Era quinta-feira à noite quando Sofia percebeu. Faltavam três dias para a submissão final da sua tese de doutoramento em História Contemporânea pela Universidade de Coimbra. Tinha passado quatro anos a investigar, analisar documentos, fazer entrevistas. O conteúdo estava impecável. Mas quando abriu o documento para uma última verificação, o coração gelou: as margens estavam inconsistentes, a numeração das páginas completamente errada, e o PDF gerado não era do formato exigido pela UC.
Três dias para corrigir anos de trabalho — ou arriscar uma reprovação técnica.
Esta história repete-se todos os anos em Coimbra. Não é raro ver estudantes brilhantes, com investigações excecionais, presos numa teia burocrática de formatação. O impacto? Atrasos na conclusão do curso, retrabalho exaustivo, stress adicional numa fase já de si crítica. E o mais frustrante: a maioria destes problemas poderia ter sido evitada com um guia claro e ferramentas adequadas.

Este artigo é exatamente isso: um guia completo, passo a passo, para garantir que a formatação de tese segundo normas da Universidade de Coimbra seja a última das suas preocupações. Vamos desvendar cada requisito técnico, partilhar as armadilhas mais comuns e mostrar como ferramentas modernas — incluindo plataformas como o Tesify — podem transformar semanas de trabalho manual em algumas horas de automação inteligente.
Prepare-se para descobrir que formatar a sua tese não precisa ser um pesadelo. Pode até ser surpreendentemente simples.
O Que São as Normas de Formatação da Universidade de Coimbra
A Universidade de Coimbra, com mais de sete séculos de história académica, desenvolveu ao longo do tempo um conjunto rigoroso de normas para a apresentação de trabalhos científicos. Estas diretrizes não surgiram por acaso: refletem a evolução da comunicação académica e a necessidade de preservar o conhecimento produzido na instituição de forma consistente e acessível.
As normas oficiais da UC definem uma estrutura clara que toda a tese deve seguir: páginas preliminares (capa, resumos, índices), corpo do texto (introdução, desenvolvimento, conclusão) e elementos pós-textuais (referências, anexos, apêndices). Cada secção tem requisitos específicos de formatação, desde o tipo de letra até ao espaçamento entre linhas.

Mas atenção: existe uma diferença crucial entre as normas gerais da universidade e os requisitos específicos de cada faculdade ou departamento. A Faculdade de Letras pode ter exigências distintas da Faculdade de Medicina, especialmente no que toca ao sistema de citações e à estrutura de capítulos. Por isso, antes de começar, confirme sempre junto do seu orientador ou secretaria académica qual a versão exata das normas que deve seguir.
Um aspeto fundamental que muitos estudantes desconhecem: desde 2020, a UC exige que todas as teses depositadas no repositório institucional estejam em formato PDF/A (normalmente PDF/A-1b ou PDF/A-2b). Este formato, desenvolvido para preservação digital de longo prazo, garante que o seu trabalho permanecerá legível e acessível durante décadas, independentemente de mudanças tecnológicas. Além disso, os metadados — informações sobre título, autor, palavras-chave e resumo incorporadas no próprio ficheiro — são obrigatórios e facilitam a descoberta do seu trabalho por outros investigadores.
Para uma análise detalhada das normas específicas aplicáveis em 2025, recomendo a leitura do nosso artigo complementar sobre formatação de teses segundo normas da Universidade de Coimbra 2025, onde exploramos atualizações recentes e interpretações práticas dos regulamentos.
Tendências em Formatação Académica: O Que Mudou em 2025
A paisagem da formatação académica está a transformar-se rapidamente, e a UC não ficou para trás. Uma das mudanças mais significativas em 2025 é a digitalização completa do processo de submissão. Várias faculdades já não exigem cópias impressas como obrigatórias, embora algumas ainda permitam versões encadernadas para arquivo pessoal ou da biblioteca departamental.
Esta transição digital trouxe consigo uma adoção massiva dos formatos PDF/A-1b e PDF/A-2b. Segundo dados do repositório institucional da UC, cerca de 87% das teses submetidas no último ano letivo já utilizavam estes formatos, contra apenas 34% em 2020. A razão é simples: PDF/A garante que gráficos, tabelas e fórmulas matemáticas mantenham a sua integridade visual independentemente do software utilizado para visualização.
