São 23h47. O cursor pisca na página em branco. Terceiro café. Zero palavras escritas.
Conheces esta cena? Aquela sensação de paralisia quando abres o documento da tese e simplesmente… nada sai. As ideias estão lá, algures na tua cabeça, mas recusam-se a transformar-se em frases coerentes.
Se já passaste horas a olhar para o ecrã sem conseguir escrever uma única frase que te orgulhe, não estás sozinho — 70% dos doutorandos portugueses bloqueiam no primeiro rascunho. Uma estatística brutal, mas verdadeira.
A boa notícia? Até Umberto Eco, um dos maiores intelectuais do século XX, reconheceu este problema. E mais importante — criou um método específico para o resolver.
Neste guia, vou mostrar-te como escrever tese de doutoramento usando o Método Umberto Eco atualizado para 2025. Um sistema comprovado que transforma o bloqueio em páginas escritas, capítulo a capítulo. Sem truques motivacionais vazios. Sem promessas irrealistas. Apenas um método que funciona.
- Define um tema delimitado e acessível às tuas fontes
- Cria um índice provisório detalhado ANTES de escrever
- Organiza fichas de leitura por secção do índice
- Escreve o primeiro rascunho “feio” sem editar
- Revê do geral para o particular em ciclos
Este método, adaptado do clássico “Como Se Faz Uma Tese” de Umberto Eco, já ajudou milhares de doutorandos a superar o bloqueio. Abaixo, mostro-te como aplicá-lo passo a passo com ferramentas de 2025.
A tesify.pt oferece ferramentas que automatizam parte deste processo — mas primeiro, vamos entender porque bloqueias e como sair daí.

Descarrega o template editável com checklists semanais, espaço para o teu índice provisório e tracker de progresso.
O Que É o Bloqueio na Tese de Doutoramento (E Por Que 70% Falham)
O bloqueio na tese de doutoramento é uma paralisia cognitiva que impede o doutorando de avançar na escrita. Caracteriza-se por procrastinação, perfeccionismo excessivo, medo de julgamento e incapacidade de transformar ideias em texto. Afeta mais de 70% dos estudantes de pós-graduação e constitui a principal causa de abandono de doutoramentos em Portugal.
Vamos ser diretos: o bloqueio não é preguiça. Não é falta de inteligência. Não é sequer falta de vontade.
É algo muito mais insidioso — uma paralisia que ataca precisamente as pessoas mais dedicadas, mais perfeccionistas, mais preocupadas em fazer bem.
Na minha experiência com estudantes, identifico quatro tipos principais de bloqueio:
- Síndrome do Impostor: “Quem sou eu para escrever sobre isto? Há pessoas muito mais qualificadas…”
- Paralisia por Análise: “Preciso de ler mais um artigo. E outro. E outro. Ainda não estou preparado para escrever.”
- Perfeccionismo Tóxico: “Esta frase não está perfeita. Não posso avançar até estar perfeita.”
- Falta de Estrutura: “Tenho tanta coisa para dizer que não sei por onde começar.”
A Maria, doutoranda em História na Universidade de Lisboa, descreveu-me assim: “Passava tardes inteiras a reorganizar pastas no computador em vez de escrever. Parecia produtivo, mas era só fugir do documento da tese.”
Reconheces-te em algum destes padrões?
O problema é que os conselhos tradicionais — “escreve todos os dias”, “disciplina é tudo” — não funcionam sem um sistema por trás. É como dizer a alguém perdido que “ande em frente” sem lhe dar um mapa.
Umberto Eco percebeu isto há décadas. E criou esse mapa.
Se queres aprofundar estratégias específicas para superar o bloqueio na escrita da tese de doutoramento, tenho um guia dedicado só a isso. Mas primeiro, vamos conhecer o homem por trás do método.
Quem Foi Umberto Eco e Por Que o Seu Método Funciona em 2025
Umberto Eco (1932-2016) foi um semiólogo, filósofo e escritor italiano, autor de “O Nome da Rosa”. Em 1977, publicou “Come si fa una tesi di laurea” (Como Se Faz Uma Tese), um guia prático baseado na sua experiência a orientar centenas de estudantes. Traduzido para mais de 20 línguas, o livro continua atual porque foca princípios universais de organização mental e produção textual — não tecnologias específicas.
Eco não era apenas um académico brilhante. Era um professor brilhante. E essa diferença é crucial.
Ao longo de décadas a orientar estudantes na Universidade de Bolonha, Eco identificou padrões. Viu os mesmos erros repetidos. Ouviu as mesmas queixas de bloqueio. E em vez de simplesmente culpar os estudantes, perguntou-se: “O que posso ensinar-lhes que realmente funcione?”
O resultado foi “Como Se Faz Uma Tese” — um livro escrito em 1977, antes dos computadores pessoais, processadores de texto ou internet. E mesmo assim, continua extraordinariamente atual.
Porquê?
Porque Eco não escreveu sobre ferramentas. Escreveu sobre princípios cognitivos. Sobre como o cérebro humano organiza, processa e produz conhecimento. E isso não mudou em 50 anos.
Nas palavras do próprio Eco:
“Uma tese é como um porco: nada se desperdiça. Tudo o que pensas, lês e anotas contribui para o resultado final — desde que tenhas um sistema para organizar.”
Em 2015, a MIT Press publicou uma edição atualizada com um prefácio sobre a relevância contemporânea do método. O consenso? Os princípios de Eco são mais necessários do que nunca — precisamente porque temos demasiada informação disponível e precisamos de sistemas para a gerir.
O MIT Press Reader resume bem: o método Eco transforma a escrita de tese de uma montanha intransponível numa série de passos gerenciáveis.
Passemos então aos passos concretos.
Como Escrever Tese de Doutoramento: Os 5 Pilares do Método Eco
- Delimitação rigorosa do tema — específico, exequível, com fontes acessíveis
- Índice provisório detalhado — estrutura completa ANTES de escrever uma palavra
- Sistema de fichas de leitura — organizar notas por secção do índice
- Escrita do rascunho zero — escrever sem editar, aceitar imperfeição
- Revisão em ciclos — do geral (estrutura) para o particular (frases)

Passemos à aplicação prática. Como é que transformas estes pilares em páginas escritas?
Pilar 1: Delimitação Rigorosa do Tema
Eco era implacável neste ponto: um tema vago é uma sentença de morte para a tua tese.
Os critérios dele eram claros:
- O tema deve ser específico o suficiente para ser tratado em profundidade
- As fontes devem estar acessíveis (física e linguisticamente)
- Deve ser exequível no tempo disponível
Erro comum: “A Filosofia de Kant” (impossível — décadas de trabalho)
Exemplo corrigido: “A Influência do Imperativo Categórico de Kant na Ética Ambiental Portuguesa Contemporânea (2000-2020)”
Nota a diferença? O segundo tema é investigável. Tem limites temporais, geográficos e conceptuais claros.
Pilar 2: Índice Provisório Detalhado
Aqui está o truque que muda tudo: escreves o índice ANTES de escrever a tese.
Não um índice vago com “Capítulo 1 – Introdução”. Um índice detalhado com três níveis de profundidade. Todos os capítulos. Todas as secções. Todas as subsecções.

Porquê? Porque o índice funciona como um mapa que elimina a ansiedade. Quando sabes exatamente onde cada ideia vai, o bloqueio desaparece. Já não tens de decidir “o que escrever agora?” — apenas tens de preencher a secção seguinte.
O índice é “provisório” — vai evoluir à medida que escreves. Mas ter um ponto de partida estruturado faz toda a diferença.
Se quiseres evitar erros estruturais comuns, consulta o guia sobre estrutura de tese de doutoramento e os 7 erros fatais que aparecem constantemente.
Pilar 3: Sistema de Fichas de Leitura
Eco usava fichas de cartão físicas. Em 2025, usamos Zotero, Notion ou Obsidian. O princípio permanece idêntico:
Uma ficha = uma ideia = uma fonte = uma secção do índice

Quando lês um artigo, não sublinhas aleatoriamente. Crias uma nota que resume a ideia principal E indica em que secção do teu índice essa ideia será usada.
Quando chegas à escrita, não tens de reler tudo. Apenas consultas as fichas organizadas para aquela secção específica.
Pilar 4: Escrita do Rascunho Zero
Este pilar confronta diretamente o perfeccionismo: dar permissão para escrever mal.
