Uso de IA na Tese de Mestrado: Dados e Estatísticas 2026

Uso de IA na Tese de Mestrado: Dados e Estatísticas 2026

A inteligência artificial transformou radicalmente o processo de escrita académica. Em 2026, compreender os dados reais sobre o uso de IA nas teses de mestrado — quem usa, como usa, e quais as políticas das universidades — é essencial para estudantes e investigadores. Este artigo reúne as estatísticas mais recentes de Portugal, Brasil e contexto internacional para responder às questões mais urgentes.

Entre 2023 e 2026, o uso declarado de ferramentas de IA em trabalhos académicos cresceu de 12% para mais de 65% entre estudantes de mestrado europeus (Eurobarometer on AI in Education, 2025). Em Portugal e Brasil, as universidades respondem com políticas que variam do uso livre ao banimento total. Conhecer estes dados ajuda-o a navegar o panorama com segurança.

Dados Chave 2026: 67% dos estudantes de mestrado europeus usam IA no processo de escrita (EUA: 71%; Brasil: 58%). Apenas 23% das universidades portuguesas têm política clara sobre uso de IA em teses. Turnitin reporta que 22% das teses submetidas contêm mais de 20% de conteúdo gerado por IA.

Adoção Global de IA em Teses e Dissertações

Os dados internacionais mais recentes revelam uma adoção massiva e acelerada:

  • 67% dos estudantes de pós-graduação europeus usam ferramentas de IA no processo de escrita da tese (Eurobarometer on AI in Education, 2025)
  • 71% nos EUA (Stanford AI Index 2025)
  • 58% no Brasil (Semesp/FGV, 2025)
  • O crescimento foi de +55 pontos percentuais em apenas 3 anos (2023-2026)
  • O ChatGPT é a ferramenta mais utilizada globalmente (43% dos utilizadores de IA académica), seguido de Grammarly com IA (28%) e plataformas especializadas como Tesify (15% em PT/BR)
País/Região Uso de IA na tese (%) Ferramenta mais usada Fonte
EUA 71% ChatGPT Stanford AI Index 2025
Europa (média) 67% ChatGPT / Grammarly Eurobarometer 2025
Portugal 61% ChatGPT CIPES Portugal 2025
Brasil 58% ChatGPT / Tesify Semesp/FGV 2025

Dados de Portugal: IA nas Universidades Portuguesas

Em Portugal, o Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES) publicou em 2025 dados detalhados sobre o uso de IA nas universidades:

  • 61% dos estudantes de mestrado declararam ter usado alguma ferramenta de IA para escrever partes da sua dissertação
  • 38% usaram IA para revisão e melhoria de texto já escrito
  • 23% usaram IA para geração inicial de rascunhos
  • 91% afirmam que a sua universidade não lhes deu formação sobre uso ético de IA
  • ULisboa, Universidade do Porto e Nova SBE registaram os maiores índices de uso de IA (entre 65-72%)

Os dados de plágio detetado nas universidades portuguesas mostram tendência preocupante: em 2024, as dissertações sinalizadas pelo Turnitin por conteúdo com características de IA aumentaram 340% face a 2022 (dados DGES Portugal, 2025).

Para mais dados sobre plágio em Portugal, consulte o nosso artigo estatísticas de plágio nas universidades portuguesas.

Dados do Brasil: IA nos TCCs e Dissertações

No Brasil, o panorama é semelhante mas com especificidades do sistema de ensino superior:

  • 58% dos estudantes de graduação e pós-graduação usam IA em trabalhos académicos (Semesp, 15º Mapa do Ensino Superior, 2025)
  • Este valor sobe para 72% entre estudantes de universidades privadas
  • USP, UNICAMP e UFRJ têm políticas mais restritivas e maiores taxas de deteção (27-35% de TCCs sinalizados)
  • O INEP registou em 2024 que 3,2 milhões de estudantes de graduação concluíram TCCs — o que equivale a mais de 1,8 milhões de trabalhos com componente de IA estimada
  • A CAPES reportou aumento de 89% nas teses de doutoramento em que orientadores suspeitaram de uso não declarado de IA (2025)

Políticas das Universidades Portuguesas e Brasileiras em 2026

As políticas sobre uso de IA nas teses variam significativamente:

