Em Que Universidades Portuguesas se Permite Usar IA na Tese? Mapa 2026
A questão de quais as universidades portuguesas que permitem usar IA na tese não tem uma resposta única — cada instituição tem a sua política, e essas políticas estão a evoluir rapidamente. Em 2026, a tendência dominante em Portugal é a permissão condicionada: o uso de IA é permitido mas exige declaração obrigatória na metodologia, supervisão do orientador e, em alguns casos, aprovação prévia por escrito.
Este artigo mapeia as políticas actuais das principais universidades portuguesas, explica o que cada uma permite e proíbe, e orienta-o sobre como usar ferramentas de IA de forma académicamente defensável em qualquer instituição. As informações foram recolhidas das páginas institucionais e regulamentos publicados pelas próprias universidades entre 2024 e 2026.
Qual é o panorama geral das políticas de IA nas universidades portuguesas?
Em 2026, as universidades portuguesas dividem-se em três grupos em relação ao uso de IA nas teses e dissertações:
- Grupo 1 — Política formalizada com permissão condicionada: Universidade de Lisboa, Universidade do Porto, Universidade Nova de Lisboa, ISCTE. Estas instituições publicaram regulamentos ou directrizes escritas que permitem o uso de IA com declaração obrigatória.
- Grupo 2 — Política informal baseada no orientador: Universidade de Coimbra, Universidade do Minho, Universidade de Aveiro, e a maioria dos institutos politécnicos. O uso de IA é gerido caso a caso pelo orientador, sem directrizes institucionais formalizadas.
- Grupo 3 — Políticas restritivas ou proibição formal: Algumas faculdades individuais (particularmente Direito e algumas faculdades de Humanidades) adoptaram posições mais restritivas, proibindo a geração de conteúdo com IA independentemente de declaração.
A tendência geral é convergir para o Grupo 1 — permissão condicionada com transparência — à medida que as ferramentas se tornam inevitáveis e os regulamentos universitários se actualizam.
Qual é a política da Universidade de Lisboa sobre IA nas teses?
A Universidade de Lisboa (ULisboa) publicou em 2025 um documento de orientação para o uso de IA no ensino superior que se aplica a todas as suas faculdades e escolas. Os pontos principais são:
- Declaração obrigatória: qualquer uso de ferramentas de IA na preparação da tese deve ser declarado na secção de metodologia ou numa nota de rodapé específica.
- Uso permitido: revisão gramatical, pesquisa bibliográfica assistida, formatação de referências, tradução de textos para consulta, geração de primeiro rascunho com reescrita substantiva pelo estudante.
- Uso condicionado à aprovação do orientador: geração de texto para secções completas da tese.
- Uso proibido: geração de dados de investigação, geração de análises quantitativas ou qualitativas não supervisionadas pelo estudante, substituição da voz e argumento pessoal do investigador.
Faculdades como a Faculdade de Medicina da ULisboa publicaram directrizes ainda mais específicas, proibindo o uso de IA para redigir casos clínicos ou relatórios de internato.
Qual é a política da Universidade do Porto?
A Universidade do Porto (U.Porto) adoptou em 2024 uma abordagem baseada na transparência académica. A política baseia-se em três pilares:
- Transparência: todo o uso de ferramentas de IA deve ser documentado e justificado na tese.
- Responsabilidade: o estudante é responsável pela exactidão de todo o conteúdo gerado por IA que inclua na tese, incluindo referências e dados.
- Originalidade intelectual: a análise, as conclusões e a argumentação devem ser genuinamente do estudante.
A U.Porto adoptou também o Turnitin com o módulo de detecção de IA activado para todas as dissertações de mestrado e teses de doutoramento, com revisão manual obrigatória de qualquer trabalho com pontuação acima de 20% de conteúdo IA.
Qual é a política da Universidade Nova de Lisboa?
A Nova de Lisboa tem uma das políticas mais progressistas entre as universidades portuguesas. As suas directrizes de 2025 reconhecem explicitamente que as ferramentas de IA são “parte do ambiente de trabalho académico contemporâneo” e adoptam uma abordagem de literacia em IA:
- Estudantes são encorajados a desenvolver competências de uso crítico de IA.
- O uso de IA é permitido em todas as fases da tese, desde que declarado e supervisionado.
- A NOVA SBE (School of Business and Economics) vai mais longe e inclui módulos sobre uso responsável de IA nos seus programas de mestrado.
- A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas mantém uma posição mais cautelosa, exigindo que o uso de IA para geração de conteúdo seja aprovado pelo orientador antes de ser implementado.
E as outras universidades portuguesas — Coimbra, Minho, Aveiro, ISCTE?
