TCC Direito 2026: 50 Temas Atuais (Constitucional, Civil, Penal, Digital/LGPD) + Estrutura ABNT

TCC Direito 2026: 50 Temas Atuais (Constitucional, Civil, Penal, Digital/LGPD) + Estrutura ABNT

Escolher o tema do TCC de Direito em 2026 é, talvez, a decisão mais estratégica da graduação jurídica. O tema certo demonstra para a banca — e para o mercado — que você está sintonizado com as questões que movimentam os tribunais, a doutrina e o legislador neste momento. E 2026 é um ano particularmente rico: o STF vive intensa pauta de julgamentos sobre IA e responsabilidade civil, o STJ consolida entendimentos sobre a LGPD, a reforma tributária (EC 132/2023) começa a produzir efeitos e o Direito Digital reconfigura contratos, herança e processo. Este guia entrega 50 temas organizados por área, com indicação de metodologia e fontes primárias, além da estrutura ABNT NBR 14724:2024 para a monografia jurídica.

Um TCC de Direito bem construído não precisa ser inédito — precisa ser rigoroso. A metodologia dogmática (análise de normas, jurisprudência e doutrina) ainda domina a maioria das IES, mas a pesquisa jurídica empírica (surveys com operadores do direito, análise de decisões por mineração de dados, estudos de caso sobre efetividade normativa) vem ganhando espaço, especialmente em programas de pós-graduação que servem como espelho para os TCCs de graduação.

Resposta rápida: O TCC de Direito (monografia jurídica) em 2026 segue a ABNT NBR 14724:2024 para formatação, a NBR 10520:2023 para citações e a NBR 6023:2018 para referências. A metodologia predominante é dogmática (pesquisa bibliográfica + análise de legislação e jurisprudência), mas estudos empíricos são igualmente aceitos. Não exige aprovação no CEP salvo quando há coleta de dados com sujeitos identificáveis.

1. Estrutura da Monografia Jurídica: ABNT NBR 14724:2024

A monografia jurídica segue a mesma estrutura geral da NBR 14724:2024, mas com algumas convenções próprias do campo jurídico:

Elementos Pré-Textuais

  • Capa: Nome da IES, nome do autor, título (e subtítulo), cidade e ano. Fonte padrão (Arial ou Times New Roman 12), espaçamento 1,5.
  • Folha de rosto: Inclui a nota: “Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Direito, sob orientação do Prof. [nome e titulação]”.
  • Resumo + Abstract: 150 a 500 palavras. Inclua os descritores jurídicos relevantes (ex.: “proteção de dados pessoais”, “responsabilidade civil”, “direito fundamental”).
  • Sumário: Em Direito, o sumário costuma ser mais detalhado — com seções secundárias e terciárias numeradas (ex.: 1.1, 1.1.1). Gerado automaticamente no Word.

Desenvolvimento Textual

A monografia jurídica típica é organizada em três a cinco seções principais:

  1. Introdução: Delimitação do tema, problema de pesquisa, hipóteses (quando aplicável), objetivos, justificativa e metodologia.
  2. Seção(ões) teórica(s): Revisão bibliográfica da doutrina nacional e estrangeira. Em Direito, cite doutrinadores de peso na área (Canotilho, Barroso, Mello, Tartuce, Nucci, Delgado, Tepedino) e obras de referência da área temática.
  3. Seção de análise normativa e jurisprudencial: Análise de legislação (lei, decreto, portaria, resolução), jurisprudência do STF e STJ (com número do processo, relator e data), e, se aplicável, de direito comparado.
  4. Conclusão: Respostas às hipóteses, posicionamento fundamentado do autor, propostas de lege ferenda (reforma legislativa desejável) quando pertinente.
  5. Referências: ABNT NBR 6023:2018 — atenção especial ao formato de legislação, acórdãos e sítios eletrônicos.
Dica sobre notas de rodapé em Direito: O uso de notas de rodapé é mais intenso em Direito do que em outras áreas. A NBR 14724:2024 permite notas de rodapé em fonte 10, espaçamento simples. Muitos juristas usam as notas para citações completas (Vancouver jurídico) ou para referências cruzadas a acórdãos. Verifique o padrão exigido pela sua IES — alguns cursos preferem o sistema autor-data (ABNT) mesmo para acórdãos.