Mas talvez a mudança mais fascinante seja o crescimento exponencial da automação com inteligência artificial. Estudantes estão cada vez mais a utilizar ferramentas que normalizam automaticamente bibliografias, verificam a consistência de citações e até identificam erros de formatação antes da submissão. Um inquérito informal realizado junto de 200 doutorandos da UC revelou que 63% já utilizam algum tipo de ferramenta automatizada para gestão de referências e formatação.
Comparando com outras instituições lusófonas de referência, a Universidade de Coimbra posiciona-se num nível intermédio de modernização. A USP (Universidade de São Paulo) já oferece templates interativos oficiais que se autoajustam conforme o utilizador escreve, enquanto a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) ainda depende mais fortemente de manuais em PDF estáticos. A UC, por seu lado, está a caminhar para uma solução híbrida: mantém documentos orientadores detalhados mas incentiva o uso de ferramentas digitais validadas.
Para quem deseja aprofundar as diferenças entre estas instituições, preparámos uma análise comparativa em formatação e submissão institucional de teses: USP, UFRJ e Coimbra.
E aqui está um dado que devia fazer todos nós refletir: estatísticas não oficiais sugerem que entre 15% e 22% das teses submetidas ao repositório da UC são inicialmente rejeitadas por erros de formatação. Não por falhas científicas ou de conteúdo — mas por margens incorretas, numeração inconsistente ou falta de metadados adequados. É um desperdício de tempo e energia que pode ser totalmente evitado.
Guia Passo a Passo: Como Formatar Sua Tese pela UC
Chegou o momento de arregaçar as mangas. Vamos desmontar o processo de formatação de tese segundo normas da Universidade de Coimbra em passos concretos e executáveis. Se seguir este roteiro com atenção, eliminará 95% dos erros típicos que causam rejeições técnicas.
Passo 1: Configure o Documento Base
Antes de escrever uma única palavra, configure o seu documento corretamente. É como construir uma casa: a fundação determina tudo o que vem depois.
Tamanho da página: A4 (21 × 29,7 cm). Parece óbvio, mas já vi teses submetidas em formato carta americano (Letter), o que causa problemas de impressão e visualização.
Margens: Este é um dos pontos mais verificados. Superior: 3 cm. Inferior: 2,5 cm. Esquerda: 3 cm. Direita: 2,5 cm. Algumas faculdades permitem variações mínimas, mas estes valores são o padrão seguro reconhecido pela UC.
Tipo de letra: Times New Roman ou Arial, tamanho 12 para o corpo do texto. Para notas de rodapé e legendas, pode reduzir para 10. Evite fontes criativas ou decorativas — a UC privilegia a legibilidade e a sobriedade académica.
Espaçamento: 1,5 linhas no corpo do texto. Citações longas (mais de 40 palavras) devem ter espaçamento simples e recuo de 4 cm à esquerda. Este detalhe visual ajuda a distinguir a voz do autor da voz dos autores citados.
Alinhamento: Justificado. Garante margens regulares em ambos os lados, criando um aspeto profissional e facilitando a leitura. Configure também a hifenização automática para evitar espaços excessivos entre palavras.
Se estiver a usar Microsoft Word, crie um modelo (template) com estas configurações e guarde-o. Assim, sempre que começar um novo capítulo ou secção, parte da base correta. No caso de ferramentas como o Tesify, estas configurações já vêm pré-definidas especificamente para a UC, poupando-lhe tempo precioso.
Passo 2: Estruture as Páginas Preliminares
As páginas preliminares são a identidade da sua tese. Funcionam como o bilhete de identidade do documento — e erros aqui são especialmente visíveis.
Capa e contracapa: Devem incluir obrigatoriamente o logótipo oficial da Universidade de Coimbra (no topo), o título completo da tese, o nome completo do autor, a menção ao grau académico pretendido, o nome do orientador (e coorientador, se aplicável), a faculdade/departamento e o ano de submissão. A contracapa é idêntica à capa — sim, parece redundante, mas é exigência formal para impressão.
Dedicatória e agradecimentos: Elementos opcionais, mas muito comuns. A dedicatória é normalmente breve (poucas linhas), enquanto os agradecimentos podem estender-se por uma ou duas páginas. Este é o espaço para reconhecer o apoio de orientadores, instituições de financiamento, colegas e família.
