma parte do custo de estudar. O custo total mensal varia muito consoante a cidade universitária — sobretudo a renda de habitação, que sofreu uma pressão intensa nos últimos anos. A tabela seguinte apresenta estimativas de custo mensal total para estudantes deslocados em 2026, incluindo propinas mensalizadas, habitação, alimentação e transporte:

Cidade Propina/mês (710€÷10) Renda quarto (est.) Alimentação + transp. Total estimado/mês
Lisboa 71 € 650–950 € 350–450 € 1 070–1 470 €
Porto 71 € 500–750 € 300–400 € 871–1 221 €
Coimbra 71 € 380–550 € 280–360 € 731–981 €
Braga 71 € 350–500 € 270–350 € 691–921 €
Aveiro 71 € 320–480 € 260–340 € 651–891 €

Estes valores são estimativas de mercado para 2026 e não incluem despesas com livros, material de laboratório ou atividades extracurriculares. Estudantes a residir em residências universitárias (SASUP, SASUL, SASUC) beneficiam de valores substancialmente mais baixos na componente de habitação — de 150 a 400 €/mês —, mas as vagas são limitadas e habitualmente adjudicadas por concurso socioeconómico.

7 Estratégias para Reduzir o Custo do Ensino Superior

Conhecer os valores das propinas é o ponto de partida. Reduzir o custo real requer planeamento proativo. Estas sete estratégias combinam mecanismos de financiamento direto com escolhas estratégicas no percurso académico.

1. Candidate-se às Bolsas SAS Mesmo que Não Tenha a Certeza

Muitos estudantes elegíveis não se candidatam por desconhecerem os critérios ou por considerarem que o rendimento familiar está “no limite”. O sistema é gradual: mesmo que não receba bolsa máxima, pode receber uma bolsa parcial que cobre uma parte significativa da propina. Candidate-se em outubro e aguarde a avaliação.

2. Explore as Residências Universitárias

Uma vaga em residência universitária pode reduzir o custo de habitação em 50% face ao mercado privado. As candidaturas abrem habitualmente em setembro, por isso prepare os documentos com antecedência. Prioridade é dada a bolseiros SAS.

3. Considere Cidades com Menor Custo de Vida

A qualidade do ensino nas universidades de Aveiro, Évora, Bragança ou Castelo Branco é reconhecida, e o custo de vida é substancialmente inferior ao de Lisboa ou Porto. A poupança em renda pode superar 3 000–5 000 €/ano.

4. Explore Bolsas de Investigação durante a Licenciatura

As Bolsas de Iniciação à Investigação (BII), financiadas por projetos FCT, permitem a estudantes de licenciatura e mestrado receber €701,12/mês (valor atualizado para 2026) enquanto colaboram em laboratórios ou centros de investigação. São cumulativas com bolsa SAS. Fique atento aos anúncios nos portais das faculdades e institutos de investigação.

5. Candidature-se a Programas Erasmus+

Uma mobilidade Erasmus+ num país europeu com propinas baixas ou nulas (Alemanha, Áustria, países nórdicos) durante um semestre ou ano pode poupar centenas de euros em propinas — que continuam a ser pagas à instituição de origem, não à de acolhimento. Além disso, recebe uma bolsa de mobilidade. Para saber mais sobre as bolsas de investigação e candidaturas FCT, consulte o guia completo disponível no site.

6. Opte pelo Pagamento em Prestações e Evite Juros de Mora

O pagamento das propinas em prestações (normalmente 10) não tem qualquer custo adicional. O não pagamento dentro do prazo implica, em regra, suspensão de serviços académicos e, em casos extremos, exclusão de exames. Organize um débito direto desde o início do ano letivo.

7. Utilize Cheques-Ensino e Apoios Municipais

Vários municípios portugueses — incluindo Lisboa, Porto e Braga — têm programas de apoio ao ensino superior para residentes, que incluem passes sociais a preço reduzido, vouchers de cantina ou subsidiação de materiais. Consulte a câmara municipal do seu município de residência antes do início do ano letivo.

Público vs. Privado: Análise de Custo-Benefício

A diferença de custo entre o ensino público e o privado em Portugal é substancial — de 710 € até mais de 8 500 €/ano apenas em propinas. Mas a decisão não é puramente financeira. Há fatores que tornam o privado vantajoso em certos contextos:

  • Flexibilidade e horários pós-laboral: muitas instituições privadas oferecem regimes pós-laboral e híbridos para trabalhadores-estudantes que o público raramente disponibiliza na mesma escala.
  • Bolsas internas de mérito: a Católica, a NOVA SBE e outras instituições privadas têm programas de bolsas que podem cobrir 50 a 100% da propina para estudantes com média elevada no secundário.
  • Empregabilidade em certas áreas: em gestão, direito empresarial e finanças, determinadas instituições privadas têm redes de alumni e protocolos com empresas que podem justificar o investimento adicional.

Para estudantes com acesso a bolsa SAS, o ensino público é claramente a opção mais racional: a propina é coberta, o prestígio académico das universidades públicas portuguesas é internacionalmente reconhecido, e os recursos de investigação são superiores na maioria das áreas. Para candidatos a bolsas de doutoramento FCT, a afiliação a uma instituição pública é quase sempre um requisito ou uma vantagem competitiva determinante.