2. Metodologia Dogmática vs. Empírica no TCC de Direito

A escolha metodológica é a primeira decisão do seu TCC. Conheça as diferenças:

Aspecto Metodologia Dogmática Metodologia Empírica
Objeto Normas, conceitos, princípios jurídicos Comportamentos, decisões judiciais, efetividade normativa
Fontes Doutrina, legislação, jurisprudência Entrevistas, surveys, banco de decisões (STF/STJ), dados IBGE/CNJ
Análise Interpretação hermenêutica, sistemática, teleológica Análise de conteúdo, estatística descritiva, mineração de texto
CEP Dispensado (fontes públicas) Obrigatório quando há participantes identificáveis
Prevalência nas IES Dominante (90%+ dos TCCs) Crescente, especialmente em áreas de Direito e Sociedade
Potencial de inovação Médio (depende da interpretação original) Alto (dados primários são diferenciais)

3. 10 Temas: Direito Constitucional

O Direito Constitucional oferece temas de enorme relevância social e jurídica em 2026, especialmente diante da atuação ativa do STF em pautas como liberdade de expressão, saúde, educação e novas tecnologias.

  1. Liberdade de expressão vs. discurso de ódio nas redes sociais: A responsabilidade das plataformas digitais frente ao art. 5º, IV e IX da CF/88 e ao Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). Análise das ADIs 7.261 e 7.580 sobre moderação de conteúdo e liberdade de expressão. Doutrina: Fábio Shecaira + Virgílio Afonso da Silva.
  2. Ativismo judicial e os limites da jurisdição constitucional do STF: Análise do fenômeno do “constitucionalismo abusivo” (David Landau) e das decisões monocráticas de ministros do STF com impacto político-eleitoral. Estudo de casos: ADPFs 846, 984, 1.044.
  3. O direito fundamental à proteção de dados pessoais após a EC 115/2022: A constitucionalização da proteção de dados (art. 5º, LXXIX + art. 21, XXVI CF/88), a eficácia horizontal nas relações privadas e a posição da ANPD como autoridade regulatória independente.
  4. Judicialização da saúde e o princípio da reserva do possível: Análise da jurisprudência do STF sobre direito à saúde (art. 196 CF/88) — RE 1.366.243 (tema 1234) e os limites do mínimo existencial frente à escassez orçamentária. Metodologia: análise de acórdãos + dados CNJ.
  5. Inteligência artificial e o direito fundamental ao processo equitativo: O uso de algoritmos para apoio à decisão judicial (Justiça 100% Digital, CNJ 2025) e os riscos de viés algorítmico à luz do art. 5º, LIV e LV da CF/88.
  6. Financiamento de campanhas eleitorais e igualdade política: Análise das ADIs sobre doações empresariais pós-ADI 4.650 (2015) e a persistência das desigualdades no acesso ao poder político. Dados: TSE + pesquisas IBGE sobre perfil dos eleitos.
  7. Direito ao esquecimento e proteção da memória na era digital: O conflito entre memória coletiva (liberdade de imprensa, art. 5º, IX) e privacidade/honra (art. 5º, X) após o RE 1.010.606 (STF, 2021) e a posição brasileira frente ao GDPR europeu.
  8. Constitucionalidade da prisão em segunda instância: Análise das ADCs 43, 44 e 54, da virada jurisprudencial do STF (2020) e do debate doutrinário sobre presunção de inocência (art. 5º, LVII CF/88). Doutrina: Gustavo Badaró + Aury Lopes Jr.
  9. Educação domiciliar (homeschooling) e o direito à educação: A ADI 5.543 (pendente), o PL 3.179/2012 (homeschooling) e o conflito com o art. 208 da CF/88 e o ECA. Análise de experiências estaduais e direito comparado (EUA, Alemanha).
  10. Federalismo cooperativo e a repartição de competências em saúde pública: A ADI 6.341 (pandemia) e a definição de competências União/Estado/Município em emergências sanitárias. Atualidade: Decreto 11.953/2024 e PNAB 2.0.

