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Revisão de Literatura: 5 Métodos para Citação em Tese 2024

Revisão de Literatura: 5 Métodos Testados para Citar Artigos na Tese

Revisão de Literatura: 5 Métodos Testados para Citar Artigos na Tese

A revisão de literatura é, para muitos mestrandos e doutorandos, o capítulo que mais demoram a arrancar — e o que mais vezes volta com comentários do orientador. Não por falta de leitura, mas por falta de método. Leram dezenas de artigos, têm notas dispersas, e na hora de citar… surgem as dúvidas: APA ou NP405? Citação direta ou paráfrase? E se o artigo não tiver DOI?

Este guia resolve exatamente isso. Cobre os 5 métodos de citação mais usados em teses portuguesas e brasileiras, explica quando aplicar cada um, e mostra — passo a passo — como integrar cada método numa revisão de literatura que resiste ao escrutínio do júri.

Resposta Rápida: Para citar artigos científicos numa tese em Portugal, os métodos mais utilizados são APA 7.ª edição, NP 405, Vancouver, Chicago e Harvard. A escolha depende da área científica e das normas da instituição. APA domina nas Ciências Sociais e da Saúde; Vancouver prevalece nas Ciências Médicas; NP 405 é a norma portuguesa oficial. Cada método tem regras específicas para autor, ano, título e fonte.

Ilustração de métodos de citação para revisão de literatura em tese académica — secretária com portátil, caderno e painéis de estilos bibliográficos

O que é revisão de literatura e por que a citação importa

A revisão de literatura não é uma lista de resumos. É um argumento construído com evidências — e as citações são as pedras angulares desse argumento. Uma revisão de literatura bem executada demonstra que o investigador domina o estado da arte, identifica lacunas teóricas e justifica as opções metodológicas da investigação.

Definição: A revisão de literatura é um processo sistemático e crítico de identificação, avaliação e síntese do conhecimento existente sobre um tema específico. Tem entre 40 a 80 referências numa tese de mestrado e pode ultrapassar 150 numa tese de doutoramento, dependendo da área e da abordagem metodológica.

A citação incorreta compromete a revisão de duas formas simultâneas: mina a credibilidade do autor e dificulta a verificação das fontes pelo júri. Segundo dados do repositório RCAAP, as inconsistências bibliográficas figuram entre os problemas mais apontados em provas de mestrado em Portugal.

Aqui está o que distingue uma revisão de literatura sólida de uma mediana: coerência de estilo, profundidade crítica e rastreabilidade total das fontes. Os 5 métodos abaixo garantem exatamente isso.

Método 1 — APA 7.ª Edição: o padrão internacional dominante

Se a sua universidade não especificou norma, a probabilidade de a APA ser a escolha certa ultrapassa 70% — pelo menos nas Ciências Sociais, Psicologia, Educação e Ciências da Saúde. A American Psychological Association publicou a 7.ª edição em 2019, e as diferenças em relação à 6.ª edição são substanciais o suficiente para causar reprovação se ignoradas.

Estrutura da citação em texto (APA 7)

O sistema autor-data é a marca registada da APA. A citação no corpo do texto inclui apelido do autor, ano e, quando se trata de citação direta, número de página.

  • Citação indireta (paráfrase): (Silva, 2022) ou Silva (2022) defende que…
  • Citação direta curta (até 40 palavras): “texto citado” (Silva, 2022, p. 45)
  • Citação direta longa (mais de 40 palavras): bloco recuado, sem aspas, (Silva, 2022, pp. 45-46)
  • Dois autores: (Silva & Ferreira, 2021)
  • Três ou mais autores: (Silva et al., 2021)

Referência completa na lista bibliográfica (APA 7)

A lista organiza-se por ordem alfabética. Para artigos científicos, o formato é:

Apelido, I. (Ano). Título do artigo em minúsculas, exceto primeira letra. Nome da Revista em Itálico, Volume(número), páginas. https://doi.org/xxxxx

Exemplo real:
Ferreira, M., & Costa, R. (2020). Metodologias qualitativas em contextos organizacionais portugueses. Revista Portuguesa de Gestão, 18(2), 112–134. https://doi.org/10.1234/rpg.2020.18.2.112

A novidade mais relevante da APA 7 é que o DOI se tornou obrigatório quando disponível, e o número de autores na referência completa passou de 6 para 20 antes de se usar reticências. Parece um detalhe — o júri não pensa assim.

