Doutorando português a utilizar assistente de IA para escrita de tese de doutoramento no computador
, ,

Assistente IA para Tese: Guia Completo para Doutorandos

Tesify Avatar

5 min de leitura

Descobre porque é que a maioria dos doutorandos portugueses está a usar inteligência artificial de forma completamente errada — e como podes fazer diferente.

Porque é que 90% dos Doutorandos Usam IA de Forma Errada

Vou ser brutalmente honesto contigo: estás provavelmente a desperdiçar o potencial da inteligência artificial na tua tese. E não, não estou a falar de não a usares — estou a falar de a usares mal.

Os números são impressionantes. Um estudo recente da Nature (2024) revelou que mais de 85% dos investigadores académicos já utilizam alguma forma de assistente de IA no seu trabalho. Em Portugal, inquéritos informais nas principais universidades (ULisboa, UPorto, UCoimbra) sugerem que essa percentagem entre doutorandos ultrapassa os 70%.

Mas aqui está o problema que ninguém te conta: a grande maioria usa estas ferramentas como se fossem uma máquina de escrever automática. E esse é precisamente o erro fatal.

“A questão não é se deves usar IA na tua tese. A questão é: estás a usá-la de forma que te torna num investigador melhor ou apenas num investigador mais preguiçoso?”

O verdadeiro segredo sobre o uso de assistentes de IA para escrita de teses de doutoramento não está nas ferramentas em si — está na estratégia. E é exatamente isso que vou partilhar contigo.

Vais descobrir:

  • O que realmente distingue um assistente de IA para teses de um simples chatbot
  • As tendências que estão a transformar o doutoramento em Portugal
  • A estratégia dos 3 pilares que os doutorandos mais bem-sucedidos usam
  • Como preparar-te para um futuro onde a literacia em IA será obrigatória

Se queres aprofundar desde já os fundamentos, recomendo que leias também o artigo sobre assistentes AI para escrita de teses de doutoramento em Portugal — é o complemento perfeito para o que vais aprender aqui.

O Que é um Assistente de IA para Teses e Como Funciona na Prática

Antes de mergulharmos nas estratégias avançadas, precisamos de estar na mesma página. Porque quando falo de assistente de IA para tese, não estou a falar do mesmo que o teu colega que usa o ChatGPT para “escrever parágrafos rápidos”.

Um assistente de IA para tese é uma ferramenta de inteligência artificial que auxilia doutorandos em tarefas como estruturação de argumentos, revisão de texto, organização de referências e superação do bloqueio de escrita — sem substituir o pensamento crítico do investigador.

Parece simples, certo? Mas a diferença entre usar e usar bem está nos detalhes.

Ilustração de um doutorando a trabalhar com IA como assistente colaborativo
A IA funciona como co-piloto: tu manténs o controlo.

ChatGPT, Claude, Gemini: Qual é a Diferença Real?

Imagina que estás a escolher entre três assistentes de investigação humanos. Um é generalista e muito conversador (ChatGPT), outro é meticuloso e excelente a analisar documentos longos (Claude), e o terceiro tem acesso direto a toda a informação da internet em tempo real (Gemini).

Na prática, para doutorandos:

  • ChatGPT (OpenAI): Excelente para brainstorming, reformulação de parágrafos e exploração de ideias iniciais.
  • Claude (Anthropic): Superior para análise de textos académicos longos, síntese de literatura e manutenção de coerência argumentativa.
  • Gemini (Google): Destaca-se pela integração com pesquisa web e capacidade de aceder a fontes atualizadas.

Mas atenção: estas são ferramentas generalistas. Existem também plataformas especializadas, como a tesify.pt, desenhadas especificamente para o contexto académico português.

Casos de Uso Práticos (Que Realmente Funcionam)

Deixa-me ser concreto. Eis como doutorandos portugueses estão a usar assistentes de IA de forma produtiva:

  1. Brainstorming estruturado: “Dá-me 10 ângulos diferentes para abordar a questão X na minha área de investigação”
  2. Estruturação de capítulos: “Sugere uma estrutura lógica para um capítulo sobre metodologia qualitativa”
  3. Revisão linguística: Correção de erros, melhoria de clareza, adaptação ao registo académico
  4. Síntese de literatura: “Resume os principais argumentos destes 5 artigos sobre o tema Y”

Para ferramentas específicas para cada uma destas fases, consulta o artigo sobre ferramentas de IA para doutoramento.

As Limitações que Poucos Mencionam

E aqui está o que os entusiastas da IA raramente admitem:

  • Alucinações: A IA pode inventar referências bibliográficas que não existem (verifica SEMPRE)
  • Falta de originalidade: Não consegue gerar insights verdadeiramente novos — apenas recombina o que já existe
  • Desconhecimento do teu contexto específico: Não conhece o teu orientador, a tua universidade, nem as nuances do teu campo
  • Viés e imprecisões: Pode reproduzir erros presentes nos dados de treino

Saber estas limitações é o que separa o uso ingénuo do uso estratégico.

A Revolução Silenciosa: Tendências do Uso de IA em Teses de Doutoramento em Portugal

Enquanto debates sobre “se devemos usar IA” continuam em algumas faculdades, a realidade já mudou. E mudou de forma irreversível.

Mapa estilizado de Portugal com universidades conectadas por redes digitais
As principais universidades portuguesas já estão a adaptar-se à era da IA.

O Que Está a Acontecer nas Universidades Portuguesas

Em 2024, várias instituições portuguesas começaram a formalizar as suas posições:

  • A Universidade de Lisboa emitiu orientações sobre uso responsável de IA em trabalhos académicos
  • A Universidade do Porto integrou módulos sobre literacia digital e IA em programas doutorais
  • A Universidade de Coimbra iniciou discussões formais sobre políticas de declaração de uso de IA

Segundo dados da DGEEC, Portugal tem cerca de 20.000 doutorandos ativos. A estimativa informal é que mais de 14.000 já utilizaram alguma forma de assistente de IA no seu trabalho — mesmo que muitos não o admitam abertamente.

Comparação com o Contexto Internacional

Portugal não está isolado nesta tendência. Segundo o relatório “AI in Higher Education” da UNESCO (2024):

  • EUA: 92% das universidades já têm políticas formais sobre uso de IA
  • Reino Unido: O Russell Group emitiu diretrizes unificadas em 2024
  • Alemanha: A DFG exige declaração de uso de IA em candidaturas a financiamento

Portugal está a acompanhar — com algum atraso, mas está. A questão é: tu estás?

Dois Perfis de Doutorando: Qual és Tu?

O Doutorando Resistente: Vê a IA como “batota”, recusa-se a explorar ferramentas novas e demora mais tempo em tarefas que poderiam ser otimizadas. Muitas vezes, acaba por usar IA às escondidas, sem estratégia.

O Doutorando Estratégico: Entende que IA é uma ferramenta, não um substituto. Usa de forma transparente e documentada, integra com outras ferramentas e termina a tese mais rápido e com menos stress.

Estudos preliminares sugerem que doutorandos que usam IA de forma estratégica podem reduzir o tempo de escrita em 20-30% — sem comprometer a qualidade ou originalidade.

O Segredo que Ninguém Te Conta: A Estratégia dos 3 Pilares

Chegámos ao coração deste artigo. Esta é a informação que realmente importa — e que poucos estão dispostos a partilhar de forma clara.

Ilustração dos três pilares estratégicos para uso de IA em teses
Os três pilares que sustentam o sucesso académico com IA.

Pilar 1: A IA como Co-Piloto, Não como Autor

Esta é a distinção mais importante que podes fazer. Um co-piloto ajuda-te a voar melhor; não voa por ti.

Quando usas um assistente de IA, deves sempre começar com as tuas ideias. A IA refina, expande, questiona — mas não origina. A autoria intelectual permanece tua.

Eis uma técnica poderosa — o prompt iterativo:

  1. “Escrevi este parágrafo: [o teu texto]. Que pontos fracos identificas na argumentação?”
  2. “Sugere 3 formas de fortalecer este argumento”
  3. “Reformula mantendo a minha voz, mas tornando mais claro”

Percebes a diferença? Tu és o piloto. A IA é o instrumento.

Exemplos de prompts eficazes para cada fase:

Fase da Tese Prompt Sugerido
Definição do problema “Quais são as lacunas mais debatidas na literatura sobre [tema]?”
Revisão de literatura “Resume as principais correntes teóricas sobre [conceito] dos últimos 10 anos”
Metodologia “Quais as limitações desta abordagem metodológica que devo antecipar?”
Discussão “Que contra-argumentos poderiam ser feitos a esta conclusão?”

Pilar 2: Documentação Transparente do Uso de IA

Este é o pilar que a maioria ignora — e que pode fazer a diferença entre aprovação e problemas sérios.

Porque deves registar TODAS as interações com IA:

  • Proteção legal e académica em caso de questionamento
  • Capacidade de demonstrar que a autoria intelectual é tua
  • Respeito pelas diretrizes emergentes das universidades portuguesas
  • Integridade profissional para a tua carreira futura

Para entender em detalhe os limites éticos e percentagens permitidas de uso de IA em teses académicas, recomendo vivamente esta leitura complementar.

Como falar com o teu orientador sobre isto:

“Professor/a [Nome], gostaria de partilhar consigo a forma como tenho utilizado ferramentas de IA como apoio à minha escrita. Uso principalmente para [brainstorming/revisão linguística/estruturação de ideias], mantendo sempre a autoria intelectual e verificando todas as informações. Tenho um registo das minhas interações e gostaria de saber se há alguma orientação específica que deva seguir.”

Na maioria dos casos, os orientadores apreciam a transparência e proatividade.

Modelo de declaração para anexar à tese:

“Declaração de Uso de Ferramentas de IA: Na elaboração desta tese, foram utilizadas ferramentas de inteligência artificial (especificamente [nome das ferramentas]) para apoio em tarefas de [revisão linguística/brainstorming/organização de ideias]. Toda a análise crítica, argumentação original e contribuições teóricas são da exclusiva autoria do investigador. Um registo das interações está disponível mediante solicitação.”

Pilar 3: Integração com o Ecossistema de Ferramentas do Doutorando

A IA não é uma solução isolada. É uma peça de um puzzle maior — e só funciona bem quando integrada com as outras peças.

O fluxo de trabalho completo de um doutorando estratégico:

  1. Pesquisar: Google Scholar, bases de dados específicas da área, alertas automáticos
  2. Organizar: Zotero ou Mendeley para referências, Notion ou Obsidian para notas
  3. Escrever: Processador de texto + assistente de IA para revisão e estruturação
  4. Revisar: IA para verificação de coerência, ferramentas anti-plágio, revisão por pares

A plataforma tesify.pt foi desenvolvida especificamente para integrar estas fases, oferecendo um ambiente único onde podes pesquisar, organizar, escrever e revisar — tudo com apoio inteligente.

O Futuro do Doutoramento em Portugal: Previsões até 2027

Olhar para o futuro não é exercício de futurologia — é preparação estratégica. E o que vem aí vai mudar fundamentalmente o que significa ser doutorando em Portugal.

Visão futurista de um doutorando num ambiente de trabalho digital avançado
O futuro do doutoramento: tecnologia ao serviço da investigação humana.

Tendências de IA para teses de doutoramento em 2025-2027:

  1. Diretrizes institucionais formalizadas em todas as universidades portuguesas
  2. Ferramentas de IA especializadas para revisão sistemática de literatura
  3. Integração nativa de IA em processadores de texto académico
  4. Formação obrigatória em literacia de IA para todos os doutorandos
  5. Sistemas de deteção de IA mais sofisticados — mas também mais matizados

A FCT já começou a incluir questões sobre uso de IA em relatórios de progresso de bolseiros. É apenas o início.

O Conceito Emergente de “AI Literacy”

Assim como a literacia digital se tornou competência obrigatória há 20 anos, a literacia em IA está a tornar-se requisito essencial para investigadores. Isto inclui saber avaliar criticamente outputs de IA, compreender como funcionam os modelos de linguagem, conhecer implicações éticas e legais, e dominar técnicas de prompting eficaz.

Deixa-me ser direto: daqui a 5 anos, não saber usar IA de forma estratégica será como não saber usar email em 2005.

Os investigadores que dominam estas ferramentas vão publicar mais, conseguir financiamento mais facilmente, colaborar em redes internacionais com mais fluidez e terminar os seus doutoramentos mais rapidamente. Os que não dominam… bem, vão competir em desvantagem.

Próximo Passo: Começa Hoje

Chegámos ao momento da verdade. Tens agora informação que a maioria dos teus colegas não tem. A questão é: o que vais fazer com ela?

O segredo resume-se a isto: Não se trata de usar ou não usar. Trata-se de usar com estratégia, transparência e integração.

✅ A tua lista de ação imediata:

  1. Escolhe uma ferramenta e cria conta (ChatGPT, Claude, ou explora a tesify.pt)
  2. Experimenta 3 prompts diferentes da tabela que partilhei acima
  3. Cria um documento para registar as tuas interações com IA
  4. Agenda uma conversa com o teu orientador sobre uso de IA
  5. Lê o artigo complementar sobre assistentes AI para escrita de teses de doutoramento

Não precisa de ser perfeito. Precisa de ser começado.

🚀 Pronto para dominar o uso de assistentes de IA na tua tese de doutoramento?

Descobre todas as ferramentas e estratégias em tesify.pt — a plataforma que ajuda doutorandos portugueses a escrever teses melhores, mais rápido e de forma ética.


E tu? Já usas IA na tua tese? Conta-me nos comentários qual é a tua maior dúvida ou partilha a tua experiência. Vou responder pessoalmente a cada questão.

Artigo atualizado em 2025. Para mais recursos sobre IA em contexto académico, visita tesify.pt.


Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *