Acabaste de usar o ChatGPT para reformular um parágrafo da tua tese. Parecia inofensivo — apenas uma ajudinha para desbloquear aquela frase que não saía. Agora, às três da manhã, perguntas-te: vou ser apanhado?

Se esta cena te é familiar, não estás sozinho. Desde o lançamento do ChatGPT em novembro de 2022, as pesquisas por “deteção IA teses” em Portugal dispararam mais de 400%, segundo dados do Google Trends. A Universidade de Lisboa, sendo a maior instituição de ensino superior do país com mais de 50.000 estudantes, está no centro deste debate.
O que me espanta é o silêncio ensurdecedor que rodeia este assunto. Os estudantes têm medo de perguntar, os professores evitam dar respostas definitivas, e as políticas institucionais parecem estar sempre a um passo de serem atualizadas.
A promessa deste artigo é simples: vou revelar-te exatamente como funciona a deteção de IA em teses académicas na Universidade de Lisboa em 2025. Sem meias palavras, sem jargão técnico desnecessário.
Porque, acredita, o medo do desconhecido é sempre pior do que a realidade. E a realidade, como vais descobrir, é mais nuançada do que imaginas.
Para teres uma visão geral do panorama nacional, recomendo que consultes o AI Antiplágio: Guia 2025 para Estudantes Portugueses.
O Que a Universidade de Lisboa Realmente Usa Para Detetar IA
Vamos direto ao assunto: sim, a Universidade de Lisboa utiliza ferramentas de deteção de IA nas teses académicas. Mas — e este “mas” é crucial — a situação é mais complexa do que um simples sim ou não.
Resposta direta: A Universidade de Lisboa utiliza principalmente o Turnitin com o módulo de deteção de IA integrado, complementado pontualmente por ferramentas como GPTZero e Originality.ai em algumas faculdades. No entanto, não existe uma política uniforme em todas as escolas — cada faculdade pode ter procedimentos diferentes.
O Turnitin gera um relatório que mostra aos professores duas coisas distintas: a percentagem de similaridade (o tradicional detector de plágio) e, desde 2023, uma percentagem de “probabilidade de escrita por IA”.

Quando o teu orientador abre o relatório, vê secções destacadas em diferentes cores, com indicação de quais partes o algoritmo considera potencialmente geradas por inteligência artificial. Mas — e isto é fundamental — o relatório não diz “esta tese foi escrita por IA”. Diz apenas que determinadas secções têm características compatíveis com texto gerado por IA.
Para perceberes em detalhe como funcionam estas ferramentas, consulta o AI Antiplagio: Guia Completo de Deteção Académica 2025.
A Variação Entre Faculdades: O Que Poucos Sabem
Aqui está uma verdade que a maioria dos estudantes desconhece: a deteção de IA não é uniforme na ULisboa. Cada faculdade tem autonomia na forma como aplica estas ferramentas.
| Faculdade | Ferramenta Principal | Deteção IA Ativa? |
|---|---|---|
| FCUL (Ciências) | Turnitin | Sim |
| IST (Técnico) | Turnitin + ferramentas internas | Parcial |
| FLUL (Letras) | Turnitin | Sim |
| ISEG (Economia) | Turnitin | Em implementação |
| Faculdade de Direito | Turnitin | Sim |
O que os professores realmente veem nos relatórios é algo que muitos estudantes nunca descobrem. Lê mais sobre isso em IA Antiplágio na Faculdade: 5 Segredos.
Porquê Agora? A Revolução da IA no Meio Académico