Resumo e abstract: Dois dos elementos mais importantes. O resumo em português e o abstract em inglês devem ter entre 150 e 300 palavras, apresentar o problema de investigação, a metodologia, os principais resultados e conclusões. Inclua 3 a 5 palavras-chave em ambas as línguas, preferencialmente alinhadas com tesauros da área científica.
Índices: Índice geral (lista de capítulos e subcapítulos com números de página), índice de figuras (se tiver mais de cinco), índice de tabelas (idem) e lista de abreviaturas ou siglas (essencial em áreas técnicas). Estes índices devem ser gerados automaticamente pelo processador de texto, nunca manualmente — garante consistência quando fizer revisões.
Numeração especial: As páginas preliminares usam algarismos romanos minúsculos (i, ii, iii, iv…). Isto cria uma separação visual clara entre a parte introdutória e o corpo científico da tese.
Passo 3: Formate o Corpo da Tese
O corpo do texto é onde a sua investigação ganha vida. A formatação aqui deve ser invisível — presente o suficiente para estruturar, mas não tanto que distraia o leitor do conteúdo.
Numeração de capítulos: Utilize o sistema decimal (1, 1.1, 1.1.1). Evite ultrapassar quatro níveis de profundidade — textos com numerações como 3.2.4.2.1 tornam-se confusos. Em Word ou similares, use estilos de título (Heading 1, Heading 2, Heading 3) para garantir consistência e facilitar a geração automática do índice.
Numeração de páginas: Algarismos árabes (1, 2, 3…) começando na introdução. Muitos estudantes esquecem-se de reiniciar a numeração após as páginas preliminares — é um erro facilmente evitável se configurar quebras de secção no documento.
Hierarquia visual de títulos: Capítulos principais em tamanho 14, negrito. Subcapítulos em tamanho 13, negrito. Sub-subcapítulos em tamanho 12, negrito. Esta progressão visual ajuda o leitor a navegar pela estrutura do trabalho sem precisar consultar constantemente o índice.
Citações: A UC aceita diferentes sistemas conforme a área científica. Ciências Sociais e Humanas tendem a usar autor-data (exemplo: Silva, 2023). Ciências Exatas podem preferir sistemas numéricos (exemplo: [1]). O fundamental é escolher um sistema e aplicá-lo consistentemente em todo o documento. Citações longas (mais de três linhas) devem ser destacadas em bloco separado, com recuo e espaçamento simples.
Notas de rodapé: Use-as com parcimónia. Servem para esclarecimentos adicionais ou referências complementares que não caberiam no fluxo do texto. A numeração deve ser contínua ao longo de cada capítulo (1, 2, 3…) ou de toda a tese, conforme preferência da faculdade.
Passo 4: Normalize Referências e Bibliografia
Se existe um ponto onde a maioria dos estudantes tropeça, é na bibliografia. É também onde ferramentas de automação fazem mais diferença.
Escolha do estilo bibliográfico: A APA 7.ª edição é amplamente utilizada em Ciências Sociais, Psicologia e Educação. O estilo Vancouver predomina em Ciências da Saúde. As normas ISO 690 são comuns em áreas técnicas. Confirme com o seu orientador qual o estilo preferencial — e depois não desvie dele.

Verificação de consistência: Percorra cada citação no texto e confirme que existe entrada correspondente na bibliografia. Verifique também o inverso: há referências na bibliografia que nunca foram citadas? Se sim, remova-as. Uma bibliografia deve espelhar exatamente o que foi usado na investigação.
Automação inteligente: Gestores de referências como Zotero e Mendeley são populares, mas muitas vezes exigem configuração manual para se adequarem às especificidades da UC. Ferramentas como o Tesify já vêm calibradas para gerar bibliografias automaticamente conforme as normas académicas portuguesas, incluindo a correta formatação de autores lusófonos e publicações locais.
Para uma exploração mais profunda de como criar e gerir bibliografias de forma eficiente, o artigo Ferramentas de IA para Teses: Bibliografia Automática 2025 detalha estratégias e comparações entre diferentes soluções disponíveis.
Dica prática: À medida que escreve, adicione imediatamente a referência completa ao seu gestor. Não deixe para o fim — é garantia de confusão e trabalho duplicado.
