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IA no Ensino Superior 2026: Estatísticas Oficiais Portugal e Brasil

IA no Ensino Superior 2026: Estatísticas Oficiais Portugal e Brasil

Resposta Rápida: Em 2026, 53% dos estudantes universitários portugueses e 71% dos brasileiros utilizam regularmente ferramentas de IA nos estudos. Portugal lançou a plataforma IAedu (FCT, 2025) para democratizar o acesso. No Brasil, apenas 35% das IES federais tinham políticas formais de uso de IA em 2024. A adoção cresce mais depressa do que as regulamentações institucionais.

A inteligência artificial no ensino superior deixou de ser uma novidade para se tornar uma realidade quotidiana. Seja para pesquisar bibliografia, redigir rascunhos ou verificar plágio, os estudantes universitários em Portugal e no Brasil integram ferramentas de IA no seu fluxo de trabalho académico de forma crescente. Mas o que dizem os dados oficiais sobre esta adoção em 2026?

Este artigo reúne as estatísticas mais recentes provenientes de fontes oficiais — FCT, DGEEC, INEP e ABMES — e de estudos académicos publicados, para oferecer um retrato fiel do fenómeno. Os dados revelam tanto o entusiasmo dos estudantes como as preocupantes lacunas nas políticas institucionais.

Adoção de IA em Portugal: dados DGEEC e FCT

Portugal tem investido ativamente na democratização do acesso à IA no ensino superior. Em maio de 2025, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) lançou a plataforma IAedu, concebida para fornecer acesso a modelos de linguagem de grande escala a toda a comunidade académica portuguesa. Esta iniciativa posiciona Portugal como um dos primeiros países europeus com uma plataforma nacional de IA para o ensino superior.

Adoção de IA entre estudantes universitários em Portugal (2024–2026)
Indicador Valor Fonte
Estudantes que utilizam IA nos estudos 53% Universidade Lusófona, 2024
Ferramenta de IA mais usada ChatGPT (87,5% dos utilizadores de IA) Estudo Lusófona, 2024
Uso para investigação académica 64% Estudo Lusófona, 2024
Uso para automatização de tarefas 42,8% Estudo Lusófona, 2024
Uso para brainstorming 40,7% Estudo Lusófona, 2024
Portugueses que usam IA no dia a dia (geral) 94,8% SAPO/Marktest, 2025
Plataforma nacional de IA lançada IAedu (FCT, maio 2025) FCT, 2025

O dado mais revelador é o contraste entre a adopção geral (94,8% da população usa IA no quotidiano) e o uso específico no ensino superior (53%). Este gap sugere que muitos estudantes usam IA na vida pessoal mas hesitam em integrá-la formalmente nos trabalhos académicos — provavelmente por receio de sanções por plágio ou por falta de orientação institucional.

A plataforma IAedu representa uma mudança de paradigma: em vez de proibir, Portugal está a investir em acesso controlado e pedagogicamente enquadrado à IA académica. Para dados completos sobre o uso de IA na escrita académica, consulte o artigo estatísticas de uso de IA na escrita académica em Portugal.

Adoção de IA no Brasil: dados INEP e ABMES

No Brasil, a adopção é ainda mais expressiva. A pesquisa Inteligência Artificial na Educação Superior, realizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (ABMES) em parceria com a Educa Insights (agosto de 2024), traça um retrato detalhado.

Adoção de IA entre estudantes universitários no Brasil (2024–2026)
Indicador Valor Fonte
Estudantes que usam IA regularmente nos estudos 71% ABMES/Educa Insights, 2024
Uso diário de IA nos estudos 29% ABMES/Educa Insights, 2024
Uso semanal de IA nos estudos 42% ABMES/Educa Insights, 2024
Conhecem ferramentas de IA como ChatGPT/Gemini 80% ABMES/Educa Insights, 2024
Estudantes que usaram IA no TCC/trabalho final 41% Tesify Research, 2024
IES brasileiras com mais de 10 milhões de matrículas 10,2 milhões INEP Censo Superior, 2024
IES federais com políticas formais de IA 35% MEC/ANDIFES, 2024

O Censo da Educação Superior 2024 do INEP confirma que o Brasil tem atualmente mais de 10 milhões de estudantes matriculados no ensino superior, com 50,7% em modalidade a distância (EaD). Este crescimento do EaD acelera a adopção de ferramentas digitais, incluindo IA, já que os estudantes remotos dependem mais de recursos tecnológicos para apoio académico.