Universidade de Coimbra: Não publicou directrizes institucionais formais até 2026. A política é gerida ao nível das faculdades e dos orientadores individuais. O uso de IA é geralmente aceite com declaração, mas a prática varia significativamente entre departamentos. A Faculdade de Direito de Coimbra é conhecida por ser mais restritiva.
Universidade do Minho: Publicou em 2025 uma declaração de princípios sobre IA no ensino superior que promove o uso responsável mas não estabelece regras formais. Os programas de mestrado têm autonomia para definir as suas próprias regras.
Universidade de Aveiro: A UA adoptou uma posição de “neutralidade activa” — não proíbe nem encoraja formalmente o uso de IA. Os regulamentos dos ciclos de estudo aplicam-se, e o orientador tem autoridade máxima sobre o que é aceitável na tese específica.
ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa: O ISCTE publicou em 2024 um guia de boas práticas para o uso de IA que se alinha com a posição da Universidade de Lisboa — permissão com declaração. O ISCTE usa Turnitin com o módulo IA activado desde 2025.
Para o contexto equivalente em Espanha, o artigo sobre o mapa de políticas em universidades espanholas é um recurso útil de comparação.
O que é geralmente permitido e proibido em todas as universidades?
Apesar da variação entre instituições, existe um consenso emergente sobre o que é aceitável e o que não é:
| Geralmente permitido | Geralmente proibido ou muito restrito |
|---|---|
| Revisão gramatical e ortográfica (LanguageTool, Grammarly) | Geração de dados de investigação primária |
| Pesquisa e triagem bibliográfica assistida por IA | Substituição da argumentação e análise do estudante |
| Formatação de referências e citações | Geração de conteúdo sem declaração e sem reescrita |
| Tradução de artigos para consulta (não para citação) | Geração de conclusões ou análises sem supervisão |
| Geração de primeiro rascunho com reescrita substancial | Apresentar texto de IA como 100% da autoria do estudante |
| Resumos de artigos para triagem (não para citação directa) | Geração de secções metodológicas em trabalhos experimentais |
Como declarar o uso de IA na metodologia da tese?
A forma mais aceite de declarar o uso de IA na metodologia da tese é uma nota explícita na secção metodológica. Um exemplo de declaração adequada:
“Na preparação desta dissertação foram utilizadas ferramentas de inteligência artificial para as seguintes finalidades: [lista específica]. Todo o conteúdo substantivo, a análise de dados, a argumentação e as conclusões são da autoria da investigadora. As ferramentas de IA foram utilizadas para [revisão gramatical / pesquisa bibliográfica / geração de rascunhos sujeitos a revisão profunda], conforme previamente comunicado à orientadora [nome].”
Recomenda-se também indicar as ferramentas específicas usadas (ChatGPT-4o, Claude 3.5, Tesify, etc.) e as datas aproximadas de uso. Esta transparência é hoje considerada boa prática científica pela maioria dos regulamentos universitários portugueses.
Se precisar de suporte para estruturar a sua tese de forma ética e bem documentada, o Tesify guia-o em cada secção com transparência total sobre o papel da IA no processo.
Quais as consequências do uso não declarado de IA numa universidade portuguesa?
As consequências do uso não declarado de IA numa universidade portuguesa enquadram-se nas regras gerais de integridade académica. As sanções típicas incluem:
- Reprovação da tese: a consequência mais imediata e comum; o estudante tem geralmente o direito a reapresentar.
- Obrigação de reescrita: em casos menos graves, o júri pode exigir uma reescrita das secções problemáticas.
- Processo disciplinar: em casos de fraude académica confirmada, pode ser aberto processo disciplinar ao abrigo do Regime Disciplinar dos Estudantes do Ensino Superior.
- Anulação do grau: nos casos mais graves (especialmente se o grau já tiver sido conferido), as universidades têm poder legal para anular graus académicos obtidos fraudulentamente — um processo raro mas documentado.
A tendência actual é para medidas pedagógicas em primeira instância (reescrita, nova defesa) em detrimento de medidas punitivas imediatas, especialmente quando o estudante demonstra arrependimento e compreensão do conteúdo.
Para uma comparação com as abordagens de deteção técnica usadas nestas universidades, leia o artigo sobre como as universidades detectam IA nas teses.
Como se comparam as políticas portuguesas com as brasileiras?
As políticas portuguesas são, em geral, mais uniformes e formalizadas do que as brasileiras em 2026. Em Portugal, as universidades públicas mais importantes publicaram directrizes escritas; no Brasil, a ausência de directrizes nacionais do MEC cria um patchwork de políticas muito heterogéneas.
Pontos de convergência: ambos os países caminham para a permissão com declaração como norma. Pontos de divergência: em Portugal, a exigência de declaração de uso é mais universal; no Brasil, algumas das maiores universidades (como a USP) já têm políticas claras mas muitas instituições ainda não as publicaram formalmente.