Novembro de 2022 marca o antes e o depois. Quando a OpenAI lançou o ChatGPT, ninguém no meio académico português estava preparado. Em poucas semanas, milhões de pessoas descobriram que podiam gerar textos coerentes em segundos.
O que se seguiu foi previsível:
- 2023: O ano do pânico. Universidades tentaram proibir o uso de IA. Algumas faculdades emitiram comunicados vagos.
- 2024: O ano da adaptação forçada. O Turnitin lançou o seu módulo de deteção de IA.
- 2025: O ano da consolidação. As políticas ainda estão a ser afinadas, mas já existe um quadro mais claro.
A utilização de IA generativa em teses é tratada dentro do quadro de integridade académica da ULisboa. Na maioria dos casos, não existe uma regra específica que diga “é proibido usar ChatGPT”. O que existe é uma proibição geral de apresentar trabalho que não seja teu como se fosse.
A zona cinzenta é enorme: usar IA para corrigir erros gramaticais é diferente de usar IA para escrever capítulos inteiros. Mas onde está a linha?
Para perceberes melhor a dimensão ética, lê Transparência no Uso de IA Acadêmica: 5 Verdades Ocultas.
A Verdade Que as Faculdades Não Te Dizem
Chegámos à parte que realmente interessa — os insights que não vais encontrar no site oficial da ULisboa.
A Deteção de IA Não É Uma Ciência Exata. As principais ferramentas têm taxas de erro entre 5% e 15%. Isto significa que, em cada 100 teses 100% humanas analisadas, entre 5 e 15 podem ser incorretamente sinalizadas.
“Os detetores de IA têm um viés contra escrita não-nativa. Textos gramaticalmente corretos mas com estrutura ‘simples’ são mais frequentemente sinalizados.” — Nature, 2024
O Fator Humano Continua Decisivo. Na ULisboa, um relatório positivo não resulta em reprovação automática. Há sempre avaliação humana. A defesa oral da tese continua a ser o momento decisivo.

Há Usos de IA Que São (Provavelmente) Aceitáveis:
- Aceitável: Brainstorming, correção gramatical, tradução de fontes, reformulação de frases próprias
- Zona cinzenta: Sumarização de literatura, geração de esquemas
- Não aceitável: Geração de parágrafos inteiros, análise de dados sem supervisão, escrita de conclusões
💡 O que a maioria dos estudantes não sabe:
Texto 100% humano pode ser sinalizado como IA. Por isso, a ULisboa não reprova automaticamente com base apenas no relatório — há sempre avaliação humana.
Descobre mais sobre uso permitido vs. proibido em Uso Permitido de ChatGPT em Teses Académicas Portugal 2025.
O Que Fazer Agora — Guia Prático
Chega de teoria. Vamos ao que interessa: o que podes fazer concretamente para garantir que a tua tese está preparada?
✅ Checklist antes de submeter:
- Testa o teu texto em ferramentas de deteção de IA (GPTZero, Originality.ai)
- Revê secções com alta probabilidade de IA e reescreve com a tua voz
- Garante citações adequadas para conteúdo assistido por IA
- Prepara uma declaração de uso de IA (se aplicável)
- Guarda rascunhos e histórico de edições como prova
- Faz uma leitura em voz alta — texto de IA frequentemente “soa” artificial
- Pede a um colega para rever
Template de declaração de uso de IA:
“Declaro que utilizei ferramentas de inteligência artificial generativa [especificar quais] nas seguintes fases: [brainstorming/revisão gramatical/tradução de fontes]. O conteúdo substantivo, análise e conclusões são inteiramente da minha autoria.”
Para mais ferramentas e dicas, consulta IA antiplagio e ferramentas de escrita academica: o guia e Uso ético de IA em teses universitárias: Guia Lisboa 2025.
Conclusão — A Tua Próxima Jogada
Depois de tudo o que leste, vamos resumir:
- Sim, a Universidade de Lisboa usa ferramentas de deteção de IA
- Não, um relatório positivo não significa reprovação automática
- A chave está em usar IA de forma ética e transparente
- Preparação e conhecimento são a tua melhor defesa
O medo que sentiste às três da manhã é compreensível. Mas agora tens a informação necessária para transformar esse medo em ação informada.
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P: A Universidade de Lisboa usa deteção de IA nas teses?
R: Sim, a maioria das faculdades utiliza o Turnitin com módulo de deteção de IA integrado, embora as políticas variem entre escolas.
P: Posso ser reprovado automaticamente se a minha tese for sinalizada?
R: Não. Há sempre avaliação humana. O relatório é uma ferramenta de apoio, não um veredicto final.
P: É permitido usar IA para corrigir gramática?
R: Geralmente sim, mas recomenda-se declarar o uso de qualquer ferramenta de IA no processo de escrita.




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