Estudante portuguesa a formular pergunta de investigação para tese de mestrado com template prático
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Pergunta de Investigação: 9 Segredos Provados 2026

Tesify Avatar

5 min de leitura

São 3h da manhã. O cursor pisca num documento em branco. O prazo de entrega aproxima-se como um comboio descontrolado — e tu ainda não consegues perceber o que raio é uma pergunta de investigação.

Já perdeste quantas horas a tentar formular algo que faça sentido?

Não estás sozinho. A maioria dos estudantes portugueses entra na licenciatura ou no mestrado sem ninguém lhes ter ensinado isto. Os orientadores assumem que sabes. Os manuais académicos falam em linguagem de extraterrestre. E o resultado? Bloqueio. Ansiedade. Trabalhos medianos que nem tu consegues defender com convicção.

Mas aqui está a boa notícia: formular a pergunta de investigação perfeita não é talento — é técnica. E essa técnica pode ser aprendida em menos tempo do que demoras a ver um episódio da tua série favorita.

Na minha experiência a ajudar centenas de estudantes portugueses com as suas teses, identifiquei exatamente 9 segredos que separam perguntas que impressionam orientadores de perguntas que voltam cheias de rabiscos vermelhos. Vou partilhá-los contigo — com exemplos reais adaptados ao contexto académico português de 2025.

📋 Resposta Rápida: Uma pergunta de investigação perfeita é específica, pesquisável e relevante. Deve começar com “Como”, “Porquê” ou “Qual a relação entre” e delimitar claramente o tema, população e contexto. Os objetivos (geral e específicos) derivam diretamente da pergunta, usando verbos no infinitivo. Este guia ensina-te a dominar esta arte em 9 passos práticos.

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O Que É uma Pergunta de Investigação (e Porquê Importa Tanto)

Antes de mergulharmos nos segredos, precisamos de clarificar uma coisa fundamental. Prometo que não vou usar linguagem de manual académico.

📖 Definição Clara:
Uma pergunta de investigação é a questão central que guia todo o teu trabalho académico. Define exatamente o que vais estudar, como vais estudar e porquê isso importa. Funciona como uma bússola: sem ela, perdes-te em círculos. Com ela, cada capítulo da tua tese tem propósito e direção.

Simples, certo? Mas aqui é onde a maioria dos estudantes tropeça.

Infográfico comparativo mostrando a diferença entre tema de pesquisa vago e pergunta de investigação específica, com elementos visuais de população, tempo e contexto claramente definidos
A diferença visual entre um tema vago e uma pergunta de investigação bem delimitada

Pergunta de Investigação vs. Tema de Pesquisa: A Confusão que Custa Meses

Imagina isto: vais ao supermercado comprar “comida”. Isso é um tema. Vago. Imenso. Podes passar horas a vaguear pelos corredores sem saber o que levar.

Agora imagina que vais comprar “ingredientes para uma carbonara para 4 pessoas”. Isso é uma pergunta de investigação — específica, direcionada, com um resultado claro em mente.

Elemento Tema Pergunta de Investigação
Amplitude Vasto e genérico Específico e delimitado
Função Área de interesse Guia metodológico
Exemplo “Redes sociais e adolescentes” “Como o uso do Instagram influencia a autoestima de adolescentes portugueses entre 14-18 anos?”

Vês a diferença? O tema é o território. A pergunta é o GPS que te leva ao destino.

Porque a Pergunta Define o Sucesso da Tua Tese

Aqui está a verdade que ninguém te conta: os orientadores avaliam primeiro a clareza da tua pergunta. Antes de lerem uma única linha da tua revisão de literatura.

Porquê? Porque uma boa pergunta de investigação gera uma metodologia óbvia. Se a pergunta é clara, o caminho para a resposta também é.

Uma má pergunta? Significa meses de retrabalho. Voltar atrás. Reformular. Reescrever capítulos inteiros. Segundo dados do Ministério da Educação português, cerca de 40% dos atrasos em defesas de tese estão relacionados com reformulações da pergunta de investigação.

Se ainda estás na fase de escolher e delimitar o teu tema, resolve isso primeiro. A pergunta vem depois — mas quando chegar, precisa de ser cirúrgica.

📌 Ponto-Chave: A pergunta de investigação é a fundação da tua tese — se for fraca, todo o edifício desmorona. Investe tempo aqui antes de avançar.

