Sabia que cerca de 60% dos estudantes universitários atrasam a formatura por problemas relacionados à tese? Se esse número te assusta, respira fundo — não estás sozinho nessa. A verdade é que a maioria desses atrasos não acontece na reta final. Acontece logo no início, quando pequenos deslizes passam despercebidos e se transformam em verdadeiros monstros lá na frente.
Já vi isso acontecer dezenas de vezes. Estudantes brilhantes, cheios de potencial, que simplesmente não sabiam como iniciar uma tese académica da forma correta. O resultado? Meses de trabalho perdido, noites sem dormir e aquela sensação terrível de estar sempre a correr atrás do prejuízo.
Mas aqui está a boa notícia: esses erros são totalmente evitáveis. E é exatamente isso que vou te mostrar agora.
O Que Significa Realmente “Iniciar” uma Tese?
Eis algo que muita gente não entende: iniciar uma tese não é simplesmente abrir um documento em branco e começar a escrever. Se fosse assim, toda a gente se formaria no prazo, certo?

A fase inicial de uma tese académica é como construir os alicerces de uma casa. Se saltares etapas ou fizeres de qualquer jeito, a estrutura toda pode desabar — e geralmente isso acontece quando menos esperas, bem no meio do projeto.
As 3 fases essenciais ao iniciar uma tese académica são: escolha e delimitação do tema, pesquisa bibliográfica preliminar, e definição de objetivos e metodologia.
Pensa nisso como uma viagem de carro. Não sais a conduzir sem saber para onde vais, sem verificar se tens combustível suficiente e sem traçar uma rota, certo? Com a tese é a mesma coisa.
Segundo um estudo da Universidade de Oxford (2019), estudantes que dedicam pelo menos 3 semanas à fase de planeamento têm 2,5 vezes mais chances de concluir no prazo estipulado. A diferença entre começar “de qualquer jeito” e começar com estratégia pode significar literalmente a diferença entre te formares no prazo ou atrasares um semestre inteiro.
Para um guia completo sobre este processo, recomendo a leitura do artigo Como Iniciar uma Tese Académica do Zero | Guia 2025.
Os 5 Erros Que Destroem Teses (E Como Fugir Deles)
Após anos a acompanhar a jornada de estudantes universitários, identifiquei os 5 erros que mais causam estragos. O mais assustador? A maioria das pessoas só percebe que os cometeu quando já é tarde demais.
Erro #1 — Tema Amplo Demais
Ah, o entusiasmo inicial! Descobres um tema que te fascina e queres abraçar o mundo. “Vou estudar inteligência artificial na educação!” — parece ótimo, não é? O problema é que esse tema poderia render não uma, mas cem teses diferentes.

A consequência devastadora: Uma pesquisa interminável que nunca parece ter fim. Lês artigo após artigo, mas nunca consegues fechar o escopo. O retrabalho acumula-se porque cada reunião com o orientador revela que precisas “focar mais”.
A solução: Usa a técnica do funil. Começa com o tema geral e vai afunilando até chegares a algo específico e manejável:
- Inteligência artificial na educação → muito amplo
- IA no ensino superior português → ainda amplo
- Impacto de chatbots de IA no engajamento de alunos de licenciatura em Lisboa → perfeito!
Erro #2 — Ignorar o Cronograma
“Tenho tempo de sobra, depois eu organizo isso.” Se já pensaste assim, cuidado. Este é o segundo erro mais comum — e talvez o mais traiçoeiro.
Subestimamos completamente o tempo necessário para cada etapa. Achamos que escrever um capítulo leva uma semana quando, na verdade, pode levar um mês (ou mais, se incluirmos as revisões).
A solução: Cria um cronograma reverso. Começa pela data de entrega e vai voltando no tempo, alocando prazos para cada etapa. Inclui sempre uma margem de segurança de pelo menos 20%.
Para estratégias mais aprofundadas de planeamento, o artigo Início e Planejamento de Tese Académica: Como Começar é leitura obrigatória.
Erro #3 — Comunicação Deficiente com o Orientador
O teu orientador não é adivinho. E acredita: as expectativas dele sobre a tua tese podem ser completamente diferentes das tuas.

A consequência: Passas meses a desenvolver um capítulo que depois precisa ser completamente reescrito. Ou pior: descobres na reta final que a tua abordagem metodológica “não é o que o orientador esperava”.
A solução: Agenda uma reunião inicial estruturada e faz estas perguntas: Quais são as expectativas específicas para cada capítulo? Com que frequência devemos encontrar-nos? Qual formato de entrega prefere para feedback? Há alguma armadilha comum que devo evitar desde já?
Erro #4 — Escrever Antes de Ler
Existe uma ansiedade comum entre estudantes: a necessidade de “mostrar progresso”. Então abres o documento e começas a escrever. O problema? Estás a construir um castelo de cartas.

Argumentos fracos que não se sustentam quando questionados. Necessidade de reescrever trechos inteiros. Falta de originalidade porque não conheces o que já foi dito sobre o tema.
A solução: Adota a regra dos 30 artigos. Antes de escrever o primeiro parágrafo da tua tese, lê e ficha pelo menos 30 artigos relevantes sobre o teu tema. Parece muito? É justamente esse investimento inicial que te vai poupar meses de retrabalho.
Como disse o pesquisador Dr. Patrick Dunleavy da London School of Economics: “A tese que escreves é tão boa quanto a literatura que leste antes de a escrever.”
Erro #5 — Confundir Tema com Pergunta de Pesquisa
Este é o erro silencioso. Muitos estudantes confundem tema com problema de pesquisa — e essa confusão pode custar caro.
“O meu tema é sustentabilidade empresarial” não é o mesmo que ter uma pergunta de pesquisa clara. O resultado? Uma tese sem direção, que parece “vagar” pelos capítulos.
A solução: Usa a fórmula PICOT — População (quem estudas?), Intervenção (o que analisas?), Comparação (com o que comparas?), Outcome (o que esperas descobrir?), e Tempo (em qual período?).
Resumo dos 5 erros fatais: Tema amplo demais, ignorar o cronograma, não alinhar com o orientador, escrever sem base bibliográfica, e subestimar a pergunta de pesquisa.
O Que Está a Funcionar em 2025
O mundo académico está a mudar rapidamente, e os estudantes mais espertos estão a aproveitar essas mudanças. Eis o que está a funcionar:
Ferramentas de IA para pesquisa bibliográfica estão a revolucionar a forma como encontramos e organizamos referências. Em vez de passar horas no Google Scholar, estudantes usam assistentes que sugerem artigos relevantes e ajudam a identificar lacunas na literatura.
Plataformas de gestão académica como tesify.pt oferecem editores específicos para teses, com guias inteligentes, revisão automática e formatação que segue os padrões universitários. É como ter um co-piloto durante toda a jornada.
Comunidades de accountability — grupos online onde estudantes partilham metas semanais e se apoiam mutuamente — estão a tornar-se cada vez mais populares. A pressão positiva dos pares funciona maravilhas contra a procrastinação.
Se queres conhecer ainda mais armadilhas a evitar, o artigo 7 Erros ao Iniciar Tese Que Destroem Seu Projeto | 2025 expande este tema com exemplos adicionais.
O Verdadeiro Motivo Por Trás dos Atrasos
Vou contar-te algo que poucos falam abertamente: a maioria dos atrasos em teses não é por falta de inteligência ou capacidade. É por causa de algo muito mais humano — o medo.
Medo de não ser bom o suficiente. Medo do julgamento do orientador. Medo de descobrir, no meio do caminho, que escolheste o tema errado. Esse medo manifesta-se como procrastinação académica, criando um ciclo vicioso devastador.
“80% dos atrasos em teses académicas têm origem nos primeiros 30 dias do projeto — quando os erros são cometidos silenciosamente.”
Dados do Journal of Educational Psychology (2023) mostram que estudantes com altos níveis de ansiedade académica levam, em média, 40% mais tempo para concluir as suas teses. A boa notícia? Esse ciclo pode ser quebrado com as ferramentas certas.
O Teu Próximo Passo
Chegamos ao momento mais importante: a ação. Conhecer os erros é essencial, mas não adianta nada se não implementares as soluções.
O teu checklist prático:
- ☐ Delimitar o tema usando a técnica do funil
- ☐ Criar cronograma reverso com margem de segurança
- ☐ Agendar reunião de alinhamento com o orientador
- ☐ Ler e fichar pelo menos 30 artigos antes de escrever
- ☐ Formular uma pergunta de pesquisa clara (usar fórmula PICOT)
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