Como Aceder à b-on em 2026: Guia por Universidade Portuguesa

Como Aceder à b-on em 2026: Guia por Universidade Portuguesa

A b-on (Biblioteca do Conhecimento Online) é o maior consórcio de acesso a publicações científicas em Portugal, gerido pela FCCN (Fundação para a Computação Científica Nacional) e financiado pela FCT. Abrange centenas de milhares de artigos, revistas e bases de dados internacionais — de forma gratuita para estudantes e investigadores de instituições membros. Saber como aceder à b-on fora do campus em 2026 é uma competência essencial para qualquer pessoa a fazer tese ou investigação em Portugal.

Este guia explica os dois métodos principais de acesso (dentro e fora do campus), lista as instituições membros mais relevantes e detalha os passos concretos para cada uma das principais universidades portuguesas.

Resposta rápida: Dentro do campus, o acesso à b-on é automático (reconhecimento por IP). Fora do campus, utilize a VPN da sua universidade ou o login federado (Shibboleth/SAML) com as credenciais institucionais. O processo exato depende da sua instituição — os passos para UP, UC, UL, NOVA, UMinho, UA e ISCTE estão detalhados abaixo.

O Que é a b-on e o Que Inclui

A b-on — Biblioteca do Conhecimento Online — é uma iniciativa da FCT que negocia, em conjunto, licenças de acesso a publicações científicas internacionais para instituições de ensino superior e laboratórios de investigação portugueses. O objetivo é garantir que toda a comunidade académica nacional tem acesso às mesmas publicações de referência, sem que cada instituição tenha de negociar individualmente com as editoras.

Em 2026, a b-on disponibiliza acesso a:

  • Mais de 22.000 revistas científicas em texto completo
  • Bases de dados de referências bibliográficas (ex. Scopus, Web of Science)
  • E-books académicos de editoras como Elsevier, Springer, Wiley, Taylor & Francis, IEEE, SAGE e outras
  • Acesso a ferramentas de análise bibliométrica e de citações

O acesso é gratuito para todos os membros da comunidade académica (estudantes, docentes, investigadores, funcionários) das instituições participantes no consórcio. Não é necessário pagar subscrição individual.

Para pesquisa complementar de artigos em acesso aberto, a b-on articula-se com o SciELO Portugal e Brasil: como pesquisar e publicar em 2026 — útil para literatura em português de acesso livre. E se ainda está a procurar quem o oriente nesta investigação, o nosso diretório de orientadores de tese via Ciência Vitae explica como identificar investigadores ativos na sua área a partir das mesmas bases bibliográficas.

Instituições Membros em 2026

A b-on agrega a esmagadora maioria das universidades públicas e muitos institutos politécnicos e laboratórios de investigação portugueses. Entre as principais instituições membros:

Instituição Acrónimo Tipo
Universidade de Lisboa ULisboa Universidade pública
Universidade do Porto UP Universidade pública
Universidade de Coimbra UC Universidade pública
Universidade Nova de Lisboa NOVA Universidade pública
Universidade do Minho UMinho Universidade pública
Universidade de Aveiro UA Universidade pública
Instituto Superior Técnico IST/Técnico Escola universitária (ULisboa)
ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-IUL Universidade pública
Universidade do Algarve UAlg Universidade pública
Universidade de Évora UÉvora Universidade pública
Universidade da Beira Interior UBI Universidade pública
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro UTAD Universidade pública
Instituto Politécnico de Lisboa IPL Politécnico público
Instituto Politécnico do Porto IPP Politécnico público
Laboratório Nacional de Engenharia Civil LNEC Lab. investigação

Para a lista completa e atualizada de parceiros, consulte b-on Partnerships.

Acesso no Campus (Via IP)

Dentro da rede da sua universidade, o acesso à b-on é completamente automático e transparente. O sistema b-on reconhece o endereço IP da rede institucional e liberta automaticamente o acesso a todo o conteúdo disponível para a sua instituição.

O que fazer:

  1. Ligue-se à rede Wi-Fi ou Ethernet da universidade (eduroam institucional ou rede interna)
  2. Aceda a www.b-on.pt ou diretamente a qualquer das bases de dados (ex. ScienceDirect, Scopus)
  3. O acesso ao texto completo é imediato — sem necessidade de login adicional

Importante: A rede eduroam (disponível em todas as universidades europeias) não garante por si só acesso aos recursos b-on. É necessário estar ligado à rede da sua instituição — não apenas à rede eduroam de outra instituição visitada.

Acesso Fora do Campus: VPN e Login Federado

O acesso remoto à b-on fora do campus é possível por dois métodos principais:

Método 1: VPN Institucional

A VPN (Virtual Private Network) cria um túnel encriptado entre o seu computador e a rede da universidade, fazendo com que o tráfego de internet apareça como proveniente do campus. Uma vez ligado à VPN, o acesso à b-on funciona exatamente como se estivesse no campus.

Vantagens da VPN: acesso a todos os recursos institucionais, não apenas à b-on. Desvantagem: pode afetar a velocidade e é necessário manter a VPN ativa durante toda a sessão de pesquisa.

Método 2: Login Federado (Shibboleth / SAML)

O login federado permite autenticar-se diretamente em cada base de dados ou no portal b-on usando as credenciais da sua universidade, sem necessidade de VPN. O protocolo mais comum é o Shibboleth (também designado SAML), standard europeu de federação de identidades académicas.

Como funciona:

  1. Aceda ao portal b-on ou a uma base de dados específica
  2. Clique em “Institutional Login” / “Login com conta institucional” / “Access via your institution”
  3. Selecione a sua instituição na lista
  4. Introduza as suas credenciais institucionais (normalmente as mesmas do e-mail universitário)
  5. É redirecionado de volta à base de dados com acesso liberado

Este método é cada vez mais preferido por ser mais rápido e não interferir com outras ligações de internet.

Infográfico FCCN com os principais benefícios da eduVPN para acesso remoto seguro a recursos académicos portugueses como a b-on
Principais benefícios da eduVPN para acesso remoto a recursos académicos. Fonte: FCCN

Passo a Passo por Universidade

Universidade Método VPN Portal / Instruções
Técnico Lisboa (IST) OpenVPN / GlobalProtect VPN — ULisboa FA
FCUP / UP VPN institucional UP Portal IT da Universidade do Porto
ISCTE-IUL VPN ou login federado FAQ VPN — ISCTE Informática
FCT/UNL (NOVA) VPN disponível VPN — NOVA FCT
ULisboa (FMV) VPN — acesso a b-on incluído Configuração VPN — FMV ULisboa
UC, UMinho, UA, UBI VPN + login federado disponíveis Serviços informáticos da respetiva universidade

Conselho prático: Se tiver dificuldades com a VPN, tente primeiro o login federado diretamente em cada base de dados (ex. ScienceDirect, Scopus, Web of Science). A maioria das editoras já suporta o login institucional via Shibboleth, sem necessidade de VPN.

Principais Bases de Dados Disponíveis na b-on

O catálogo exato varia consoante a instituição e o acordo negociado pela FCT com cada editora. As seguintes bases de dados estão tipicamente disponíveis para a maioria das instituições membros:

Base de Dados Editora / Fornecedor Conteúdo
ScienceDirect Elsevier Revistas e livros ciências, medicina, engenharia
Scopus Elsevier Base de dados de citações e resumos (multidisciplinar)
Web of Science Clarivate Índice de citações, fator de impacto
SpringerLink Springer Nature Revistas e livros ciências, tecnologia, medicina
Wiley Online Library Wiley Revistas multidisciplinares
IEEE Xplore IEEE Engenharia elétrica, informática, eletrónica
SAGE Journals SAGE Ciências sociais, humanidades, medicina
Taylor & Francis Online T&F / Informa Multidisciplinar
ACS Publications American Chemical Society Química e ciências relacionadas
Oxford Academic Oxford University Press Humanidades, medicina, ciências

Para complementar a pesquisa nas bases de dados acima com recursos em acesso livre, o SciELO Portugal e Brasil 2026 oferece também acesso a repositórios de artigos em português de acesso aberto.

Como Pesquisar na b-on de Forma Eficiente

Ter acesso à b-on é apenas o primeiro passo — saber pesquisar é o que determina a qualidade da revisão bibliográfica da sua tese ou dissertação.

