Calendário de Candidaturas a Mestrado 2026 em Portugal: 1.ª e 2.ª Fase por Universidade
Quando é que abrem as candidaturas ao mestrado na tua universidade? Qual é o prazo da 1.ª fase na ULisboa, no Porto, na NOVA ou em Coimbra? São as perguntas mais pesquisadas por futuros mestrandos em Portugal — e as respostas mudam todos os anos. Ao contrário do que acontece com as licenciaturas, as candidaturas ao 2.º ciclo (mestrados) não seguem um calendário nacional unificado definido pela DGES: cada instituição de ensino superior publica o seu próprio edital, com fases e prazos próprios. Este guia reúne, para o ano letivo 2026/2027, os calendários já divulgados pelas principais universidades públicas portuguesas, com a indicação clara de que deves sempre verificar a página oficial antes de submeter a candidatura.
Porque não há um calendário nacional para mestrados?
Em Portugal, o concurso nacional de acesso gerido pela DGES — Direção-Geral do Ensino Superior aplica-se exclusivamente às licenciaturas e aos mestrados integrados (1.º e 2.º ciclos em regime integrado). Os mestrados de 2.º ciclo — os que requerem uma licenciatura para aceder — estão fora desse modelo centralizado. Cada universidade, escola ou faculdade publica o seu próprio edital de abertura de concurso, define as vagas disponíveis, os critérios de seriação e os documentos exigidos.
Isto significa que dois estudantes a candidatarem-se a mestrados diferentes na mesma universidade podem ter prazos distintos. Um candidato ao Mestrado em Gestão da Faculdade de Economia de Coimbra terá datas diferentes das de um candidato ao Mestrado em Direito da mesma instituição. Por isso, o primeiro passo é sempre identificar o edital do curso específico que te interessa, e não apenas o calendário geral da universidade.
Antes de submeter a candidatura, convém também fazer as contas ao custo total do percurso: consulta o guia sobre as propinas em Portugal 2026/2027 e as bolsas SAS disponíveis para saber exatamente o que vais pagar e como podes reduzir o custo.
Para uma visão mais ampla do percurso académico em Portugal, consulta o nosso artigo sobre o mestrado em Portugal em 2026: guia completo sobre universidades, propinas e candidaturas.
ULisboa: calendário de candidaturas 2026/2027
A Universidade de Lisboa é a maior universidade portuguesa e reúne diversas faculdades com calendários próprios. As datas abaixo são indicativas e baseadas nos editais publicados por cada unidade orgânica para 2026/2027.
Faculdade de Ciências (Ciências ULisboa)
| Fase | Período de candidatura | Resultados |
|---|---|---|
| 1.ª Fase | 9 mar – 17 abr 2026 | Maio 2026 |
| 2.ª Fase | 22 jun – 17 jul 2026 | Agosto 2026 |
| 3.ª Fase (se houver vagas) | 24–28 ago 2026 | Setembro 2026 |
Faculdade de Direito (FD ULisboa)
| Fase | Candidatura | Resultados finais | Matrícula |
|---|---|---|---|
| 1.ª Fase | 2–27 fev 2026 | 30 mar 2026 | 2–10 abr 2026 |
| 2.ª Fase | 27 abr – 13 mai 2026 | 15 jun 2026 | 18–25 jun 2026 |
| 3.ª Fase | 8–14 jul 2026 | 3 ago 2026 | 6–13 ago 2026 |
IGOT – Instituto de Geografia e Ordenamento do Território
| Fase | Candidatura | Resultados |
|---|---|---|
| 1.ª Fase | 23 fev – 30 abr 2026 | até 15 mai 2026 |
| 2.ª Fase | 1 jun – 21 ago 2026 | até 9 set 2026 |
Universidade do Porto: fases de candidatura 2026
Na Universidade do Porto, a responsabilidade de definir os calendários recai sobre cada faculdade ou escola. O portal central (up.pt) lista os princípios gerais, mas os editais são publicados em cada unidade orgânica. A Faculdade de Letras (FLUP) divulga habitualmente três fases:
| Fase (FLUP) | Período de candidatura |
|---|---|
| 1.ª Fase | 2 jan – 6 fev 2026 |
| 2.ª Fase | 9 fev – 2 abr 2026 |
| 3.ª Fase | 12 jun – 22 jul 2026 |
A Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (FPCEUP) para 2026/2027 publica calendários individuais por mestrado em up.pt/fpceup. A taxa de candidatura na U.Porto é habitualmente de 44 €, paga via Multibanco ou MB WAY.
NOVA Lisboa: candidaturas por faculdade 2026
A Universidade NOVA de Lisboa reúne faculdades com perfis muito distintos. A NOVA FCSH (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas) publicou já três fases para 2025/2026 que servem de referência para o padrão de 2026/2027:
| Fase (NOVA FCSH) | Período de candidatura |
|---|---|
| 1.ª Fase | Dez 2025 – 9 fev 2026 |
| 2.ª Fase | 13 fev – 13 abr 2026 |
| 3.ª Fase (vagas restantes) | 15 abr – 15 jun 2026 |
As candidaturas na NOVA FCSH são submetidas através de inforestudante.fcsh.unl.pt. Questões podem ser colocadas por email para novoaluno@fcsh.unl.pt. Para a informação oficial actualizada sobre candidaturas da NOVA FCSH, consulta sempre a página oficial da faculdade.