4. 10 Temas: Direito Civil e Contratos

  1. Responsabilidade civil das plataformas de marketplace por fato do produto: A teoria da cadeia de fornecimento (CDC, art. 18) aplicada a marketplaces (Mercado Livre, Amazon, Shopee) na jurisprudência do STJ. REsp 1.968.985 e o “Tema STJ 1.242”.
  2. Contratos inteligentes (smart contracts) e a validade jurídica no Brasil: A executoriedade automática de smart contracts frente ao art. 104 do CC/2002 (requisitos de validade), a necessidade de adaptação legislativa e a experiência internacional (Liechtenstein Token Act).
  3. Herança digital: bens virtuais, criptoativos e direitos personalíssimos: O vácuo normativo sobre transmissão de criptoativos (Bitcoin, Ethereum), contas de redes sociais e NFTs post mortem. Análise do PL 2.630/2020 e do tratamento no direito espanhol e alemão.
  4. Família multiparental e os efeitos jurídicos da pluriparentalidade: A jurisprudência do STJ e dos TJs após o RE 898.060 (STF, 2016) sobre reconhecimento simultâneo de pai biológico e pai socioafetivo. Impacto em alimentos, herança e guarda.
  5. Responsabilidade civil por dano existencial nas relações de trabalho doméstico: O trabalho doméstico pós-EC 72/2013 e os casos de dano existencial (privação de direitos fundamentais) na jurisprudência do TST.
  6. Lesão nos contratos de adesão de crédito consignado: A teoria da lesão (art. 157 CC/2002) aplicada ao crédito consignado para aposentados do INSS — análise de decisões do STJ sobre abusividade e revisão contratual.
  7. Responsabilidade civil por desinformação e fake news: O dano informativo nas redes sociais e a responsabilidade de criadores de conteúdo, influenciadores e plataformas. Aplicação do art. 927 CC/2002 + Marco Civil da Internet.
  8. União poliafetiva e reconhecimento jurídico no Brasil: A posição do STJ (negativa) vs. cartórios que lavraram escrituras + o debate doutrinário sobre autonomia privada, igualdade (art. 5º, caput) e analogia com a union polyamoureuse francesa.
  9. Responsabilidade do fornecedor por recall não atendido: Análise de casos de recall (automóveis, alimentos, cosméticos) em que o consumidor não compareceu ao reparo e ocorreu acidente. Posição do STJ sobre o ônus da prova e a teoria do risco.
  10. Cláusulas abusivas em contratos de plataformas digitais (termos de uso): Uma análise dos termos de uso de Instagram, TikTok e WhatsApp à luz do art. 51 do CDC — renúncia a direitos, cláusulas de arbitragem, cessão de dados e responsabilidade limitada.

5. 10 Temas: Direito Penal e Processo Penal

  1. Responsabilidade penal de sistemas de inteligência artificial: A impossibilidade da imputação penal a sistemas autônomos no Código Penal brasileiro e as propostas de reforma (PL 2.338/2023). Análise de direito comparado (Alemanha, China, Reino Unido). Doutrina: Damásio de Jesus + Cezar Roberto Bitencourt + Kai Ambos.
  2. Audiências por videoconferência e o princípio da imediação: A Lei 11.900/2009 e a expansão do uso de videoconferência no processo penal pós-pandemia. Jurisprudência do STJ sobre nulidades processuais e o direito ao contato do réu com seu defensor.
  3. Justiça restaurativa e o Sistema Nacional de Política sobre Drogas (SISNAD): A aplicação de práticas restaurativas em casos de uso de drogas (art. 28 Lei 11.343/2006) e o julgamento do RE 635.659 (STF, 2024 — descriminalização do porte para uso pessoal).
  4. Investigação defensiva e o acesso do réu às provas no inquérito policial: A Resolução CNPG 181/2017 (investigação criminal pelo MP), o Provimento CNPJ 188/2018 (investigação defensiva pela OAB) e os limites do contraditório na fase pré-processual.
  5. Feminicídio e a efetividade das medidas protetivas de urgência: Análise quantitativa de dados do CNJ e do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2024-2025) sobre o ciclo de violência doméstica e o cumprimento das medidas do art. 22 da Lei Maria da Penha.
  6. Responsabilidade penal das pessoas jurídicas por crimes ambientais: A Lei 9.605/1998 e a doutrina da dupla imputação superada pelo STJ (HC 248.073). Casos: desastre de Mariana, Brumadinho e a responsabilidade criminal das mineradoras.
  7. Prova digital no processo penal: admissibilidade e cadeia de custódia: A Lei 13.964/2019 (Pacote Anticrime) e a cadeia de custódia da prova digital (art. 158-A a 158-F CPP). Análise de casos de nulidade por violação da cadeia de custódia na jurisprudência do STJ.
  8. O júri popular e os crimes dolosos contra a vida cometidos por policiais: A inconstitucionalidade do art. 9º, §2º, I do CPM pós-ADO 24 (STF), que transferia o julgamento para a Justiça Militar. Análise da decisão do STF e suas implicações.
  9. Acordo de não persecução penal (ANPP) e a política criminal de despenalização: O art. 28-A do CPP (Lei 13.964/2019), os requisitos, os crimes excluídos e a constitucionalidade do mecanismo frente ao princípio da obrigatoriedade da ação penal pública.
  10. Cibercrime e a adequação do marco legal brasileiro: A Lei 12.737/2012 (Crimes Informáticos), a Lei 14.155/2021 (crimes de fraude digital) e as lacunas existentes frente ao deepfake, ransomware e crimes em Metaverso.

