Bibliometria na Tese 2026: FWCI, JCR, Scimago e Métricas DORA-Friendly
A bibliometria na tese de investigação deixou de ser um território exclusivo de bibliotecários e avaliadores de agências de financiamento. Em 2026, qualquer mestrando ou doutorando que cite artigos científicos, apresente a sua produção à banca ou candidate uma bolsa FCT ou CAPES precisa de compreender o que significam siglas como FWCI, JCR, SJR e CiteScore — e, igualmente importante, perceber as críticas que estas métricas enfrentam no contexto da Declaração DORA e do acordo CoARA. Este guia desmistifica cada métrica, explica como são calculadas, onde divergem e como as usar (ou recusar usar) de forma metodologicamente responsável na tua tese de 2026.
A tensão que marca o debate bibliométrico atual é real: o CNPq, na sua Chamada 23/2025, passou a exigir índice-H, média de citações e média do Fator de Impacto dos periódicos como critérios de avaliação das bolsas de Produtividade em Pesquisa — ao mesmo tempo que mais de 22 000 organizações globais assinaram a DORA, comprometendo-se a não usar o Fator de Impacto do jornal como substituto da qualidade da investigação individual. Compreender esta contradição é hoje uma competência de doctorat.
O que é bibliometria e por que interessa à tua tese
A bibliometria é o ramo da ciência da informação que aplica métodos quantitativos ao estudo da produção, disseminação e impacto da literatura científica. O termo foi cunhado por Alan Pritchard em 1969, embora as raízes remontem aos trabalhos de Cole & Eales (1917) sobre análise de publicações em anatomia comparativa. Hoje, a bibliometria é uma subdisciplina da scientometria e da informetria, e as suas métricas alimentam decisões de financiamento em Portugal (FCT CEEC), no Brasil (CAPES Quadrienal, CNPq PQ) e na União Europeia (Horizon Europe).
Na tua tese, a bibliometria aparece em três contextos distintos:
- Seleção de fontes: identificar os periódicos com maior impacto na tua área para orientar a revisão de literatura;
- Justificação metodológica: uma revisão bibliométrica sistemática pode ser a própria metodologia da tua tese (análise de redes de co-autoria, mapas de co-ocorrência de palavras-chave com VOSviewer ou Bibliometrix-R);
- Apresentação da produção científica: no currículo de investigação para bolsas FCT/CAPES, na candidatura ao CEEC ou na avaliação do doutoramento, é comum reportar métricas dos artigos publicados ou submetidos.
JCR e Impact Factor: o que medem e onde falham
O Journal Impact Factor (JIF) foi criado por Eugene Garfield nos anos 1960 e é publicado anualmente pela Clarivate no Journal Citation Reports (JCR). O cálculo é simples na aparência: o JIF de 2025 de um jornal equivale ao número de citações recebidas em 2025 por artigos publicados em 2023 e 2024, dividido pelo total de artigos publicados nesses dois anos.
Exemplo: se o Journal of Educational Psychology publicou 200 artigos em 2023-2024 e esses artigos receberam 1.400 citações em 2025, o JIF = 1.400 ÷ 200 = 7.0.
Limitações conhecidas do JIF
- Janela de 2 anos: inadequada para áreas como Matemática ou Humanidades, onde as citações chegam mais tarde;
- Distribuição assimétrica: a distribuição de citações dentro de um jornal é altamente desigual — uma minoria de artigos recebe a maioria das citações, distorcendo a média;
- Não normalizado por campo: um JIF de 3.5 em Química é muito diferente de um JIF de 3.5 em Sociologia;
- Passível de manipulação: autocitações, carteis de citação e gestão editorial aumentam artificialmente o JIF;
- Só indexa WoS: cobre ~11 500 jornais (Clarivate), excluindo muita literatura relevante em ciências sociais, humanidades e contextos lusófonos.
O JCR classifica os jornais em quartis por área (Q1–Q4), onde Q1 corresponde ao 25% superior. Esta classificação é amplamente usada pela FCT na avaliação do CEEC e pela CAPES no Qualis.
CiteScore e SJR (Scimago): cobertura mais ampla
CiteScore (Elsevier/Scopus)
O CiteScore, lançado pela Elsevier em 2016, usa uma janela de 4 anos (em vez de 2) e baseia-se em todos os documentos da Scopus, incluindo artigos, revisões, capítulos de conferência e cartas. Tende a ser maior do que o JIF correspondente precisamente porque a janela mais alargada captura mais citações. É de acesso gratuito na plataforma Scopus.
SJR — SCImago Journal Rank
O SCImago Journal Rank (SJR) é disponibilizado gratuitamente pelo portal Scimago e usa dados Scopus com janela de 3 anos. A grande diferença em relação ao JIF: o SJR pondera o prestígio das citações recebidas. Uma citação de Nature vale mais do que uma citação de um jornal periférico — um princípio análogo ao algoritmo PageRank do Google.
Os jornais são classificados em quartis Q1–Q4 por área disciplinar. O SCImago permite comparação direta entre jornais de diferentes áreas, o que o JIF não permite sem normalização adicional.
Quando usar CiteScore e SJR em vez do JIF
- Quando a tua área está bem representada no Scopus mas pouco no WoS (ex.: ciências sociais lusófonas, estudos regionais);
- Quando o jornal alvo não tem JIF (apenas cerca de 11 500 jornais têm);
- Para comparações inter-disciplinares, o SJR é metodologicamente mais correto;
- Na candidatura à FCT CEEC, o Scimago Q1/Q2 é aceite como evidência de impacto quando o JCR não indexa o jornal.
FWCI: a métrica normalizada por campo
O Field-Weighted Citation Impact (FWCI) é a métrica de nível de artigo mais sofisticada atualmente disponível. Calculada pelo Scopus (Elsevier) e visível no SciVal, mede quantas citações o artigo recebeu relativamente à média mundial de artigos do mesmo tipo de documento, campo disciplinar e ano de publicação.
Fórmula simplificada
Interpretação prática
| Valor FWCI | Interpretação |
|---|---|
| FWCI = 1.00 | Artigo citado exatamente como a média mundial da área |
| FWCI = 1.50 | 50% mais citado do que a média — acima do esperado |
| FWCI > 2.00 | Artigo de impacto elevado (“highly cited”) |
| FWCI < 1.00 | Abaixo da média — citado menos do que o esperado |
A vantagem do FWCI sobre o JIF é a neutralidade disciplinar: um FWCI de 2.0 em Sociologia é diretamente comparável com um FWCI de 2.0 em Física. Esta é a razão pela qual a FCT e a Comissão Europeia (no Horizon Europe) preferem cada vez mais o FWCI para avaliar o desempenho individual de investigadores.
Limitação: o FWCI só é calculado para publicações indexadas no Scopus. Artigos publicados em jornais não indexados, teses, capítulos de livro em editoras pequenas e literatura cinzenta não têm FWCI.
Índice-h de Hirsch: potência e limitações
Proposto por Jorge E. Hirsch em 2005 no PNAS, o índice-h de um investigador é o maior número h tal que h artigos do investigador tenham recebido pelo menos h citações cada. Um investigador com h=15 publicou 15 artigos com ≥15 citações cada.
Três bases, três números diferentes
O valor do h-index varia consoante a base de dados:
- Google Scholar: maior (inclui preprints, grey literature, citações em teses, sites);
- Scopus: intermédio (ampla cobertura de ciências sociais e humanas);
- Web of Science (WoS): menor (critérios de indexação mais restritivos, foco em hard sciences).
O CNPq, na Chamada 23/2025, exige explicitamente o h-index obtido via Scopus ou WoS (não Google Scholar) para avaliação das bolsas PQ/DT. Esta distinção é crítica: um investigador pode ter h=18 no Google Scholar mas h=12 no Scopus.
Limitações do h-index
- Favorece investigadores com carreiras longas — h aumenta monotonicamente com o tempo;
- Penaliza investigadores jovens, mesmo que os seus artigos mais recentes tenham FWCI muito acima da média;
- Insensível a retratações;
- Discrimina negativamente humanidades e ciências sociais (menor volume de citações por norma cultural);
- Não distingue autocitações.
Eigenfactor, Altmetric e métricas alternativas
Eigenfactor Score
O Eigenfactor (University of Washington, disponível gratuitamente em eigenfactor.org) é uma métrica de jornal inspirada no PageRank: pondera as citações pela influência do jornal citante, usando uma janela de 5 anos. Jornais muito citados por outros jornais de prestígio têm Eigenfactor elevado. Está disponível no JCR da Clarivate.
Article Influence Score (AIS)
O AIS normaliza o Eigenfactor pelo número de artigos do jornal, tornando-o comparável ao JIF mas com a ponderação de influência do Eigenfactor. Um AIS > 1.0 indica jornal acima da média global ponderada.
Altmetric Score
O Altmetric Score mede o impacto de um artigo nas redes sociais, media de comunicação, plataformas de política pública (ResearchGate, Twitter/X, Mendeley, Wikipedia, notícias). Não é uma métrica de citações académicas, mas é crescentemente usada para demonstrar impacto social e de ciência aberta. Nos relatórios de progressão FCT, um Altmetric elevado pode complementar o FWCI.
Tabela comparativa das principais métricas bibliométricas 2026
| Métrica | Fonte / Base | Nível | Janela | Normaliz. campo | Gratuito | Uso típico PT/BR |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Impact Factor (JIF) | Clarivate / WoS | Jornal | 2 anos | Não | Não (JCR pago) | FCT CEEC, CAPES Qualis JCR |
| CiteScore | Elsevier / Scopus | Jornal | 4 anos | Parcial | Sim | Alternativa ao JIF; CAPES Qualis CiteScore |
| SJR | Scimago / Scopus | Jornal | 3 anos | Sim (prestígio) | Sim | FCT CEEC Q1/Q2, comparação entre áreas |
| FWCI | Elsevier / Scopus | Artigo / Autor | 3 anos pub. + ano pub. | Sim (área/tipo/ano) | Não (SciVal pago) | FCT CEEC, Horizon Europe |
| h-index | GS / Scopus / WoS | Autor | Toda carreira | Não | Sim (GS); parcial (Scopus) | CNPq PQ/DT 2026, CEEC |
| Eigenfactor / AIS | UWash / JCR | Jornal | 5 anos | Parcial (influência) | Parcial | Análise de jornais; menos usado em PT/BR |
| Altmetric Score | Altmetric Ltd | Artigo | Dinâmica | Não | Parcial | Impacto social, Open Science, disseminação |
DORA e CoARA: o que mudou na avaliação académica
A Declaração de São Francisco sobre Avaliação da Investigação (DORA), lançada em 2013 na reunião da ASCB (American Society for Cell Biology), reúne hoje mais de 22 000 signatários em todo o mundo — entre investigadores individuais, institutos, financiadores e editoras. A sua recomendação central: não usar o Fator de Impacto do jornal como substituto da qualidade da investigação individual.
Em dezembro de 2025, a DORA e a CoARA (Coalition for Advancing Research Assessment) publicaram um comunicado conjunto reafirmando os princípios de reforma, após a conferência presidência europeia em Copenhaga. A CoARA, formada em 2022 com o Acordo sobre Reforma da Avaliação da Investigação (ARRA), conta já com mais de 700 organizações signatárias na Europa.
O que os signatários PT e BR se comprometeram a fazer
- Portugal: a FCT comprometeu-se a integrar princípios DORA na avaliação do CEEC; a Universidade de Coimbra assinalou os 10 anos da declaração em 2023 com um plano de Open Science. A DGES não é signatária direta mas segue as recomendações da Comissão Europeia.
- Brasil: a Fiocruz assinou a DORA em dezembro de 2025, tornando-se uma das primeiras grandes instituições de saúde pública brasileiras a fazê-lo. A USP tem conversas avançadas para aderir. A CAPES e o CNPq mantêm, paradoxalmente, uma dependência elevada do Fator de Impacto na avaliação dos programas de pós-graduação.
