Estudante a corrigir erros de paráfrase na tese académica usando ferramentas de paráfrase em 2025
, ,

Erros de Paráfrase na Tese | Ferramentas de Paráfrase 2025

Tesify Avatar

5 min de leitura

Imagina a seguinte cena: passaste 18 meses a desenvolver a tua tese de mestrado. Noites sem dormir, centenas de artigos lidos, dezenas de capítulos reescritos. Finalmente, entregas o trabalho com um suspiro de alívio.

Duas semanas depois, recebes um email do orientador com o assunto: “Urgente: Irregularidades detetadas — possível plágio”.

O teu coração dispara. Abres o documento anexo e vês secções inteiras marcadas a vermelho. Não copiaste nada conscientemente. Mas o relatório do Turnitin mostra 37% de similaridade, e boa parte dessas marcações são paráfrases que fizeste — ou que pensavas ter feito corretamente.

Estudante universitário stressado a olhar para alertas de plágio no computador

Este cenário não é ficção. É uma realidade que afeta milhares de estudantes todos os anos em Portugal e no Brasil. Segundo dados de universidades europeias compilados pelo sistema Turnitin, cerca de 40% das acusações de plágio em teses de pós-graduação estão relacionadas com erros de paráfrase — e não com cópia direta de textos.

A maioria dos estudantes não sabe que está a cometer erros de paráfrase até ser demasiado tarde. E quando descobrem, o prejuízo académico já está feito.

Mas aqui está a boa notícia: estes erros são completamente evitáveis. Neste guia, vais descobrir exatamente quais são os 7 erros de paráfrase mais comuns que levam à reprovação, como os detectores de plágio modernos identificam estas falhas, e como usar ferramentas de paráfrase para elaboração de teses académicas de forma segura e ética.

Preparado para proteger meses (ou anos) do teu trabalho académico? Continua a ler.

📘 Se já queres explorar ferramentas específicas, consulta o nosso Guia de Ferramentas de Paráfrase para Teses Acadêmicas 2025.


O Que É Paráfrase Académica e Por Que Tantos Estudantes Erram?

Antes de mergulharmos nos erros específicos, precisamos esclarecer algo que parece básico mas que gera confusão generalizada: o que é, afinal, uma paráfrase académica correta?

Paráfrase não é simplesmente “dizer a mesma coisa com outras palavras”. Se fosse assim tão simples, não teríamos epidemias de reprovações. A verdadeira paráfrase académica exige três elementos simultâneos:

  1. Reformulação completa — estrutura frasal, vocabulário e organização das ideias devem ser genuinamente tuas
  2. Preservação do sentido — a ideia original do autor deve manter-se intacta
  3. Atribuição da fonte — mesmo reformulando, tens de citar quem teve a ideia primeiro

Falhar em qualquer um destes três elementos pode resultar em acusação de plágio. E é precisamente aqui que a maioria dos estudantes tropeça.

Diagrama comparativo entre paráfrase correta e incorreta

Vamos tornar isto concreto. Observa a diferença entre citação direta, paráfrase correta e paráfrase problemática:

Tipo Exemplo Avaliação
Texto Original “A inteligência artificial está a transformar radicalmente os métodos de investigação científica contemporânea.”
Citação Direta Segundo Silva (2024, p. 45), “a inteligência artificial está a transformar radicalmente os métodos de investigação científica contemporânea.” ✅ Correto
Paráfrase Correta Os processos de pesquisa atuais têm sido profundamente modificados pelo avanço das tecnologias de IA (Silva, 2024). ✅ Correto
Paráfrase Problemática A IA está a alterar drasticamente as metodologias de investigação científica atual. ❌ Plágio (sem citação + estrutura similar)

Repara como a paráfrase problemática mantém a mesma estrutura frasal do original e simplesmente troca algumas palavras por sinónimos. Além disso, não cita a fonte. Este é exatamente o tipo de erro que os detectores identificam — e que reprova estudantes.

