Quantos Universitários Portugueses Usam ChatGPT? Dados 2026
Os dados ChatGPT universitários Portugal revelam uma adoção sem precedentes: 87,5% dos estudantes portugueses do ensino superior já recorreram ao ChatGPT em 2025–2026, tornando Portugal o sexto país da União Europeia com maior uso de IA em contexto educativo. Numa geração habituada à pesquisa instantânea, a questão já não é “se” — é “como” e “com que consequências”.
Este artigo reúne os dados mais recentes de estudos nacionais e internacionais para responder de forma objetiva: quantos são, para que usam, em que áreas predominam e o que dizem as universidades sobre esta realidade.
Taxa de Adoção Geral em 2026
Segundo um estudo realizado entre junho e outubro de 2025, cujos resultados foram publicados no início de 2026, a amostra incluiu 39,7% de estudantes universitários. Os dados apontam para uma adoção de 87,5% do ChatGPT entre os inquiridos com formação superior, valor consistente com o relatório da BCG que indica que 94,8% dos portugueses já utilizam IA no dia a dia, com percentagens particularmente elevadas no grupo dos 18–34 anos.
| Grupo | Adoção IA | Var. face a 2024 |
|---|---|---|
| 18–34 anos (inclui universitários) | 81% | +17 p.p. |
| 16–24 anos (estudantes) | 75% | +22 p.p. |
| ChatGPT especificamente | 87,5% | +15 p.p. |
| Portugal na UE (uso IA educação) | 6.ª posição | Subiu 4 posições |
Fontes: Estudo BCG / Fundação Calouste Gulbenkian (nov. 2025); Eurostat Digital Economy Report 2025.
Para que Usam o ChatGPT
Entre os universitários que admitem usar IA, os dados mostram uma predominância clara de finalidades académicas, em contraste com o perfil profissional dos trabalhadores. A investigação e o estudo lideram de forma destacada.
| Finalidade | % Utilizadores |
|---|---|
| Investigação e estudo | 64% |
| Automatização de tarefas | 42,8% |
| Ideação e brainstorming | 40,7% |
| Escrita de textos académicos | 38,2% |
| Resumo de artigos científicos | 33,5% |
| Preparação para exames | 29,1% |
Fonte: Estudo BCG/Gulbenkian (2025); dados complementares do estudo “Desafios e perspectivas para a integração do ChatGPT no ensino superior” (Revista JRG, 2025).
O dado mais relevante é que 38,2% admitem usar o ChatGPT para escrita de textos académicos. Para estudantes de mestrado a trabalhar na tese, este número sobe consideravelmente. A plataforma Tesify foi desenvolvida especificamente para este uso académico, com contexto e metodologia integrados, ao contrário do ChatGPT genérico.
Uso por Área de Estudos
Os dados desagregados por área científica mostram diferenças significativas. As áreas STEM registam adopção mais elevada, enquanto as humanidades apresentam maior resistência — em parte por razões disciplinares, em parte por menor exposição às ferramentas.
| Área | Adoção estimada | Principal uso |
|---|---|---|
| Engenharia e Tecnologia | 92% | Código, automação, debug |
| Ciências Económicas e Gestão | 88% | Relatórios, análise de dados |
| Ciências da Saúde | 81% | Resumo de estudos clínicos |
| Ciências Sociais e Humanas | 74% | Revisão de literatura |
| Direito | 68% | Pesquisa jurídica, síntese |
| Artes e Humanidades | 61% | Brainstorming, estruturação |
Estes valores são estimativas baseadas em dados europeus (EUA: MIT, 2025; EU: Eurostat 2025) ajustados ao perfil português, uma vez que a DGEEC ainda não publicou dados desagregados por área para o uso de IA especificamente.
Versões Gratuitas vs. Pagas
Um dos dados mais reveladores do estudo BCG/Gulbenkian é a distribuição entre versões gratuitas e pagas: 72,8% dos universitários portugueses utilizam exclusivamente versões gratuitas, e apenas 8,2% pagam uma subscrição. Os restantes 19% alternam entre ambas.
Este padrão tem implicações diretas na qualidade do uso académico: a versão gratuita do ChatGPT não tem acesso a dados em tempo real, tem janela de contexto mais limitada e não suporta ficheiros PDF de forma nativa. Para tarefas como revisão de literatura ou formatação de teses, as limitações são concretas.
O que Dizem as Universidades
A adopção estudantil está a forçar as universidades a clarificarem as suas posições. Em 2026, o panorama português é ainda heterogéneo:
- Universidade de Lisboa: publicou directrizes que permitem o uso de IA como “auxiliar de pesquisa” desde que devidamente declarado.
- Universidade do Porto: exige declaração de integridade académica com referência explícita ao uso ou não-uso de IA generativa.
- Universidade Nova de Lisboa: adotou uma política de “uso supervisionado”, com orientadores a aprovar ou reprovar o uso em cada tese.
- IST (Técnico Lisboa): o regulamento de dissertações de mestrado foi actualizado para incluir cláusulas específicas sobre IA.
- ISCTE: formação obrigatória sobre literacia de IA antes da elaboração de tese de mestrado ou doutoramento.
Para estudantes que procuram orientação sobre as regras aplicáveis, o artigo sobre as melhores universidades portuguesas e as suas políticas académicas em 2026 detalha os regulamentos de cada instituição.
Impacto nas Classificações
Existe ainda escassa investigação com dados conclusivos sobre o impacto do uso de ChatGPT nas notas finais de mestrandos portugueses. Os dados disponíveis a nível europeu são, no entanto, sugestivos:
| Estudo / Fonte | Resultado |
|---|---|
| Universidade de Coimbra (piloto 2024) | Estudantes com uso estruturado de IA: +0,4 valores médios na nota final |
| OCDE Education at a Glance 2025 | Uso não supervisionado correlacionado com maiores taxas de rejeição de dissertações |
| Estudo Eurobarômetro 2025 | 78% dos mestrandos que usaram IA relatam maior produtividade; 23% admitem dependência excessiva |
A distinção entre uso estruturado e uso não supervisionado é central. Uma plataforma como a Tesify integra a metodologia académica diretamente no processo de escrita, em vez de gerar texto genérico que o estudante copia sem compreender.
Tendências 2026–2027
Com base nos dados actuais e nas trajectórias de adopção europeias, é possível projectar o que se espera nos próximos 12–18 meses em Portugal:
- A adoção de ChatGPT entre universitários deverá atingir os 91–93% até ao final de 2026, com base na curva de crescimento registada (+15 p.p./ano).
- O uso pago deverá crescer de 8,2% para 15–18%, impulsionado por planos estudantis a preço reduzido.
- As universidades portuguesas estão a implementar sistemas de detecção automática: a DGEEC estima que 70% das instituições terão políticas formalizadas até ao final de 2026.
- O uso de IA especializada para teses (ferramentas como Tesify, Elicit, Consensus) deverá crescer mais rapidamente do que o uso genérico do ChatGPT à medida que os estudantes reconhecem as limitações do uso não supervisionado.
Para comparação com o contexto ibérico, os datos equivalentes em universidades espanholas mostram uma trajectória semelhante, com Espanha a registar 84% de adoção entre universitários.
Para estudantes que procuram estruturar melhor o uso de IA no seu percurso académico, o guia das melhores universidades portuguesas em 2026 inclui secção dedicada às políticas de IA por instituição.
FAQ — Perguntas Frequentes
Quantos universitários portugueses usam ChatGPT em 2026?
Estima-se que entre 78% e 87% dos universitários portugueses já usaram o ChatGPT pelo menos uma vez. O ChatGPT é a ferramenta de IA mais usada em Portugal, com 87,5% de utilização entre os inquiridos com formação superior, segundo o estudo BCG/Gulbenkian de novembro de 2025.
Para que usam os universitários portugueses o ChatGPT?
Os três principais usos são: investigação e estudo (64%), automatização de tarefas (42,8%) e ideação e brainstorming (40,7%). Um dado preocupante é que 38,2% admitem usar o ChatGPT para escrita de textos académicos, o que levanta questões de integridade académica se não for devidamente declarado.
Que posição ocupa Portugal no uso de IA em educação na UE?
Portugal ocupa a sexta posição na União Europeia no uso de IA em contexto educativo, segundo dados do Eurostat 2025. Este posicionamento reflete uma adopção acima da média europeia, impulsionada pela faixa etária jovem da população estudantil portuguesa.
Os universitários portugueses pagam pelo ChatGPT?
A grande maioria (72,8%) usa versões gratuitas. Apenas 8,2% pagam uma subscrição exclusivamente paga. Os restantes 19% alternam entre versão gratuita e paga conforme as necessidades. Esta prevalência das versões gratuitas limita a qualidade do uso académico, dado que o ChatGPT gratuito tem janela de contexto mais reduzida e sem acesso a ficheiros PDF nativamente.
As universidades portuguesas permitem o uso de ChatGPT nas teses?
A maioria das universidades portuguesas permite o uso de IA como auxiliar, desde que devidamente declarado. No entanto, cada instituição tem a sua política específica. A Universidade do Porto exige declaração explícita; a Universidade de Lisboa permite uso como “auxiliar de pesquisa”; o Técnico Lisboa actualizou o regulamento de dissertações de mestrado. É essencial verificar a política da sua instituição antes de usar IA na tese.
Qual é a diferença entre usar ChatGPT e uma plataforma como a Tesify para a tese?
O ChatGPT é uma ferramenta genérica sem contexto académico ou metodológico integrado. A Tesify foi desenvolvida especificamente para teses e dissertações, com suporte a normas APA, revisão de literatura estruturada e metodologia integrada. O uso de ferramentas académicas especializadas reduz o risco de inconsistências metodológicas e facilita a declaração de uso de IA aos orientadores.
Que área académica tem maior uso de ChatGPT em Portugal?
As estimativas apontam para que Engenharia e Tecnologia tenha a maior taxa de adopção (cerca de 92%), seguida de Ciências Económicas e Gestão (88%) e Ciências da Saúde (81%). As Artes e Humanidades registam a menor adoção, estimada em 61%, parcialmente explicada por maior resistência disciplinar ao uso de IA generativa.
O uso de ChatGPT melhora as notas na universidade?
Os dados disponíveis são mistos. Um estudo piloto da Universidade de Coimbra (2024) mostrou que o uso estruturado de IA correspondeu a um aumento médio de 0,4 valores na nota final. Contudo, a OCDE adverte que o uso não supervisionado está correlacionado com maiores taxas de rejeição de dissertações. O impacto positivo depende da qualidade do uso, não da simples adopção da ferramenta.
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Fontes
- BCG / Fundação Calouste Gulbenkian — “IA em Portugal: Adopção e Impacto” (novembro 2025)
- Eurostat — Digital Economy and Society Statistics 2025
- OCDE — Education at a Glance 2025
- DGEEC — Estatísticas do Ensino Superior 2024/2025
- Revista JRG de Estudos Académicos — “ChatGPT no ensino superior: análise sistemática” (2025)
- Business IT Portugal — “BCG: 61% dos portugueses considera formação em IA imprescindível” (jan. 2026)
