Estudante universitário a verificar tese no computador com sistema de deteção de IA da Universidade de Lisboa
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Deteção de IA em Teses na ULisboa: Guia Completo 2025

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5 min de leitura

São três da manhã. Acabaste de submeter a tua dissertação de mestrado no portal da Universidade de Lisboa. Em vez de sentir alívio, sentes um nó no estômago. E se o sistema detetar que usei o ChatGPT para me ajudar com a estrutura?

Se te identificas com este cenário, não estás sozinho. Mais de 67% dos estudantes universitários europeus já utilizaram alguma forma de inteligência artificial generativa nos seus trabalhos académicos. A questão já não é se os estudantes usam IA, mas sim como as universidades estão a responder.

Mas afinal, será que a Universidade de Lisboa realmente consegue detetar se usaste IA na tua tese? A resposta é mais complexa — e surpreendente — do que imaginas.

O que vais descobrir neste artigo: A Universidade de Lisboa utiliza ferramentas como a Turnitin com indicador de escrita por IA, mas existem limitações importantes que poucos estudantes conhecem. Vamos revelar exactamente o que acontece nos bastidores.

O Enquadramento Legal — Por Que a ULisboa Verifica IA?

Antes de mergulharmos nas ferramentas técnicas, precisamos entender o porquê. A Universidade de Lisboa não implementou sistemas de verificação por capricho — existe todo um enquadramento normativo que sustenta estas práticas.

O documento fundacional que rege toda a questão de integridade académica na ULisboa é o Código de Conduta e de Boas Práticas da Universidade de Lisboa. Este regulamento estabelece princípios claros sobre honestidade intelectual, autoria e originalidade.

Ilustração representando o equilíbrio entre criatividade humana e ferramentas de IA no contexto académico

O que é considerado violação de integridade académica na ULisboa?

  • Plágio: Apresentar trabalho alheio como próprio, sem citação adequada
  • Auto-plágio: Reutilizar trabalho próprio previamente avaliado sem declaração
  • Fabricação: Inventar dados, resultados ou fontes bibliográficas
  • Uso indevido de ferramentas automatizadas: Incluindo IA generativa quando não autorizado ou não declarado

Repara que o último ponto é particularmente relevante. A questão não é necessariamente usar IA, mas sim o uso indevido ou não declarado. Esta distinção é crucial.

A ULisboa não opera isoladamente. Portugal, como membro da União Europeia, segue diretrizes estabelecidas pelo Código Europeu de Conduta para a Integridade na Investigação (ALLEA).

“Os investigadores devem ser transparentes sobre como a investigação foi conduzida e assegurar que as suas contribuições são apresentadas de forma honesta.”

— The European Code of Conduct for Research Integrity, ALLEA

Como Funciona a Deteção de IA nas Universidades Portuguesas

Agora vamos ao que realmente te interessa: como funciona a deteção de inteligência artificial em teses académicas na Universidade de Lisboa?

Durante décadas, as universidades utilizaram ferramentas de verificação de similaridade para detetar plágio. O processo era relativamente simples: comparar o texto submetido com uma base de dados de documentos existentes e identificar correspondências.

Com o surgimento do ChatGPT em novembro de 2022, tudo mudou. De repente, os estudantes podiam gerar texto original — que não existia em nenhuma base de dados prévia — mas que não era verdadeiramente seu. As ferramentas tradicionais tornaram-se parcialmente obsoletas da noite para o dia.

Conceito de tecnologia de deteção de IA analisando documentos académicos

A Universidade de Lisboa, como a maioria das instituições de ensino superior em Portugal, utiliza a Turnitin como ferramenta principal de verificação. Em 2023, a Turnitin introduziu um novo recurso: o indicador de escrita por IA.

Segundo a documentação oficial do AI Writing Detection da Turnitin, o sistema analisa padrões linguísticos, estruturas sintáticas e características estatísticas do texto para determinar a probabilidade de ter sido gerado por inteligência artificial.

As Limitações Que Poucos Conhecem

Aqui está onde a “verdade oculta” começa a revelar-se. O sistema de deteção de IA da Turnitin tem limitações significativas que a maioria dos estudantes desconhece:

Limitações da deteção de IA da Turnitin:

  • Requisito mínimo de texto: Ficheiros com menos de 300 palavras não são analisados para IA
  • Submissões antigas: Documentos submetidos antes da implementação do recurso não têm análise retroativa
  • Taxa de falsos positivos: A própria Turnitin reconhece uma margem de erro de aproximadamente 1% em textos puramente humanos
  • Limitação de evidência: O indicador não deve ser usado como única prova de má conduta

Aliás, se alguma vez viste o indicador de IA a cinzento com a mensagem “AI writing detection unavailable”, a Turnitin explica exatamente por que isso acontece — geralmente relacionado com requisitos de ficheiro não cumpridos.

Para compreenderes melhor como funcionam os algoritmos de IA antiplágio nas universidades, recomendo que explores os segredos técnicos por trás destas ferramentas.

O Que Realmente Acontece Nos Bastidores

Imagina que recebes um relatório de similaridade com 35%. O pânico instala-se. Mas espera — isto significa automaticamente que cometeste plágio? Absolutamente não.

A percentagem de similaridade inclui citações diretas (que são legítimas), referências bibliográficas comuns, terminologia técnica padronizada e até frases idiomáticas frequentes na área. Um trabalho de revisão de literatura pode facilmente atingir 40% de similaridade sendo completamente original e bem referenciado.

O mesmo princípio aplica-se à deteção de IA. Um indicador de 25% de “probabilidade de escrita por IA” não significa que um quarto da tua tese foi escrita pelo ChatGPT. Pode significar que o teu estilo de escrita é particularmente claro e estruturado — características que a IA também tende a produzir.

Aqui está algo que muitos estudantes não percebem: nenhum sistema automático reprova a tua tese. O relatório da Turnitin é uma ferramenta de apoio à decisão humana, não um juiz final.

Quando um indicador de IA é acionado, o processo típico na ULisboa envolve:

  1. Revisão pelo orientador: O professor analisa o relatório no contexto do trabalho que acompanhou
  2. Comparação com versões anteriores: Se existirem rascunhos prévios, estes são considerados
  3. Análise do estilo: Há coerência entre a escrita da tese e outros trabalhos do estudante?
  4. Conversa com o estudante: Em muitos casos, pede-se esclarecimento antes de qualquer conclusão

Os 5 Erros Que Ativam Alertas de IA

Baseado em padrões identificados, eis os erros que mais frequentemente levantam bandeiras vermelhas nos sistemas de deteção:

Erro Por que ativa alertas Solução
Copiar texto do ChatGPT diretamente Padrões linguísticos típicos de IA Reescrever completamente com a tua voz
Usar IA para secções inteiras sem edição Falta de variação estilística Usar IA apenas para brainstorming
Traduzir literalmente de outra língua via IA Estruturas sintáticas atípicas Adaptar culturalmente após tradução
Uniformidade excessiva no texto Humanos variam naturalmente Manter a tua personalidade na escrita
Não declarar uso de ferramentas de apoio Viola princípio de transparência Documentar sempre o processo

Descobri recentemente um artigo sobre os 5 erros que estudantes da ULisboa cometem e que ativam alertas — vale a pena ler se quiseres aprofundar este tema.

A Universidade de Lisboa pode reprovar a minha tese só pelo relatório de IA?

Não automaticamente. O indicador de IA da Turnitin é apenas um sinal que deve ser analisado por humanos. O Código de Conduta da ULisboa exige investigação adequada antes de qualquer sanção. Tens sempre direito a explicar-te e apresentar evidências do teu processo de escrita.

Previsão Para 2025/2026

Olhando para o horizonte, que mudanças podemos antecipar na deteção de inteligência artificial em teses académicas?

Integração Regulada de IA no Processo Académico: Em vez de proibição total, estamos a caminhar para uma regulação do uso. Algumas universidades europeias já permitem o uso de IA generativa desde que seja declarado e limitado a funções específicas.

