Estudante universitário português a verificar tese no computador com ferramentas de deteção de IA em 2025
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Deteção de IA em Teses 2025: A Verdade Oculta | Tesify

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5 min de leitura

Imagina o seguinte cenário: passaste meses a trabalhar na tua tese, noites sem dormir, litros de café, e quando finalmente submetes… recebes um email a informar que o teu trabalho foi sinalizado por “suspeita de conteúdo gerado por inteligência artificial”. O pânico instala-se. Mas espera — tu escreveste aquilo tudo, palavra por palavra.

Este não é um caso hipotético. Em 2024, um estudo da Universidade de Reading revelou que aproximadamente 9% dos textos escritos por humanos são incorretamente classificados como gerados por IA pelas ferramentas mais populares. No contexto português, onde a verificação de inteligência artificial em teses académicas está a tornar-se prática comum, esta realidade afeta centenas de estudantes.

Neste artigo, vou revelar-te o que realmente está a acontecer nos bastidores das universidades portuguesas em 2025. Vais descobrir como funcionam as ferramentas de deteção, quais são os seus limites (e falhas!), e — talvez o mais importante — o que ninguém te conta sobre como te proteger.

Ilustração de deteção de IA em documentos académicos com lupa a analisar texto sinalizado

Se estás a preparar a tua tese de mestrado ou doutoramento, continua a ler. O que vais descobrir pode literalmente salvar o teu trabalho académico. E se queres evitar os erros mais comuns, descobre os 5 erros que podem reprovar-te.

Como Chegámos Aqui — A Evolução da Deteção de IA no Contexto Académico Português

Para entenderes verdadeiramente o que está a acontecer em 2025, precisas de conhecer a história. A forma como as universidades portuguesas lidam com a deteção de IA não surgiu do nada — foi uma evolução gradual, cheia de hesitações, adaptações apressadas e, sim, algum pânico institucional.

Antes do ChatGPT (2020-2022): Lembras-te quando o maior medo de qualquer estudante era o Turnitin encontrar uma frase igual num artigo obscuro de 2003? Nesses tempos mais simples, o foco era exclusivamente o plágio tradicional — cópia direta de textos existentes. A verificação era binária: ou copiaste, ou não copiaste. Ponto final.

O “Boom” de 2023: Quando o ChatGPT explodiu em popularidade, as universidades entraram em modo de emergência. De repente, qualquer estudante podia gerar texto fluente e coerente em segundos. Os professores começaram a notar trabalhos estranhamente “perfeitos” — demasiado bem estruturados, sem os erros típicos de um estudante sob pressão.

Timeline da evolução das políticas académicas de deteção de plágio para verificação de IA

A Adaptação Portuguesa (2024): As principais universidades portuguesas começaram finalmente a formalizar políticas. A Universidade de Lisboa foi pioneira ao implementar diretrizes específicas sobre o uso de IA em trabalhos académicos. A Universidade do Porto optou por uma abordagem mais flexível, exigindo declarações de uso de IA mas permitindo certas utilizações. O problema? Cada departamento, cada faculdade, por vezes cada orientador, interpretava as regras de forma diferente.

Definição Importante:
A deteção de IA em teses académicas consiste na análise automatizada de textos para identificar padrões linguísticos típicos de conteúdo gerado por inteligência artificial, diferenciando-o da escrita humana original.

O Cenário Atual (2025): Hoje estamos numa nova fase. As universidades portuguesas já não tratam a deteção de IA como uma novidade — é parte integrante do processo de avaliação. Os sistemas de verificação de originalidade tradicionais evoluíram para incluir módulos de deteção de IA, criando um sistema duplo de verificação.

O Que Está Realmente a Acontecer em 2025

Agora que conheces o contexto histórico, vamos ao que realmente interessa: o que está a acontecer neste momento. A verdade é que a deteção de IA em teses académicas portuguesas em 2025 é muito mais complexa do que a maioria dos estudantes imagina.

As Ferramentas Mais Usadas: Não existe uma única ferramenta de deteção de IA dominante. As universidades portuguesas utilizam um ecossistema variado, e conhecer cada uma pode ser a diferença entre aprovação e reprovação:

  • Turnitin AI Detection: A mais comum, integrada nos sistemas que muitas universidades já usavam para plágio
  • GPTZero Education: Popular em faculdades de humanidades pela sua sensibilidade a nuances linguísticas
  • Originality.ai: Crescendo rapidamente, especialmente em universidades privadas
  • Copyleaks AI Content Detector: Utilizado por algumas instituições técnicas
  • Ferramentas internas: A UCoimbra, por exemplo, está a desenvolver soluções próprias adaptadas ao português europeu

A realidade varia dramaticamente conforme a instituição. A Universidade de Lisboa implementou políticas específicas desde 2024, com verificação sistemática em todos os trabalhos de mestrado e doutoramento. A Universidade do Porto mantém uma abordagem mais flexível. Já as universidades privadas apresentam uma variação significativa — algumas são extremamente rigorosas, outras quase inexistentes na verificação.

A ULisboa tem sido particularmente ativa na implementação destas políticas — conhece os 5 erros mais comuns de estudantes da ULisboa em 2025.

Quais são os principais sinais que as ferramentas de deteção de IA procuram em teses?

  1. Uniformidade excessiva no estilo de escrita — humanos variam naturalmente o tom
  2. Estruturas de frases previsíveis e repetitivas — a IA tende a usar padrões
  3. Ausência de expressões coloquiais ou regionais — o “português de Portugal” real tem marcas distintivas
  4. Transições demasiado “perfeitas” entre parágrafos — os humanos são mais caóticos
  5. Vocabulário consistentemente formal sem variações naturais — ninguém escreve sempre “perfeitamente”

A Verdade Que Ninguém Te Conta — Limites, Falhas e Controvérsias

Chegámos à parte mais importante deste artigo — as revelações que as universidades preferem não discutir publicamente.

Ilustração mostrando o problema de falsos positivos na deteção de IA com balança desequilibrada

Revelação 1: As Ferramentas Não São Infalíveis. Vou ser direto: as ferramentas de deteção de IA erram. E erram mais do que gostaríamos de admitir. Um estudo publicado em 2024 pela Stanford University demonstrou que as principais ferramentas apresentam taxas de falsos positivos entre 5% e 15%. Isto significa que textos escritos integralmente por humanos são incorretamente sinalizados como “provavelmente gerados por IA”.

Mas aqui está o que poucos mencionam: estudantes com português como segunda língua são desproporcionalmente afetados. Porquê? Porque tendem a usar estruturas mais formais e menos expressões idiomáticas — exatamente o que as ferramentas interpretam como “sinais de IA”. A ironia é cruel: quanto “melhor” escreves academicamente, maior a probabilidade de seres sinalizado.

Revelação 2: O Paradoxo da “Humanização”. Existe agora um mercado crescente de ferramentas que pegam em texto gerado por IA e o modificam para parecer mais humano, evitando assim a deteção. Isto criou uma corrida armamentista entre detetores e evasores. As ferramentas de deteção atualizam-se, as de humanização adaptam-se, e o ciclo continua.

Revelação 3: A Zona Cinzenta do “Uso Legítimo”. Eis talvez a verdade mais frustrante: não existe consenso sobre o que constitui “uso legítimo” de IA. Usar IA para brainstorming é geralmente aceite. Usar para estruturar capítulos? Zona cinzenta. Reescrever frases numa forma mais fluente? Também. Gerar parágrafos completos? Problemático em quase todos os contextos.

O problema? Estas distinções variam não só entre universidades, mas entre departamentos da mesma universidade. O uso incorreto de IA é um dos principais fatores que leva à sinalização — descobre os erros fatais ao usar IA na tese.

Revelação 4: O Fator Humano na Decisão Final. Aqui está uma verdade reconfortante: a maioria das universidades portuguesas não reprova estudantes apenas com base na deteção automática. O processo típico envolve sinalização automática, análise manual por parte do orientador, confronto com o estudante e decisão final que considera múltiplos fatores. A defesa oral tornou-se um mecanismo de verificação complementar crucial.

