Vou ser direto contigo: se estás a ler este artigo, provavelmente já passaste horas a tentar reformular parágrafos da tua tese, só para descobrires que o verificador de plágio ainda marca aquele texto como “suspeito”. Frustrante, não é?
Aqui está o dado que vai mudar a tua perspetiva: estudos recentes indicam que cerca de 73% dos casos de plágio em universidades são não intencionais. A maioria dos estudantes não quer plagiar — simplesmente não sabe parafrasear corretamente.

E aqui entra o paradoxo que ninguém te conta: as ferramentas de paráfrase para teses acadêmicas prometem originalidade instantânea, mas quando usadas incorretamente, podem transformar a tua tese numa bomba-relógio de plágio disfarçado.
💡 O que vais aprender neste guia:
• A diferença entre paráfrase correta e plágio disfarçado
• Os 5 passos comprovados para parafrasear sem riscos
• Os 7 erros fatais que a maioria comete (e como evitá-los)
• Como usar ferramentas de paráfrase de forma ética e eficaz
Antes de avançarmos, preciso que compreendas uma verdade fundamental: paráfrase acadêmica correta significa reescrever uma ideia com as tuas próprias palavras E estrutura, mantendo o significado original E citando a fonte. Paráfrase incorreta (ou plágio disfarçado) é simplesmente trocar algumas palavras por sinónimos e esperar que o Turnitin não apanhe.
Se já cometeste este erro, não te preocupes — até ao final deste artigo, vais dominar a arte de parafrasear a tua tese com segurança total. E se quiseres aprofundar ainda mais as estratégias de prevenção, recomendo que consultes o nosso Guia Completo de Prevenção de Plágio em Dissertações Acadêmicas.
O Que Realmente Significa Parafrasear na Academia
Vamos começar pelo básico, porque é aqui que a maioria tropeça. Quando o teu orientador diz “parafraseie esta fonte”, ele não está simplesmente a pedir que mudes algumas palavras. Está a pedir que demonstres compreensão profunda do material.
Imagina que estás a explicar um filme a um amigo que não o viu. Não vais recitar o guião palavra por palavra — vais contar a história com as tuas palavras, destacando o que achaste mais importante. Isso é parafrasear corretamente.

Esta distinção é absolutamente fundamental, e confundi-las é um dos erros mais comuns que vejo em teses. A paráfrase serve para explicar ideias com as tuas palavras e integrar conceitos no teu argumento. A citação direta reserva-se para definições precisas, frases icónicas ou termos técnicos específicos. Já o resumo condensa ideias principais de um texto longo em poucas frases.
Como podes ver, todas as três técnicas exigem citação da fonte original. Esta é a regra de ouro que muitos esquecem: não importa quão diferente o teu texto fique — se a ideia veio de outro autor, tens de dar crédito.
Para um aprofundamento prático sobre estas técnicas, o guia do Blog Mettzer sobre parafrasear textos oferece exemplos excelentes em português, especialmente para quem segue as normas ABNT.
Deixa-me revelar algo que muitos professores não explicam claramente: percentagem de similaridade não significa plágio automático. Quando o Turnitin ou outro verificador mostra 25% de similaridade na tua tese, isso não significa que 25% é plágio. Significa apenas que 25% do texto foi encontrado noutras fontes — o que pode incluir citações diretas devidamente marcadas, referências bibliográficas, ou até expressões comuns da tua área de estudo.
⚠️ Facto importante: Segundo o guia oficial do Turnitin, a ferramenta não decide se existe plágio — apenas identifica similaridades. A decisão final é sempre do professor ou da comissão avaliadora, que analisa o contexto e as citações.
A Revolução das Ferramentas de Paráfrase em 2025
Nos últimos dois anos, assistimos a uma transformação sem precedentes na forma como os estudantes escrevem as suas teses. As ferramentas de paráfrase para teses acadêmicas evoluíram de simples “trocadores de sinónimos” para assistentes de escrita sofisticados baseados em inteligência artificial.
A realidade é que ignorar estas ferramentas não é uma opção viável em 2025. As universidades já reconhecem que a IA faz parte do ecossistema académico moderno. A questão não é “se” deves usar estas ferramentas, mas como usá-las eticamente.
A diferença crucial está em usar a IA como assistente (que te ajuda a melhorar o teu próprio trabalho) versus usá-la como substituto (que faz o trabalho por ti). O primeiro é aceitável e até incentivado; o segundo continua a ser eticamente problemático.
Se queres explorar mais a fundo como usar IA de forma responsável na tua tese, o nosso guia sobre Como Usar IA Para Escrever Tese Sem Plágio oferece estratégias detalhadas e atualizadas para 2025.
💡 Dica prática: A plataforma Tesify.pt foi desenvolvida especificamente a pensar em estudantes de pós-graduação lusófonos, combinando funcionalidades essenciais com foco em teses e dissertações.
O Método Comprovado Para Parafrasear Sem Plágio
Agora vamos ao que realmente interessa: um método passo a passo que funciona. Este não é um método que inventei — é uma síntese das melhores práticas recomendadas por universidades e especialistas em integridade académica de todo o mundo.