O “rascunho zero” não é para mostrar a ninguém. É para ti. É feio. Tem frases incompletas. Tem [INSERIR CITAÇÃO AQUI]. Tem parágrafos que começam com “Basicamente o que quero dizer é que…”
E isso é perfeito.
Porque a criação e a edição são processos cognitivos distintos. Tentar fazer os dois ao mesmo tempo é como tentar acelerar e travar simultaneamente. O motor gripa.
Separa. Cria primeiro. Edita depois.
Pilar 5: Revisão em Ciclos
Eco recomendava quatro ciclos de revisão:
- Primeiro ciclo: Estrutura e argumentação (a tese faz sentido como um todo?)
- Segundo ciclo: Parágrafos e transições (cada parágrafo liga ao seguinte?)
- Terceiro ciclo: Frases e citações (cada frase está clara e bem apoiada?)
- Quarto ciclo: Formatação e normas (tudo conforme as regras da universidade?)
Repara: vais do geral para o particular. Não faz sentido polir frases num capítulo que vais eliminar por problemas estruturais.
Para uma visão complementar deste processo, o Guia Tese Académica 2025 com o Método dos 5 Pilares expande estas ideias com exemplos práticos.
Método Tradicional vs. Método Eco
| Aspeto | Método Tradicional | Método Eco |
|---|---|---|
| Início | Começa a escrever quando “te sentires inspirado” | Começa pelo índice provisório |
| Pesquisa | Lê tudo antes de escrever | Lê e organiza por secção |
| Primeiro rascunho | Tenta ser perfeito desde o início | Aceita imperfeição (rascunho zero) |
| Revisão | Edita enquanto escreves | Separa criação de edição |
| Resultado | Bloqueio frequente, abandono comum | Progresso constante, conclusão previsível |
A tesify.pt ajuda doutorandos portugueses a estruturar e avançar na tese com ferramentas baseadas neste método. Descobre como podemos acelerar o teu progresso.
Como Começar a Escrever a Tese: Do Zero ao Primeiro Capítulo
- Dia 1-2: Define o teu tema delimitado (máximo 2 frases)
- Dia 2-3: Cria índice provisório com todos os capítulos e subsecções
- Dia 3-4: Identifica 20-30 fontes principais no Zotero
- Dia 4-5: Cria fichas de leitura para as 10 fontes mais importantes
- Dia 5-6: Escreve o primeiro rascunho do capítulo mais fácil
- Dia 6-7: Revê e celebra — tens um capítulo!
Atenção a um erro que quase toda a gente comete: não comeces pela introdução.
Parece contra-intuitivo, certo? A introdução é o início do documento. Mas Eco era categórico: começa pelo capítulo que mais dominas. Aquele onde tens mais notas. Onde te sentes mais confortável.
Porquê? Por duas razões:
- Cria momentum. Um capítulo terminado gera confiança para o próximo.
- A introdução “introduz” algo. Só podes apresentar bem a tese quando sabes o que ela contém.
Agora, a técnica que mais ajuda estudantes bloqueados:
A Técnica da Primeira Frase Feia
Abre o documento. Escreve esta frase:
“O que quero dizer nesta secção é basicamente que…”
E continua. Sem parar. Sem editar. Durante 25 minutos (técnica Pomodoro adaptada).
Esta frase nunca vai aparecer na versão final. É um starter. Um truque para enganar o perfeccionismo e começar a escrever.
Uma estudante da Universidade do Porto disse-me: “Parecia ridículo, mas funcionou. Depois de escrever ‘basicamente o que quero dizer é’, as palavras começaram a fluir. Era como se o meu cérebro finalmente tivesse permissão para ser imperfeito.”
O Mito das Condições Ideais
Estás à espera do escritório silencioso? Do horário perfeito? Da inspiração divina?
Eco dizia: começa com o que tens, onde estás, agora.
As condições ideais não existem. E se existissem, não as reconhecerias — encontrarias outra desculpa.
O segredo está no momentum. Uma página leva a outra. Um parágrafo desbloqueado abre caminho para o seguinte. O mais difícil é sempre o primeiro passo.
Para um plano mais detalhado, criei um guia específico sobre como ir do zero ao capítulo 1 em 7 dias. Vale a pena se quiseres um cronograma hora a hora.