Se está a fazer um TCC no Brasil e quer comparar o que é permitido na sua instituição específica, o artigo sobre melhor IA para o TCC no Brasil inclui uma secção sobre políticas por tipo de instituição.
Quer também explorar as melhores ferramentas de IA para estudantes que funcionam dentro dos limites das políticas de todas estas universidades.
Perguntas Frequentes sobre IA nas Universidades Portuguesas
Posso usar o ChatGPT para escrever a minha tese de mestrado em Portugal?
Depende da sua universidade e orientador. Na maioria das universidades portuguesas principais em 2026, pode usar o ChatGPT com declaração obrigatória e supervisão do orientador. O que não é permitido em nenhuma instituição é apresentar texto gerado por IA como inteiramente da sua autoria sem qualquer declaração.
A Universidade de Lisboa proíbe o uso de IA nas teses?
Não. A Universidade de Lisboa permite o uso de IA com declaração obrigatória na metodologia e supervisão do orientador. Proíbe especificamente a geração de dados de investigação e a substituição da argumentação pessoal do estudante. A política varia também por faculdade.
O que acontece se usar IA na tese sem declarar?
As consequências variam por instituição mas incluem reprovação da tese, obrigação de reescrita e, em casos graves, processo disciplinar. A tendência actual nas universidades portuguesas é para medidas pedagógicas em primeira instância, especialmente quando o estudante demonstra compreensão do conteúdo na defesa oral.
Tenho de pedir autorização ao meu orientador para usar IA?
Em muitas universidades portuguesas, sim — especialmente para o uso de IA na geração de conteúdo substantivo. A boa prática é discutir o uso de ferramentas de IA com o orientador logo no início do processo, acordar o que é aceitável e documentar esse acordo. Para revisão gramatical e pesquisa bibliográfica, a autorização prévia geralmente não é necessária.
As universidades politécnicas portuguesas têm as mesmas regras?
Em geral não têm políticas tão formalizadas quanto as universidades de investigação. Os institutos politécnicos tendem a ter políticas definidas ao nível de cada escola ou mesmo de cada orientador. Recomenda-se consultar explicitamente as regras do seu programa específico antes de usar IA na sua tese ou projecto final de curso.
Posso usar IA para fazer a revisão de literatura da minha tese?
Sim, com declaração. Usar IA para identificar artigos relevantes, gerar resumos para triagem e organizar a bibliografia é geralmente aceite. O que exige mais cuidado é usar IA para escrever a secção de revisão de literatura propriamente dita — o estudante deve ler as fontes primárias e produzir a síntese com as suas próprias palavras e análise crítica.
Qual é a diferença entre usar IA para a tese em Portugal e no Brasil?
As políticas portuguesas são em geral mais uniformes e formalizadas. A maioria das universidades públicas portuguesas publicou directrizes escritas. No Brasil, o MEC não publicou normas nacionais, deixando cada instituição decidir — o que cria grande variação entre USP, UNICAMP e as centenas de universidades privadas do país.
Como escrever a declaração de uso de IA na metodologia da tese?
A declaração deve especificar: quais ferramentas de IA foram usadas, para que finalidade específica, em que secções da tese, e confirmar que a análise, argumentação e conclusões são genuinamente do estudante. Deve também mencionar que o uso foi comunicado e aprovado pelo orientador. Muitas universidades já publicaram modelos de declaração nos seus regulamentos de dissertação.
O Tesify é aceite pelas universidades portuguesas?
O Tesify é uma plataforma de apoio académico que orienta o estudante no processo de escrita — não escreve a tese em lugar do estudante. O seu uso deve ser declarado como qualquer outra ferramenta de IA, mas o facto de o Tesify promover a escrita guiada e a argumentação própria do estudante torna-o compatível com as políticas das universidades portuguesas que permitem uso declarado de IA.
As regras sobre IA nas teses vão mudar em 2026-2027?
Muito provavelmente sim. A tendência é para políticas mais detalhadas e uniformes, com a Associação Europeia de Universidades (EUA) a desenvolver directrizes comuns que influenciarão as políticas nacionais. Em Portugal, é provável que o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) adopte directrizes comuns nos próximos dois anos.
Use IA na Sua Tese com Toda a Segurança Académica
O Tesify foi desenvolvido com as políticas das universidades portuguesas e brasileiras em mente. A plataforma guia-o em cada secção da tese, garante que a argumentação é genuinamente sua e produz automaticamente a declaração de uso de IA para a sua metodologia.
Consulte também o guia completo sobre melhor IA para trabalhos académicos e o nosso recurso sobre detectores de plágio gratuitos para uma protecção completa antes da submissão.
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