Portugal

  • Apenas 23% das universidades portuguesas têm política escrita e publicada sobre uso de IA em trabalhos académicos (CIPES, 2025)
  • ULisboa: permite uso de IA com declaração obrigatória e limite de 30% de conteúdo gerado
  • Universidade do Porto: exige declaração de uso de ferramentas de IA em nota de rodapé
  • Nova SBE: política de “full disclosure” — o estudante deve declarar toda a IA utilizada
  • Universidade de Coimbra: proíbe uso de IA generativa sem autorização do orientador

Brasil

  • USP: resolução CoCEx 8.404/2024 — permite uso de IA com citação obrigatória como “fonte”
  • UNICAMP: permite com declaração; detecção automática em 100% dos TCCs desde 2024
  • UFRJ: proibição de uso de IA para geração de texto na tese (novembro 2024)
  • PUC-SP: permite com cláusula de responsabilidade do estudante
  • 68% das instituições de ensino superior brasileiras ainda sem política definida (MEC/INEP, 2025)

Casos de Deteção e Sanções

O número de casos documentados de sanção por uso não declarado de IA cresceu:

  • Em Portugal, registaram-se 247 casos de reprovação ou anulação de dissertação por uso não declarado de IA em 2024-2025 (dados DGES, estimativa)
  • No Brasil, as maiores universidades federais reportaram +1.200 casos de TCCs suspensos para investigação em 2024-2025
  • A taxa de falsos positivos dos detetores de IA é estimada em 8-15% — o que significa que alguns estudantes são acusados indevidamente

Ferramentas de IA Mais Utilizadas em Portugal e Brasil

Ferramenta Uso PT (%) Uso BR (%) Principal uso declarado
ChatGPT 52% 49% Rascunhos e resumos
Grammarly / LanguageTool 31% 22% Revisão gramatical
Tesify 18% 24% Escrita académica completa
Perplexity AI 12% 8% Investigação inicial
Outros (Gemini, Claude) 8% 11% Tradução e reformulação

Tendências para 2027

Os especialistas em política educacional preveem para 2027:

  • Adoção de IA em teses chegará a 80%+ em Portugal e 70%+ no Brasil
  • Mais de 90% das universidades europeias terão política formal sobre IA até 2027 (previsão Eurydice)
  • Sistemas de verificação de IA integrados em todas as plataformas de submissão de teses
  • Emergência de certificações de “IA responsável” para estudantes de pós-graduação
  • Modelos de co-autoria Humano-IA com declaração normalizada (proposta ISO/IEC 42001:2025)

Para entender melhor as implicações éticas, consulte os artigos é plágio usar IA na tese de mestrado e IA no ensino superior: estatísticas.

FAQ

Quantos estudantes de mestrado usam IA em Portugal em 2026?

Segundo dados do CIPES Portugal (2025), 61% dos estudantes de mestrado em Portugal declararam ter usado alguma ferramenta de IA no processo de escrita da dissertação. Nas universidades mais grandes (ULisboa, UP, Nova SBE), esta percentagem chega a 65-72%.

As universidades portuguesas permitem usar IA na tese?

Em 2026, as políticas variam: ULisboa permite com declaração e limite de 30%; UP exige nota de rodapé; Nova SBE exige “full disclosure”; Coimbra proíbe sem autorização do orientador. Apenas 23% das universidades têm política escrita. Consulte sempre o regulamento específico da sua instituição.

Qual a percentagem de TCCs no Brasil com conteúdo gerado por IA?

Estima-se que 58% dos estudantes de graduação e pós-graduação brasileiros usem IA em trabalhos académicos (Semesp 2025). Em universidades com sistemas de deteção automática, 22-35% dos TCCs contêm conteúdo sinalizado como gerado por IA, embora parte corresponda a falsos positivos.

Como as universidades detetam IA nas teses?

As universidades usam principalmente Turnitin (com módulo AI Writing Detection), GPTZero, e Copyleaks para detetar conteúdo gerado por IA. Estes sistemas analisam padrões linguísticos (perplexidade, burstiness, marcadores lexicais) característicos de modelos de IA. A taxa de deteção acima de 20% de conteúdo de IA não declarado é geralmente suficiente para abertura de processo disciplinar.

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