Outras escolas da NOVA — como a NOVA SBE (School of Business and Economics) e a FCT NOVA — publicam os seus próprios editais, com janelas de candidatura que podem começar em outubro do ano anterior para programas internacionais. Verifica a página de cada escola.
Universidade de Coimbra: fases e prazos 2026
A Universidade de Coimbra distribui os seus mestrados por oito faculdades, o Colégio das Artes e a Escola Superior de Enfermagem. A taxa de candidatura é habitualmente de 50 €. Como exemplo, o Mestrado em Gestão da Faculdade de Economia da UC segue este padrão para 2026/2027:
| Fase (Mestrado em Gestão, FEUC) | Período |
|---|---|
| 1.ª Fase | 2 mar – 31 mar 2026 |
| 2.ª Fase | 4 mai – 30 jun 2026 |
| 3.ª Fase | 1–11 set 2026 |
Atenção: nem todas as faculdades da UC abrem candidaturas nas três fases. Algumas podem optar por abrir apenas uma ou duas, dependendo do número de vagas disponíveis. Consulta os editais em uc.pt/candidaturas/mestrados.
Universidade do Minho: fases 2026/2027
A Universidade do Minho disponibiliza, através do seu portal académico (alunos.uminho.pt), um calendário geral com seis fases de candidatura durante o ano:
| Fase | Período de candidatura |
|---|---|
| 1.ª Fase | 5–12 mar 2026 |
| 2.ª Fase | 13–20 abr 2026 |
| 3.ª Fase | 25 mai – 2 jun 2026 |
| 4.ª Fase | 4–15 jul 2026 |
| 5.ª Fase | 3–10 set 2026 |
| 6.ª Fase | 28 set – 1 out 2026 |
Para programas com início no 2.º semestre, a UMinho prevê também uma fase de outono (set 1–7) e uma fase de inverno (dez 2–9). A taxa de candidatura é de 44 €, paga via Multibanco, MB WAY ou cartão de crédito. Os calendários específicos por escola constam nos sites das unidades orgânicas.
Checklist de documentos para a candidatura
Embora cada universidade defina os seus requisitos, existe um conjunto de documentos transversais à maioria dos mestrados portugueses. Prepara-os com antecedência para não perderes o prazo por falta de um documento.
- Certificado de conclusão da licenciatura (ou declaração emitida pelos serviços académicos, se ainda aguardas certificado definitivo)
- Histórico de classificações / transcrição de notas de toda a licenciatura
- Documento de identificação válido — cartão de cidadão, BI ou passaporte
- Curriculum vitae actualizado, preferencialmente em formato Ciência Vitae ou Europass
- Carta de motivação (também designada carta de intenções ou statement of purpose) — entre 400 e 800 palavras na maioria dos editais
- Carta(s) de recomendação — geralmente uma a duas, de docentes ou entidades profissionais (nem todos os mestrados exigem)
- Comprovativo de pagamento da taxa de candidatura (entre 44 € e 50 € nas universidades públicas)
- Certificado de proficiência linguística — para candidatos estrangeiros ou programas em inglês (ex.: TOEFL, IELTS, DELF/DALF)
- Portfolio ou projeto de investigação — exigido em alguns mestrados de artes, arquitetura ou investigação
- NISS (Número de Identificação da Segurança Social) — para candidatos não portugueses que já residam em Portugal
Para entenderes como os regulamentos de tese variam entre instituições e o que isso implica para o teu percurso após admissão, consulta o artigo mapa completo dos regulamentos de tese de mestrado em Portugal 2026: 14 universidades comparadas.
Dicas para não perder o prazo
1. Identifica o edital do curso, não apenas o calendário geral
O calendário geral da universidade indica janelas orientativas. O edital do curso específico é o documento vinculativo. Encontra-o na página do mestrado a que te vais candidatar — normalmente sob “candidaturas”, “admissão” ou “acesso”. Pode estar no SIGARRA (U.Porto), no Fénix (IST/ULisboa) ou em sistemas próprios de cada faculdade.
2. Activa os alertas por email no site da faculdade
Muitas faculdades publicam os editais com poucas semanas de antecedência. Se a universidade tiver newsletter ou feed RSS de notícias, subscreve para receber o aviso de abertura das candidaturas em tempo real.
3. Submete na 1.ª fase sempre que possível
A candidatura em fases posteriores expõe-te ao risco de as vagas estarem preenchidas. A maioria das universidades só abre fases adicionais se houver vagas por preencher após a fase anterior. Candidatar-te mais cedo dá-te também mais tempo para reunir eventuais documentos em falta.