Se estás mesmo no início — ainda a definir tema e estrutura — o guia como iniciar uma tese académica do zero cobre os passos preliminares em detalhe.
Como Escrever a Introdução e Conclusões da Tese Doctoral
Esta secção causa mais angústia do que qualquer outra. Mas quando percebes a lógica, torna-se simples.
O Paradoxo da Introdução
A introdução é o primeiro capítulo que o leitor lê — mas deve ser o último (ou penúltimo) que tu escreves.
Porquê? Porque só depois de escreveres os capítulos principais sabes exatamente o que estás a introduzir.
Estrutura da Introdução (Fórmula Testada)
Uma introdução eficaz segue esta estrutura:
- Contextualização: Situa o leitor no campo de estudo (1-2 parágrafos)
- Problema de investigação: Qual a lacuna que a tua tese preenche? (1 parágrafo)
- Objetivos: O que pretendes descobrir/demonstrar? (lista clara)
- Metodologia: Como vais investigar? (resumo breve)
- Estrutura da tese: O que contém cada capítulo? (parágrafo ou lista)
| Elemento | Introdução | Conclusão |
|---|---|---|
| Quando escrever | Por último (ou penúltimo) | Por último |
| Tamanho típico | 5-10% do total da tese | 5-8% do total da tese |
| Função principal | Apresentar problema e promessa | Demonstrar cumprimento da promessa |
| Tom | Prospetivo (o que vais fazer) | Retrospetivo (o que fizeste e descobriste) |
Estrutura da Conclusão (Fórmula Testada)
A conclusão não é um resumo. É uma demonstração de que cumpriste o que prometeste.
- Síntese dos resultados: O que descobriste efetivamente? (não repitas — sintetiza)
- Contributo original: O que a tua tese acrescenta ao conhecimento existente?
- Limitações: O que não conseguiste fazer e porquê? (mostra maturidade)
- Investigação futura: Que perguntas ficaram por responder?
- Implicações: O que significam os teus resultados para a área/prática?
Dica crucial: introdução e conclusão devem espelhar-se. Cada promessa feita na introdução deve ter resposta na conclusão.
Ferramentas Digitais Para Aplicar o Método Eco em 2025
Eco escreveu com fichas de cartão e máquina de escrever. Tu tens ferramentas que ele nunca imaginou. Usa-as estrategicamente.
Gestão de Referências
- Zotero (gratuito) — Standard académico. Integra com Word e Google Docs. Ideal para a maioria dos doutorandos.
- Mendeley (gratuito) — Alternativa popular, especialmente em ciências.
- EndNote (pago) — Mais robusto, comum em instituições que fornecem licença.
Organização de Notas (Sistema de Fichas Digital)
- Notion — Versátil, permite criar bases de dados de notas ligadas a secções do índice.
- Obsidian — Para quem quer ligações bidirecionais entre notas (Zettelkasten moderno).
- Roam Research — Similar ao Obsidian, baseado em browser.
Escrita e Foco
- Scrivener — Processador de texto desenhado para teses e livros. Permite ver estrutura e conteúdo lado a lado.
- FocusWriter (gratuito) — Minimalista, esconde distrações.
- Cold Turkey Writer — Bloqueia-te no documento até atingires meta de palavras.
Assistentes de IA (Usar com Critério)
- ChatGPT/Claude — Útil para brainstorming, reformular frases, explicar conceitos. Nunca para gerar conteúdo original da tese.
- Grammarly — Revisão gramatical em inglês.
- LanguageTool — Alternativa com suporte a português.
Aviso importante: Ferramentas de IA são auxiliares, não substitutos. O argumento, a análise e a originalidade têm de ser teus. Usa IA para polir, nunca para criar.
Template Prático: O Teu Plano de Escrita em 4 Semanas
Este plano assume que já tens o tema definido e alguma pesquisa feita. Adapta conforme a tua situação.
Semana 1: Estrutura
- Dias 1-2: Cria índice provisório completo (3 níveis de profundidade)
- Dias 3-4: Organiza fontes no Zotero por secção do índice
- Dias 5-7: Cria fichas de leitura para 15-20 fontes principais
Semana 2: Primeiro Capítulo
- Dias 1-3: Escreve rascunho zero do capítulo mais fácil (sem editar!)