Evolução dos Algoritmos de Deteção: Os sistemas de deteção estão a tornar-se mais sofisticados, mas também mais conscientes das suas limitações. A tendência é para relatórios mais nuançados, com níveis de confiança e contexto adicional.

Políticas Específicas para IA Generativa: Espera-se que a ULisboa publique diretrizes específicas sobre o uso de IA generativa em trabalhos académicos até ao final de 2025.

O que vai mudar na deteção de IA nas universidades em 2025?

As universidades portuguesas vão transitar de uma abordagem de “deteção e punição” para “transparência e educação”. Os estudantes serão incentivados a declarar ferramentas utilizadas, enquanto o foco se desloca da deteção para o desenvolvimento de literacia em IA.

Como Proteger a Tua Tese — Guia Prático

Estudante preparando a tese com práticas de documentação adequadas

Chega de teoria — vamos à prática. Aqui está um guia acionável para protegeres a tua tese e navegares com confiança pelo sistema de verificação.

Antes de Submeter a Tua Tese:

  • Documenta o uso de ferramentas IA — Mantém registo de como e quando usaste qualquer assistente de IA
  • Guarda todos os rascunhos — Versões datadas provam a evolução do teu trabalho
  • Verifica a tese antes de submeter — Usa ferramentas de verificação prévia
  • Conhece o regulamento específico — Cada faculdade pode ter regras adicionais
  • Revê citações e referências — Citações mal formatadas aumentam similaridade
  • Personaliza o texto — A tua voz deve ser evidente ao longo de todo o documento

A melhor estratégia? Antecipa-te às mudanças. Começa já a documentar o teu processo de escrita, mantém rascunhos datados e familiariza-te com as políticas atuais da tua faculdade.

Situação Nível de Risco Recomendação
Usar ChatGPT para brainstorming de ideias Baixo Documentar e reescrever completamente
Usar IA para correção gramatical Baixo Geralmente aceite, mas verifica política
Usar IA para tradução de fontes Médio Rever e adaptar significativamente
Copiar texto de IA diretamente Alto Evitar sempre — viola integridade
Gerar secções inteiras com IA Muito Alto Nunca — constitui fraude académica

Verifica a Tua Tese Antes da Universidade

Agora que conheces como funciona a deteção de inteligência artificial em teses académicas na Universidade de Lisboa, a pergunta lógica é: como posso verificar o meu trabalho antes de submeter?

Pensa nisto como um exame médico preventivo. Preferias descobrir um problema antes ou depois de ser tarde demais?

  • Identificas potenciais problemas antes que o orientador ou júri os vejam
  • Tens tempo para corrigir qualquer secção que levante alertas
  • Submetes com confiança, sabendo que verificaste previamente
  • Manténs o controlo sobre a narrativa do teu trabalho

Não Deixes a Tua Tese ao Acaso

Verifica se o teu texto levanta alertas de IA antes de entregar na Universidade de Lisboa. A Tesify oferece ferramentas de verificação, humanização e conformidade académica desenvolvidas especificamente para estudantes portugueses.

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A Verdade Que Precisavas Saber

Chegámos ao fim desta jornada pelos bastidores da deteção de inteligência artificial em teses académicas na Universidade de Lisboa. Vamos recapitular:

Os 4 Takeaways Fundamentais:

  1. A deteção existe, mas tem limitações significativas — nenhum sistema é infalível e a decisão final é sempre humana
  2. O problema não é usar IA, mas como a usas — transparência e ética são mais importantes que evitar totalmente estas ferramentas
  3. Documentação é a tua melhor defesa — guarda rascunhos, datas e registos do teu processo
  4. Verifica antes de submeter — ferramentas preventivas podem poupar-te muitas dores de cabeça

A inteligência artificial veio para ficar no contexto académico. A questão não é evitá-la, mas aprender a usá-la de forma ética, transparente e responsável. As universidades estão a adaptar-se — e tu também deves fazê-lo.

Se tens mais dúvidas sobre as políticas atuais da ULisboa relativamente à deteção de IA, não hesites em explorar mais recursos. O conhecimento é a tua melhor ferramenta.


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