Para dados comparativos sobre a melhor IA para trabalhos académicos, veja melhor IA para trabalhos académicos 2026.

Ferramentas de IA mais usadas por estudantes

O mercado de ferramentas de IA académica expandiu-se significativamente entre 2023 e 2026. Os dados mostram uma clara dominância do ChatGPT, mas com uma diversificação crescente.

Ferramentas de IA mais usadas por estudantes universitários (PT e BR, 2025–2026)
Ferramenta Quota de Uso (PT) Quota de Uso (BR) Principal caso de uso
ChatGPT (OpenAI) 87,5% ~74% Redação, pesquisa, resumo
Google Gemini ~38% ~41% Pesquisa integrada, resumo
Copilot (Microsoft) ~22% ~18% Escrita, Office 365
Tesify ~11% ~9% Tese/TCC, citações, plágio
Perplexity AI ~15% ~13% Pesquisa com fontes
DeepSeek ~8% ~16% Redação, raciocínio

A vantagem das ferramentas especializadas como o Tesify face ao ChatGPT reside na integração de funcionalidades académicas específicas: verificação de plágio, geração automática de referências em normas APA/ABNT e validação de estrutura de tese. Contudo, o ChatGPT mantém uma quota dominante devido ao seu carácter generalista e à familiaridade dos utilizadores.

Políticas institucionais: regulamentação e lacunas

Um dos problemas mais documentados em 2024–2026 é a disparidade entre a adopção de IA pelos estudantes e a ausência de orientações claras das instituições.

Estado das políticas institucionais sobre IA (Portugal e Brasil, 2024–2026)
Indicador Portugal Brasil
IES com política formal de uso de IA ~28% (estimativa CCISP, 2025) 35% das IES federais (MEC/ANDIFES, 2024)
IES com plataforma nacional de IA Sim (IAedu, FCT 2025) Não (iniciativas dispersas por IES)
Documentos com diretrizes de uso ético de IA Despacho DGES 2024 Resolução CNE/CP 01/2024
IES com deteção automática de IA em trabalhos ~41% das universidades públicas ~29% das IES federais

A investigação da FAPESP sobre políticas de IA nas universidades brasileiras (2024) revela que apenas sete em cada 150 IES tinham diretrizes formais no início de 2024. Este número cresceu ao longo do ano, mas continua muito aquém da adopção verificada entre os estudantes.

Impacto no desempenho e na escrita académica

Os dados disponíveis sobre o impacto da IA no desempenho académico são ainda preliminares, mas os primeiros estudos apontam tendências relevantes:

  • Melhoria de notas: Estudantes que usam IA de forma estruturada (com enquadramento pedagógico) reportam melhorias médias de 12–18% nas notas de trabalhos escritos (estudo Universidade do Porto, 2024).
  • Tempo de redação: A IA reduz em 34% o tempo médio de redação de trabalhos académicos, segundo dados de utilizadores de ferramentas especializadas.
  • Plágio detectado por IA: A detecção de plágio gerado por IA cresceu 340% entre 2022 e 2024 (Turnitin Global Report 2024).
  • Integridade académica: 46% dos estudantes portugueses afirma não saber claramente o que é permitido usar de IA nos trabalhos (inquérito ISPUP, 2024).

Para saber mais sobre o tema do plágio e detecção por IA, consulte o nosso artigo sobre plágio nas universidades portuguesas: dados 2026.

Comparação Portugal vs Brasil: tabela síntese

Portugal vs Brasil: IA no Ensino Superior 2026 — comparação síntese
Dimensão Portugal Brasil
Taxa de adopção de IA por estudantes 53% 71%
Uso diário de IA académica ~18% 29%
Plataforma nacional de IA para ensino superior Sim (IAedu/FCT) Não
IES com política formal de IA ~28% ~35% (IES federais)
Ferramenta dominante ChatGPT (87,5%) ChatGPT (~74%)
Estudantes que usaram IA no trabalho final ~36% 41%
Enquadramento ético publicado Despacho DGES 2024 Resolução CNE/CP 01/2024

Tendências para 2026 e além

Com base nos dados recolhidos e nos relatórios de prospectiva educacional, é possível identificar cinco tendências principais para a IA no ensino superior em 2026:

  1. Regulamentação acelerada: Espera-se que mais de 60% das universidades portuguesas e 50% das IES federais brasileiras tenham políticas formais de IA até ao final de 2026.
  2. Integração curricular: A UNESCO recomenda que a literacia em IA seja integrada nos currículos do ensino superior até 2027.
  3. Ferramentas especializadas vs generalistas: A procura por ferramentas académicas especializadas (como o Tesify) cresce mais depressa do que o uso de LLMs generalistas, à medida que as IES valorizam funcionalidades de verificação de integridade.
  4. Detecção de IA obrigatória: Plataformas como o Turnitin e o GPTZero estão a ser adoptadas em mais de 200 IES ibéricas. A verificação automática de conteúdo gerado por IA será norma em 2026.
  5. IA como instrumento pedagógico formal: A FCT e o MEC brasileiro estão a financiar programas-piloto de uso pedagógico assistido de IA em cursos de mestrado e doutoramento.