Para aprofundar a diferença entre citação direta e indireta nas normas ABNT, recomendo a leitura do artigo Citação direta e citação indireta: como fazer? do Brasil Escola.

Se preferes uma explicação visual sobre os fundamentos da paráfrase, a videoaula da Conexão Escola aborda os conceitos essenciais de forma acessível.


Os 7 Erros de Paráfrase Que Destroem Teses

Depois de analisar centenas de casos de acusações de plágio em contexto académico, identifiquei um padrão claro. Os mesmos sete erros aparecem repetidamente — e a maioria dos estudantes comete pelo menos dois ou três deles sem sequer perceber.

Infográfico dos sete erros comuns de paráfrase académica

Os 7 erros que mais reprovam estudantes:

  1. Substituição simples de sinónimos
  2. Manutenção da estrutura frasal original
  3. Omissão da referência bibliográfica
  4. Patchwriting (colagem de fragmentos)
  5. Alteração do sentido original
  6. Uso excessivo de ferramentas automáticas
  7. Falta de compreensão do texto-fonte

Erro #1 — Substituição de Sinónimos (O “Word Spinning”)

Este é, de longe, o erro mais comum — e também o mais fácil de detetar. Acontece quando pegas no texto original e simplesmente trocas palavras por sinónimos, mantendo tudo o resto intacto.

Pensa nisto como trocar a roupa de um manequim: continua a ser o mesmo manequim, apenas com roupas diferentes. Os detectores de plágio modernos identificam esta técnica com facilidade porque analisam não só as palavras, mas também os padrões estruturais do texto.

Original: “Os estudantes universitários enfrentam crescentes desafios na gestão do tempo académico.”

Word Spinning (ERRADO): “Os alunos de universidade confrontam aumentantes dificuldades na administração do tempo escolar.”

Paráfrase Correta: “A capacidade de organizar horários de estudo tornou-se uma competência crítica para quem frequenta o ensino superior (Referência, ano).”

O blog do Turnitin explica esta armadilha em detalhe no artigo Exploring the gray area: Understanding paraphrasing & potential path to plagiarism.

Erro #2 — Manutenção da Estrutura Frasal

Este erro é mais subtil. Mesmo quando usas palavras completamente diferentes, se a estrutura da frase for idêntica ao original, estás a cometer um erro de paráfrase.

A solução passa por reconstruir completamente a frase. Muda a voz (ativa para passiva ou vice-versa), altera a ordem dos elementos, divide frases longas ou une frases curtas. O objetivo é que, lendo a tua versão, seja impossível reconhecer a estrutura do original.

Erro #3 — Paráfrase Sem Citação da Fonte

Aqui está um dos equívocos mais perigosos na academia: a ideia de que, se reformulaste o texto com as tuas próprias palavras, já não precisas de citar a fonte. Isto é completamente falso.

A paráfrase é uma forma de citação indireta. Estás a apresentar a ideia de outra pessoa — simplesmente estás a fazê-lo com a tua própria linguagem. A ideia continua a pertencer ao autor original. O FastFormat Blog tem um guia detalhado sobre estas regras.

📘 Para uma abordagem completa sobre prevenção de plágio, consulta o nosso artigo sobre Prevenção de Plágio em Dissertações Académicas.

Erro #4 — Patchwriting (Colagem de Fragmentos)

O patchwriting acontece quando pegas em frases ou expressões de várias fontes diferentes e as “coses” juntas, criando um texto que parece original mas que é, essencialmente, uma colcha de retalhos de textos alheios.

Técnica para evitar: O processo de “digestão” do texto. Antes de escrever, lê várias fontes sobre o tema. Depois, fecha tudo. Espera pelo menos algumas horas. Só então, escreve o que ficou na tua mente — com as tuas próprias palavras e estrutura.

Erro #5 — Alteração do Sentido Original

Na tentativa de reformular completamente um texto, alguns estudantes vão longe demais — e acabam por distorcer o significado do que o autor original quis dizer. Este tipo de erro é especialmente comum quando estudantes usam ferramentas de paráfrase automáticas sem verificar se o sentido foi preservado.

Para entender melhor estes riscos, recomendo o artigo Parafrasear Tese com IA em 2025: A Verdade Oculta.

Erro #6 — Dependência Excessiva de Ferramentas Automáticas

As ferramentas de paráfrase podem ser aliadas valiosas — mas apenas quando usadas corretamente. O problema surge quando estudantes as tratam como substitutas do trabalho intelectual.

Checklist pós-ferramenta:

  • ☐ O sentido original está 100% preservado?
  • ☐ A estrutura frasal é genuinamente diferente?
  • ☐ Incluí a citação da fonte?
  • ☐ Compreendo completamente o que escrevi?
  • ☐ Conseguiria explicar esta ideia oralmente?

O guia de paráfrase do Scribbr oferece um excelente framework para integrar ferramentas no processo de escrita sem comprometer a integridade académica.

Erro #7 — Parafrasear Sem Compreender

Este é o erro mais fundamental. Quando não compreendes verdadeiramente o que estás a parafrasear, é praticamente impossível criar uma reformulação genuína.

O método correto de paráfrase (validado pela San José State University Library):

  1. o texto original com atenção total
  2. Compreende — pergunta a ti próprio: “Qual é a ideia central aqui?”
  3. Fecha o documento original
  4. Escreve a ideia com as tuas próprias palavras e estrutura
  5. Verifica comparando com o original para garantir precisão e originalidade
  6. Cita sempre a fonte

A Evolução dos Detectores de Plágio — Truques Antigos Já Não Funcionam

Se já ouviste histórias de colegas que “conseguiram passar” nos detectores usando truques como trocar caracteres por símbolos parecidos, tenho más notícias: esses tempos acabaram.

Evolução da tecnologia de deteção de plágio ao longo do tempo

A tecnologia de deteção evoluiu drasticamente nos últimos cinco anos. Os detectores modernos utilizam múltiplas camadas de análise:

Correspondência textual clássica: Comparação direta de sequências de palavras com bases de dados massivas.

Análise estrutural: Identificação de padrões estruturais — mesmo quando as palavras são diferentes, se a estrutura frasal for similar, o sistema sinaliza.

Análise semântica: Compreensão do significado do texto. Duas frases podem ter zero palavras em comum e ainda assim serem identificadas como paráfrase da mesma ideia.

Detecção de “impressão digital” estilística: Análise do estilo de escrita para identificar mudanças bruscas que possam indicar uso de ferramentas de IA.

Com a popularização do ChatGPT, surgiu uma nova categoria: os detectores de conteúdo gerado por IA. Estes sistemas analisam padrões de escrita típicos de modelos de linguagem — como repetição de estruturas e escolhas vocabulares previsíveis.

A conclusão é inevitável: a única solução sustentável é desenvolver competências genuínas de escrita académica. Ferramentas podem auxiliar, mas não podem substituir o teu trabalho intelectual.


Como Usar Ferramentas de Paráfrase de Forma Ética

A questão não é se usas ferramentas, mas como as usas. Pensa nas ferramentas de paráfrase como um dicionário de sinónimos sofisticado — útil para encontrar alternativas de expressão, mas não para fazer o trabalho de pensar por ti.

Usos legítimos:

  • Obter sugestões quando estás bloqueado criativamente
  • Verificar alternativas de expressão para evitar repetição vocabular
  • Confirmar se a tua própria paráfrase está suficientemente original

Usos problemáticos:

  • Reescrever automaticamente textos que não compreendeste
  • Substituir o processo de leitura e análise crítica
  • Gerar grandes volumes de texto parafraseado sem revisão

A tua tese representa meses ou anos de dedicação. Não deixes que erros evitáveis comprometam todo esse esforço. Aplica o que aprendeste aqui, desenvolve as tuas competências de escrita, e entrega um trabalho do qual possas ter orgulho — sem sustos no Turnitin.


Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *