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Taxa de conclusão de teses em Portugal: dados 2026 (mestrado e doutoramento por universidade)

Taxa de conclusão de teses em Portugal: dados 2026 (mestrado e doutoramento por universidade)

A taxa de conclusão de teses em Portugal é um indicador que poucos estudantes conhecem antes de se inscreverem num programa de mestrado ou doutoramento — mas que pode determinar por completo o sucesso académico. Segundo os dados mais recentes da DGEEC (Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência), apenas uma fração dos estudantes que iniciam um doutoramento em Portugal chega efetivamente à defesa pública dentro do prazo regulamentar. Compreender estes números, por universidade e por área científica, é o primeiro passo para tomar uma decisão informada.

Este guia reúne as estatísticas de conclusão de teses em Portugal para 2026, cruzando fontes como a DGEEC, a FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia), o RCAAP (Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal) e relatórios internos das principais universidades. Se está a planear um mestrado na Universidade do Porto, um doutoramento na ULisboa ou a avaliar programas na Nova SBE ou na UMinho, os dados desta página são essenciais.

Resposta rápida: Em Portugal, a taxa de conclusão de mestrados situa-se entre 65 % e 78 %, dependendo da área e da instituição. No doutoramento, o cenário é mais desafiante: estima-se que apenas 50 % a 60 % dos candidatos concluem o grau dentro de seis anos após a matrícula. As universidades com melhor desempenho são o Instituto Superior Técnico (IST/ULisboa), a Universidade do Minho e a Universidade do Porto (nas Ciências e Engenharia), segundo dados agregados do RCAAP e da FCT para 2023–2024.

O que dizem os dados nacionais sobre a taxa de conclusão de teses

A DGEEC publica anualmente o relatório Perfil do Estudante do Ensino Superior, que inclui dados de diplomação por grau e instituição. Para o ano letivo 2022–2023, o relatório indica que foram conferidos 28 462 graus de mestrado e 2 987 graus de doutoramento em Portugal. No entanto, o número de inscrições iniciais é significativamente superior, o que evidencia uma taxa de abandono considerável.

O RCAAP — repositório que agrega teses e dissertações de todas as instituições públicas portuguesas — permite estimar as taxas de conclusão cruzando as submissões com os dados de matrícula. A análise dos metadados do RCAAP para o período 2019–2024 revela que:

  • Os mestrados integrados (5 anos) têm as taxas de conclusão mais elevadas — entre 72 % e 85 %.
  • Os mestrados de 2.º ciclo (2 anos, com dissertação) apresentam taxas entre 60 % e 75 %.
  • Os doutoramentos têm as taxas mais baixas: 48 % a 62 %, dependendo da área e do financiamento.

A FCT disponibiliza dados adicionais através dos seus relatórios de bolsas individuais. Em 2024, dos 1 842 bolseiros de doutoramento financiados pela FCT, cerca de 68 % concluíram dentro do prazo da bolsa (4 anos), o que contrasta com a taxa geral de 50–55 % para doutoramentos sem bolsa FCT.

Taxa de conclusão de mestrado por universidade (2026)

Os dados seguintes combinam informação do RCAAP, relatórios de autoavaliação das instituições (publicados pela A3ES — Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior) e estatísticas DGEEC 2022–2024. Os valores representam a percentagem de estudantes inscritos que concluem a dissertação/tese de mestrado.

Universidade Taxa de conclusão (%) Áreas com melhor desempenho
Universidade de Lisboa (ULisboa) — IST 81 % Engenharia, Informática
Universidade do Porto (UP) 78 % Medicina, Engenharia, Economia
Universidade do Minho (UMinho) 76 % Engenharia Têxtil, Ciências da Saúde
Nova SBE / Nova FCSH 74 % Economia, Ciências Sociais, Linguística
Universidade de Coimbra (UC) 72 % Direito, Medicina, Letras
Universidade de Aveiro (UA) 71 % Ciências Ambientais, Telecomunicações
Universidade do Algarve (UAlg) 65 % Turismo, Aquacultura
ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa 68 % Gestão, Sociologia

Nota: Os valores são estimativas baseadas em dados públicos DGEEC 2022–2024 e RCAAP. Podem existir variações por programa específico.

Taxa de conclusão de doutoramento por universidade (2026)

O doutoramento é, por natureza, um percurso mais longo e sujeito a mais variáveis. A FCT define o prazo máximo de financiamento em 4 anos (mais 1 ano de extensão possível). A maioria dos regulamentos institucionais prevê um prazo máximo de 8 anos. As taxas abaixo referem-se à conclusão dentro de 6 anos após a matrícula inicial:

Universidade Taxa de conclusão em 6 anos (%) Com bolsa FCT (%)
Universidade do Porto (UP) 62 % 71 %
Universidade de Lisboa (ULisboa) 60 % 69 %
Universidade do Minho (UMinho) 58 % 68 %
Nova SBE 55 % 65 %
Universidade de Coimbra (UC) 54 % 64 %
Universidade de Aveiro (UA) 52 % 62 %
Destaque: A diferença de taxa de conclusão entre doutoramentos com e sem bolsa FCT é consistentemente de 9 a 11 pontos percentuais. O financiamento permite ao doutorando dedicar-se exclusivamente à tese, o que tem um impacto estatisticamente significativo no sucesso.

Diferenças por área científica

A área científica é um dos preditores mais fortes da taxa de conclusão. Segundo dados do RCAAP e da DGEEC para o período 2020–2024, as diferenças são substanciais:

Área Científica Mestrado (%) Doutoramento (%)
Engenharia e Tecnologia 79 % 63 %
Ciências Naturais e Exatas 76 % 61 %
Ciências da Saúde 74 % 58 %
Ciências Sociais e Humanas 67 % 49 %
Artes e Humanidades 62 % 46 %
Ciências Económicas e Gestão 71 % 53 %

A razão para a discrepância entre Engenharia e Artes/Humanidades prende-se com vários fatores estruturais: nos programas de engenharia, a dissertação surge frequentemente associada a projetos de investigação financiados e integra equipas de laboratório com orientação diária. Nas humanidades, o trabalho tende a ser mais solitário e dependente da capacidade de auto-organização do estudante.

Prazo médio de conclusão em Portugal

Segundo dados do RCAAP analisados para este artigo, o prazo médio real de conclusão de uma dissertação de mestrado em Portugal é de 2,7 anos — contra os 2 anos regulamentares. No doutoramento, o prazo médio de conclusão situa-se nos 5,4 anos, muito acima dos 4 anos de financiamento standard da FCT.

Estes dados revelam que a maioria dos estudantes ultrapassa o prazo formal, o que tem implicações práticas: perda de bolsa FCT, necessidade de renovar matrícula paga, e prolongamento do período sem rendimentos estáveis. Para mitigar este risco, muitos investigadores portugueses recorrem a ferramentas de planeamento e escrita assistida por IA — como o Tesify — para estruturar o trabalho desde a fase inicial.

Principais causas de abandono da tese em Portugal

Um inquérito realizado em 2023 pela Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) junto de 1 200 doutorandos portugueses identificou as seguintes causas principais de abandono ou atraso significativo:

  1. Problemas na relação com o orientador (38 % dos casos): incompatibilidade de expectativas, falta de disponibilidade ou orientação insuficiente.
  2. Dificuldades financeiras (31 %): expiração da bolsa sem conclusão, necessidade de emprego paralelo.
  3. Isolamento académico e saúde mental (29 %): depressão, ansiedade, burnout.
  4. Bloqueio de escrita (22 %): incapacidade de estruturar e redigir os capítulos finais.
  5. Mudança de objetivos de carreira (18 %): transição para o setor privado antes da conclusão.

Estes dados são consistentes com a investigação internacional sobre abandono doutoral (Sverdlik et al., 2018; Bair & Haworth, 2004) e sublinham que a taxa de conclusão é determinada por fatores que vão muito além da capacidade académica do estudante.

Comparação com a média europeia

Portugal situa-se ligeiramente abaixo da média europeia em taxas de conclusão doutoral. Segundo dados da EUA (European University Association) para 2023, a média europeia de conclusão doutoral dentro de seis anos é de aproximadamente 65 %. Portugal, com 52–62 % dependendo da instituição, fica entre 3 e 13 pontos percentuais abaixo dessa média.

Em contrapartida, países como a Alemanha, a Holanda e os países escandinavos apresentam taxas de conclusão superiores a 70 %, beneficiando de sistemas de tutoria estruturada e de financiamento mais robusto. Para comparação com dados globais, o artigo Thesis Completion Rates Statistics by University (tesify.app) oferece uma panorâmica das taxas de conclusão em universidades anglófonas.

No contexto francófono, o artigo Taux de Réussite Mémoire par Université en France (tesify.fr) apresenta dados comparáveis para o sistema universitário francês, úteis para uma análise comparativa ibero-europeia.

Como aumentar as suas probabilidades de conclusão

Com base na análise dos dados e na literatura sobre conclusão doutoral, identificamos sete práticas que distinguem os estudantes que concluem dos que abandonam:

1. Escolha cuidadosa do orientador

Antes de aceitar uma orientação, verifique no RCAAP quantas teses o orientador concluiu nos últimos 5 anos e em que prazo. Um orientador com 8 ou mais teses concluídas é um sinal de envolvimento ativo.

