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IA no Ensino Superior: Estatísticas e Dados 2026

IA no Ensino Superior: Estatísticas e Dados de 2026

A inteligência artificial no ensino superior é um dos fenómenos académicos mais rápidos e transformadores da história recente. Em apenas três anos — de 2022 a 2026 — passámos de uma situação de proibição generalizada para um ecossistema onde a maioria dos estudantes e docentes usa IA regularmente, e onde as universidades competem para definir políticas que equilibrem inovação e integridade académica.

Este artigo compila as estatísticas mais relevantes sobre IA no ensino superior em 2026, com foco especial nas universidades portuguesas (ULisboa, UP, UCoimbra, Nova SBE) e brasileiras (USP, UNICAMP, UFRJ), mas com enquadramento nos dados internacionais da UNESCO, OCDE e McKinsey Global Institute.

Dados globais-chave (2026): 73% dos estudantes universitários globais usam IA regularmente (McKinsey, 2025). 58% dos estudantes portugueses e 65% dos brasileiros declararam usar IA nos trabalhos académicos. 89% das universidades da OCDE adoptaram políticas formais sobre uso de IA até 2025. O impacto da IA na produtividade académica é estimado em +30-45% para tarefas de escrita e formatação.

Adopção Global de IA no Ensino Superior: Os Dados de 2025-2026

Indicador Global 2023 2024 2025
Estudantes que usam IA regularmente 43% 61% 73%
Docentes que usam IA na preparação de aulas 28% 45% 58%
Universidades com política formal sobre IA 31% 67% 89%
Universidades que usam detecção de IA no antiplágio 12% 48% 71%

Fontes: McKinsey Global Institute (2025), UNESCO Global Education Monitoring Report (2025), Times Higher Education Survey (2025). Os dados para Portugal e Brasil podem diferir ligeiramente da média global.

Dados de IA no Ensino Superior em Portugal e Brasil

Portugal

Indicador — Portugal Dados 2025
Estudantes que usam IA nos trabalhos académicos 58%
Declaração formal de uso de IA 31%
Universidades com política de IA publicada 78% (das públicas)
Uso de Turnitin com módulo AI Detection 82% das universidades públicas
Docentes que aceitam uso declarado de IA 67%

Brasil

Indicador — Brasil Dados 2025
Estudantes que usam IA nos trabalhos académicos 65%
Declaração formal de uso de IA 48%
Universidades federais com política de IA 61%
Crescimento do uso de IA (2022-2025) +420%

Como os Estudantes Usam IA no Ensino Superior em 2026

Tipo de Uso % Estudantes (Global 2025) Tendência
Revisão linguística e gramatical 78% Estável
Pesquisa e resumo de fontes 65% A crescer
Geração de referências bibliográficas 58% A crescer
Brainstorming e estruturação 54% Estável
Redacção de secções do trabalho 42% A crescer
Formatação académica (ABNT/APA) 38% Forte crescimento
Análise e interpretação de dados 21% A crescer (zona cinzenta)

IA na Perspectiva dos Docentes: O Que Dizem os Professores

A perspectiva dos docentes sobre o uso de IA pelos estudantes é mais favorável do que muitos esperam:

  • 67% dos docentes portugueses aceitam o uso declarado de IA pelos estudantes (A3ES, 2025).
  • 48% dos docentes universitários portugueses usam IA na preparação das suas próprias aulas e materiais didácticos.
  • 82% dos docentes consideram que a literacia digital e o uso responsável de IA devem ser ensinados explicitamente nas licenciaturas e mestrados.
  • 23% dos docentes ainda proíbem explicitamente qualquer uso de IA nas avaliações da sua disciplina.

Os docentes mais receptivos ao uso de IA tendem a ser das áreas de Engenharia, Ciências da Computação e Gestão. Os mais resistentes são frequentemente das áreas de Humanidades, Direito e Ciências da Educação — onde a autoria intelectual individual é um valor mais central.

Impacto da IA na Integridade Académica: Dados

Indicador de Integridade Académica Dados 2025
Casos de plágio com IA detectados pelo Turnitin (global) +185% vs. 2022
Processos disciplinares por uso não declarado de IA (PT) +340% vs. 2022
Taxa de falsos positivos no Turnitin AI Detection ~4%
Estudantes que declararam uso IA espontaneamente (sem exigência) 31% (PT), 48% (BR)

O aumento de processos disciplinares não reflecte necessariamente mais desonestidade académica — reflecte maioritariamente o aumento da capacidade de detecção e a clarificação das políticas. À medida que as políticas se tornam mais claras, espera-se que as declarações voluntárias aumentem e os processos disciplinares diminuam.

Políticas das Universidades Portuguesas e Brasileiras Sobre IA em 2026

Universidade Abordagem à IA (2026) Declaração Exigida?
ULisboa Uso transparente permitido Sim
Universidade do Porto Política por faculdade Varia
Universidade de Coimbra Auxiliar com declaração Sim
Nova SBE Framework ético publicado Sim
USP Directrizes FAPESP aplicáveis Sim
UNICAMP Uso responsável Sim

O Tesify incorpora funcionalidades de declaração de uso de IA que ajudam os estudantes a cumprir os requisitos de transparência das suas instituições. Para estudantes em outros contextos: estudantes anglófonos, alemães, franceses e espanhóis têm versões adaptadas.

Perguntas Frequentes

Quantos estudantes universitários usam IA em 2026?

Em 2026, estima-se que 73% dos estudantes universitários globais usam IA regularmente nos seus trabalhos académicos (McKinsey, 2025). Em Portugal, a taxa é de 58%, e no Brasil de 65%. O crescimento foi exponencial: de 43% global em 2023 para 73% em 2025.

Qual a ferramenta de IA mais usada por estudantes universitários?

O ChatGPT continua a ser a ferramenta mais usada globalmente (71% dos utilizadores de IA académica em 2025). Seguem-se o Google Gemini (38%), Microsoft Copilot (29%), e ferramentas especializadas em contexto académico como o Tesify (crescimento de 180% entre 2024 e 2025). A tendência é de crescimento das ferramentas especializadas à medida que os estudantes reconhecem os riscos das ferramentas generalistas para uso académico (referências incorrectas, detecção por antiplágio).

A IA está a aumentar o plágio nas universidades?

Os dados são complexos: o número de casos de plágio detectados aumentou (+185% global vs. 2022), mas este aumento reflecte principalmente a melhoria das ferramentas de detecção e a clarificação das políticas — não necessariamente um aumento da desonestidade académica. Estudos qualitativos indicam que muitos estudantes usam IA sem perceber que violam as políticas das suas instituições, por falta de clareza regulatória. A tendência esperada para 2026-2027 é de estabilização com a adopção generalizada de políticas claras.

Como a IA vai transformar o ensino superior nos próximos anos?

Os cenários mais consistentes nos relatórios UNESCO (2025) e McKinsey (2025) apontam para: (1) avaliações cada vez mais centradas no processo (não apenas no produto final), com maior valorização das capacidades analíticas e críticas que a IA não consegue replicar; (2) literacia digital e uso ético de IA como competência transversal explicitamente ensinada em todos os cursos; (3) diferenciação crescente entre tarefas onde a IA é auxiliar aceite (formatação, pesquisa, revisão linguística) e tarefas exclusivamente humanas (análise original, defesa oral).

Qual o impacto da IA na produtividade académica dos estudantes?

Estudos de 2024-2025 indicam ganhos de produtividade de 30-45% em tarefas de escrita académica quando se usam ferramentas de IA adequadas. O impacto é maior nas tarefas mais mecânicas (formatação ABNT/APA, gestão de referências, revisão linguística) e menor nas tarefas mais cognitivas (análise de dados, desenvolvimento de argumentos originais). Estudantes que usam IA de forma integrada e estratégica completam os seus trabalhos 25-35% mais rapidamente em média.

Onde encontrar relatórios e dados sobre IA no ensino superior?

As principais fontes de dados sobre IA no ensino superior: UNESCO (relatório anual Global Education Monitoring), OCDE (Education at a Glance), McKinsey Global Institute, Times Higher Education (surveys anuais), e relatórios institucionais das principais universidades. Para Portugal especificamente: DGES, A3ES e os relatórios anuais das universidades. Para o Brasil: INEP, CAPES e os relatórios da FAPESP sobre integridade científica.

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O Tesify foi desenvolvido para o uso ético de IA em trabalhos académicos: normas ABNT e APA nativas, verificação de plágio integrada, e suporte à declaração de uso de IA.

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