Se está a avaliar o ingresso num mestrado, o calendário de candidaturas a mestrado em Portugal 2026 — com as datas por universidade e por fase — é o próximo passo natural para organizar o seu processo.

Tenha também em conta que o custo de um mestrado em Portugal pode variar muito dentro do próprio setor público: a mesma área de estudo pode ter propinas de 750 €/ano numa instituição e de 3 000 €/ano noutra. Compare sempre antes de submeter candidatura.

FAQ — Perguntas Frequentes sobre Propinas 2026/2027

Qual é o valor máximo de propina para licenciatura em Portugal em 2026/2027?

O valor máximo legal de propina para licenciaturas, CTeSP e mestrados integrados em instituições públicas é 710 € por ano letivo em 2026/2027, após o descongelamento anunciado pelo Governo em setembro de 2025. Este valor representa um aumento de 13 € face aos 697 € praticados desde 2020/2021. Cada instituição pode fixar um valor igual ou inferior a este máximo.

As propinas de mestrado têm teto máximo em Portugal?

Não. Para mestrados de 2.º ciclo (não integrados) e doutoramentos, a lei não estabelece um valor máximo. As instituições públicas e privadas fixam livremente o valor das propinas destes ciclos. Os mestrados nas universidades públicas portuguesas variam tipicamente entre 750 e 5 000 €/ano, dependendo da área e da instituição.

Posso ter a propina totalmente isenta com bolsa SAS?

Sim. Estudantes com bolsa de ação social atribuída têm a propina paga diretamente pelo SAS à instituição. A bolsa mínima é calculada em 125% do valor da propina de licenciatura — ou seja, no mínimo cerca de 887,50 € em 2026/2027, o que já cobre os 710 € de propina. Para escalões com menor rendimento familiar, a bolsa pode incluir ainda um complemento mensal para custos de vida.

Onde e quando me candidato à bolsa SAS em 2026/2027?

A candidatura às bolsas de ação social do ensino superior faz-se exclusivamente online na plataforma bolsas.dges.gov.pt. O período de candidatura inicial decorre habitualmente entre outubro e maio. A renovação deve ser feita em outubro/novembro. Recomenda-se candidatar o mais cedo possível no período de abertura para garantir o processamento atempado e o recebimento da bolsa desde o início do ano letivo.

As propinas vão continuar a subir nos próximos anos?

O Governo comprometeu-se a rever anualmente o valor máximo com base na taxa de inflação do ano anterior. Isto significa que, ao contrário do período 2020–2026 em que o valor esteve congelado, as propinas passarão a ter atualizações anuais regulares. O impacto concreto dependerá da evolução da inflação em Portugal e das decisões políticas de cada Orçamento do Estado.

Posso pagar as propinas em prestações?

Sim. Todas as instituições públicas de ensino superior são legalmente obrigadas a permitir o pagamento das propinas em prestações mensais sem acréscimo de juros. O número de prestações varia por instituição (habitualmente 8 a 12). Contacte a secretaria académica da sua universidade para conhecer o calendário específico.

O que acontece se não pagar a propina a tempo?

O não pagamento das propinas dentro dos prazos implica, regra geral, a suspensão de serviços académicos — incluindo acesso às plataformas de avaliação, declarações e certificados. Em situações de mora prolongada, pode impedir a realização de exames ou a inscrição em anos seguintes. As instituições têm regulamentos próprios, pelo que deve consultar o regulamento académico da sua universidade.

Quanto gastam mensalmente os estudantes deslocados em Lisboa em 2026?

Um estudante deslocado em Lisboa em 2026 pode gastar entre 1 070 e 1 470 €/mês, incluindo propina mensualizada (71 €), renda de quarto (650–950 €) e alimentação e transportes (350–450 €). Estudantes em residências universitárias ou com bolsa SAS que inclui suplemento de alojamento têm custos substancialmente inferiores. Porto, Coimbra e Braga oferecem condições mais acessíveis.

Estudantes internacionais pagam as mesmas propinas?

Depende. Estudantes de países da União Europeia, do Espaço Económico Europeu e de países com acordos bilaterais com Portugal (como o Brasil, ao abrigo do acordo luso-brasileiro) têm direito às mesmas condições que os estudantes nacionais, incluindo o acesso ao sistema de bolsas SAS. Estudantes de países fora destes acordos podem estar sujeitos a propinas diferenciadas, definidas por cada instituição.

As propinas das universidades privadas são elegíveis para bolsa SAS?

Sim, desde que a instituição privada seja reconhecida pelo Ministério da Educação e o estudante cumpra os critérios gerais de elegibilidade. No entanto, a bolsa SAS cobre apenas até ao valor da propina máxima do ensino público (710 €/ano). Se a propina da instituição privada for superior — o que é comum —, o estudante terá de suportar a diferença. Avalie bem o diferencial antes de optar por uma instituição privada.

Fontes consultadas para este artigo: