Imagina o seguinte cenário: passaste meses a trabalhar na tua tese, noites sem dormir, litros de café, e quando finalmente submetes… recebes um email a informar que o teu trabalho foi sinalizado por “suspeita de conteúdo gerado por inteligência artificial”. O pânico instala-se. Mas espera — tu escreveste aquilo tudo, palavra por palavra.
Este não é um caso hipotético. Em 2024, um estudo da Universidade de Reading revelou que aproximadamente 9% dos textos escritos por humanos são incorretamente classificados como gerados por IA pelas ferramentas mais populares. No contexto português, onde a verificação de inteligência artificial em teses académicas está a tornar-se prática comum, esta realidade afeta centenas de estudantes.
Neste artigo, vou revelar-te o que realmente está a acontecer nos bastidores das universidades portuguesas em 2025. Vais descobrir como funcionam as ferramentas de deteção, quais são os seus limites (e falhas!), e — talvez o mais importante — o que ninguém te conta sobre como te proteger.

Se estás a preparar a tua tese de mestrado ou doutoramento, continua a ler. O que vais descobrir pode literalmente salvar o teu trabalho académico. E se queres evitar os erros mais comuns, descobre os 5 erros que podem reprovar-te.
Como Chegámos Aqui — A Evolução da Deteção de IA no Contexto Académico Português
Para entenderes verdadeiramente o que está a acontecer em 2025, precisas de conhecer a história. A forma como as universidades portuguesas lidam com a deteção de IA não surgiu do nada — foi uma evolução gradual, cheia de hesitações, adaptações apressadas e, sim, algum pânico institucional.
Antes do ChatGPT (2020-2022): Lembras-te quando o maior medo de qualquer estudante era o Turnitin encontrar uma frase igual num artigo obscuro de 2003? Nesses tempos mais simples, o foco era exclusivamente o plágio tradicional — cópia direta de textos existentes. A verificação era binária: ou copiaste, ou não copiaste. Ponto final.
O “Boom” de 2023: Quando o ChatGPT explodiu em popularidade, as universidades entraram em modo de emergência. De repente, qualquer estudante podia gerar texto fluente e coerente em segundos. Os professores começaram a notar trabalhos estranhamente “perfeitos” — demasiado bem estruturados, sem os erros típicos de um estudante sob pressão.

A Adaptação Portuguesa (2024): As principais universidades portuguesas começaram finalmente a formalizar políticas. A Universidade de Lisboa foi pioneira ao implementar diretrizes específicas sobre o uso de IA em trabalhos académicos. A Universidade do Porto optou por uma abordagem mais flexível, exigindo declarações de uso de IA mas permitindo certas utilizações. O problema? Cada departamento, cada faculdade, por vezes cada orientador, interpretava as regras de forma diferente.
Definição Importante:
A deteção de IA em teses académicas consiste na análise automatizada de textos para identificar padrões linguísticos típicos de conteúdo gerado por inteligência artificial, diferenciando-o da escrita humana original.
O Cenário Atual (2025): Hoje estamos numa nova fase. As universidades portuguesas já não tratam a deteção de IA como uma novidade — é parte integrante do processo de avaliação. Os sistemas de verificação de originalidade tradicionais evoluíram para incluir módulos de deteção de IA, criando um sistema duplo de verificação.
O Que Está Realmente a Acontecer em 2025
Agora que conheces o contexto histórico, vamos ao que realmente interessa: o que está a acontecer neste momento. A verdade é que a deteção de IA em teses académicas portuguesas em 2025 é muito mais complexa do que a maioria dos estudantes imagina.
As Ferramentas Mais Usadas: Não existe uma única ferramenta de deteção de IA dominante. As universidades portuguesas utilizam um ecossistema variado, e conhecer cada uma pode ser a diferença entre aprovação e reprovação:
- Turnitin AI Detection: A mais comum, integrada nos sistemas que muitas universidades já usavam para plágio
- GPTZero Education: Popular em faculdades de humanidades pela sua sensibilidade a nuances linguísticas
- Originality.ai: Crescendo rapidamente, especialmente em universidades privadas
- Copyleaks AI Content Detector: Utilizado por algumas instituições técnicas
- Ferramentas internas: A UCoimbra, por exemplo, está a desenvolver soluções próprias adaptadas ao português europeu
A realidade varia dramaticamente conforme a instituição. A Universidade de Lisboa implementou políticas específicas desde 2024, com verificação sistemática em todos os trabalhos de mestrado e doutoramento. A Universidade do Porto mantém uma abordagem mais flexível. Já as universidades privadas apresentam uma variação significativa — algumas são extremamente rigorosas, outras quase inexistentes na verificação.
A ULisboa tem sido particularmente ativa na implementação destas políticas — conhece os 5 erros mais comuns de estudantes da ULisboa em 2025.
Quais são os principais sinais que as ferramentas de deteção de IA procuram em teses?
- Uniformidade excessiva no estilo de escrita — humanos variam naturalmente o tom
- Estruturas de frases previsíveis e repetitivas — a IA tende a usar padrões
- Ausência de expressões coloquiais ou regionais — o “português de Portugal” real tem marcas distintivas
- Transições demasiado “perfeitas” entre parágrafos — os humanos são mais caóticos
- Vocabulário consistentemente formal sem variações naturais — ninguém escreve sempre “perfeitamente”
A Verdade Que Ninguém Te Conta — Limites, Falhas e Controvérsias
Chegámos à parte mais importante deste artigo — as revelações que as universidades preferem não discutir publicamente.

Revelação 1: As Ferramentas Não São Infalíveis. Vou ser direto: as ferramentas de deteção de IA erram. E erram mais do que gostaríamos de admitir. Um estudo publicado em 2024 pela Stanford University demonstrou que as principais ferramentas apresentam taxas de falsos positivos entre 5% e 15%. Isto significa que textos escritos integralmente por humanos são incorretamente sinalizados como “provavelmente gerados por IA”.
Mas aqui está o que poucos mencionam: estudantes com português como segunda língua são desproporcionalmente afetados. Porquê? Porque tendem a usar estruturas mais formais e menos expressões idiomáticas — exatamente o que as ferramentas interpretam como “sinais de IA”. A ironia é cruel: quanto “melhor” escreves academicamente, maior a probabilidade de seres sinalizado.
Revelação 2: O Paradoxo da “Humanização”. Existe agora um mercado crescente de ferramentas que pegam em texto gerado por IA e o modificam para parecer mais humano, evitando assim a deteção. Isto criou uma corrida armamentista entre detetores e evasores. As ferramentas de deteção atualizam-se, as de humanização adaptam-se, e o ciclo continua.
Revelação 3: A Zona Cinzenta do “Uso Legítimo”. Eis talvez a verdade mais frustrante: não existe consenso sobre o que constitui “uso legítimo” de IA. Usar IA para brainstorming é geralmente aceite. Usar para estruturar capítulos? Zona cinzenta. Reescrever frases numa forma mais fluente? Também. Gerar parágrafos completos? Problemático em quase todos os contextos.
O problema? Estas distinções variam não só entre universidades, mas entre departamentos da mesma universidade. O uso incorreto de IA é um dos principais fatores que leva à sinalização — descobre os erros fatais ao usar IA na tese.
Revelação 4: O Fator Humano na Decisão Final. Aqui está uma verdade reconfortante: a maioria das universidades portuguesas não reprova estudantes apenas com base na deteção automática. O processo típico envolve sinalização automática, análise manual por parte do orientador, confronto com o estudante e decisão final que considera múltiplos fatores. A defesa oral tornou-se um mecanismo de verificação complementar crucial.
O Que Esperar em 2026 e Além
Se 2025 já parece complexo, prepara-te: as mudanças que se avizinham vão transformar ainda mais a paisagem da verificação de IA académica em Portugal.
Atualmente, cada universidade define as suas próprias políticas. Mas há sinais claros de que o Ministério da Educação está a preparar diretrizes nacionais uniformizadas. O AI Act da União Europeia terá implicações crescentes na educação, e espera-se que até 2026 existam orientações específicas aplicáveis a todas as instituições de ensino superior portuguesas.
As ferramentas de deteção vão tornar-se mais sofisticadas. Algumas tendências já visíveis incluem análise de metadados, comparação com padrões de escrita pessoais, integração com sistemas de gestão académica e até blockchain para verificação de autoria.
| Aspeto | 2025 | 2026 (Previsão) |
|---|---|---|
| Políticas | Variáveis por instituição | Tendência para uniformização |
| Ferramentas | Turnitin, GPTZero dominantes | Soluções integradas mais precisas |
| Penalizações | Inconsistentes | Mais claras e graduadas |
| Declaração de IA | Opcional/rara | Obrigatória em muitas instituições |
A tendência mais significativa não é tecnológica — é filosófica. Estamos a assistir a uma mudança de “proibir IA” para “ensinar a usar IA corretamente”. Algumas universidades já estão a implementar declarações obrigatórias de uso de IA, disciplinas sobre literacia de IA e novos formatos de avaliação focados em competências demonstráveis.
Como Te Proteger — Estratégias Práticas Para 2025
Chega de teoria. Vamos ao que podes fazer hoje para proteger a tua tese.

Conhece as Políticas da Tua Instituição. Parece óbvio, mas surpreendentemente poucos estudantes leem o regulamento académico específico da sua universidade. Procura informações sobre políticas oficiais, ferramentas utilizadas e processos de recurso. E não confies apenas nos documentos — fala diretamente com o teu orientador.
Documenta o Teu Processo de Escrita. Esta é talvez a proteção mais poderosa que tens. Se fores sinalizado, poder demonstrar o teu processo de escrita é ouro. Guarda todos os rascunhos e versões, usa ferramentas com histórico de edições, mantém notas de pesquisa organizadas com datas, e fotografa apontamentos manuais se os usares.
Se Usares IA, Usa Com Transparência. A tendência é clara: a transparência será recompensada. Regra de ouro: reescreve sempre com a tua voz. Se uma ideia te foi sugerida por IA, processa-a, reformula-a, integra-a genuinamente no teu raciocínio.
Testa o Teu Próprio Texto. Antes de submeter, usa as mesmas ferramentas que a tua universidade usa. Ferramentas como GPTZero e Originality.ai têm versões gratuitas limitadas. Identifica secções problemáticas e revê-as.
Investe na Tua Voz Autoral. A melhor proteção contra falsos positivos é escrever genuinamente como tu. A IA tende a ser genérica; tu és único. Inclui experiências e perspetivas pessoais onde apropriado, usa expressões que te são naturais, e deixa as “imperfeições humanas” — revisões excessivas podem parecer artificiais.
A Verdade Que Deves Levar Contigo
Ao longo deste artigo, revelei-te verdades que raramente são discutidas abertamente no contexto académico português. Viste que as ferramentas de deteção de IA não são infalíveis, que existe uma zona cinzenta enorme sobre o que constitui “uso legítimo”, e que a decisão final envolve sempre o fator humano.
A deteção de IA em teses académicas veio para ficar. Mas não é o bicho-de-sete-cabeças que alguns querem fazer parecer — se souberes como funciona e como te proteger.
A mensagem central é esta: transparência e autenticidade são as tuas melhores aliadas. Documenta o teu trabalho, conhece as políticas da tua instituição, e investe genuinamente na tua voz como autor académico.
Na Tesify, ajudamos estudantes portugueses a desenvolver teses autênticas, bem estruturadas e que passam qualquer verificação de originalidade — porque são genuinamente tuas.
O que oferecemos:
- ✍️ Orientação especializada na estruturação da tese
- 📝 Revisão e feedback por especialistas académicos
- 🎯 Apoio na redação que mantém a tua voz autoral
- ✅ Verificação prévia de originalidade e deteção de IA
- 📚 Gestão automática de citações e bibliografia
Já ajudámos centenas de estudantes de universidades como ULisboa, UPorto, UCoimbra e muitas outras a concluir as suas teses com sucesso. O próximo podes ser tu.




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