Para aprofundar a gestão das suas referências em APA 7, o tutorial sobre Zotero com sincronização para Word explica como automatizar a formatação sem erro manual.

Método 2 — NP 405: a norma portuguesa oficial

A NP 405 é o sistema de referenciação bibliográfica definido pelo Instituto Português da Qualidade. É obrigatória em várias universidades públicas portuguesas, especialmente em Direito, Letras, Ciências da Informação e Biblioteconomia. Ignorá-la — quando exigida — é o tipo de erro que transforma uma defesa em constrangimento.

A norma divide-se em quatro partes publicadas entre 1994 e 2002, sendo a NP 405-1 (documentos impressos) e NP 405-4 (documentos eletrónicos) as mais relevantes para teses.

Citação em texto (NP 405)

A NP 405 admite dois sistemas: o sistema autor-data (semelhante ao APA) e o sistema numérico com notas de rodapé. A maioria das universidades que adota NP 405 opta pelo sistema autor-data.

  • Formato padrão: (APELIDO, ano, p. XX)
  • Note: o apelido aparece em maiúsculas — distinção clara face à APA
  • Dois autores: (SILVA; FERREIRA, 2022)
  • Três ou mais autores: (SILVA et al., 2022)

Referência completa (NP 405)

APELIDO, Nome próprio – Título do artigo. Nome da Revista. ISSN. Vol. X, n.º Y (Ano), p. XX-XX.

A diferença que mais surpreende quem migra de APA para NP 405: o uso do travessão (–) como separador entre elementos da referência, e o ponto final só no final de toda a entrada. Pequenos detalhes com grande peso na avaliação formal.

Método 3 — Vancouver: numeração sequencial nas ciências da saúde

Vancouver é o sistema preferido em Medicina, Enfermagem, Farmácia e áreas biomédicas. A lógica é completamente diferente dos sistemas autor-data: as referências são numeradas sequencialmente no texto, e a lista bibliográfica segue essa mesma ordem numérica — não alfabética.

Citação em texto (Vancouver)

A citação no corpo do texto é simples: um número entre parênteses ou sobrescrito, correspondendo à posição da referência na lista.

  • Referência única: …como demonstrado em estudos recentes (1) ou estudos recentes¹
  • Referências múltiplas: (1,3,5) ou (1-4) para sequências contínuas

Referência completa (Vancouver)

1. Apelido AB, Apelido CD. Título do artigo. Abreviatura da Revista. Ano;Volume(número):páginas.

Atenção ao número de autores: Vancouver lista até 6 autores pelo apelido seguido de iniciais sem pontos; a partir do 7.º, acrescenta-se “et al.” A abreviatura da revista segue o Index Medicus — não inventar nem usar o nome completo quando existe abreviatura oficial.

O sistema Vancouver tem uma vantagem prática que raramente se menciona: mantém o texto fluido e não sobrecarrega visualmente os parágrafos com datas e apelidos. Em artigos de revisão sistemática com 80+ referências, isso faz diferença na legibilidade.

Método 4 — Chicago/Turabian: notas de rodapé nas humanidades

Chicago é o sistema dominante em História, Filosofia, Artes e parte das Humanidades. Existe em duas variantes — Notes-Bibliography (notas e bibliografia) e Author-Date (autor-data). Para teses nas humanidades portuguesas, a variante Notes-Bibliography é a mais comum.

Citação em texto (Chicago Notes-Bibliography)

As citações aparecem como notas de rodapé (ou de fim de capítulo). A primeira citação de uma obra inclui informação completa; as seguintes usam forma abreviada.

Primeira citação em rodapé:
Nome Apelido, “Título do Artigo,” Nome da Revista Volume, n.º Número (Ano): página, https://doi.org/xxxxx.

Citações subsequentes:
Apelido, “Título abreviado,” página.

Lista bibliográfica (Chicago)

A ordem é invertida face às notas: Apelido precede o nome próprio, e os elementos separam-se por pontos.

Apelido, Nome. “Título do Artigo.” Nome da Revista Volume, n.º Número (Ano): páginas. https://doi.org/xxxxx.

O que distingue Chicago de todos os outros: a riqueza informativa das notas de rodapé permite comentários contextuais, remissões cruzadas e discussão bibliográfica — algo impossível num sistema autor-data puro. Para dissertações em História ou Filosofia, este espaço de rodapé é, frequentemente, tão valioso quanto o corpo do texto.

Método 5 — Harvard: autor-data com variações institucionais

Harvard não é uma norma com organismo oficial — é uma família de estilos autor-data amplamente usada no Reino Unido, Austrália e em várias universidades portuguesas e brasileiras que adotam o “estilo Harvard” sem especificar qual variante. Esta ambiguidade é uma armadilha real.

Citação em texto (Harvard)

A estrutura é semelhante à APA, mas com diferenças na pontuação e formatação da lista:

  • Citação indireta: (Silva, 2022) — igual à APA
  • Citação direta: (Silva, 2022, p. 45) — igual à APA
  • Três ou mais autores: (Silva et al., 2022) — itálico no “et al.”

Referência completa (Harvard)

Apelido, I. (Ano) ‘Título do artigo em minúsculas’, Nome da Revista em Itálico, Volume(número), pp. XX–XX. doi: xxxxx.

A principal diferença face à APA: o título do artigo aparece entre plicas em vez de sem marcação, e “pp.” precede as páginas. Parece menor. Em provas de avaliação formais, não é.

Se a sua instituição menciona “Harvard” sem mais especificação, peça o guia de estilo interno ou consulte o regulamento de dissertações. Cada universidade portuguesa que usa “Harvard” tem a sua própria adaptação — e o orientador é a fonte mais fiável para confirmar qual variante se aplica.

Tabela comparativa: qual método de citação escolher?

A decisão não é estética. Depende de três fatores: área científica, norma da instituição, e tipo de publicação-alvo. Esta tabela condensa o essencial para uma decisão informada.

Sistema Área Principal Formato Citação Ordem na Lista Organismo
APA 7 Ciências Sociais, Psicologia, Educação, Saúde Autor-data Alfabética APA (EUA)
NP 405 Direito, Letras, Biblioteconomia (PT) Autor-data ou numérico Alfabética IPQ (Portugal)
Vancouver Medicina, Enfermagem, Biomédica Numérico sequencial Por ordem de citação ICMJE
Chicago 17 História, Filosofia, Artes, Humanidades Notas de rodapé Alfabética Univ. of Chicago Press
Harvard Gestão, Economia, Engenharia (variável) Autor-data Alfabética Variado / institucional

O que esta tabela não mostra — e importa saber: em Portugal, muitas teses de Gestão usam APA quando a norma oficial seria Harvard, e vice-versa. A validação com o orientador antes de escrever o primeiro capítulo poupa semanas de reformatação.

Como fazer revisão de literatura com citações corretas: guia passo a passo

Saber os métodos é metade do trabalho. A outra metade é integrá-los num processo de escrita que produza uma revisão de literatura coerente, crítica e bem estruturada. Aqui está o processo que funciona.

Infográfico com seis passos para fazer uma revisão de literatura com citações corretas numa tese de mestrado

Passo 1 — Definir o escopo e as questões de revisão

Antes de pesquisar uma única referência, defina com precisão o que está a investigar. Uma revisão de literatura difusa reflete-se em citações dispersas e num argumento fraco. A questão de revisão deve ser específica o suficiente para orientar as buscas e ampla o suficiente para gerar material substantivo.

Passo 2 — Pesquisar em bases de dados especializadas

O Google Scholar é um ponto de partida, não um destino. Para uma revisão académica séria, as pesquisas devem cobrir:

  • b-on — Biblioteca do Conhecimento Online, acesso gratuito para estudantes de instituições portuguesas
  • RCAAP — repositórios científicos de acesso aberto em Portugal
  • Web of Science e Scopus — para literatura internacional indexada
  • PubMed — indispensável na área biomédica

Para revisões sistemáticas, o protocolo PRISMA 2020 define os critérios de reporte de buscas e seleção de estudos. O artigo sobre revisão de literatura com metodologia PRISMA detalha como construir fluxogramas de seleção conformes com as exigências internacionais.

Passo 3 — Selecionar e avaliar a qualidade das fontes

Nem toda a referência tem o mesmo peso. Um artigo publicado numa revista indexada com fator de impacto elevado não equivale a um relatório de organização não-governamental. A hierarquia de evidências varia por área, mas o princípio mantém-se: a qualidade das fontes determina a qualidade da revisão.

Critério prático: Para cada fonte candidata, verifique: (1) Está publicada em revista com revisão por pares? (2) Os dados são primários ou secundários? (3) A metodologia está claramente descrita? (4) O ano de publicação é adequado ao estado da arte que pretende documentar?

Passo 4 — Organizar as referências antes de escrever

Escrever sem ter as referências organizadas é o erro que mais tempo desperdiça. Uma ferramenta de gestão bibliográfica — Zotero, Mendeley ou EndNote — resolve este problema antes que ele exista. O Zotero, em particular, é gratuito, integra com o Word e exporta em qualquer formato de citação.

Passo 5 — Escrever com citações integradas, não coladas

A citação deve surgir como suporte a uma afirmação sua, não como substituta do seu raciocínio. O padrão ouro é: apresentar a ideia com as suas palavras → citar a fonte → comentar criticamente o que essa fonte acrescenta ou limita. Três movimentos. Sempre.

Passo 6 — Verificar consistência antes da entrega

Todas as citações no texto têm referência na lista? Todas as referências na lista são citadas no texto? O formato é consistente da primeira à última referência? Este triplo check evita os erros de referências que reprovam teses — e se quiser uma checklist detalhada, o guia sobre erros de referências que reprovam teses cobre cada armadilha com exemplos reais.

Erros frequentes que comprometem a revisão de literatura

A revisão de literatura é o capítulo onde mais erros de citação se acumulam — porque é o capítulo com mais referências. Os erros não são aleatórios: seguem padrões previsíveis.

Misturar estilos de citação no mesmo documento

É o erro mais comum e o mais visível. Acontece quando o estudante consulta exemplos de fontes diversas e copia o formato sem verificar consistência. O resultado: APA nas primeiras referências, algo parecido com Harvard nas últimas, e NP 405 algures no meio. O júri deteta na primeira leitura.

Citar fontes secundárias como primárias

Encontrou uma citação interessante de Foucault num artigo de 2019 e citou Foucault diretamente? Isso é uma citação secundária a passar por primária. A norma é clara: sempre que possível, aceda à fonte original. Quando não for possível, o formato correto é “Foucault, 1975, citado em Silva, 2019”.

DOI ausente quando disponível

A APA 7 tornou o DOI obrigatório quando existe. Omiti-lo não é uma opção — é um erro de formatação. A esmagadora maioria dos artigos publicados após 2000 tem DOI rastreável através do Crossref.

Referências sem correspondência no texto (e vice-versa)

Cada referência na lista tem de ter pelo menos uma citação no corpo do texto. Cada citação no texto tem de ter referência completa na lista. Qualquer desfasamento é sinal de revisão bibliográfica incompleta — ou de copiar referências de outras teses sem as ter lido.

Usar “et al.” quando não deve

Em APA 7, usa-se “et al.” a partir de 3 autores na citação em texto. Na lista de referências, listam-se até 20 autores. Em NP 405, a regra difere. Saber qual regra se aplica — e em que contexto — é o tipo de detalhe que separa uma tese bem formatada de uma que volta para revisão.

Ferramentas para gerir referências bibliográficas na revisão de literatura

A gestão manual de referências para uma tese com 60+ fontes é impraticável. Não porque seja difícil — é que é propensa a erros acumulados que só se descobrem tarde demais.

Ilustração de ferramentas de gestão de referências bibliográficas para revisão de literatura — Zotero, Mendeley e fluxo de trabalho académico

Zotero

Gratuito, open-source, com extensão para browser e integração nativa com Word e LibreOffice. Importa referências diretamente do Google Scholar, b-on e PubMed. Formata automaticamente em APA, Vancouver, Chicago e outros. O guia de início rápido da documentação oficial do Zotero leva menos de 30 minutos a completar.

Mendeley

Alternativa popular da Elsevier, com interface mais visual e boa integração com Scopus. A versão gratuita tem limitações de armazenamento, mas é suficiente para a maioria das teses de mestrado.

Rayyan

Especificamente desenhado para triagem de referências em revisões sistemáticas. O Rayyan usa inteligência artificial para sugerir inclusões e exclusões com base nos critérios definidos — útil quando se trabalha com centenas de referências candidatas.

EndNote

A opção mais poderosa para investigação avançada, com integração profunda com Web of Science. Pago, mas disponível gratuitamente através de licenças institucionais em muitas universidades portuguesas.

Independentemente da ferramenta escolhida, o princípio é sempre o mesmo: construir a base de referências antes de escrever, não durante nem depois. O tutorial sobre como criar um banco bibliográfico limpo com Zotero e sincronização com Word mostra o processo completo em contexto académico português.

Recursos externos recomendados:

Perguntas frequentes sobre revisão de literatura e citação de artigos

Qual é a diferença entre revisão de literatura e revisão sistemática?

A revisão de literatura é um processo crítico e seletivo de síntese do conhecimento sobre um tema, com critérios de inclusão definidos pelo investigador. A revisão sistemática segue um protocolo rigoroso e reprodutível — com registo prévio, estratégia de busca documentada e avaliação de qualidade dos estudos — conforme as diretrizes PRISMA 2020. A distinção é metodológica e determina o nível de evidência produzido.

Quantas referências deve ter uma revisão de literatura de mestrado?

Não existe um número universal, mas a prática comum em Portugal situa-se entre 40 e 80 referências para teses de mestrado, e entre 80 e 150 para doutoramento. O que importa mais do que a quantidade é a relevância, atualidade (preferencialmente dos últimos 10 anos) e a diversidade de tipologias — artigos em revistas indexadas, livros de referência e, pontualmente, literatura cinzenta relevante.

Posso usar o mesmo sistema de citação para toda a tese mesmo que cite fontes de tipos diferentes?

Sim — e deve fazê-lo. Um único sistema de citação aplica-se a todas as fontes: artigos, livros, capítulos de livros, teses, relatórios, sítios web e legislação. Cada tipo de fonte tem o seu formato específico dentro do sistema escolhido, mas o sistema em si é sempre o mesmo ao longo de todo o documento. Misturar sistemas é considerado erro formal.

Como citar um artigo científico sem DOI em APA 7?

Em APA 7, quando o artigo não tem DOI, incluir o URL da página da revista ou repositório onde está disponível é a alternativa recomendada. Se o artigo for de uma base de dados académica sem URL permanente (como algumas revistas impressas digitalizadas), a referência termina simplesmente na página — sem URL nem DOI. Não se usa “Recuperado em [data]” salvo quando o conteúdo muda frequentemente, como páginas web.

O que é paráfrase e quando se usa em vez de citação direta?

Paráfrase é a reformulação das ideias de outro autor com as suas próprias palavras, mantendo o significado original. Deve ser usada na maioria das citações — a citação direta reserva-se para definições técnicas precisas, afirmações que perderiam força ao ser reformuladas, ou quando a forma linguística original é tão relevante quanto o conteúdo. Uma revisão de literatura com excesso de citações diretas revela pouca capacidade de síntese crítica.

Como fazer revisão de literatura em artigos científicos disponíveis apenas em inglês?

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