Os 9 Segredos da Pergunta de Investigação Perfeita

Depois de analisar centenas de teses bem-sucedidas (e outras tantas reprovadas), identifiquei os 9 elementos que separam perguntas medíocres de perguntas brilhantes.

Não são truques. São princípios testados que funcionam em qualquer área — de Psicologia a Engenharia, de Gestão a Educação.

Infográfico vertical mostrando os 9 elementos essenciais de uma pergunta de investigação perfeita: especificidade, pesquisabilidade, relevância, originalidade, formato interrogativo, viabilidade temporal, alinhamento metodológico, neutralidade e potencial de subperguntas
Os 9 segredos que transformam uma pergunta comum numa pergunta de investigação perfeita

1. Especificidade Cirúrgica

A regra de ouro: delimita população, tempo e contexto. Sem isto, tens um tema, não uma pergunta.

❌ Mau: “Como a tecnologia afeta a educação?”

✅ Bom: “Como o uso de tablets em sala de aula influencia a concentração de alunos do 5º ano em escolas públicas de Lisboa?”

A segunda pergunta diz-te exatamente quem estudar, onde e o quê. A primeira? Daria para 500 doutoramentos diferentes.

2. Pesquisabilidade Real

Pergunta crítica: podes realmente recolher dados para responder a isto?

Antes de te apaixonares por uma pergunta, verifica: tens acesso à população? Existe literatura suficiente? Consegues obter autorizações necessárias?

Uma pergunta linda que não podes investigar é apenas… uma pergunta bonita sem futuro.

3. Relevância Académica e Social

Porquê que alguém deveria importar-se com a tua investigação?

A tua pergunta precisa de se ligar a lacunas na literatura existente. Ou a problemas reais que afetam pessoas reais. Idealmente, ambos.

Dica: procura na tua revisão de literatura frases como “pouca investigação existe sobre…” ou “estudos futuros deveriam explorar…”. Essas são as tuas oportunidades de ouro.

4. Originalidade Suficiente

Boa notícia: não precisas de reinventar a roda.

Originalidade académica pode significar: um novo ângulo sobre um tema existente, uma nova população, um novo contexto geográfico, ou uma nova metodologia aplicada a um problema conhecido.

Estudar o impacto das redes sociais na autoestima não é original. Estudar esse impacto especificamente em estudantes de medicina portugueses durante o internato? Isso já é.

5. Formulação Interrogativa Clara

A tua pergunta precisa de começar com palavras interrogativas que abrem portas:

  • Como — para processos e mecanismos
  • Porquê — para causas e motivações
  • Qual — para identificação e caracterização
  • De que forma — para relações e influências

Evita a todo o custo: perguntas de sim/não. “Os videojogos afetam o comportamento?” pode ser respondida com uma palavra. Isso não é investigação — é um quiz.

6. Viabilidade Temporal

Consegues responder a esta pergunta no prazo que tens?

Uma tese de mestrado significa, na prática, 6-12 meses de pesquisa real. Uma licenciatura, menos. Um doutoramento, mais.

Ajusta a amplitude da tua pergunta ao tempo disponível. Ambição sem realismo é a receita para o desastre académico.

7. Alinhamento Metodológico

A forma como formulas a pergunta já sugere como a vais responder:

  • Perguntas “Como” ou “Porquê” → tendem para metodologia qualitativa (entrevistas, observação)
  • Perguntas “Qual a relação” ou “Em que medida” → tendem para metodologia quantitativa (questionários, estatística)

Se a tua pergunta não sugere naturalmente um método, provavelmente precisa de ser refinada.

8. Neutralidade Científica

A tua pergunta não pode conter a resposta embutida.

❌ Tendencioso: “Porque é que os videojogos são prejudiciais para os jovens?”

✅ Neutro: “Qual o impacto dos videojogos no desempenho académico de jovens portugueses?”

A primeira assume que são prejudiciais. A segunda investiga sem preconceitos. Adivinha qual passa no escrutínio do orientador?

9. Potencial de Subperguntas

Uma boa pergunta de investigação é como um rio principal — gera afluentes naturais.

Se consegues derivar 3-4 subperguntas da tua pergunta central, estás no caminho certo. Essas subperguntas vão tornar-se os teus objetivos específicos.

Se a tua pergunta é tão estreita que não gera nada mais, provavelmente é específica demais. Se gera 20 subperguntas, é ampla demais.

💡 “Uma pergunta de investigação perfeita não é apenas clara — é generativa. Deve abrir portas, não fechá-las.”

Segundo a investigadora Jane Agee, no seu estudo seminal sobre desenvolvimento de perguntas de investigação qualitativas, a formulação da pergunta é um “processo reflexivo” que evolui ao longo da investigação — mas o ponto de partida precisa de ser sólido.

Se queres aprofundar como passar do tema à pergunta em 7 passos, tenho um guia específico para isso.

📌 Ponto-Chave: Uma pergunta perfeita é específica, pesquisável, relevante, original, clara, viável, metodologicamente alinhada, neutra e geradora de subperguntas. Nove critérios. Zero desculpas.

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Como Alinhar Pergunta de Investigação com Objetivos da Tese

Aqui está o erro mais comum que vejo: estudantes criam a pergunta de investigação e os objetivos como elementos separados. Como se fossem primos distantes que se encontram no Natal.

Erro fatal.

Pergunta e objetivos são engrenagens do mesmo motor. Se não encaixam, o motor gripou antes de arrancar.

Diagrama hierárquico mostrando a relação entre pergunta de investigação principal no topo, objetivo geral no meio, e objetivos específicos na base, com setas indicando como cada elemento deriva do anterior
A estrutura que liga pergunta, objetivo geral e objetivos específicos numa tese

Objetivo Geral vs. Objetivos Específicos: A Explicação Que Ninguém Te Deu

Vou simplificar ao máximo:

  • Objetivo Geral: O que queres alcançar no final da investigação. É a resposta à tua pergunta principal, transformada em declaração de intenção.
  • Objetivos Específicos: Os passos concretos para lá chegar. São as respostas às tuas subperguntas.

Pensa assim: o objetivo geral é o destino (Lisboa). Os objetivos específicos são as etapas da viagem (sair de casa → apanhar o comboio → chegar à estação → caminhar até ao hotel).

Tabela de Correspondência: Da Pergunta ao Objetivo

Pergunta Objetivo Correspondente
Como o Instagram afeta a autoestima de adolescentes? Analisar a relação entre uso de Instagram e níveis de autoestima em adolescentes
Quais são os principais tipos de interação? Identificar os tipos de interação mais comuns no Instagram entre adolescentes
Qual a perceção dos jovens sobre o impacto? Explorar as perceções de adolescentes sobre o impacto do Instagram na sua autoestima

Repara no padrão? A pergunta interroga. O objetivo declara. Mas dizem essencialmente a mesma coisa.

A Regra de Ouro dos Verbos no Infinitivo

Todos os objetivos — geral e específicos — começam com verbos no infinitivo. Sem exceção.

Mas não qualquer verbo. Escolhe verbos que indicam ação mensurável:

  • Para descrever: Descrever, Caracterizar, Identificar, Mapear
  • Para analisar: Analisar, Comparar, Relacionar, Contrastar
  • Para explorar: Explorar, Investigar, Compreender, Examinar
  • Para medir: Avaliar, Mensurar, Quantificar, Determinar

Segundo o guia de metodologia do MAPA da Universidade Federal Fluminense, verbos vagos como “estudar” ou “verificar” devem ser evitados — são pouco específicos e dificultam a avaliação do cumprimento do objetivo.

Teste de Coerência em 30 Segundos

Usa este checklist rápido antes de submeter ao orientador:

  • ✅ O objetivo geral responde diretamente à pergunta principal?
  • ✅ Cada objetivo específico contribui claramente para o geral?
  • ✅ Todos usam verbos no infinitivo?
  • ✅ São mensuráveis ou verificáveis?
  • ✅ O número de objetivos específicos é adequado (3-5 para mestrado)?

Se respondeste “não” a qualquer um destes, tens trabalho a fazer. Mas é trabalho que vai poupar-te semanas de revisões futuras.

Para um aprofundamento sobre como definir objetivos e perguntas de investigação na tese, consulta o nosso guia dedicado.

📌 Ponto-Chave: A pergunta de investigação gera subperguntas → subperguntas geram objetivos específicos → objetivos específicos constroem o objetivo geral. É matemática académica — simples quando percebes a lógica.

Erros Fatais que Destroem a Tua Pergunta (e Como Evitá-los)

Já vi estudantes perderem meses de trabalho por erros que se corrigem em 5 minutos. Literalmente.

O problema? Ninguém lhes disse o que estava errado — até ser tarde demais.

Aqui estão os 5 erros mais comuns que vejo repetidamente, e a correção imediata para cada um.

Ilustração mostrando cinco cenários de erro comuns na formulação de perguntas de investigação: viés embutido, amplitude excessiva, dados inacessíveis, formato sim/não e confusão entre pergunta e objetivo
Os 5 erros fatais que destroem perguntas de investigação — e como identificá-los

Erro #1: A Pergunta É Uma Tese Disfarçada

❌ Mau: “Porque é que as escolas portuguesas falham na educação financeira?”

Problema: Esta pergunta assume que as escolas falham. Isso é uma conclusão, não um ponto de partida. Estás a partir com viés embutido.

✅ Correção: “Qual o estado atual da educação financeira nas escolas secundárias portuguesas?”

Primeiro investigas o estado atual. Depois, se os dados mostrarem falhas, discutes isso nas conclusões.

Erro #2: Amplitude Infinita

❌ Mau: “Como funciona a motivação humana?”

Problema: Este é um tema para 50 doutoramentos e uma carreira inteira de investigação. Nenhum orientador aprova isto.

✅ Correção: “Como a gamificação influencia a motivação de estudantes do ensino superior em disciplinas de estatística em Portugal?”

Específica. Delimitada. Pesquisável num período de mestrado.

Erro #3: Impossibilidade Metodológica

❌ Mau: “O que pensavam os portugueses sobre a educação em 1400?”

Problema: Não há dados disponíveis. Não existem registos suficientes. Não podes entrevistar pessoas do século XV.

✅ Correção: Antes de finalizar qualquer pergunta, verifica sempre: tenho acesso real aos dados que preciso?

Parece óbvio? Ficarias surpreendido com quantos estudantes só descobrem este problema depois de meses de trabalho.

Erro #4: Pergunta de Sim/Não

❌ Mau: “Os videojogos afetam o comportamento?”

Problema: A resposta é “sim” ou “não”. Uma palavra. E depois? Onde está a investigação?

✅ Correção: “De que forma os videojogos violentos influenciam o comportamento agressivo em adolescentes portugueses?”

Agora tens uma pergunta que exige análise, contexto e profundidade.

Erro #5: Confundir Pergunta com Objetivo

❌ Mau: “Compreender a influência das redes sociais na saúde mental”

Problema: Isto não é uma pergunta — é um objetivo disfarçado. Não tem ponto de interrogação. Não questiona nada.

✅ Correção: Transforma em interrogativa: “Qual a influência das redes sociais na saúde mental de jovens adultos portugueses?”

Segundo o Purdue Online Writing Lab, uma das referências mundiais em escrita académica, a pergunta de investigação deve ser “arguable” — deve permitir investigação genuína, não apenas confirmação do óbvio.

Se precisas de mais orientação sobre como formular a pergunta de pesquisa, temos um guia completo que cobre cada passo do processo.

📌 Ponto-Chave: Os 5 erros fatais são: viés embutido, amplitude excessiva, impossibilidade metodológica, formato sim/não e confusão pergunta/objetivo. Agora sabes evitá-los.

Template Prático: Da Ideia à Pergunta de Investigação em 15 Minutos

Chega de teoria. Aqui está o método exato que uso com os meus estudantes para transformar uma ideia vaga numa pergunta pronta para aprovação — em apenas 15 minutos.

Pega num papel (ou abre um documento) e segue estes 5 passos.

Passo 1: Define o Teu Território (2 minutos)

Escreve uma frase simples sobre o que te interessa investigar. Não penses demasiado — escreve o que te vem à cabeça.

Exemplo: “Quero estudar como as redes sociais afetam os jovens.”

Passo 2: Especifica a População (3 minutos)

Responde a estas perguntas:

  • Quem exatamente queres estudar?
  • Que idade têm?
  • Onde estão localizados?
  • Que característica específica têm?

Resultado: “Adolescentes portugueses entre 14-18 anos que frequentam escolas públicas do distrito de Lisboa.”

Passo 3: Delimita o Fenómeno (3 minutos)

O que exatamente queres investigar sobre esse grupo?

  • Que aspeto das redes sociais? (Instagram? TikTok? Tempo de uso? Tipo de conteúdo?)
  • Que efeito específico? (Autoestima? Ansiedade? Desempenho académico?)

Resultado: “O impacto do uso diário de Instagram na autoestima.”

Passo 4: Escolhe a Palavra Interrogativa (2 minutos)

Que tipo de resposta procuras?

  • Como → Processos e mecanismos
  • Qual → Identificação e caracterização
  • De que forma → Relações e influências
  • Em que medida → Quantificação

Passo 5: Junta Tudo (5 minutos)

Combina os elementos numa frase interrogativa clara:

Pergunta Final: “Como o uso diário de Instagram influencia a autoestima de adolescentes portugueses entre 14-18 anos em escolas públicas do distrito de Lisboa?”

Checklist de Validação Final

Antes de considerar a tua pergunta pronta, verifica:

  • ☐ É específica (população + contexto + fenómeno definidos)?
  • ☐ É pesquisável (tens acesso aos dados)?
  • ☐ É relevante (contribui para o conhecimento)?
  • ☐ É neutra (não contém a resposta)?
  • ☐ É viável (cabe no teu prazo)?
  • ☐ Gera subperguntas naturalmente?

Se marcaste todos os itens, parabéns — tens uma pergunta de investigação sólida.

📌 Ponto-Chave: O template dos 5 passos transforma ideias vagas em perguntas aprovadas: Território → População → Fenómeno → Palavra Interrogativa → Combinação Final. 15 minutos bem investidos.

Perguntas Frequentes

O que é uma pergunta de investigação?

Uma pergunta de investigação é a questão central que orienta todo o trabalho académico. Define o que vais estudar, como e porquê. Funciona como bússola: sem ela, a tese perde direção; com ela, cada capítulo tem propósito claro.

Qual a diferença entre pergunta de investigação e objetivo geral?

A pergunta de investigação questiona (formato interrogativo), enquanto o objetivo geral declara a intenção de responder a essa pergunta (formato declarativo com verbo no infinitivo). São duas faces da mesma moeda — a pergunta gera o objetivo.

Quantas perguntas de investigação deve ter uma tese de mestrado?

Uma tese de mestrado deve ter uma pergunta de investigação principal e 3-5 subperguntas que a desdobram. Mais do que isso dispersa o foco; menos pode indicar falta de profundidade ou amplitude excessiva da pergunta principal.

Como saber se a minha pergunta de investigação é boa?

Uma boa pergunta cumpre 9 critérios: é específica, pesquisável, relevante, original, clara, viável temporalmente, metodologicamente alinhada, neutra e geradora de subperguntas. Se falhar em qualquer um destes, precisa de refinamento.

Posso mudar a pergunta de investigação durante a tese?

Sim, é comum e aceite refinar a pergunta durante a investigação. Pequenos ajustes são normais à medida que aprofundas a revisão de literatura. Mudanças radicais, contudo, podem atrasar significativamente o trabalho e devem ser discutidas com o orientador.

Onde colocar a pergunta de investigação na tese?

A pergunta de investigação aparece tipicamente no final da introdução, após a contextualização do tema e antes da apresentação dos objetivos e estrutura do trabalho. Algumas universidades portuguesas pedem também uma secção dedicada no capítulo metodológico.

Próximos Passos: Da Pergunta à Tese Aprovada

Chegaste ao fim deste guia — mas o teu trabalho está apenas a começar.

Tens agora as ferramentas para formular uma pergunta de investigação que impressiona orientadores. Os 9 segredos. O template dos 5 passos. Os erros a evitar. A lógica de alinhamento com objetivos.

A questão é: vais aplicar isto hoje, ou vais guardar este artigo nos favoritos e esquecer-te dele?

Aqui está o meu desafio: nos próximos 30 minutos, aplica o template. Escreve a tua primeira versão da pergunta. Não precisa de ser perfeita — precisa de existir.

E se quiseres feedback especializado sobre a tua pergunta? Se quiseres ter a certeza de que está pronta antes de apresentar ao orientador?

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Boa sorte com a tua investigação. E lembra-te: a pergunta perfeita não nasce — constrói-se. Passo a passo. Palavra a palavra.

Agora vai lá criar a tua.


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