,

Estudar na Coreia do Sul: bolsas, GKS e intercâmbio (2026)

Estudar na Coreia do Sul: bolsas, GKS e intercâmbio para quem está em Portugal (2026)

Quem escreve «estudar na Coreia do Sul bolsas» num motor de pesquisa a partir de Portugal encontra sobretudo guias pensados para outros países, com quotas, prazos e documentos que não se aplicam a quem estuda numa universidade portuguesa. A boa notícia é que existem caminhos reais: um semestre de intercâmbio ao abrigo de um acordo da sua universidade, a Global Korea Scholarship (GKS) para mestrado e doutoramento e, em áreas de ciências e engenharia, uma via de licenciatura aberta a todos os países.

A má notícia é que as vagas para candidatos portugueses são poucas e que a língua conta mais do que muitos imaginam. Nas regras de 2026, a via da embaixada da GKS para pós-graduação tinha uma única vaga atribuída a Portugal, e, regra geral, os bolseiros têm de atingir um nível mínimo de coreano antes de começar o curso.

Este guia reúne, a partir dos documentos oficiais do programa, o que vale para quem parte de Portugal: as vias possíveis, os requisitos da GKS, a preparação do coreano e do TOPIK, os custos que a bolsa cobre e os que não cobre, o visto e a forma de transformar a experiência num trunfo para a dissertação.

Resposta rápida: a partir de Portugal há três vias principais para estudar na Coreia do Sul. A primeira é o intercâmbio de um semestre através de um acordo entre a sua universidade e uma universidade coreana. A segunda é a Global Korea Scholarship para mestrado ou doutoramento, que paga viagem, propinas, curso de coreano e subsídio mensal, com candidaturas entre fevereiro e março. A terceira, para licenciatura, é o programa UIC da GKS, aberto a todos os países em áreas de ciências e engenharia.

Estudar na Coreia do Sul: bolsas e caminhos a partir de Portugal

Antes de escolher universidade, convém escolher a via. Cada uma tem duração, financiamento e porta de entrada diferentes:

Via Duração Quem financia Onde se candidata
Intercâmbio ao abrigo de acordo bilateral Um ou dois semestres Depende do acordo; pode juntar-se o GKS Exchange Students Program Gabinete de relações internacionais da sua universidade
GKS para mestrado ou doutoramento, via da embaixada Um ano de coreano mais dois (mestrado) ou três anos (doutoramento) Governo coreano (NIIED) Portal Study in Korea, com recomendação da embaixada
GKS para pós-graduação, via da universidade (R&D e Global Network) Igual à anterior; Global Network é um mestrado de até dois anos sem ano de língua Governo coreano (NIIED) Diretamente na universidade coreana
GKS para licenciatura, programa UIC Em regra, um ano de coreano mais a licenciatura Governo coreano (NIIED) Diretamente na universidade coreana designada
Candidatura por conta própria Variável O estudante ou bolsas da própria universidade Serviço de admissões da universidade coreana

O portal oficial Study in Korea, gerido pelo NIIED (o instituto coreano que administra a GKS), apresenta todas estas modalidades e publica os avisos de cada ciclo. Para estudar na Coreia do Sul, bolsas e acordos de mobilidade são as duas portas a explorar primeiro. Para comparar com outras fontes de financiamento disponíveis em Portugal, o diretório de bolsas para mestrado e doutoramento reúne as principais opções nacionais e europeias.

Intercâmbio através da sua universidade portuguesa

O caminho mais curto para passar um semestre na Coreia é o acordo de mobilidade da sua própria instituição. Estes acordos existem, e há exemplos recentes. Segundo a notícia publicada pela University of Seoul, a 23 de outubro de 2025 a universidade assinou um novo acordo com a Universidade NOVA de Lisboa que inclui programas de intercâmbio de estudantes, com foco na NOVA IMS e na NOVA FCSH, e no mesmo dia renovou um acordo académico e de intercâmbio de estudantes com a ISCTE Business School.

Caminho vazio de um campus universitário na Coreia do Sul no outono, ladeado por ginkgos de folhas amarelas, com um edifício académico ao fundo
Um semestre de intercâmbio começa quase sempre por um acordo entre a sua universidade e uma universidade coreana.

Se estuda noutra instituição, o primeiro passo é perguntar ao gabinete de relações internacionais que acordos com universidades coreanas estão ativos para o seu curso, quantas vagas existem, que propinas se pagam e em que universidade, e como funciona o reconhecimento dos créditos no regresso. As condições variam de acordo para acordo, por isso peça sempre a informação por escrito.

