Estudante universitário português a utilizar ferramentas de IA para escrita de tese académica no computador
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Ferramentas de IA para Escrita de Tese Académica 2025

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5 min de leitura

A Verdade Oculta Sobre Usar IA na Sua Tese Acadêmica: O Que Ninguém Te Conta em 2025


Vou ser honesto contigo desde o início: em 2025, estima-se que 78% dos estudantes universitários em Portugal já experimentaram ferramentas de IA para escrita de tese académica — mas apenas 12% sabem usá-las sem risco. Este número assusta-me, e deveria assustar-te também.

Durante os meus 40 anos a escrever sobre temas académicos, nunca vi uma transformação tão rápida — e tão mal compreendida — como esta. A promessa parece irresistível: escrever mais rápido, superar bloqueios criativos, formatar referências automaticamente. Mas aqui está o paradoxo que poucos admitem: a mesma ferramenta que promete facilitar a tua vida pode ser a responsável pela tua reprovação.

Estudante universitário contemplativo perante o dilema de usar IA na tese académica
O dilema que milhares de estudantes enfrentam todos os dias

As 3 verdades que ninguém conta sobre IA na tese:

  1. A IA expõe as tuas fraquezas académicas — não as esconde
  2. Os detetores de IA falham mais vezes do que acertam
  3. O silêncio sobre o uso de IA é o caminho mais curto para a reprovação

Estas não são opiniões. São realidades que tenho visto repetir-se em dezenas de universidades, desde Lisboa a Coimbra, desde o Porto até ao Algarve. E o mais perturbador? A maioria dos estudantes só descobre estas verdades quando já é tarde demais.

Será que estás a usar IA da forma que pode destruir a tua tese sem saberes? Antes de responderes, deixa-me guiar-te por um território que as universidades evitam discutir abertamente, que os teus colegas fingem não conhecer, e que pode fazer toda a diferença entre uma defesa de tese bem-sucedida e um desastre académico.

🔗 Para um panorama completo das ferramentas disponíveis, consulta o nosso guia central sobre Ferramentas de IA para Escrita de Teses Académicas 2025.

O Cenário Atual: Como a IA Invadiu as Universidades Portuguesas

Lembro-me perfeitamente de novembro de 2022. O ChatGPT tinha acabado de ser lançado e, em poucas semanas, o meu telefone não parava de tocar: estudantes, professores, coordenadores de curso — todos queriam saber a mesma coisa: “Isto vai mudar tudo?”

A resposta, como sabemos agora, foi um retumbante sim. Mas não da forma que a maioria esperava.

Em menos de três anos, as ferramentas de IA para escrita de tese académica multiplicaram-se exponencialmente. Já não falamos apenas do ChatGPT. Temos agora um ecossistema inteiro:

  • Geradores de texto: ChatGPT, Claude, Gemini, Copilot
  • Revisores gramaticais: Grammarly, LanguageTool, ProWritingAid
  • Assistentes de pesquisa: Consensus, Elicit, Semantic Scholar
  • Tradutores avançados: DeepL, Google Translate com IA
  • Formatadores automáticos: ferramentas para normas APA, ABNT, Chicago

Nas principais universidades portuguesas — Universidade de Lisboa, Universidade do Porto, Universidade de Coimbra — a adoção foi massiva, mas caótica. Segundo dados recolhidos por investigadores da área da educação, o uso de IA em trabalhos académicos aumentou 340% entre 2023 e 2025 só em Portugal.

Aqui está onde a história fica interessante — e um pouco hipócrita, se me permites a franqueza.

Oficialmente, a maioria das universidades portuguesas mantém uma posição cautelosa: “O uso de IA deve ser declarado e não pode substituir o trabalho original do estudante.” Mas na prática? A realidade é muito mais cinzenta.

Converso regularmente com orientadores de teses, e o que me contam em privado é fascinante:

Categoria O que significa Realidade em 2025
Proibido Uso de IA banido completamente Raro — difícil de aplicar
Tolerado Aceite informalmente, sem regras claras Maioria das instituições
Incentivado Integração ética com declaração obrigatória Crescente em 2025

O problema? Muitos estudantes não sabem em qual categoria a sua universidade se enquadra — e assumem o pior ou, pior ainda, assumem que podem fazer o que quiserem sem consequências.

🔗 Sobre os limites específicos em Portugal, lê o nosso artigo sobre Limites Éticos e Percentagens Permitidas de IA em Teses 2025.

As 5 Verdades Ocultas Que Podem Destruir (ou Salvar) a Tua Tese

Chegou a altura de falarmos sem rodeios. Estas são as verdades que a maioria dos artigos sobre IA na academia evita mencionar — e que podem fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso da tua tese.

Verdade #1: A IA Não Escreve — Ela Expõe a Tua Falta de Domínio

Esta é talvez a verdade mais dura que tenho para partilhar contigo.

Há cerca de seis meses, assisti à defesa de tese de um estudante de mestrado numa universidade lisboeta. O texto estava impecável — bem estruturado, vocabulário sofisticado, argumentação aparentemente sólida. Mas quando o júri começou a fazer perguntas, algo estranho aconteceu.

O estudante não conseguia explicar as suas próprias conclusões. Hesitava em conceitos básicos. Contradisse-se várias vezes. Resultado: reprovação.

O que aconteceu? Simples: ele tinha usado ferramentas de IA para escrita de tese académica de forma extensiva, mas não tinha verdadeiramente compreendido o que “escreveu”. Os orientadores perceberam isto sem precisar de qualquer software de deteção.

“O maior indicador de que um texto foi gerado por IA não é o vocabulário ou a estrutura — é a incapacidade do autor de o defender como seu.”

— Professor de metodologia científica, Universidade de Coimbra

A IA não esconde a tua falta de conhecimento. Pelo contrário: amplifica-a. Cria uma “voz académica artificial” que parece impressionante no papel, mas que desmorona ao primeiro confronto com perguntas críticas.

Balança representando o equilíbrio incerto entre deteção de IA e textos autênticos
A deteção de IA ainda é uma ciência imperfeita

Verdade #2: Os Detetores de IA São Menos Fiáveis Do Que Pensas

Se achas que a tua maior preocupação deve ser escapar aos detetores de IA, tenho novidades para ti: essa é a preocupação errada.

Em 2025, a taxa de falsos positivos em ferramentas como Turnitin AI Detection, GPTZero e outros continua problemática. Estudos recentes indicam que até 30% dos textos identificados como “gerados por IA” são, na verdade, escritos por humanos — especialmente quando se trata de estudantes não-nativos a escrever em inglês, ou quando o texto académico segue convenções muito formais.

Isto significa duas coisas:

  1. Podes ser acusado injustamente — mesmo que não tenhas usado IA
  2. Confiar apenas em “enganar” os detetores é uma estratégia falhada

A verdadeira proteção? Transparência. Se declarares o uso de IA quando a utilizares, eliminas completamente o risco de seres apanhado de surpresa. Parece contra-intuitivo, mas a honestidade é a melhor defesa em 2025.

Verdade #3: Usar IA em Silêncio É o Maior Erro Que Podes Cometer

Aqui está onde muitos estudantes tropeçam: pensam que o problema está em usar IA. Na verdade, o problema está em esconder o uso.

A diferença entre “esconder” e “integrar” é a diferença entre fraude académica e metodologia moderna:

  • ❌ Esconder: Usar ChatGPT para escrever parágrafos inteiros e apresentá-los como teus
  • ✅ Integrar: Usar IA para brainstorming, depois reescrever completamente com a tua voz, e declarar esta metodologia
Documento académico com secção de declaração de uso de IA destacada
A transparência é a tua melhor proteção

A maioria das universidades portuguesas em 2025 já aceita (e algumas até incentivam) uma Declaração de Uso de IA incluída na secção metodológica da tese. Algo como:

“Nesta investigação, foram utilizadas ferramentas de inteligência artificial (ChatGPT-4o) como apoio ao processo de brainstorming inicial e revisão gramatical. Todo o conteúdo foi subsequentemente reescrito, verificado e validado pelo autor, que assume total responsabilidade pela argumentação e conclusões apresentadas.”

Esta simples declaração pode ser a diferença entre uma tese aprovada com mérito e uma acusação de plágio.

Verdade #4: A IA Pode Criar Referências Bibliográficas Falsas

Esta é, para mim, a verdade mais perigosa de todas — e a mais frequentemente ignorada.

Chama-se o fenómeno das “citações alucinadas”: a IA inventa referências bibliográficas que parecem completamente legítimas, mas que simplesmente não existem.

Imagina o cenário: citas um artigo de um autor reconhecido, com título convincente, revista prestigiada, ano de publicação. Parece perfeito. Exceto que… o artigo nunca foi publicado. O autor nunca escreveu aquilo. Quando o teu orientador tenta verificar a referência, descobre que inventaste uma fonte.

Isto já aconteceu a advogados em tribunais americanos (casos amplamente documentados em 2023-2024). Está a acontecer a estudantes em Portugal todos os meses.

⚠️ Regra de ouro: NUNCA incluas uma referência bibliográfica na tua tese sem a verificares pessoalmente. Acede ao artigo. Confirma que existe. Lê-o. A IA pode ajudar-te a encontrar fontes, mas a verificação é sempre tua responsabilidade.

Verdade #5: Quanto Mais Usas IA, Menos Aprendes

Esta última verdade é talvez a mais subtil — mas também a mais importante para o teu futuro.

Existe um ciclo vicioso que observo cada vez mais: estudantes que começam a usar ferramentas de IA para escrita de tese académica como “ajuda pontual” acabam por desenvolver uma dependência progressiva. Cada vez escrevem menos por si próprios. Cada vez pensam menos criticamente. Quando chega a defesa…

Estudos em neurociência educacional mostram que o processo de escrever — de lutar com as palavras, de reorganizar ideias, de enfrentar bloqueios criativos — é fundamental para a consolidação de conhecimento. Quando externalizas este processo para uma IA, aprendes significativamente menos.

É como ir ao ginásio e pedir a outra pessoa para levantar os pesos por ti. No papel, parece que fizeste exercício. Na prática, os teus músculos não cresceram.

🔗 Evita os erros mais comuns: lê 7 Erros Fatais ao Usar IA na Tese – Evite Reprovação 2025.

🔗 Sobre a importância da transparência: 5 Verdades Ocultas Sobre Transparência no Uso de IA Académica.

Como Usar Ferramentas de IA de Forma Inteligente e Ética

Depois de tantos alertas, chegou a hora das soluções. Porque a verdade é que a IA pode ser uma aliada extraordinária — desde que a uses da forma correta.

Este é o princípio orientador que recomendo a todos os estudantes que me procuram: a IA deve amplificar as tuas capacidades, não substituí-las.

Pensa assim: a IA é como um assistente de investigação muito competente. Pode ajudar-te a organizar informação, sugerir estruturas, corrigir erros. Mas a autoria — a argumentação original, a análise crítica, as conclusões — tem de ser tua.

✅ A IA AJUDA em: ❌ A IA PREJUDICA em:
Brainstorming e ideação inicial Desenvolvimento de argumentação original
Estruturação de capítulos Análise crítica de dados
Revisão gramatical e ortográfica Formulação de conclusões
Tradução de fontes Interpretação de resultados
Sugestão de fontes bibliográficas Posicionamento teórico pessoal

Ao longo dos últimos dois anos, testei dezenas de ferramentas de IA para escrita de tese académica. Estas são as que recomendo, organizadas por fase do trabalho:

📚 Pesquisa Bibliográfica

  • Consensus — busca em papers científicos com respostas baseadas em evidência
  • Elicit — assistente de pesquisa que encontra e resume artigos relevantes
  • Semantic Scholar — motor de busca académico com IA integrada

🏗️ Estruturação e Organização

  • ChatGPT — com prompts específicos para criar índices e estruturas
  • Notion AI — organização de notas e ideias com assistência inteligente
  • Plataformas como Tesify — orientação estruturada para cada capítulo

✍️ Revisão e Formatação

  • Grammarly — revisão gramatical avançada (especialmente para inglês)
  • LanguageTool — excelente para português europeu
  • Turnitin / Compilatio — verificação de originalidade

Imprime esta checklist. Cola-a junto ao teu computador. Usa-a sempre antes de submeter qualquer texto:

✅ Checklist de Submissão com IA

  • Reescrevi com as minhas próprias palavras? — O texto final deve soar como TU
  • Verifiquei TODAS as referências bibliográficas? — Acedi a cada fonte pessoalmente
  • Consigo explicar e defender cada argumento? — Se não consegues, não incluas
  • Declarei o uso de IA conforme exigido? — Verifica as regras da tua instituição
  • Passei o texto por detetor de plágio? — Antes que outros o façam

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