Boas práticas de pesquisa

  • Use operadores booleanos: AND (obrigatório ambos), OR (qualquer um), NOT (excluir). Ex.: “machine learning AND healthcare NOT imaging”
  • Aspas para expressões exatas: “sustainable development goals” pesquisa a expressão completa, não cada palavra isolada
  • Truncatura (*): “climat*” encontra climate, climatic, climatology, etc.
  • Filtros de data: Restrinja a publicações dos últimos 5–10 anos para garantir atualidade bibliográfica
  • Peer-reviewed only: Nas bases de dados, ative o filtro “scholarly/peer-reviewed” para excluir literatura cinzenta
  • Salve alertas: Em Scopus e Web of Science, configure alertas de novas publicações para as suas palavras-chave

Onde pesquisar primeiro?

Para a maioria das áreas científicas, recomendamos esta ordem:

  1. Scopus ou Web of Science — para uma visão geral da literatura e análise de citações
  2. Base de dados especializada da sua área (IEEE Xplore para engenharia, PubMed para medicina, PsycINFO para psicologia)
  3. ScienceDirect ou SpringerLink — para acesso ao texto completo dos artigos encontrados

O blog da Biblioteca da ECA-USP tem um artigo prático sobre como encontrar artigos académicos que é uma referência útil para quem está a começar: Bases de dados e pesquisa acadêmica — Biblioteca ECA-USP.

Para acesso a bases de dados fora do campus (conceitos e estratégias equivalentes ao contexto português), o Blog do Sistema de Bibliotecas da UCS tem um guia prático: Como acessar as bases de dados fora da rede — Biblioteca UCS.

Para obter credenciais do seu mestrado, consulte o guia propinas em Portugal 2026/2027: valores DGES, bolsas SAS e como reduzir o custo — inclui informação sobre os serviços incluídos nas propinas.

O blog investigadora Tereza V. (terezav.wordpress.com) aborda estratégias de pesquisa bibliográfica e gestão de fontes no contexto académico português, sendo uma referência para estudantes de pós-graduação: Terezav — Blog de investigação académica.

Perguntas Frequentes

Posso usar a b-on com o e-mail de estudante de outra universidade?

Não. O acesso à b-on está condicionado à instituição onde está inscrito. Se estiver inscrito na UC, acede à b-on com as credenciais da UC. Não pode usar credenciais da UP para aceder aos recursos da UC, nem vice-versa.

A b-on funciona com o eduroam de outra universidade europeia?

Depende. Se estiver fisicamente numa universidade europeia que tem eduroam, está ligado à rede dessa instituição — não à da sua universidade portuguesa. O reconhecimento por IP não funciona. A solução é usar a VPN da sua universidade portuguesa ou o login federado com as suas credenciais institucionais portuguesas.

O acesso à b-on é gratuito para estudantes de doutoramento?

Sim. Qualquer estudante, docente ou investigador de uma instituição membro do consórcio b-on tem acesso gratuito a todos os recursos disponíveis para a sua instituição. O financiamento é garantido pela FCT através das propinas e financiamento público das instituições.

O que fazer se o texto completo não estiver disponível na b-on?

Nem todos os títulos de cada editora estão incluídos no contrato da b-on. Se um artigo não estiver disponível, pode: (1) pedir emprestado via serviço de empréstimo inter-bibliotecas da sua universidade; (2) procurar uma versão pré-print em repositórios como arXiv, RCAAP ou Repositório Aberto da UP; (3) contactar diretamente o autor pelo e-mail indicado no artigo — a maioria dos investigadores responde e envia o PDF.

O acesso à b-on continua válido após concluir o mestrado?

Não. O acesso depende de ter uma conta ativa na instituição. Após a conclusão do grau e inativação da conta institucional, o acesso à b-on cessa. Algumas universidades mantêm contas de alumni activas por um período limitado — consulte os Serviços de Informática da sua universidade.

Use a IA para tirar mais partido da sua pesquisa bibliográfica

Depois de recolher os artigos na b-on, o Tesify ajuda-o a organizar a revisão de literatura, a citar corretamente e a estruturar o enquadramento teórico da sua dissertação — em português, com as normas da sua universidade.

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