DORA na prática: implicações para a tua tese
- Quando justificares a seleção de jornais alvo para publicação, apresenta múltiplas métricas (FWCI, SJR, CiteScore) em vez de apenas o JIF;
- Se o orientador pressionar para publicar em Q1 apenas pelo JIF, refere a DORA e o princípio de publicar no jornal mais adequado ao conteúdo;
- Em candidaturas FCT, complementa o JIF com FWCI dos artigos publicados — a FCT reconhece esta abordagem como mais robusta;
- Para teses de humanidades e ciências sociais onde o JIF é irrelevante, usa Altmetric + citações concretas na candidatura.
CAPES Qualis 2026 e CNPq PQ: tensão com DORA
CAPES Qualis Referência 2025-2028
O sistema CAPES Qualis classifica os veículos de publicação usados pelos programas de pós-graduação. No Quadriênio 2025-2028, o Qualis Referência usa o percentil do CiteScore por área como critério principal, com estratificações A1, A2, A3, A4, B1-B4 e C. A estratificação A1 corresponde ao percentil ≥87.5 do CiteScore na área. Ao contrário do sistema anterior (que usava diretamente o JIF), o Qualis Referência 2025-2028 é mais robusto por incorporar a normalização por campo implícita no percentil.
CNPq PQ/DT 2026: a contradição bibliométrica
A Chamada CNPq 23/2025 (bolsas PQ e DT, início bolsas agosto 2026) reformou profundamente os critérios. A avaliação usa três variáveis ponderadas pelas respectivas comissões de área:
- Índice-H (via Scopus ou WoS obrigatório, não Google Scholar);
- Média de citações por artigo (últimos 5 anos, excluindo autocitações);
- Média do Fator de Impacto JCR dos periódicos onde publicou.
Esta fórmula contradiz diretamente os princípios DORA, que recomendam não usar o JIF individual. A ANPG e a ANPED expressaram preocupação formal. No entanto, enquanto o modelo se mantém, os candidatos ao PQ/DT precisam de optimizar as três métricas simultaneamente — e compreender a sua construção é o primeiro passo.
Para investigadores com mobilidade ou cotutela em Itália, o sistema de qualificação académica nacional italiano — a ASN (Abilitazione Scientifica Nazionale) — usa critérios bibliométricos próprios distintos do Qualis e do CEEC. O artigo sobre as regras da ASN em 2026 documenta os limiares de citações e métricas exigidos por área disciplinar, útil como referência comparativa para doutorandos PT que pretendam prosseguir carreira em IES italianas.
Como reportar bibliometria na tua tese 2026
Existem três cenários em que podes precisar de reportar bibliometria na tua tese ou documentos associados:
Cenário 1 — Revisão de literatura bibliométrica como metodologia
Se a tua tese inclui uma análise bibliométrica (co-autoria, co-citação, mapeamento de palavras-chave), reporta obrigatoriamente:
- Base de dados usada (Scopus, WoS, ou ambas) com data de extração;
- String de pesquisa completa (TITLE-ABS-KEY ou TS=);
- Número de registos exportados e formato (CSV, BibTeX, RIS);
- Software de análise (Bibliometrix R 4.x, VOSviewer, CiteSpace) com versão;
- Período temporal e critérios de inclusão/exclusão;
- Métricas reportadas (h-index de coautores, FWCI médio do corpus, jornais mais produtivos).
Para conectar com este tópico, consulta também o guia sobre Scoping Review e PRISMA-ScR na tese 2026.
Cenário 2 — Seleção de jornais alvo para publicação
Inclui na secção de “Disseminação de Resultados” (ou equivalente) uma tabela com os jornais alvo, incluindo: nome, ISSN, CiteScore, SJR (Q1/Q2/Q3), JIF quando disponível, cobertura CAPES Qualis (para brasileiros) e base de indexação. Justifica a escolha com critérios de âmbito, audiência e métricas DORA-friendly.
Cenário 3 — Currículo de investigação para bolsas
Para candidaturas FCT CEEC ou CNPq PQ, apresenta para cada artigo publicado:
- Jornal, ano, volume, páginas, DOI;
- JIF ou CiteScore do jornal no ano de publicação;
- SJR quartil (Q1-Q4) na área principal;
- FWCI do artigo (se disponível no Scopus);
- Número de citações (especifica a base e a data);
- Flag DORA: “Publicado em jornal com [política de dados abertos / acesso aberto / CC-BY]”.
Para a candidatura ao CNPq PQ 2026, as regras detalhadas da Chamada 23/2025 indicam que o h-index deve ser reportado via Scopus Author Profile ou WoS Researcher Profile, com link direto incluído no formulário.
Aprender a integrar estas métricas na tua candidatura e tese é mais fácil com o apoio da plataforma Tesify, que permite gerar secções de currículo académico com métricas automáticas a partir dos perfis ORCID e Ciência Vitae.
Para uma análise aprofundada do impacto destas métricas na avaliação académica, consulta o nosso artigo sobre DORA e a avaliação da investigação em Portugal e no Brasil em 2026.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que é melhor: JIF ou FWCI para avaliar o impacto de um artigo?
O FWCI é metodologicamente superior para avaliar o impacto de um artigo individual porque normaliza por campo disciplinar, tipo de documento e ano. O JIF mede o impacto médio do jornal, não do artigo específico. Para avaliar a tua produção individual, o FWCI é recomendado pela FCT e pela Comissão Europeia. O JIF mantém utilidade na seleção de jornais alvo.
O CAPES Qualis 2026 ainda usa o JCR Impact Factor?
O Qualis Referência 2025-2028 usa predominantemente o percentil do CiteScore por área como critério de estratificação, o que é mais robusto do que o JIF direto. No entanto, algumas comissões de área ainda consideram o JCR Q1 como evidência complementar. Confirma sempre os critérios específicos da tua área no portal CAPES/Sucupira.
Como obtenho o FWCI dos meus artigos gratuitamente?
O FWCI não é diretamente gratuito: é calculado no Scopus (acesso via subscrição institucional ou b-on em Portugal, CAPES Periódicos no Brasil) e no SciVal (produto pago da Elsevier). Alternativa: acede ao Scopus via instit., pesquisa o teu Author Profile e consulta o FWCI médio dos teus documentos. Algumas IES disponibilizam dashboards SciVal para investigadores.
A minha tese de humanidades não tem artigos publicados. Como reporto impacto?
Para humanidades e ciências sociais com tradição de publicação em livros e revistas sem indexação WoS/Scopus, usa: Altmetric Score (impacto em redes e media), citações em Google Scholar, recensões em revistas indexadas, apresentações em conferências reconhecidas (indexadas na ERIH PLUS para humanidades europeias), e downloads/visualizações no RCAAP ou repositório institucional. A DORA reconhece explicitamente a diversidade de outputs de investigação.
A DORA impede-me de usar o JIF na minha tese?
Não. A DORA impede as instituições signatárias de usarem o JIF como substituto da qualidade individual em decisões de contratação ou promoção. Para um investigador individual na tua tese, usar o JIF como uma de várias métricas na seleção de jornais ou na contextualização da tua produção é perfeitamente legítimo — desde que não seja o único critério e que reconheças as suas limitações.
Qual é a diferença entre Scimago Q1 e JCR Q1?
Ambos classificam jornais no quartil superior da sua área, mas usam bases e cálculos diferentes. O JCR Q1 usa o Impact Factor no Web of Science (~11 500 jornais); o Scimago Q1 usa o SJR no Scopus (~34 000 jornais). Um jornal pode ser Q1 no Scimago mas não ter JIF (não está no WoS), e vice-versa. Para candidaturas FCT, ambos são aceites como evidência de publicação em periódico de impacto.
Pronto para aplicar bibliometria responsável na tua tese?
A Tesify integra métricas bibliométricas diretamente no fluxo de escrita da tese — desde a seleção de jornais alvo até à geração do currículo de investigação com FWCI, SJR e CiteScore automáticos via ORCID. Experimento gratuito disponível, sem cartão de crédito.