- Dias 4-5: Primeira revisão (estrutura e argumentação)
- Dias 6-7: Segunda revisão (parágrafos e transições)
Semana 3: Segundo Capítulo
- Dias 1-3: Rascunho zero do segundo capítulo
- Dias 4-5: Revisão do segundo capítulo
- Dias 6-7: Revisão cruzada (verificar coerência entre capítulos)
Semana 4: Consolidação
- Dias 1-2: Esboço da introdução (pode ser incompleto)
- Dias 3-4: Revisão final dos dois capítulos
- Dias 5-6: Formatação e referências
- Dia 7: Feedback do orientador (se possível)
Meta realista: Duas semanas de escrita ativa = dois capítulos em rascunho avançado. Repete o ciclo para os restantes capítulos.
FAQ: Perguntas Frequentes Sobre Escrita de Tese
Quanto tempo demora a escrever uma tese de doutoramento em Portugal?
Em Portugal, a fase de escrita ativa de uma tese de doutoramento demora tipicamente 12-18 meses, após a conclusão da investigação. O programa completo (investigação + escrita) dura geralmente 3-4 anos em tempo integral. Doutorandos em regime parcial podem demorar 5-6 anos.
Quantas páginas deve ter uma tese de doutoramento?
O tamanho varia por área: Humanidades e Ciências Sociais tipicamente 200-350 páginas; Ciências Exatas e Engenharias 150-250 páginas. Mais importante que a extensão é a qualidade do argumento e o contributo original. Verifica sempre as normas específicas da tua universidade.
Por que capítulo devo começar a escrever a tese?
Começa pelo capítulo onde te sentes mais confortável — geralmente a metodologia ou um capítulo de análise/resultados. Evita começar pela introdução ou conclusão, que dependem dos outros capítulos. Criar momentum com um capítulo “fácil” dá confiança para os mais difíceis.
Como superar o bloqueio de escrita na tese de doutoramento?
O Método Umberto Eco propõe: criar um índice provisório detalhado antes de escrever, organizar notas por secção, escrever um “rascunho zero” imperfeito sem editar, e separar criação de revisão. A técnica da “primeira frase feia” — começar com “O que quero dizer é basicamente que…” — também desbloqueia muitos estudantes.
Posso usar inteligência artificial para escrever a tese?
Ferramentas de IA como ChatGPT podem auxiliar em brainstorming, reformulação de frases ou explicação de conceitos. No entanto, o argumento, análise e originalidade devem ser inteiramente teus. A maioria das universidades portuguesas exige declaração de autoria original. Usa IA para polir, nunca para gerar conteúdo substantivo da tese.
Quando devo mostrar rascunhos ao orientador?
Mostra rascunhos regularmente — idealmente após completar cada capítulo. Não esperes pela “versão perfeita”. Orientadores preferem ver trabalho em progresso do que surpresas no final. Combina um calendário de entregas no início e cumpre-o. Feedback frequente evita revisões drásticas na fase final.
Conclusão: O Teu Plano de Ação Para as Próximas 48 Horas
Chegaste ao fim deste guia com algo que não tinhas antes: um sistema.
O Método Umberto Eco não é magia. É estrutura. É permissão para ser imperfeito. É um mapa que transforma a montanha da tese numa série de passos concretos.
Mas conhecer o método não é o mesmo que aplicá-lo. Por isso, aqui está o teu desafio:
Nas Próximas 48 Horas:
- Hoje: Abre um documento novo. Escreve o título provisório da tua tese e a pergunta de investigação principal. Duas frases. Demora 5 minutos.
- Amanhã: Cria o índice provisório. Todos os capítulos. Todas as secções principais. Não precisa de ser perfeito — precisa de existir.
- Dia 3: Escolhe o capítulo mais fácil. Escreve a primeira frase feia. E continua.
Se fizeres isto, já estarás à frente de 70% dos doutorandos que continuam paralisados à espera das “condições ideais”.
O cursor continua a piscar. Mas agora sabes o que fazer com ele.
A tesify.pt oferece ferramentas e apoio especializado para doutorandos portugueses que querem aplicar o Método Eco com eficácia. Estrutura a tua tese, organiza as tuas notas e avança com confiança.
Junta-te a centenas de doutorandos que já desbloquearam a escrita




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