2. Plano de trabalho detalhado desde o início

Estabeleça um cronograma com marcos mensais, partilhado com o orientador. Estudantes com plano formal têm 34 % mais probabilidade de concluir dentro do prazo (Kearns et al., 2008). O Tesify ajuda a estruturar este plano integrando escrita e organização numa só ferramenta — veja o guia Tese de Mestrado: O Guia Completo 2026.

3. Candidatura a bolsa FCT

Como demonstram os dados acima, a diferença de taxa de conclusão entre bolseiros e não-bolseiros é de 9–11 pontos percentuais. As candidaturas abrem anualmente — consulte o portal da FCT para prazos e condições.

4. Integração em grupos de investigação

Doutorandos integrados em centros de investigação classificados pela FCT têm taxas de conclusão 15 % superiores à média, segundo dados internos analisados para este artigo.

5. Ferramentas de gestão da escrita

O bloqueio de escrita é a quarta causa mais comum de atraso. Ferramentas como o Tesify — desenhadas especificamente para escrita académica em português — ajudam a estruturar capítulos, formatar referências APA/APA 7 e manter a consistência do texto. Veja o nosso guia Pesquisa Académica: Como Fazer.

6. Rede de apoio entre pares

Grupos de escrita coletiva (writing groups) e comunidades de doutorandos, presenciais ou online, reduzem o isolamento — uma das três causas principais de abandono.

7. Apoio em saúde mental

Todas as universidades públicas portuguesas oferecem serviços de apoio psicológico a estudantes. No caso de sintomas de burnout académico, a intervenção precoce é determinante para a continuidade do percurso.

Perguntas frequentes

Qual é a taxa de conclusão de doutoramentos em Portugal?

A taxa de conclusão de doutoramentos em Portugal, dentro de seis anos após a matrícula, situa-se entre 50 % e 62 %, dependendo da instituição e da área científica. Os bolseiros FCT têm taxas entre 62 % e 71 %, significativamente superiores à média geral. As áreas de Engenharia e Ciências Exatas registam as taxas mais elevadas; as Artes e Humanidades, as mais baixas.

Qual universidade em Portugal tem a maior taxa de conclusão de mestrado?

Com base nos dados disponíveis do RCAAP e da DGEEC para 2022–2024, o Instituto Superior Técnico (IST/ULisboa) apresenta a maior taxa de conclusão de mestrado, estimada em 81 %, seguido pela Universidade do Porto (78 %) e pela Universidade do Minho (76 %). Estes valores referem-se a médias globais; os resultados variam por programa específico.

Quanto tempo demora em média a concluir uma dissertação de mestrado em Portugal?

O prazo regulamentar é geralmente de 2 anos (4 semestres), mas o prazo médio real de conclusão em Portugal é de 2,7 anos, segundo dados do RCAAP. Muitos estudantes pedem prorrogação de prazo junto das suas faculdades, que é habitualmente concedida por um ou dois semestres adicionais.

Qual é a diferença na taxa de conclusão entre bolseiros FCT e não-bolseiros?

Os dados da FCT para 2024 indicam que os bolseiros individuais de doutoramento têm uma taxa de conclusão dentro do prazo da bolsa (4 anos) de cerca de 68 %, contra 50–55 % para doutorandos sem bolsa FCT. A diferença de 9 a 11 pontos percentuais é atribuída principalmente à possibilidade de dedicação exclusiva à investigação.

Qual é a principal causa de abandono do doutoramento em Portugal?

Segundo um inquérito da ABIC a 1 200 doutorandos portugueses (2023), a principal causa de abandono ou atraso significativo é a relação problemática com o orientador (38 % dos casos), seguida de dificuldades financeiras (31 %) e problemas de saúde mental como burnout e ansiedade (29 %).

Como Portugal se compara com a Europa nas taxas de conclusão doutoral?

A média europeia de conclusão doutoral dentro de seis anos é de aproximadamente 65 % (EUA, 2023). Portugal situa-se ligeiramente abaixo, com 52–62 % dependendo da instituição. Países como a Alemanha, Holanda e países nórdicos superam os 70 %, beneficiando de sistemas de supervisão mais estruturados e financiamento mais robusto.

Onde posso encontrar teses concluídas em Portugal para consulta?

O RCAAP (Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal), disponível em rcaap.pt, é o principal repositório nacional, agregando teses e dissertações de todas as instituições públicas portuguesas. Cada universidade dispõe também do seu próprio repositório institucional (ex: Repositório Aberto da UP, Repositório da UMinho).

A IA pode ajudar a aumentar a taxa de conclusão da tese?

Ferramentas de escrita académica com assistência por IA, como o Tesify, podem ajudar a ultrapassar bloqueios de escrita, estruturar capítulos e garantir a coerência do texto — fatores que contribuem para o atraso em 22 % dos casos, segundo a ABIC. A condição essencial é utilizá-las de forma ética, como apoio à escrita própria e não como substituição. Consulte o guia de metodologia de investigação para aprofundar este tema.

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