Consulte também os dados espanhóis sobre o mesmo fenómeno no artigo IA em universidades espanholas: estatísticas 2026 e o comparativo ibérico em é plágio usar IA para a tese? marco legal espanhol.

Perguntas Frequentes

Quantos estudantes portugueses usam IA nos estudos em 2026?

Segundo um estudo da Universidade Lusófona (2024), 53% dos estudantes universitários portugueses recorrem a ferramentas de IA nos seus estudos. O ChatGPT é a ferramenta mais utilizada, com 87,5% dos utilizadores de IA a recorrerem a ela.

O que é a plataforma IAedu da FCT?

A IAedu é uma plataforma digital lançada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) em maio de 2025, com o objetivo de democratizar o acesso a modelos de linguagem de grande escala (LLMs) para toda a comunidade académica e de investigação portuguesa. Integra modelos de referência e é gratuita para estudantes de IES portuguesas.

Qual a percentagem de estudantes brasileiros que usam IA nos estudos?

De acordo com a pesquisa ABMES/Educa Insights de agosto de 2024, 71% dos estudantes universitários brasileiros utilizam ferramentas de IA regularmente nos estudos — 29% diariamente e 42% semanalmente.

Quantas universidades têm políticas formais de uso de IA em Portugal?

Estima-se que cerca de 28% das IES portuguesas tinham políticas formais de uso de IA em 2025, segundo estimativas do CCISP. Portugal publicou um enquadramento nacional através de Despacho da DGES em 2024, mas a implementação institucional ainda é fragmentada.

É permitido usar IA na tese de mestrado em Portugal?

Não existe uma proibição uniforme. A maioria das universidades portuguesas exige declaração de uso de IA e avalia o trabalho pela qualidade intelectual do estudante. O Despacho DGES 2024 recomenda transparência no uso e proíbe a submissão de trabalhos gerados integralmente por IA sem supervisão e validação do autor.

Que ferramentas de IA são mais usadas nos trabalhos académicos?

O ChatGPT é dominante em Portugal (87,5%) e no Brasil (~74%). Seguem-se o Google Gemini, o Microsoft Copilot e ferramentas especializadas como o Tesify — que combina redação académica, verificação de plágio e geração de referências APA/ABNT numa só plataforma.

Como a detecção de plágio por IA evoluiu?

A detecção de plágio gerado por IA cresceu 340% entre 2022 e 2024, segundo o Turnitin Global Report 2024. Ferramentas como o GPTZero, o Originality.AI e o detector de plágio integrado no Turnitin já identificam padrões típicos de texto gerado por LLMs com taxas de acerto superiores a 85%.

A IA melhora as notas dos estudantes?

Estudos preliminares da Universidade do Porto (2024) indicam que o uso estruturado de IA — com orientação pedagógica — está associado a melhorias médias de 12 a 18% nas notas de trabalhos escritos. O efeito positivo é maior quando a IA é usada para revisão e estruturação do que para geração automática de texto.

Quais são as principais fontes de dados sobre IA no ensino superior?

Para Portugal: DGEEC (dgeec.medu.pt), FCT (fct.pt/iaedu), CCISP e publicações da Universidade Lusófona. Para o Brasil: INEP (Censo da Educação Superior), ABMES, Capes e relatórios da FAPESP. Internacionalmente: Turnitin Global Report, UNESCO e OCDE Education at a Glance.

Qual é a diferença entre IAedu (Portugal) e as iniciativas brasileiras de IA para o ensino superior?

A IAedu é uma plataforma nacional centralizada, financiada pelo Estado português através da FCT, com acesso garantido a todas as IES. No Brasil, as iniciativas são descentralizadas: cada universidade define a sua política e as ferramentas que utiliza. O Brasil ainda não dispõe de uma plataforma nacional equivalente, embora o MEC tenha anunciado iniciativas para 2026.

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