Estudante universitário português a verificar tese no computador para prevenção de plágio académico
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Plágio na Universidade: 5 Erros Que Destroem Sua Tese

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5 min de leitura

Lembras-te daquela sensação de entregar um trabalho importante? O coração acelera, as mãos suam um pouco, e há sempre aquela dúvida: será que está tudo bem? Agora imagina multiplicar isso por mil — três anos de investigação, centenas de páginas escritas com dedicação absoluta, noites sem dormir. Tudo destruído numa tarde de quinta-feira.

A história do João (nome fictício, mas devastadoramente real) é mais comum do que pensas. O orientador mostrou-lhe o relatório do Turnitin: 47% de similaridade. O João não copiou intencionalmente. Simplesmente não sabia que parafrasear mal era plágio. Não sabia que reutilizar partes do seu próprio trabalho de licenciatura precisava de autorização. Não imaginava que aquelas “pequenas ajudas” do ChatGPT seriam detetadas.

E aqui está o dado que deveria tirar o sono a qualquer estudante português: segundo estudos recentes da Direção-Geral do Ensino Superior, cerca de 23% das teses submetidas apresentam problemas de integridade académica. Este número aumentou significativamente desde 2020, em grande parte devido ao uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial.

O plágio académico ocorre quando um estudante apresenta ideias, palavras ou dados de terceiros como seus, sem a devida atribuição. Inclui cópia direta, paráfrase inadequada, autoplágio e citação incorreta de fontes.

A prevenção de plágio académico para estudantes universitários deixou de ser uma opção — tornou-se uma necessidade de sobrevivência académica. Em Portugal, as consequências variam desde a reprovação imediata até à expulsão definitiva da instituição, com o registo a acompanhar o estudante para sempre.

Mas respira fundo. Este artigo não foi escrito para te assustar. Foi escrito para te salvar. Vou revelar-te os 5 erros mais comuns que destroem teses — alguns deles tão subtis que a maioria dos estudantes comete sem sequer perceber — e, mais importante ainda, vou mostrar-te exatamente como evitá-los.

Estudante preocupado a descobrir problemas de plágio no trabalho académico

Se estás a preparar a tua dissertação ou tese, este pode ser o artigo mais importante que vais ler este ano. Porque a diferença entre sucesso e fracasso académico pode estar num parágrafo mal reformulado ou numa citação esquecida.

Pronto para descobrir se estás a cometer algum destes erros? Vamos começar — e acredita, algumas destas revelações vão surpreender-te. Mas antes, se quiseres aprofundar as técnicas corretas de citação, tens aqui um recurso valioso.


O Panorama do Plágio nas Universidades Portuguesas

Quando entras numa universidade portuguesa em 2025, entras também num ecossistema de vigilância académica mais sofisticado do que alguma vez existiu. Não é paranoia — é a realidade.

Esquece aquela ideia antiquada de que plágio é apenas copiar e colar. As instituições portuguesas adotaram uma definição muito mais abrangente. O Regulamento de Avaliação da Universidade de Lisboa, por exemplo, considera plágio qualquer uma destas situações:

  • Cópia textual sem aspas e referência
  • Paráfrase inadequada que mantém a estrutura original
  • Tradução de textos estrangeiros sem atribuição
  • Autoplágio — sim, copiar de ti próprio
  • Uso de trabalhos comprados ou escritos por terceiros
  • Fabricação de dados ou fontes bibliográficas
  • Conteúdo gerado por IA apresentado como autoria própria

A maioria das universidades portuguesas utiliza o Turnitin ou o Compilatio, mas há uma novidade que muitos desconhecem: estas plataformas já não se limitam a comparar textos. Incorporam agora algoritmos de deteção de IA que identificam padrões típicos de conteúdo gerado por máquinas.

O funcionamento é relativamente simples: o teu trabalho é comparado com uma base de dados de milhares de milhões de documentos — incluindo artigos científicos, teses anteriores, websites, livros digitalizados e, cada vez mais, repositórios de conteúdo gerado por IA.

Quanto à percentagem de similaridade, quando deves preocupar-te? Esta é uma das perguntas mais frequentes e a resposta não é linear. Uma similaridade de 15% pode ser perfeitamente aceitável se corresponder a citações corretamente referenciadas. Por outro lado, 8% pode ser problemático se incluir parágrafos inteiros sem aspas.

A regra geral em universidades portuguesas:

  • 0-10%: Geralmente aceitável (depende da natureza)
  • 10-20%: Requer revisão cuidadosa
  • 20-30%: Potencialmente problemático
  • Acima de 30%: Quase certamente rejeitado

Mas atenção: estes valores são orientativos. O que realmente importa é onde está essa similaridade e se está devidamente referenciada.

Não vou suavizar isto: as consequências reais do plágio em universidades portuguesas podem destruir uma carreira antes sequer de começar. O Código de Conduta Académica da maioria das instituições prevê anulação do trabalho, suspensão temporária, expulsão definitiva em casos graves, registo permanente no processo do estudante e impossibilidade de candidatura a bolsas de mérito.