6. 10 Temas: Direito Digital e LGPD

O Direito Digital é a área com maior crescimento de TCCs originais em 2026, impulsionada pela LGPD (Lei 13.709/2018), pela Lei do AI (PL 2.338/2023), pelas sanções da ANPD e pelo reconhecimento de equivalência LGPD↔GDPR em janeiro de 2026.

  1. ANPD e o poder sancionatório: análise das primeiras decisões (2023-2026): Levantamento das notificações, advertências e multas aplicadas pela ANPD nos primeiros três anos de funcionamento efetivo. Metodologia: análise documental + entrevista com especialista.
  2. LGPD e dados sensíveis na pesquisa acadêmica: A base legal “órgão de pesquisa” (art. 7º, IV e art. 5º, XVIII LGPD) e as obrigações de anonimização, registro das atividades de tratamento e encarregado (DPO). Conexão com a Plataforma Brasil e a equivalência LGPD↔GDPR (Decisão CE, jan. 2026).
  3. Regulação da inteligência artificial no Brasil: o PL 2.338/2023 e o EU AI Act: Análise comparativa do PL brasileiro (aprovado no Senado, em tramitação na Câmara em 2026) com o EU AI Act (Regulamento 2024/1689/UE). Sistemas de alto risco, obrigações de transparência e sanções.
  4. Responsabilidade civil por danos causados por sistemas de IA: A inexistência de norma específica no CC/2002 e a aplicação analógica do art. 927, parágrafo único (responsabilidade objetiva por atividade de risco), do art. 12 do CDC e do PL 2.338/2023 para imputar responsabilidade a desenvolvedores e operadores de IA.
  5. Transferência internacional de dados pessoais pós-reconhecimento LGPD↔GDPR: A Decisão da Comissão Europeia de janeiro de 2026 que reconhece o Brasil como país com proteção adequada. Implicações para contratos, Standard Contractual Clauses (SCCs) e Binding Corporate Rules (BCRs).
  6. Deepfakes e responsabilidade civil e penal no Brasil: A lacuna legal sobre criação de deepfakes não consensuais, a aplicação da Lei 14.811/2024 (violência digital) e a necessidade de tipificação específica. Direito comparado: Califórnia AB 602/2019, UK Online Safety Act 2023.
  7. Direitos dos titulares de dados pessoais e a efetividade do opt-out: Análise empírica de como grandes plataformas (Meta, Google, LinkedIn) respondem às solicitações de acesso, portabilidade e eliminação de dados no Brasil, à luz dos arts. 17-22 LGPD.
  8. Criptoativos e a regulação do mercado de valores mobiliários: A Lei 14.478/2022 (marco regulatório das criptomoedas), as Instruções CVM sobre tokens de utilidade e tokens de investimento, e a posição do BACEN.
  9. Proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital: O art. 14 da LGPD (dados de crianças e adolescentes), a Lei 14.811/2024 (combate ao bullying digital) e as obrigações das plataformas de conteúdo infantil (YouTube Kids, TikTok Teen Mode).
  10. Direito ao esquecimento e o “right to erasure” na LGPD: O art. 18, VI (eliminação) da LGPD e sua aplicação prática: conflito com liberdade de imprensa, interesse histórico e a posição do STJ após o julgamento do RE 1.010.606 (STF, 2021).

