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Diretório de Guidelines de Reporting 2026: PRISMA, CONSORT, STROBE, COREQ e Mais (EQUATOR)

Diretório de Guidelines de Reporting 2026: PRISMA, CONSORT, STROBE, COREQ e Mais (EQUATOR)

Escolher a guideline de reporting errada — ou ignorar completamente que ela existe — é um dos erros mais silenciosos e custosos que se cometem numa tese ou artigo científico. As guidelines de reporting EQUATOR (PRISMA, CONSORT, STROBE, COREQ, entre outras) não são burocracia: são o critério que editores, orientadores e júris usam para avaliar se o relato de um estudo é suficientemente transparente para ser reproduzível. A Rede EQUATOR (Enhancing the QUAlity and Transparency Of health Research), criada em 2006, mantém hoje mais de 700 guidelines que cobrem praticamente todos os desenhos de estudo imagináveis. O problema é saber qual usar — e este diretório resolve exatamente isso.

Se está a escrever a secção de metodologia de uma tese de mestrado ou doutoramento, a submeter um manuscrito a uma revista indexada, ou simplesmente a tentar perceber o que o seu orientador quer dizer quando pede a “checklist PRISMA preenchida”, este recurso foi feito para si. Apresentamos aqui a tabela de mapeamento por desenho de estudo e uma descrição precisa de cada guideline principal — verificada nas fontes oficiais da EQUATOR Network e da literatura metodológica.

Resposta rápida

A guideline a usar depende do desenho de estudo: PRISMA 2020 para revisões sistemáticas e meta-análises; CONSORT para ensaios clínicos aleatorizados; STROBE para estudos observacionais (coorte, caso-controlo, transversal); COREQ ou SRQR para investigação qualitativa; ARRIVE 2.0 para estudos com animais; CARE para relatos de caso; SPIRIT para protocolos de ensaios; e AGREE II para o desenvolvimento de guidelines clínicas. Todos os documentos oficiais estão disponíveis em equator-network.org.

O que são guidelines de reporting e porque são obrigatórias

Uma guideline de reporting é uma lista de verificação (checklist) que especifica os elementos mínimos que o relato de um estudo científico deve conter para que um leitor independente consiga avaliar a sua qualidade, replicar os procedimentos e interpretar os resultados sem ambiguidade. Não se trata de um formulário de submissão a uma revista: é um instrumento metodológico que estrutura a escrita desde a fase de protocolo.

A importância prática é direta: a maioria das revistas com fator de impacto exige o preenchimento da checklist relevante como condição de submissão. Muitos programas de doutoramento portugueses e brasileiros — nomeadamente nas ciências da saúde, ciências sociais aplicadas e educação — passaram a solicitar explicitamente a checklist correspondente ao desenho de estudo na entrega da dissertação. Ignorar esta exigência pode significar, na melhor das hipóteses, correções obrigatórias pedidas pelo júri; na pior, uma recusa de publicação.

Diretório: qual guideline usar por desenho de estudo

A tabela seguinte constitui o núcleo deste recurso. Para cada tipo de estudo encontrará a guideline recomendada, o número de itens da checklist (onde verificado nas fontes oficiais) e o link direto para o documento na Rede EQUATOR.

Desenho de Estudo Guideline Nome completo Itens Link oficial
Revisão sistemática / Meta-análise PRISMA 2020 Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses 27 equator-network.org
Ensaio clínico aleatorizado (RCT) CONSORT 2010 Consolidated Standards of Reporting Trials 25 equator-network.org
Estudo de coorte / caso-controlo / transversal STROBE Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology 22 equator-network.org
Investigação qualitativa (entrevistas / grupos focais) COREQ Consolidated Criteria for Reporting Qualitative Research 32 equator-network.org
Investigação qualitativa (espectro alargado) SRQR Standards for Reporting Qualitative Research 21 equator-network.org
Estudo com animais (in vivo) ARRIVE 2.0 Animal Research: Reporting of In Vivo Experiments Essential 10 + Recomendados arriveguidelines.org
Relato de caso clínico CARE CAse REport guidelines equator-network.org
Protocolo de ensaio clínico SPIRIT 2013 Standard Protocol Items: Recommendations for Interventional Trials 33 equator-network.org
Desenvolvimento/avaliação de guideline clínica AGREE II Appraisal of Guidelines for Research and Evaluation II equator-network.org
Estudo de acuidade diagnóstica STARD Standards for the Reporting of Diagnostic Accuracy Studies 25 equator-network.org
Avaliação económica em saúde CHEERS 2022 Consolidated Health Economic Evaluation Reporting Standards equator-network.org

PRISMA 2020 — revisões sistemáticas e meta-análises

O PRISMA 2020 (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses) é a guideline de referência para a redação de revisões sistemáticas e meta-análises. A versão 2020, publicada na PLOS Medicine, substituiu o PRISMA 2009 com melhorias substantivas: a checklist passou a incluir 27 itens e o diagrama de fluxo foi redesenhado para acomodar pesquisas em registos de estudos e bases de literatura cinzenta.

Os 27 itens organizam-se em seis domínios — título, resumo, introdução, métodos, resultados e discussão — e exigem que o autor especifique explicitamente, entre outros: critérios de elegibilidade dos estudos, estratégia de pesquisa completa em pelo menos uma base de dados, processo de seleção e extração de dados, método de avaliação do risco de viés, e abordagem de síntese estatística (se aplicável). O diagrama de fluxo PRISMA deve acompanhar o artigo e mostrar o número de registos identificados, rastreados, excluídos e incluídos em cada fase.

Para uma implementação passo a passo do protocolo PRISMA numa dissertação de mestrado, consulte o guia completo de revisão sistemática PRISMA 2020 para teses disponível neste site. Para perceber quando optar por uma revisão sistemática em vez de uma revisão narrativa, o artigo revisão sistemática vs. revisão narrativa oferece um quadro comparativo detalhado.

Extensões PRISMA relevantes:

  • PRISMA-ScR — para revisões de âmbito (scoping reviews)
  • PRISMA-DTA — para revisões sistemáticas de estudos de acuidade diagnóstica
  • PRISMA-LSR — para revisões sistemáticas vivas (living systematic reviews)
  • PRISMA-S — extensão específica para a redação da estratégia de pesquisa bibliográfica
Diagrama das guidelines de reporting EQUATOR organizadas por tipo de estudo: revisões sistemáticas (PRISMA), ensaios clínicos (CONSORT), estudos observacionais (STROBE) e investigação qualitativa (COREQ)
Visão geral das principais guidelines de reporting EQUATOR por tipo de estudo — do PRISMA para revisões sistemáticas ao COREQ para investigação qualitativa.

CONSORT — ensaios clínicos aleatorizados

O CONSORT (Consolidated Standards of Reporting Trials), na sua versão 2010, é a guideline de referência para a comunicação de ensaios clínicos com aleatorização em grupos paralelos. A checklist integra 25 itens e é acompanhada de um diagrama de fluxo que documenta o percurso dos participantes desde o recrutamento até à análise final. Os itens mais críticos dizem respeito à geração da sequência de aleatorização, ao ocultamento da alocação (allocation concealment), à implementação do processo de cegamento e ao reporte de todos os desfechos pré-especificados no protocolo.

O CONSORT foi desenvolvido precisamente para combater um problema recorrente na literatura: a omissão de detalhes metodológicos que impede a avaliação do risco de viés. A sua versão atual complementa-se com o protocolo SPIRIT — se o seu estudo ainda está em fase de protocolo, deve usar o SPIRIT antes de recorrer ao CONSORT para o relato final.

STROBE — estudos observacionais

O STROBE (Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology) aplica-se a três grandes categorias de estudos observacionais: estudos de coorte, estudos caso-controlo e estudos transversais. A checklist tem 22 itens, sendo que alguns são específicos de apenas um dos três desenhos. Abordam dimensões como a definição e operacionalização das variáveis, as fontes de dados utilizadas, o tratamento do viés de informação e confundimento, e as limitações do estudo.

Um aspeto frequentemente ignorado: o STROBE dispõe de extensões temáticas, das quais a mais relevante em contexto académico português é a STREGA (Strengthening the Reporting of Genetic Association Studies), para estudos de associação genética. Outra extensão útil é a STROBE-NI, para estudos observacionais em neonatologia.

COREQ e SRQR — investigação qualitativa

A investigação qualitativa tem dois instrumentos de referência na Rede EQUATOR, com âmbitos distintos:

COREQ (32 itens)

O COREQ (Consolidated Criteria for Reporting Qualitative Research), desenvolvido por Tong, Sainsbury e Craig (2007), é uma checklist de 32 itens organizada em três domínios: (1) equipa de investigação e reflexividade, (2) desenho do estudo, e (3) análise e relato dos dados. O seu foco principal são estudos que recorrem a entrevistas individuais e grupos focais. É a guideline mais citada para investigação qualitativa em saúde e ciências sociais aplicadas, e é exigida explicitamente por revistas como o International Journal for Quality in Health Care.

SRQR (21 itens)

O SRQR (Standards for Reporting Qualitative Research), publicado por O’Brien e colaboradores em 2014, oferece uma cobertura mais abrangente ao não se limitar a entrevistas e grupos focais. Contempla também estudos etnográficos, investigação-ação, análise documental e outros abordagens qualitativas. Os seus 21 itens incluem componentes como o posicionamento epistemológico do investigador, a estratégia de amostragem e os procedimentos de verificação da qualidade analítica.

Se o seu estudo utiliza uma abordagem fenomenológica ou uma análise interpretativa, o SRQR é geralmente mais adequado do que o COREQ. Para aprofundar estas opções metodológicas, o artigo sobre triangulação de dados na investigação qualitativa e o guia sobre fenomenologia e análise fenomenológica interpretativa (IPA) fornecem enquadramento metodológico complementar.

ARRIVE 2.0 — estudos com animais

O ARRIVE 2.0 (Animal Research: Reporting of In Vivo Experiments), atualizado em julho de 2020 e publicado na PLOS Biology, é a guideline de referência para estudos que envolvam experiências em animais vivos. A atualização de 2020 foi motivada pela evidência de que a versão original de 2010 era frequentemente ignorada ou preenchida de forma superficial.

O ARRIVE 2.0 organiza-se em dois conjuntos: o ARRIVE Essential 10, que constitui o mínimo irredutível que qualquer publicação deve incluir, e o Conjunto Recomendado, que aprofunda a descrição do contexto e dos procedimentos. Os itens essenciais incluem: declaração do sumário do estudo, ética, aleatorização, cegamento, desfechos, dados estatísticos, número de animais e tamanho da amostra.

O ARRIVE 2.0 é mantido pelo NC3Rs (National Centre for the Replacement, Refinement and Reduction of Animals in Research) e está disponível em arriveguidelines.org.

CARE — relatos de caso

O CARE (CAse REport guidelines) foi desenvolvido especificamente para estruturar a comunicação de relatos de caso clínico únicos ou séries de casos muito pequenas. É o único instrumento de reporting que acomoda a narrativa singular de um doente, ao contrário das guidelines desenhadas para amostras. A checklist CARE cobre domínios como: apresentação do caso, história clínica, resultados dos exames, diagnósticos diferenciais considerados, intervenções realizadas, resultados obtidos e perspetiva do doente.

O CARE é frequentemente exigido por revistas de medicina interna, enfermagem clínica e farmácia, e torna-se relevante em teses de mestrado nas áreas da saúde que incluam componentes de estudo de caso clínico. A checklist oficial está disponível em equator-network.org/reporting-guidelines/care/.

SPIRIT — protocolos de ensaios clínicos

O SPIRIT 2013 (Standard Protocol Items: Recommendations for Interventional Trials) define os 33 itens que um protocolo de ensaio clínico deve conter antes de o estudo ser iniciado. Não se aplica ao relato de resultados (essa função é do CONSORT), mas à fase de planeamento e registo do ensaio. O SPIRIT exige, entre outros: justificação científica e objetivos, critérios de elegibilidade, descrição detalhada da intervenção, desfechos primários e secundários pré-especificados, método de aleatorização, tamanho da amostra e plano de análise estatística.

Adicionalmente, existe o SPIRIT-AI, extensão para protocolos de ensaios que envolvam intervenções baseadas em inteligência artificial — cada vez mais relevante em dissertações nas áreas de saúde digital e ciências da computação aplicadas à medicina.

AGREE II — guidelines de prática clínica

O AGREE II (Appraisal of Guidelines for Research and Evaluation II) não é uma guideline de reporting de estudos, mas sim um instrumento para avaliar a qualidade metodológica de guidelines de prática clínica — e, por extensão, para orientar o processo de desenvolvimento de novas guidelines. Organiza-se em seis domínios de avaliação: âmbito e objetivo, envolvimento dos interessados, rigor do desenvolvimento, clareza de apresentação, aplicabilidade e independência editorial.

O AGREE II é particularmente relevante para dissertações de doutoramento que produzam ou avaliem criticamente protocolos clínicos, e para revisões sistemáticas cujo objetivo seja sintetizar as recomendações existentes sobre uma intervenção. A checklist oficial está disponível em equator-network.org.

Extensions PRISMA e CONSORT: quando aplicar

Tanto o PRISMA como o CONSORT dispõem de extensões para contextos especializados. Usar a extensão correta em vez da checklist base pode ser a diferença entre uma aceitação e uma revisão major numa revista de alto impacto.

Extensão Quando usar
PRISMA-ScR Revisões de âmbito (scoping reviews), onde o objetivo é mapear a literatura sem síntese quantitativa
PRISMA-NMA Meta-análises em rede (network meta-analyses) que comparam múltiplas intervenções em simultâneo
CONSORT-AI Ensaios clínicos que testem intervenções baseadas em algoritmos de aprendizagem automática
CONSORT-Equity Ensaios que incluam análise de disparidades e equidade em saúde nas populações estudadas
SPIRIT-AI Protocolos de ensaios clínicos que testem intervenções com IA como componente principal

Como aplicar estas guidelines na sua tese

A integração de uma guideline de reporting numa dissertação segue sempre o mesmo princípio: a checklist não é um apêndice decorativo — é um instrumento de trabalho que deve orientar a escrita da metodologia desde o início. Eis o procedimento recomendado:

  1. Identifique o desenho de estudo antes de começar a escrever. Utilize a tabela diretório acima para selecionar a guideline correspondente.
  2. Descarregue a checklist oficial em equator-network.org e coloque-a em formato de tabela editável (Word ou Google Docs).
  3. Preencha a coluna “página” à medida que redige cada secção, indicando em que página da dissertação cada item está respondido. Esta coluna é normalmente exigida pelas revistas e pode ser incluída como apêndice na tese.
  4. Reveja com o orientador os itens que ficaram em branco — geralmente correspondem a informação que está implícita no texto mas não explicitamente declarada.
  5. Inclua a checklist preenchida nos anexos da dissertação, com referência explícita à versão usada (ex.: “PRISMA 2020”, “CONSORT 2010”).

Para aprofundar os fundamentos da metodologia de investigação — desde a escolha do paradigma epistemológico ao desenho do estudo — consulte o guia completo de metodologia de investigação disponível na plataforma Tesify.

Nota sobre teses multimétodo: Se a sua dissertação combina um estudo quantitativo com componentes qualitativos (mixed methods), pode ser necessário preencher duas checklists distintas — por exemplo, CONSORT para o componente experimental e COREQ para a componente de entrevistas. Nesse caso, inclua ambas nos anexos com identificação clara.