Há ainda um apoio específico do governo coreano para estes casos. Segundo o portal Study in Korea, o GKS Exchange Students Program destina-se a estudantes estrangeiros inscritos numa universidade fora da Coreia que tenha acordo com uma universidade coreana associada ao NIIED. Dura quatro meses (um semestre), prevê cerca de 500 bolseiros, número sujeito ao orçamento, e paga um subsídio mensal de 630 000 wons e a viagem de ida e volta em classe económica. Exige média de 80% ou mais na universidade de origem, inscrição num programa de intercâmbio de grau (cursos apenas de língua coreana ficam de fora) e não ter recebido antes uma bolsa do governo coreano.

Se a Coreia não for possível no seu curso, uma mobilidade europeia continua a ser uma boa alternativa; o guia do Erasmus+ 2026/2027 com valores das bolsas e candidatura explica o processo passo a passo.

Global Korea Scholarship para mestrado e doutoramento

A GKS de pós-graduação é a bolsa do governo coreano que financia um grau completo, do ano de língua ao fim do mestrado ou do doutoramento. Os dados abaixo vêm das regras oficiais da GKS de pós-graduação para 2026, publicadas pelo NIIED em fevereiro de 2026. O ciclo seguinte terá as suas próprias regras, por isso confirme sempre o aviso em vigor.

Vias de candidatura e vagas para Portugal

  • Via da embaixada: 776 vagas gerais distribuídas por 143 países, das quais uma para Portugal em 2026. A embaixada da Coreia faz a primeira seleção e recomenda candidatos.
  • Via da universidade, programa geral: 160 vagas distribuídas por 54 países; Portugal não constava da lista de 2026.
  • Via da universidade, programas de especialização: o programa R&D (403 vagas, sobretudo em ciências e engenharia) e o Global Network (80 vagas, em humanidades e ciências sociais) estão abertos a candidatos de todos os países e são selecionados por cada universidade segundo os seus critérios.

Na prática, quem está em Portugal tem duas portas: disputar a vaga nacional pela embaixada ou candidatar-se diretamente a uma universidade com programa R&D ou Global Network na sua área. As regras de 2026 permitiam ainda que candidatos não selecionados na primeira fase da via da embaixada se candidatassem depois pela via da universidade.

Requisitos principais

  • Idade: menos de 40 anos (nascidos depois de 1 de setembro de 1986, no ciclo de 2026).
  • Grau: licenciatura para o mestrado e mestrado para o doutoramento, obtido ou a obter até 31 de julho de 2026, no ciclo de 2026.
  • Média: 80% ou mais numa escala de 100, ou estar entre os 20% melhores do curso, ou uma média equivalente nas escalas de 4,0 a 5,0. Como a escala portuguesa de 0 a 20 não está entre as aceites, é preciso apresentar um certificado de notas convertido para uma delas.
  • Saúde e nacionalidade: boa saúde física e mental e nacionalidade de um país convidado, sem nacionalidade coreana do candidato nem dos pais.

O que a bolsa paga

Segundo as regras de 2026, a bolsa cobre a viagem de entrada em classe económica, as propinas até 5 milhões de wons (a taxa de admissão é suportada pela universidade), o curso de coreano até 5,2 milhões de wons e um subsídio mensal de 14 400 000 wons por ano durante o curso de língua e de 16 560 000 wons por ano durante o grau, o que corresponde a 1 200 000 e 1 380 000 wons por mês. O próprio guia avisa que o valor do subsídio depende da disponibilidade orçamental. O programa dura um ano de coreano mais dois anos de mestrado ou mais três de doutoramento.

Calendário

No portal Study in Korea, o calendário da GKS de pós-graduação é o seguinte: anúncio em fevereiro, candidaturas entre fevereiro e março, avaliação entre abril e junho e resultados finais em junho. Em 2026, a candidatura online pela via da embaixada decorreu de 12 a 25 de fevereiro. Quem quer começar no ciclo seguinte deve ter o processo preparado no inverno anterior, incluindo certificados de língua e cartas de recomendação.

Licenciatura: o programa UIC da GKS

Para licenciatura, a situação de Portugal é diferente. As regras da GKS de licenciatura para 2026 distribuíam 150 vagas da via da embaixada por 71 países, e Portugal não estava na lista. A porta que fica aberta é o programa UIC (University Industry Cooperation), com 100 vagas, que o próprio guia declara aberto a todos os países.

O UIC destina-se a departamentos de ciências e engenharia com currículo adaptado e experiência em ambiente empresarial, e só existe para cursos de grau associado e licenciaturas. A candidatura é feita diretamente na universidade designada. Os requisitos de 2026 incluíam ter menos de 25 anos (nascidos depois de 1 de março de 2001) e a mesma exigência de média: 80% ou mais, ou estar entre os 20% melhores. O calendário da GKS de licenciatura corre noutra altura do ano: anúncio em setembro, candidaturas pela via da universidade entre setembro e novembro e resultados finais em dezembro.

Coreano ou inglês: preparar a língua e o TOPIK

A língua pesa em várias fases da GKS. O TOPIK é o exame oficial de proficiência em coreano e vai do nível 1 ao nível 6. As regras da GKS de pós-graduação usam-no de três formas:

  • Na seleção: ter TOPIK de nível 3 ou superior dá pontos adicionais equivalentes a 10% da pontuação total.
  • No percurso: todos os bolseiros têm de atingir o nível 3 do TOPIK para passarem do ano de língua para o grau, e alguns departamentos exigem mais, por exemplo o nível 4. Quem não cumpre o requisito do departamento pode perder a bolsa.
  • Na dispensa: quem já tem nível 5 ou 6 fica dispensado do ano de coreano.
Molho de cartões em branco atados com fio, lápis, caderno fechado e chávena de chá verde numa secretária de madeira
Estudar coreano um pouco todos os dias, ainda em Portugal, facilita chegar ao nível 3 do TOPIK.

Por isso, mesmo que o seu curso venha a ser lecionado em inglês, começar o coreano em Portugal é uma vantagem concreta. Para quem parte do zero, este guia sobre como aprender coreano do zero propõe um plano de 30 dias que começa pela leitura do alfabeto hangul e chega às primeiras frases. Quando estiver a pensar no certificado, vale a pena perceber como estão organizados os níveis e as provas do TOPIK, incluindo a divisão entre TOPIK I e TOPIK II e as pontuações de cada nível.

E se o coreano ainda estiver longe? O inglês também conta. A tabela de pontos da GKS aceita TOEFL iBT e IELTS, com a mesma pontuação para, por exemplo, TOPIK de nível 3, TOEFL iBT de 95 ou IELTS de 7,0. O programa Global Network é lecionado sobretudo em inglês e não inclui o ano de língua coreana, e as regras referem ainda programas lecionados 100% em inglês. Mesmo nesses casos, algum coreano faz diferença no dia a dia fora da universidade.

Quanto custa estudar na Coreia do Sul

A resposta depende sobretudo da via. Com a GKS, a maior parte dos custos está coberta, mas não todos. As regras de 2026 da GKS de pós-graduação deixam claro que ficam de fora, entre outros, os seguros associados à entrada no país e as deslocações que não sejam a viagem de avião. No programa de intercâmbio da GKS, o apoio é o subsídio de 630 000 wons por mês mais a viagem de ida e volta, o que significa que alojamento, seguro e despesas correntes têm de caber nesse valor ou ser complementados.

Sem bolsa, as propinas são definidas por cada universidade coreana e variam com a instituição e a área. Por isso, o mais seguro é consultar a tabela de propinas em vigor no site de admissões internacionais da universidade escolhida e montar um orçamento com estes itens:

  1. Propinas por semestre e taxa de admissão.
  2. Alojamento, em residência universitária ou fora dela.
  3. Seguro de saúde.
  4. Viagem de ida e volta e deslocações locais.
  5. Curso de coreano antes ou durante o curso.
  6. Despesas com documentos: certificados, traduções, apostilas e visto.

Para quem quer estudar na Coreia do Sul, bolsas como a GKS reduzem a maior parte destes custos, mas o orçamento deve prever sempre o que fica de fora. Se a candidatura coreana não resultar, as bolsas de estudo para mestrado em Portugal continuam a ser uma alternativa para financiar o grau.

Uma referência útil para calibrar o orçamento é o próprio subsídio da GKS: o governo coreano paga 1 380 000 wons por mês a um bolseiro de grau, e o estudante tem de viver com esse valor. Não é uma estimativa oficial do custo de vida, mas mostra a ordem de grandeza com que o programa trabalha.

Visto e documentos

O visto é tratado com a embaixada da Coreia no país do estudante, e o guia da GKS atribui ao próprio estudante a responsabilidade por uma eventual recusa: se o visto não for emitido dentro do período de entrada, a admissão pode ser cancelada. Para quem está em Portugal, o contacto indicado no guia é o da Embaixada da República da Coreia em Lisboa (embpt@mofa.go.kr).

Um ponto que pede tempo é a autenticação de documentos. As regras de 2026 pedem que os bolseiros selecionados preparem várias cópias do certificado de habilitações com apostila ou reconhecimento consular, porque o mesmo documento é pedido pela universidade (para a carta de admissão), pela embaixada (para o visto) e pelos serviços de imigração coreanos (para a autorização de residência). O guia menciona os vistos de residência D-2 e D-4 e remete as regras de imigração para os portais oficiais HiKorea e Korea Immigration Service. Peça as apostilas cedo, porque os prazos podem não coincidir com o calendário da bolsa.

Como usar a experiência na dissertação

Um semestre ou um grau na Coreia pode tornar-se o centro da sua dissertação, e não apenas uma linha no currículo. Três ideias práticas:

  • Escolha um tema comparativo. Políticas públicas, sistemas de ensino, inovação tecnológica, turismo ou indústrias culturais são áreas em que uma comparação entre Portugal e a Coreia do Sul faz sentido. O guia sobre como escolher o tema da dissertação ajuda a testar se a pergunta é viável dentro do prazo.
  • Antecipe a falta de bibliografia em português. Muitos temas sobre a Coreia têm pouca literatura publicada em Portugal. As estratégias para lidar com bibliografia escassa sobre o tema aplicam-se diretamente, desde ampliar o enquadramento até usar fontes em inglês. Comece por verificar o que já foi defendido sobre o tema nos repositórios de teses e dissertações como o RCAAP.
  • Planeie a recolha de dados antes de partir. Entrevistas, questionários ou trabalho de campo na Coreia precisam de acordo prévio com o orientador e, quando envolvem pessoas, do parecer da comissão de ética da sua instituição. Combine também como serão feitas as reuniões de orientação à distância.

Durante a mobilidade, manter a escrita organizada à distância é meio caminho andado. O Tesify, plataforma de IA para teses, já foi usado por mais de 9.000 estudantes para escrever mais de 15.000 capítulos, e o texto continua 100% escrito por si.

Vai escrever a dissertação entre Portugal e a Coreia?

Com o Tesify Editor IA, mais de 9.000 estudantes já escreveram mais de 15.000 capítulos, e cada linha continua 100% escrita por si.

Criar o projeto da minha dissertação no Tesify

Perguntas frequentes

Um estudante português pode candidatar-se à bolsa GKS?

Pode. Na pós-graduação, Portugal tinha uma vaga na via da embaixada nas regras de 2026, e os programas R&D e Global Network da via da universidade estão abertos a todos os países. Na licenciatura, Portugal não constava da via da embaixada em 2026, mas o programa UIC está aberto a todos os países.

Como ir estudar na Coreia do Sul com tudo pago?

A via mais completa é a Global Korea Scholarship de mestrado ou doutoramento, que paga a viagem de entrada, as propinas até ao limite previsto, o curso de coreano e um subsídio mensal. Ainda assim, há custos que a bolsa não cobre, como os seguros associados à entrada e as deslocações que não sejam de avião.

Quanto custa estudar na Coreia do Sul sem bolsa?

As propinas são definidas por cada universidade e variam com a instituição e a área. Consulte a tabela de propinas em vigor no site de admissões internacionais e acrescente alojamento, seguro, viagens, curso de língua e documentos ao orçamento.

Preciso de saber coreano para estudar na Coreia do Sul?

Depende da via. Os bolseiros da GKS de pós-graduação têm de atingir o nível 3 do TOPIK antes de começar o grau, salvo exceções como o programa Global Network, lecionado sobretudo em inglês e sem ano de língua. Num intercâmbio, a língua de ensino depende das disciplinas oferecidas pela universidade de acolhimento.

Que nível de TOPIK é exigido?

Na GKS de pós-graduação, o nível 3 é o mínimo para passar do ano de língua para o grau, e alguns departamentos pedem o nível 4. Quem já tem nível 5 ou 6 fica dispensado do ano de coreano, e um nível 3 ou superior dá pontos adicionais na seleção.

Posso fazer só um semestre de intercâmbio na Coreia?

Sim, se a sua universidade tiver acordo com uma universidade coreana. Nesse caso, pode ainda candidatar-se ao GKS Exchange Students Program, que paga um subsídio mensal e a viagem de ida e volta durante quatro meses.

Escreve a tua tese ou TCC com IA

Editor inteligente, bibliografia automática (APA e ABNT) e verificação antiplágio num só sítio. Mais de 9.000 estudantes já escrevem em metade do tempo.