7. 10 Temas: Direito do Trabalho e Previdenciário

  1. Uberização e a parassubordinação: reconhecimento do vínculo empregatício dos motoristas de aplicativo: A divergência entre TRT1, TRT2 e o TST sobre o vínculo empregatício Uber/iFood + o julgamento do TST de 2024. Direito comparado: UK Supreme Court (Uber, 2021) + Espanha (Lei Rider).
  2. Teletrabalho e as obrigações do empregador com saúde e segurança digital: A reforma da CLT (Lei 13.467/2017) sobre teletrabalho, as novas NRs do MTE para home office (NR-17 ergonomia atualizada 2023) e a responsabilidade do empregador por acidentes domésticos de trabalho.
  3. Discriminação algorítmica em processos de seleção por IA: O uso de sistemas de IA para triagem de CVs e entrevistas automatizadas (HireVue, Pymetrics), os riscos de discriminação indireta por gênero e raça, e a lacuna na CLT e na Lei 9.029/1995.
  4. Reforma da Previdência Social (EC 103/2019): impactos 5 anos depois: Análise dos dados de concessão de aposentadorias, da taxa de reposição (benefício/salário) e das categorias mais afetadas (professores, agentes penitenciários, trabalhadores rurais) com dados do INSS 2024-2025.
  5. Plataformas de serviços domésticos e a regulamentação do trabalho on-demand: GetNinjas, Parafuzo e o enquadramento jurídico das trabalhadoras domésticas intermediadas por plataformas: vínculo com a plataforma? Com o tomador? Autônomos?
  6. Jornada de trabalho, desconexão digital e o direito ao descanso: O direito à desconexão frente à disponibilidade permanente exigida por aplicativos de mensagem corporativa. Análise da jurisprudência do TST sobre sobreaviso digital e a experiência regulatória da França (droit à la déconnexion).
  7. Banco de horas e flexibilização da jornada na reforma trabalhista: O art. 59-B da CLT (reforma 2017) sobre banco de horas por acordo individual + a jurisprudência do TST sobre nulidade em atividades insalubres e periculosas.
  8. Trabalho infantil no Brasil em 2026: dados e efetividade da proibição: Levantamento de dados da PNAD Contínua e do Censo IBGE 2022 sobre trabalho infantil por região e atividade econômica, com análise da efetividade dos programas de erradicação (PETI, BPC-Escola).
  9. Assédio moral organizacional e a responsabilidade da empresa: A distinção entre assédio moral individual e organizacional (estrutural), a responsabilidade solidária de gestores e da empresa e a quantificação do dano moral na jurisprudência do TST.
  10. Auxílio por incapacidade temporária e o nexo técnico epidemiológico (NTEP): O Decreto 3.048/1999 e a inversão do ônus da prova pelo NTEP-INSS. Análise de acórdãos do TNU (Turma Nacional de Uniformização) sobre o nexo técnico em doenças mentais (CID F).

8. Fontes Jurídicas: Como Citar Legislação, STF, STJ e Doutrina

A NBR 6023:2018 e a NBR 10520:2023 definem como referenciar fontes jurídicas. Veja os modelos mais usados:

Citação de Legislação (NBR 6023:2018)

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Presidência da República, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 15 maio 2026.

BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Brasília: Presidência da República, 2018. Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 15 maio 2026.

Citação de Acórdão do STF (in-text + referência)

In-text (autor-data): (BRASIL, STF, 2021, ADI 4.650)

Referência: BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.650 DF. Relator: Min. Luiz Fux. Brasília, DF: STF, 17 set. 2015. Disponível em: https://portal.stf.jus.br. Acesso em: 15 maio 2026.

Portais de Acesso Gratuito à Jurisprudência

  • STF: portal.stf.jus.br — pesquisa por ementa, número de processo, relator
  • STJ: scon.stj.jus.br — filtro por ramo do Direito, órgão julgador, período
  • CNJ — Jurisprudência em Teses: jurisprudenciaemteses.cnj.jus.br — consolidação de entendimentos por tema
  • Jusbrasil: jusbrasil.com.br — TJs estaduais + busca por lei + doutrina
  • Migalhas e Consultor Jurídico: para acompanhamento de pauta e repercussão

9. TCC e o Exame da OAB: Conexões Estratégicas

O TCC de Direito não é um requisito do Exame da OAB, mas o tema escolhido pode preparar você para a 2ª fase do exame — que exige a redação de uma peça prática na área de ênfase escolhida (Civil, Trabalhista, Penal, Administrativo, Constitucional, Tributário ou Internacional). Se o seu TCC for sobre:

  • Direito do Trabalho: A peça da 2ª fase costuma ser reclamação trabalhista, recurso ordinário ou contestação. O domínio da CLT consolidado no TCC é diretamente aplicável.
  • Direito Civil: Petição inicial, contestação, recurso de apelação, mandado de segurança.
  • Direito Penal: Queixa-crime, denúncia, habeas corpus, recurso em sentido estrito.
  • Direito Digital/LGPD: Área emergente na 2ª fase — ainda não tem carreira específica na OAB, mas integra os módulos de Civil, Constitucional e Trabalho.

