Uso de IA em Mestrados Portugueses: Dados de Adopção 2026
Os dados de uso de IA em mestrados portugueses em 2026 confirmam uma realidade já irreversível: 78% dos mestrandos portugueses já utilizaram ferramentas de inteligência artificial no contexto da sua tese ou dissertação. Portugal passou de 10% de adopção de IA em 2023 para 55% em 2025, e os mestrandos lideram essa curva de crescimento. O problema já não é a adopção — é a qualidade e a ética do uso.
Este artigo compila os dados de adopção mais recentes, detalhando ferramentas usadas, finalidades, impacto nas notas e o posicionamento das universidades portuguesas face a esta realidade.
Taxas de Adopção em 2026
A trajectória de adopção de IA em Portugal é uma das mais aceleradas da Europa. Os dados agregados de estudos nacionais e europeus permitem traçar uma curva clara:
| Ano | Adopção IA (geral PT) | Uso IA em tese (mestrandos) |
|---|---|---|
| 2023 | 10% | ~22% |
| 2024 | 27% | ~51% |
| 2025 | 55% | ~78% |
| 2026 (proj.) | 70–75% | 88–92% |
Fontes: BCG/Fundação Calouste Gulbenkian (nov. 2025); Business IT Portugal (mar. 2026); Tesify — Inquérito a utilizadores (2025).
O diferencial entre adopção geral e adopção específica em contexto de tese sugere que os mestrandos adoptam IA mais cedo e mais intensamente do que a população geral — o que faz sentido dada a natureza da tarefa (produção de texto longo e estruturado, revisão de literatura extensa) e a pressão de tempo.
Ferramentas Mais Usadas pelos Mestrandos
O ChatGPT domina claramente o panorama, mas os dados de 2025–2026 mostram uma diversificação crescente:
| Ferramenta | % mestrandos que usam | Principal uso |
|---|---|---|
| ChatGPT | 87,5% | Escrita, brainstorming, pesquisa |
| Microsoft Copilot | 37,6% | Integração Word/Teams |
| Gemini (Google) | 31,2% | Pesquisa web integrada |
| Elicit / Consensus | 18,4% | Revisão de literatura académica |
| Claude (Anthropic) | 14,7% | Análise de documentos longos |
| Tesify | 11,3% | Escrita académica especializada |
| Perplexity | 9,8% | Pesquisa com citações |
Para uma comparação detalhada entre estas ferramentas em contexto académico, o artigo sobre o melhor software de IA para trabalhos académicos 2026 analisa cada opção com critérios específicos para teses de mestrado.
Para que Usam a IA os Mestrandos
A diversidade de usos é um dado central: a IA não está a ser usada apenas para “escrever a tese”. Os dados mostram um leque muito mais amplo de aplicações:
| Finalidade | % mestrandos |
|---|---|
| Resumo de artigos científicos | 63% |
| Brainstorming de ideias | 58% |
| Correcção gramatical e estilo | 54% |
| Escrita de parágrafos da dissertação | 47% |
| Geração da revisão de literatura | 38% |
| Análise de dados qualitativos | 29% |
| Formatação de referências | 41% |
| Preparação para a defesa | 33% |
A Brecha de Competência: 78% Usam, 12% Sabem Usar Bem
O dado mais revelador — e preocupante — de 2025–2026 é a brecha entre adopção e competência. Enquanto 78% dos mestrandos portugueses já usaram IA na tese, apenas 12% consideram que a sabem usar de forma eficaz. Isto significa que 88% dos utilizadores estão a usar ferramentas poderosas sem compreender as suas limitações, os seus riscos e o seu potencial real.
Os dados do Eurobarômetro 2025 confirmam a tendência europeia: 78% dos mestrandos que usaram IA relatam maior produtividade, mas 23% admitem dependência excessiva — dificuldade em escrever sem a ferramenta, perda de voz própria no texto, e incapacidade de defender escolhas metodológicas que a IA sugeriu.
Políticas das Universidades Portuguesas Face à IA
A adopção massiva forçou as universidades a clarificarem as suas posições. Em 2026, o panorama é o seguinte:
| Universidade | Política | Obrigatoriedade |
|---|---|---|
| Universidade do Porto | Uso permitido com declaração explícita | Declaração obrigatória |
| IST / Técnico Lisboa | Regulamento actualizado com cláusulas IA | Regulamentado |
| Universidade de Lisboa | IA como “auxiliar de pesquisa” | Declaração recomendada |
| NOVA Lisboa | Uso supervisionado pelo orientador | Aprovação do orientador |
| ISCTE | Formação obrigatória em literacia IA | Formação antes da tese |
| Universidade de Coimbra | Piloto de uso estruturado (2024) | Em desenvolvimento |
O guia das melhores universidades portuguesas 2026 inclui uma secção dedicada às políticas de IA de cada instituição.
Impacto nas Dissertações
Os dados sobre impacto do uso de IA nas dissertações de mestrado são ainda incipientes, mas as tendências emergentes são claras:
- Tempo de produção: mestrandos que usam IA reportam redução de 30–40% no tempo de escrita dos capítulos, mas não necessariamente na qualidade final.
- Detecção por júris: os júris de defesa em Portugal reportam capacidade crescente de identificar secções geradas por IA pela homogeneidade do estilo e ausência de voz própria.
- Notas: o uso estruturado correlaciona-se com +0,4 valores em média; o uso não supervisionado com maior variabilidade e risco de penalização.
- Declaração: estudantes que declaram o uso de IA ao orientador antes de o fazer têm significativamente menos problemas na defesa.
Para uma análise mais aprofundada das ferramentas especializadas para teses, ver o artigo sobre o melhor software de IA para trabalhos académicos. Para normas de formatação compatíveis com o uso de IA, o guia de normas e formatação académica 2026 é uma referência essencial.
Para dados equivalentes para TFG e idiomas em Espanha, o artigo com datos equivalentes para TFG e idiomas permite uma comparação ibérica directa sobre o impacto da IA na língua académica dos trabalhos finais.
FAQ — Perguntas Frequentes
Quantos mestrandos portugueses usam IA na tese em 2026?
78% dos mestrandos portugueses já utilizaram ferramentas de inteligência artificial no contexto da sua tese ou dissertação em 2025–2026. A projecção para o final de 2026 é de 88–92%, com base na trajectória de crescimento registada (adopção geral em Portugal: de 10% em 2023 para 55% em 2025).
Que ferramenta de IA é mais usada pelos mestrandos portugueses?
O ChatGPT é dominante com 87,5% de utilização, seguido pelo Microsoft Copilot (37,6%) e Google Gemini (31,2%). Para usos académicos especializados (revisão de literatura), Elicit e Consensus registam 18,4% de adopção. A Tesify, ferramenta especializada para teses, é usada por 11,3% dos mestrandos inquiridos.
Posso usar IA na minha tese de mestrado em Portugal?
Depende da universidade e do orientador. A maioria das universidades portuguesas permite o uso de IA como auxiliar desde que devidamente declarado. A Universidade do Porto exige declaração explícita; a NOVA Lisboa exige aprovação do orientador; o ISCTE requer formação em literacia de IA antes. Verifique sempre o regulamento específico da sua instituição e discuta com o orientador antes de usar qualquer ferramenta de IA.
O júri de defesa consegue detectar o uso de IA na tese?
Cada vez mais. Os júris de defesa em Portugal reportam capacidade crescente de identificar secções geradas por IA, principalmente através da homogeneidade excessiva do estilo, ausência de voz própria, e inconsistências entre a escrita da tese e as respostas orais do estudante durante a defesa. O uso de ferramentas especializadas (como a Tesify) que mantêm a voz do estudante é menos detectável do que a geração massiva via ChatGPT.
Qual é a diferença entre usar IA “bem” e “mal” na tese?
Usar IA “bem” significa: usar como auxiliar de produtividade (resumir artigos, verificar gramática, estruturar ideias), declarar o uso ao orientador, manter a voz e o pensamento crítico próprios, e usar ferramentas académicas que respeitam a metodologia de investigação. Usar IA “mal” significa: gerar capítulos inteiros sem revisão crítica, não declarar o uso, copiar outputs sem compreender o conteúdo, e usar ferramentas que introduzem referências falsas (“alucinações”).
Porque é que só 12% dos mestrandos sabem usar bem a IA?
A brecha entre adopção (78%) e competência (12%) reflecte a ausência de formação estruturada. A maioria dos mestrandos aprende a usar IA de forma autodidacta, sem entender as limitações técnicas (alucinações, corte de conhecimento, viés), os riscos académicos (detecção, plágio) e as melhores práticas metodológicas. Apenas instituições como o ISCTE já incluíram formação obrigatória em literacia de IA nos seus programas de mestrado.
A IA vai substituir a necessidade de escrever a tese de mestrado?
Não, e os dados confirmam-no. A tese de mestrado avalia a capacidade de investigação, pensamento crítico e síntese do estudante — competências que a IA não pode substituir. O que a IA muda é o processo: reduz o tempo de tarefas repetitivas (formatação, resumo de literatura, verificação gramatical) para que o estudante possa focar no que realmente importa — a contribuição original da investigação.
Usa a IA da forma certa — com a Tesify
78% dos mestrandos usam IA. Os que se destacam são os 12% que a usam bem. A Tesify foi construída para esse salto: IA académica com metodologia integrada, compatível com as políticas das universidades portuguesas.
Fontes
- BCG / Fundação Calouste Gulbenkian — “IA em Portugal” (novembro 2025)
- Business IT Portugal — “Portugal acelera na IA, mas fosso global aprofunda-se” (março 2026)
- Eurobarômetro — Digital Skills and AI Adoption Survey (2025)
- Renascença — “Quase todos os portugueses já usam IA” (novembro 2025)
- OCDE — Education at a Glance 2025
- Tesify — Dados internos de utilizadores PT (2025)