O Que Esperar em 2026 e Além

Se 2025 já parece complexo, prepara-te: as mudanças que se avizinham vão transformar ainda mais a paisagem da verificação de IA académica em Portugal.

Atualmente, cada universidade define as suas próprias políticas. Mas há sinais claros de que o Ministério da Educação está a preparar diretrizes nacionais uniformizadas. O AI Act da União Europeia terá implicações crescentes na educação, e espera-se que até 2026 existam orientações específicas aplicáveis a todas as instituições de ensino superior portuguesas.

As ferramentas de deteção vão tornar-se mais sofisticadas. Algumas tendências já visíveis incluem análise de metadados, comparação com padrões de escrita pessoais, integração com sistemas de gestão académica e até blockchain para verificação de autoria.

Aspeto 2025 2026 (Previsão)
Políticas Variáveis por instituição Tendência para uniformização
Ferramentas Turnitin, GPTZero dominantes Soluções integradas mais precisas
Penalizações Inconsistentes Mais claras e graduadas
Declaração de IA Opcional/rara Obrigatória em muitas instituições

A tendência mais significativa não é tecnológica — é filosófica. Estamos a assistir a uma mudança de “proibir IA” para “ensinar a usar IA corretamente”. Algumas universidades já estão a implementar declarações obrigatórias de uso de IA, disciplinas sobre literacia de IA e novos formatos de avaliação focados em competências demonstráveis.

Como Te Proteger — Estratégias Práticas Para 2025

Chega de teoria. Vamos ao que podes fazer hoje para proteger a tua tese.

Estudante rodeado de estratégias de proteção académica como versões guardadas, comunicação e verificação

Conhece as Políticas da Tua Instituição. Parece óbvio, mas surpreendentemente poucos estudantes leem o regulamento académico específico da sua universidade. Procura informações sobre políticas oficiais, ferramentas utilizadas e processos de recurso. E não confies apenas nos documentos — fala diretamente com o teu orientador.

Documenta o Teu Processo de Escrita. Esta é talvez a proteção mais poderosa que tens. Se fores sinalizado, poder demonstrar o teu processo de escrita é ouro. Guarda todos os rascunhos e versões, usa ferramentas com histórico de edições, mantém notas de pesquisa organizadas com datas, e fotografa apontamentos manuais se os usares.

Se Usares IA, Usa Com Transparência. A tendência é clara: a transparência será recompensada. Regra de ouro: reescreve sempre com a tua voz. Se uma ideia te foi sugerida por IA, processa-a, reformula-a, integra-a genuinamente no teu raciocínio.

Testa o Teu Próprio Texto. Antes de submeter, usa as mesmas ferramentas que a tua universidade usa. Ferramentas como GPTZero e Originality.ai têm versões gratuitas limitadas. Identifica secções problemáticas e revê-as.

Investe na Tua Voz Autoral. A melhor proteção contra falsos positivos é escrever genuinamente como tu. A IA tende a ser genérica; tu és único. Inclui experiências e perspetivas pessoais onde apropriado, usa expressões que te são naturais, e deixa as “imperfeições humanas” — revisões excessivas podem parecer artificiais.

A Verdade Que Deves Levar Contigo

Ao longo deste artigo, revelei-te verdades que raramente são discutidas abertamente no contexto académico português. Viste que as ferramentas de deteção de IA não são infalíveis, que existe uma zona cinzenta enorme sobre o que constitui “uso legítimo”, e que a decisão final envolve sempre o fator humano.

A deteção de IA em teses académicas veio para ficar. Mas não é o bicho-de-sete-cabeças que alguns querem fazer parecer — se souberes como funciona e como te proteger.

A mensagem central é esta: transparência e autenticidade são as tuas melhores aliadas. Documenta o teu trabalho, conhece as políticas da tua instituição, e investe genuinamente na tua voz como autor académico.

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2 responses to “Deteção de IA em Teses 2025: A Verdade Oculta | Tesify”

  1. […] desmontar este mistério, passo a passo. Se quiseres aprofundar como as universidades detetam IA em Portugal, esse artigo complementa perfeitamente o que vais ler […]

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