As Novas Ameaças: Como a IA Está a Mudar Tudo em 2025

Se pensavas que o ChatGPT ia facilitar a tua vida académica, tenho notícias agridoces. Sim, a inteligência artificial pode ser uma ferramenta extraordinária. Mas também se tornou a maior armadilha para estudantes desprevenidos.

Balança entre assistência de IA e autoria humana no trabalho académico

Imagina isto como uma faca de dois gumes particularmente afiada. Ferramentas de IA podem ajudar-te a organizar ideias, sugerir estruturas e corrigir erros gramaticais. Por outro lado, usar IA para escrever a tua tese é agora tão detetável quanto copiar de um colega — e igualmente punido.

Em 2024, a Universidade de Coimbra foi uma das primeiras em Portugal a implementar oficialmente detetores de IA em todos os trabalhos submetidos. Rapidamente, outras seguiram. Em 2025, praticamente todas as instituições de ensino superior portuguesas têm políticas específicas sobre uso de IA generativa.

Tendências de plágio académico em 2025: Aumento exponencial de uso de IA generativa por estudantes, softwares de deteção cada vez mais sofisticados, políticas universitárias significativamente mais rigorosas e foco crescente em integridade académica digital.

Aqui está algo que muitos estudantes não compreendem: mesmo que o ChatGPT gere um texto “original” que não existe em nenhum outro lugar, isso ainda pode constituir fraude académica. Porquê? Porque não és tu o autor — é uma máquina.

Pensa assim: se contratasses alguém para escrever a tua tese, seria fraude, certo? O facto de esse “alguém” ser um algoritmo não muda a essência do problema. O trabalho académico deve refletir a tua aprendizagem, o teu pensamento crítico, a tua capacidade de síntese.

A resposta institucional tem sido notavelmente rápida. Para além dos detetores de IA como o GPTZero e o Turnitin AI Detection, as universidades estão a implementar defesas orais obrigatórias, avaliações presenciais complementares, análise estilística comparativa e entrevistas sobre o processo de escrita.

Se quiseres aprender a usar ferramentas de IA eticamente na tua escrita académica, existem formas corretas de o fazer — mas requerem conhecimento e cuidado.


Os 5 Erros de Plágio Que Destroem Teses Universitárias

Chegámos ao coração deste artigo. Os próximos minutos podem literalmente salvar a tua tese — se prestares atenção. Cada um destes erros já destruiu carreiras académicas brilhantes. Não deixes que destrua a tua.

Erro #1: Parafrasear Sem Transformar Verdadeiramente o Texto

Pegas num parágrafo de um autor, trocas algumas palavras por sinónimos, mudas a ordem de uma ou duas frases, e achas que está feito. Spoiler: não está.

Os softwares de deteção são suficientemente inteligentes para reconhecer estruturas sintáticas preservadas. Mais importante ainda, os avaliadores humanos — muitos dos quais conhecem profundamente a literatura da área — identificam este tipo de “paráfrase preguiçosa” quase instantaneamente.

O Dr. Miguel Tamen, professor catedrático da Universidade de Lisboa, descreve este fenómeno de forma memorável: “Uma paráfrase mal feita é como um disfarce de carnaval — podes mudar a máscara, mas toda a gente sabe quem está por baixo.”

Solução prática: Utiliza a técnica de leitura-reflexão-escrita. Lê o texto original atentamente, fecha o documento, espera pelo menos 30 minutos, escreve a ideia com as tuas próprias palavras da forma como a explicarias a um amigo, compara com o original e, se a estrutura for semelhante, reformula novamente. Cita a fonte, mesmo assim.

Erro #2: Ignorar as Normas de Citação da Tua Universidade

Usas APA porque viste num tutorial do YouTube, mas a tua faculdade exige Norma Portuguesa ou Chicago. Ou pior: misturas estilos ao longo do trabalho como se fosse um buffet académico.

Uma citação no formato errado é, tecnicamente, uma citação inválida. E uma citação inválida significa que a ideia não está propriamente atribuída. Adivinha como isso se chama? Exatamente — plágio.

Solução prática: Antes de escrever uma única palavra, consulta o guia de estilo oficial da tua instituição. Cria um documento de referência rápida com exemplos, usa gestores de referências como Zotero ou Mendeley (mas sempre verifica o output) e dedica tempo específico apenas para revisão de formatação no final.

Software de deteção de plágio a analisar documento académico

Erro #3: Autoplágio — Reutilizar o Próprio Trabalho Anterior

Escreveste um excelente capítulo sobre metodologia no teu trabalho de licenciatura. Pensas: “Porque não reutilizá-lo na tese de mestrado? São minhas palavras!” Cuidado — este pensamento já arruinou muitos estudantes.

O autoplágio é considerado fraude académica na maioria das universidades portuguesas. Cada trabalho submetido deve ser original e criado especificamente para aquela avaliação. Reutilizar conteúdo sem declaração prévia viola este princípio fundamental.

Solução prática: Consulta o regulamento da tua instituição sobre autoplágio. Se quiseres reutilizar material, pede autorização formal ao orientador. Se autorizado, referencia claramente que o texto foi adaptado de trabalho anterior teu. Idealmente, reformula significativamente, expandindo e atualizando o conteúdo.

Erro #4: Confiar Cegamente em Ferramentas de IA Para Escrever

Pedes ao ChatGPT para “escrever uma revisão de literatura sobre X” e copias o resultado com pequenas modificações. Ou usas IA para “melhorar” tanto o teu texto que ele deixa de ser reconhecível como teu.

Em 2025, os detetores de IA são assustadoramente precisos. Mesmo que não fossem, a inconsistência estilística entre secções escritas por ti e secções “melhoradas” por IA é um sinal vermelho para qualquer avaliador experiente.

Solução prática: A IA deve ser assistente, não autora. Formas aceitáveis incluem pedir sugestões de estrutura, verificação gramatical, brainstorming de ideias e resumo de artigos longos para triagem. Formas não aceitáveis: gerar parágrafos inteiros, reescrever substancialmente o teu texto, criar argumentos ou fabricar citações.

Erro #5: Não Verificar o Trabalho Antes de Entregar

Terminas a tese, fazes uma revisão final de erros de digitação, e submetes. Nunca passaste o documento por um verificador de plágio. Cruzas os dedos e esperas pelo melhor.

Este é talvez o erro mais trágico porque é o mais evitável. Quantas vezes citaste algo e esqueceste as aspas? Quantos parágrafos reformulaste de forma inadequada sem perceber? Quantas vezes copiaste uma definição “só temporariamente” e esqueceste de reescrever?

Verificação bem-sucedida de integridade académica antes da submissão

Solução prática: Verifica sempre o teu trabalho antes da submissão oficial. É como fazer um exame médico de rotina — preferes descobrir problemas cedo, quando ainda são tratáveis. Plataformas como a tesify.pt permitem-te detetar similaridade, identificar potenciais problemas de citação, verificar padrões de conteúdo gerado por IA e receber sugestões de correção específicas.

Erro Risco Solução Rápida
Paráfrase pobre Alto Reescrever com voz própria após reflexão
Citação incorreta Médio-Alto Seguir guia institucional rigorosamente
Autoplágio Médio Declarar e pedir autorização prévia
Uso excessivo de IA Alto Usar como assistente, editar significativamente
Falta de verificação Crítico Usar tesify.pt antes de submeter

O Futuro da Integridade Académica: O Que Esperar

Se achas que as coisas já estão rigorosas agora, prepara-te. O que aí vem vai transformar completamente a forma como pensamos sobre integridade académica.

Políticas universitárias ainda mais rígidas: A tendência é clara. Várias universidades portuguesas já estão a desenvolver regulamentos específicos para o uso de IA em contexto académico, com definições mais precisas do que é permitido e proibido. Espera-se que até ao final de 2025, todas as instituições tenham políticas formalizadas.

Deteção híbrida IA + humana: Os sistemas do futuro não serão apenas algoritmos. A previsão é que as universidades adotem um modelo de verificação em duas fases: primeiro a máquina identifica potenciais problemas, depois um comité humano especializado avalia os casos sinalizados.

Formação obrigatória em integridade académica: Algumas instituições portuguesas já estão a implementar módulos obrigatórios sobre ética académica e prevenção de plágio. Esta tendência deverá tornar-se universal, com certificação necessária para submeter trabalhos finais.

A melhor estratégia é simples: desenvolve boas práticas antes que se tornem obrigações. Estudantes que já dominam técnicas de citação correta, reformulação genuína e uso ético de ferramentas tecnológicas estarão à frente quando as exigências aumentarem.

Isto significa investir tempo a aprender o teu estilo de citação a sério, praticar a escrita académica autêntica regularmente, usar ferramentas de verificação como hábito (não como emergência) e manter-te atualizado sobre as políticas institucionais da tua universidade.

A tua tese representa anos de trabalho, dedicação e sonhos. Não deixes que um erro evitável destrua tudo isso. Verifica, corrige, aprende — e entrega um trabalho do qual te possas orgulhar verdadeiramente.


3 responses to “Plágio na Universidade: 5 Erros Que Destroem Sua Tese”

  1. […] complicadas ou quer evitar que isso aconteça, recomendo também a leitura do nosso artigo sobre as consequências devastadoras para a sua tese quando estes erros não são detetados a […]

  2. […] erros são completamente evitáveis — desde que saibas onde estão as armadilhas. Estes são erros que já reprovaram teses inteiras, mas que tu podes […]

  3. […] Se queres entender melhor as consequências reais, recomendo que leias o nosso artigo sobre os 5 erros que destroem uma tese por plágio. […]

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