Perguntas frequentes

As guidelines de reporting EQUATOR são obrigatórias em Portugal?

Não existe legislação nacional que as torne obrigatórias de forma universal, mas a maioria das revistas científicas internacionais com fator de impacto exige-as como condição de submissão. Muitos programas de doutoramento e mestrado em Portugal — especialmente nas ciências da saúde, ciências da educação e psicologia — passaram a pedi-las explicitamente na entrega das dissertações. Mesmo onde não são formalmente obrigatórias, o seu preenchimento é um sinal de rigor metodológico que valoriza positivamente a avaliação do júri.

Qual a diferença entre COREQ e SRQR para investigação qualitativa?

O COREQ (32 itens) foi desenvolvido especificamente para estudos que utilizam entrevistas individuais e grupos focais como métodos de recolha de dados. O SRQR (21 itens) tem um âmbito mais alargado e adequa-se a qualquer abordagem qualitativa, incluindo etnografia, investigação-ação, análise documental e estudos fenomenológicos. Se o seu estudo utilizou exclusivamente entrevistas ou grupos focais, o COREQ é geralmente a escolha preferida pelas revistas da área da saúde; se utilizou uma metodologia qualitativa mais diversa, o SRQR é mais apropriado.

Posso usar o PRISMA 2020 para uma scoping review?

Não. O PRISMA 2020 foi desenhado para revisões sistemáticas com síntese — habitualmente meta-análises ou revisões que avaliam o risco de viés dos estudos incluídos. Para revisões de âmbito (scoping reviews), a extensão correta é o PRISMA-ScR, que adapta a checklist base às características específicas deste desenho: ausência de avaliação da qualidade dos estudos e objetivo de mapeamento conceptual em vez de síntese de evidência.

O STROBE é adequado para todos os estudos observacionais?

O STROBE cobre os três principais desenhos observacionais — coorte, caso-controlo e transversal — e é a guideline correta para a grande maioria dos estudos epidemiológicos observacionais. No entanto, existem extensões para contextos específicos: o STREGA para estudos de associação genética, o STROBE-NI para estudos neonatais, e o STROBE-EQUITY para estudos que analisem determinantes sociais e equidade em saúde. Antes de escolher apenas o STROBE base, verifique se o seu estudo se enquadra numa destas categorias especializadas.

Como citar as guidelines EQUATOR na minha dissertação?

Cada guideline tem um artigo de publicação original que deve ser citado. Por exemplo, o PRISMA 2020 cita-se como: Page et al. (2021), “The PRISMA 2020 statement: an updated guideline for reporting systematic reviews”, PLOS Medicine. O CONSORT cita-se como: Schulz et al. (2010), “CONSORT 2010 Statement”, BMJ. O COREQ cita-se como: Tong et al. (2007), “Consolidated criteria for reporting qualitative research (COREQ)”, International Journal for Quality in Health Care. Consulte a página da guideline em equator-network.org para obter a referência exata e atualizada de cada instrumento.

As guidelines EQUATOR aplicam-se apenas a investigação na área da saúde?

Embora a Rede EQUATOR tenha sido criada com foco em investigação em saúde, muitas das suas guidelines são hoje utilizadas em ciências sociais, educação, psicologia, enfermagem, farmácia e gestão de serviços de saúde. Instrumentos como o COREQ, o SRQR e o STROBE são correntemente aplicados em dissertações fora da medicina clínica estrita. Nas ciências sociais e na educação, coexistem com frameworks específicos dessas áreas, como os critérios de qualidade de Lincoln e Guba para investigação qualitativa.

Estruture a sua metodologia com apoio de IA

Se está a escrever a secção de metodologia da sua tese e precisa de ajuda para identificar a guideline correta e estruturar o relato do seu estudo de acordo com os critérios EQUATOR, o editor Tesify foi desenvolvido para apoiar estudantes portugueses neste processo — da definição do protocolo à redação final, com atenção às especificidades das normas de reporting científico.