Passo 5: Prepare Anexos e Apêndices
Há uma confusão comum entre anexos e apêndices. Vamos esclarecer: anexos são materiais produzidos por terceiros que você utiliza para complementar o seu trabalho (questionários existentes, legislação, documentos históricos). Apêndices são materiais que você próprio produziu (guião de entrevistas desenvolvido para a investigação, tabelas de dados brutos, transcrições completas).
Ambos devem ser numerados sequencialmente (Anexo A, Anexo B… / Apêndice 1, Apêndice 2…) e referenciados no corpo do texto quando relevante. Cada anexo ou apêndice deve começar numa nova página.
Qualidade de imagens e gráficos: Resolução mínima de 300 dpi para impressão, embora 150 dpi seja aceitável para documentos puramente digitais. Garanta que gráficos são legíveis em preto e branco (importante para quem imprimir a tese) e que todas as figuras têm legendas descritivas e numeração contínua.
Passo 6: Converta para PDF/A e Adicione Metadados
Este passo é crucial, mas muitos estudantes só descobrem a sua importância na véspera da entrega — quando já é tarde demais para resolver problemas.
Por que PDF/A é obrigatório: O formato PDF/A foi desenvolvido pela ISO especificamente para arquivo de longo prazo. Ele incorpora todas as fontes utilizadas, mantém imagens em alta qualidade e proíbe elementos que possam tornar-se obsoletos (como JavaScript ou ficheiros externos). Isto garante que a sua tese estará legível daqui a 50, 100 ou 200 anos.
Como converter: Se usa Microsoft Word, pode exportar diretamente para PDF/A (opção disponível em “Guardar como” > “Opções”). No caso do LaTeX, pacotes como pdfx permitem gerar PDF/A-1b automaticamente. Ferramentas online como o Adobe Acrobat Pro ou validadores gratuitos como o veraPDF ajudam a confirmar se o ficheiro está corretamente formatado.
Metadados obrigatórios: Título completo, nome do autor, palavras-chave (3-5), resumo (150-300 palavras), orientador, ano, faculdade/departamento. Estes dados ficam embutidos no PDF e permitem que motores de busca académicos encontrem o seu trabalho. No Adobe Acrobat, aceda a “Ficheiro” > “Propriedades” para editar metadados. No Tesify, este processo é automatizado.
Validação do PDF/A: Use ferramentas como o veraPDF (gratuito e open-source) para confirmar conformidade. O validador aponta qualquer elemento que não cumpra os requisitos do formato, permitindo correções antes da submissão oficial.
Passo 7: Checklist Final Antes da Submissão
Respiração profunda. Está quase lá. Mas antes de carregar no botão “submeter”, percorra esta checklist meticulosamente:

- ✓ Margens e espaçamentos: Superior 3 cm, inferior 2,5 cm, esquerda 3 cm, direita 2,5 cm. Espaçamento 1,5 no corpo do texto.
- ✓ Numeração de páginas: Romanos minúsculos nas preliminares, árabes no corpo. Verifique se há saltos ou duplicações.
- ✓ Todas as referências verificadas: Cada citação tem entrada na bibliografia. Cada referência foi citada.
- ✓ PDF/A validado: Use veraPDF ou similar. Metadados completos e corretos.
- ✓ Índices atualizados: Índice geral, de figuras, de tabelas. Atualize antes de gerar o PDF final.
- ✓ Aprovação do orientador: Confirme que o orientador reviu e aprovou a versão final, incluindo a formatação.
- ✓ Formulários de submissão: Preencha e anexe todos os documentos administrativos exigidos pela sua faculdade.
- ✓ Cópias de segurança: Guarde o ficheiro em pelo menos três locais diferentes (computador, nuvem, pen drive).
Esta checklist pode parecer excessiva, mas acredite: uma última verificação metódica pode poupar-lhe horas — ou dias — de correções posteriores.
Erros Comuns na Formatação de Teses da UC (e Como Evitá-los)
Conhecer os erros mais frequentes é meio caminho andado para não os cometer. Vamos dissecar os sete pecados capitais da formatação académica na UC.
Erro 1: Margens inconsistentes entre capítulos. Acontece quando se copia e cola texto de diferentes fontes. Cada secção traz as suas próprias configurações de margens, criando um documento visualmente caótico. Solução: Use estilos de formatação consistentes. Configure as margens uma vez no início e aplique-as a todo o documento através de um template.
Erro 2: Numeração de páginas incorreta ou duplicada. Especialmente problemático na transição das páginas preliminares (romanos) para o corpo (árabes). Solução: Utilize quebras de secção no Word ou comandos equivalentes no LaTeX. Teste imprimindo ou exportando o documento completo para verificar a sequência.
Erro 3: Referências incompletas ou estilo inconsistente. Um artigo segue APA, outro segue Vancouver, um terceiro não tem data de publicação. Solução: Defina o estilo bibliográfico no início e use um gestor de referências para garantir uniformidade. O Tesify, por exemplo, permite alternar entre estilos mantendo a formatação correta automaticamente.
Erro 4: PDF não validado como PDF/A. Parece PDF, abre como PDF, mas não cumpre os requisitos de arquivo de longo prazo. O repositório rejeita. Solução: Sempre use ferramentas de validação (veraPDF) antes da submissão. Melhor ainda: configure o seu software para exportar diretamente em PDF/A desde o início.
Erro 5: Metadados ausentes ou incorretos no repositório. Submeteu o PDF perfeito, mas esqueceu-se de preencher título, palavras-chave ou resumo no formulário online. Solução: Preencha os metadados no próprio ficheiro PDF e também no sistema de submissão. Redundância aqui é boa prática.
Erro 6: Imagens de baixa resolução. Gráficos pixelizados ou ilegíveis destroem a credibilidade visual da tese. Solução: Importe sempre imagens em alta resolução (mínimo 300 dpi). Se trabalha com gráficos gerados por software, exporte em formato vetorial (SVG, EPS) sempre que possível.
Erro 7: Não verificar requisitos específicos da faculdade. Seguiu à risca as normas gerais da UC, mas a Faculdade de Direito tem exigências adicionais que desconhecia. Solução: Contacte a secretaria académica ou biblioteca da sua faculdade. Solicite o documento de normas mais recente e confirme qualquer dúvida por escrito.
Estudos informais sugerem que um revisor automático — como os integrados em plataformas especializadas — consegue identificar cerca de 90% destes erros antes da submissão, poupando rondas de correções e rejeições técnicas.
Insights de Quem Já Passou pelo Processo
A experiência de quem já sobreviveu ao processo vale ouro. Conversámos com doutorandos recentes da UC para captar os bastidores da formatação.
Miguel, Doutoramento em Física: “Passei quase três semanas só a formatar. Não tinha ideia de que o PDF/A seria tão complicado. Todas as minhas equações matemáticas desformatavam quando convertia. No fim, tive de aprender LaTeX do zero só para resolver isso. Se tivesse começado com ferramentas adequadas, teria poupado metade do tempo.”
Inês, Doutoramento em Sociologia: “O meu erro foi deixar a bibliografia para o fim. Tinha centenas de citações e descobri que metade não tinha informação completa nos meus apontamentos. Voltei a bibliotecas, procurei online… foi um pesadelo. Hoje uso gestores de referências desde o primeiro dia de investigação.”
Ricardo, Doutoramento em Engenharia Informática: “Sinceramente, a formatação não me assustava. Sou de IT, habituado a código. Mas subestimei as especificidades académicas. A UC tem dezenas de pequenos detalhes que só descobres quando alguém aponta. Felizmente, o meu orientador foi rigoroso nas revisões iniciais.”
O tempo médio reportado por estes estudantes para formatação manual completa variou entre 2 a 4 semanas de trabalho intensivo. Em contraste, aqueles que usaram ferramentas de automação desde o início mencionaram entre 2 a 6 horas para ajustes finais — uma redução dramática que liberta energia mental para o que realmente importa: o conteúdo científico.
Um conselho recorrente dos bibliotecários do repositório institucional da UC: “Submetam uma versão preliminar para validação técnica antes da entrega oficial. Identificamos problemas de formatação sem que isso conte como submissão formal. É um serviço gratuito que poucos estudantes conhecem.”
Esta dica sozinha pode fazer a diferença entre uma aprovação tranquila e semanas de stress desnecessário.




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