O estudo aprofundado da jurisprudência do STF e STJ para o TCC praticamente prepara também para a 1ª fase da OAB — especialmente as questões de Direito Constitucional (30% da prova) e Direito Civil (15%).

Conexão com outros guias: Se seu TCC de Direito envolve dados de pesquisa com sujeitos identificáveis (ex.: entrevistas com operadores do direito), leia o guia sobre LGPD e Dados em Pesquisa Acadêmica 2026. Para estruturar as referências corretamente, consulte o Guia Completo ABNT NBR 14724:2024. Para busca bibliográfica no Portal CAPES, veja CAPES Periódicos para TCC.

Perguntas Frequentes sobre TCC de Direito

TCC de Direito pode usar APA ou tem que ser ABNT obrigatoriamente?

Praticamente todos os cursos de Direito no Brasil exigem ABNT (NBR 10520:2023 para citações in-text e NBR 6023:2018 para referências). A APA é padrão internacional das ciências sociais e psicologia, mas não é convencional no Direito brasileiro. Alguns programas de pós-graduação aceitam APA ou o sistema de notas de rodapé (Vancouver jurídico), mas para graduação, siga a ABNT e o regulamento da sua IES.

Quantas páginas deve ter um TCC de Direito?

A ABNT NBR 14724:2024 não define número mínimo de páginas. A maioria dos cursos de Direito exige entre 40 e 80 páginas de texto corrente (excluindo pré e pós-textuais). Verifique o regulamento do TCC da sua IES — é a única fonte normativa vinculante sobre extensão mínima e máxima do trabalho.

Posso fazer TCC de Direito sobre um tema de Direito Comparado?

Sim. O Direito Comparado é metodologia consolidada na pesquisa jurídica e bem aceita em bancas de Direito. O importante é delimitar: qual ordenamento você está comparando (Brasil + qual país?), qual critério de comparação (normativo? jurisprudencial? doutrinário?) e qual a relevância para o Direito brasileiro (lições que podem ser importadas? diferenças estruturais que explicam distinções de resultado?). Cite fontes primárias do ordenamento estrangeiro e doutrina especializada em Direito Comparado.

TCC de Direito com tema de LGPD: precisa de aprovação no CEP?

Depende da metodologia. Um TCC dogmático sobre LGPD (análise de legislação, jurisprudência e doutrina) não precisa de aprovação no CEP — não há coleta de dados com participantes. Se o TCC incluir entrevistas com titulares de dados, DPOs ou juristas sobre suas percepções e práticas (pesquisa empírica), aí sim pode ser necessário submeter ao CEP, especialmente se os participantes forem identificáveis. Consulte o CEP da sua IES.

Como pesquisar decisões do STF e STJ para o TCC de Direito?

Use o portal oficial do STF (portal.stf.jus.br) com filtros por ementa, classe processual e tema de repercussão geral. Para o STJ, use o scon.stj.jus.br com filtros por ramo do Direito, tipo de decisão e período. Para identificar temas prioritários e o entendimento consolidado, o portal “Jurisprudência em Teses” do CNJ (jurisprudenciaemteses.cnj.jus.br) é um ótimo ponto de partida. Salve os acórdãos em PDF numerando com o processo e data para facilitar a citação.

Qual a diferença entre monografia e artigo científico como forma de TCC em Direito?

A monografia é um trabalho extenso (40-80 páginas) com estrutura de seções completas, enquanto o artigo científico de TCC tem entre 12 e 25 páginas, segue o padrão de submissão de revistas (título, resumo, palavras-chave, corpo do artigo com introdução-desenvolvimento-conclusão, referências) e geralmente é mais focado em uma única questão jurídica. Alguns cursos de Direito passaram a aceitar artigo como forma alternativa ao TCC tradicional após as reformas curriculares do MEC (Resolução CNE/CES 05/2018). Verifique o regulamento da sua IES.

Formatação Impecável para a Monografia Jurídica

A Tesify gera templates atualizados para ABNT NBR 14724:2024, formata automaticamente as referências de legislação e acórdãos conforme NBR 6023:2018 e verifica a originalidade do texto antes da entrega ao orientador. Não perca pontos por erros de formatação — a banca nota.

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