4. Pede o certificado académico com meses de antecedência
As faculdades de origem demoram com frequência várias semanas a emitir certificados académicos oficiais. Se te formaste noutra universidade, pede o documento logo após decidires candidatar-te — e verifica se a universidade de destino aceita a declaração provisória emitida pelos serviços académicos enquanto aguardas o certificado definitivo.
5. Confirma os critérios de seriação antes de te candidatares
Cada mestrado define os seus critérios: classificação final da licenciatura, entrevista, carta de motivação, experiência profissional, provas de acesso, etc. Conhecer esses pesos com antecedência permite-te preparar uma candidatura mais competitiva. Para o contexto mais amplo do ano académico, o artigo calendário académico português 2026/2027: todas as datas-chave para mestrandos e doutorandos oferece uma perspectiva geral das datas relevantes ao longo do ano.
6. Verifica a acreditação do mestrado pela A3ES
Antes de submeter a candidatura, confirma que o mestrado está acreditado pela A3ES — Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior. Um mestrado sem acreditação válida não tem reconhecimento legal em Portugal. Para saberes como a acreditação afecta os ciclos de estudo em 2026, lê o artigo A3ES Plano 2026: o que muda na acreditação de mestrado e doutoramento em Portugal.
7. Explora as bolsas disponíveis antes de te matriculares
Candidatares-te a bolsas de estudo é um processo paralelo e independente da admissão. Conhecer as opções de financiamento disponíveis — FCT, Erasmus+, SAS, bolsas institucionais — pode determinar se o mestrado que escolheste é financeiramente viável. O artigo bolsas de estudo para mestrado em Portugal: guia completo 2026 cobre as principais fontes de financiamento.
Perguntas frequentes
A DGES define o calendário de candidaturas a mestrado em Portugal?
Não. A DGES gere o Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, que abrange as licenciaturas e os mestrados integrados (1.º ciclo). As candidaturas aos mestrados de 2.º ciclo (que requerem uma licenciatura para acesso) são da responsabilidade de cada instituição de ensino superior. Cada universidade ou faculdade publica o seu próprio edital com prazos, critérios e vagas.
Quantas fases de candidatura a mestrado existem habitualmente em Portugal?
A maioria das universidades públicas prevê duas a três fases, distribuídas entre fevereiro e setembro. Algumas, como a Universidade do Minho, chegam a ter seis fases ao longo do ano. Fases adicionais só abrem se houver vagas por preencher nas fases anteriores.
Qual a taxa de candidatura a mestrado nas universidades públicas portuguesas?
A taxa varia consoante a instituição. Na Universidade do Minho e na Universidade do Porto, a taxa habitual é de 44 €. Na Universidade de Coimbra, é frequentemente de 50 €. O pagamento é geralmente feito por Multibanco, MB WAY ou cartão bancário. Esta taxa não é reembolsável.
Posso candidatar-me a mestrado ainda sem ter terminado a licenciatura?
Sim, em muitos casos. A maioria das universidades aceita candidaturas condicionais de estudantes que estejam a concluir a licenciatura no próprio ano académico, desde que apresentem declaração dos serviços académicos de origem. A admissão definitiva fica condicionada à apresentação do certificado de conclusão antes do início do ano letivo. Verifica esta possibilidade no edital específico do mestrado.
Um mestrado obtido em Portugal é reconhecido noutros países da UE?
Sim, desde que o mestrado esteja acreditado pela A3ES. No quadro do Processo de Bolonha, os graus académicos portugueses são automaticamente reconhecidos nos países signatários. Para contextos profissionais específicos (medicina, enfermagem, advocacia, engenharia), podem existir procedimentos de reconhecimento adicional nas entidades reguladoras do país de destino.
Como sei se o mestrado a que me candidato está acreditado?
Acede ao portal da A3ES (a3es.pt) e pesquisa o nome do curso ou da instituição. O portal lista todos os ciclos de estudos acreditados com o estado atual (acreditado, em renovação, não acreditado). Podes também verificar na plataforma Infocursos da DGES (infocursos.mec.pt), que agrega informação sobre todos os cursos de ensino superior em Portugal.
As datas neste artigo são definitivas para 2026/2027?
Não. As datas apresentadas baseiam-se nos editais e informações oficiais disponíveis em maio de 2026, mas podem sofrer alterações até à publicação do edital definitivo de cada mestrado. Verifica sempre a página oficial da faculdade ou escola onde pretendes candidatar-te antes de preparares a documentação.
O que acontece se não me candidatei em nenhuma das fases previstas?
Algumas universidades e faculdades abrem fases extraordinárias de candidatura se houver vagas por preencher. Podes também contactar directamente os serviços académicos da faculdade para saber se existe essa possibilidade. Na prática, candidatares-te no ano letivo seguinte é frequentemente a alternativa mais realista quando todos os prazos encerram sem candidatura submetida.
Sobre as datas neste artigo
As informações de calendário apresentadas foram recolhidas em maio de 2026 a partir de editais e páginas oficiais das universidades. Os calendários académicos são actualizados anualmente. Verifica sempre a página oficial da faculdade e o edital específico do mestrado antes de qualquer decisão. Alterações de prazos são comuns e podem ocorrer sem aviso prévio.