Antes de mergulharmos nos passos, quero partilhar contigo um vídeo excelente que demonstra visualmente este processo:
🎬 Vídeo: “How to Paraphrase in 5 Easy Steps” — Scribbr. Legendas automáticas em português disponíveis.
Passo 1 — Leia e compreenda profundamente. Este primeiro passo é onde a maioria falha. A tentação de começar a reescrever imediatamente é grande, mas resiste. Em vez de simplesmente passar os olhos pelo texto, faz perguntas enquanto lês: qual é a ideia principal? Quais são os argumentos de suporte? Se tivesses de explicar isto a alguém em 30 segundos, o que dirias?
Passo 2 — Afasta-te do texto original e escreve de memória. Este é o segredo que separa uma paráfrase legítima de plágio disfarçado: fecha o texto original antes de começar a escrever. Quando escreves a olhar para o original, o teu cérebro tende a “copiar” subconscientemente a estrutura do autor. Quando escreves de memória, és forçado a reconstruir a ideia com as tuas próprias estruturas mentais.
Passo 3 — Usa ferramentas de paráfrase como assistentes. Depois de teres escrito a tua versão inicial, usa a ferramenta para sugerir alternativas, verificar clareza e comparar com o original. O que não deves fazer é colar o texto original na ferramenta e simplesmente aceitar o output.
Para estratégias mais detalhadas sobre como usar IA para reescrever parágrafos de forma segura, consulta o nosso artigo sobre Reescrever Parágrafos com IA: Guia Seguro Antiplágio.
Passo 4 — Compara com o original e ajusta. Depois de teres a tua paráfrase, abre novamente o texto original e faz uma comparação crítica. A estrutura da frase é diferente? O vocabulário foi alterado significativamente? O significado original foi preservado? Se respondeste “não” a qualquer uma destas perguntas, volta atrás e revê.
Passo 5 — Sempre, sempre cita a fonte original. Não posso enfatizar isto o suficiente: paráfrase sem citação é plágio. Ponto final. Mesmo que o teu texto esteja completamente diferente do original, se a ideia veio de outro autor, tens de dar crédito.
- A estrutura da frase é diferente? (não apenas a ordem das palavras)
- O vocabulário foi alterado significativamente? (mais de 70% das palavras)
- O significado original foi preservado corretamente?
- Adicionei a citação da fonte original?
- O texto flui naturalmente no contexto da minha tese?
Os 7 Erros Fatais Que Deves Evitar
Depois de anos a acompanhar estudantes na escrita das suas teses, identifiquei os erros mais comuns que levam a problemas de plágio. Evita-os a todo o custo:
- Confiar cegamente no output da ferramenta — A IA pode alterar o significado ou usar termos inadequados. Revisa sempre criticamente.
- Não citar a fonte após parafrasear — Este é o erro mais comum e mais grave. Paráfrase exige referência, SEMPRE.
- Parafrasear frase por frase — Resulta em “patchwork plagiarism” (plágio em mosaico). Parafraseia ideias completas, não frases individuais.
- Usar apenas sinónimos automáticos — Os detetores modernos identificam facilmente este padrão. A estrutura também tem de mudar.
- Não compreender o texto original — Se não compreendes, não podes parafrasear corretamente. Gera distorção de significado.
- Parafrasear definições técnicas — Algumas expressões e definições devem ser citadas literalmente.
- Ignorar o contexto académico — Um tom informal arruina a credibilidade da tua tese, mesmo que o conteúdo esteja correto.
⚠️ ALERTA IMPORTANTE: O erro #2 (não citar a fonte) é responsável pela maioria dos casos de plágio não intencional. Mesmo uma paráfrase perfeita configura plágio se não indicares de onde veio a ideia original. Não arrisques a tua tese por um descuido de citação.
O Futuro da Paráfrase Académica

O panorama da escrita académica está a mudar rapidamente, e quem entender estas tendências terá uma vantagem significativa. As universidades em todo o mundo estão a desenvolver políticas específicas para o uso de IA na produção académica.
A tendência que observo aponta para declarações obrigatórias de uso de IA — muitas universidades já exigem que declares se (e como) usaste ferramentas de IA. Os verificadores estão a evoluir para identificar não só plágio, mas também texto gerado por IA. A capacidade de parafrasear corretamente será cada vez mais valorizada como competência académica essencial.
A verdade é que dominar a arte da paráfrase não é apenas uma questão de evitar problemas — é uma competência que te vai servir ao longo de toda a tua carreira profissional. Seja na academia, no jornalismo, no marketing ou em qualquer área que envolva comunicação escrita, saber reformular ideias de forma clara e original é uma habilidade altamente valorizada.
Agora tens todas as ferramentas e conhecimentos necessários. O próximo passo é colocá-los em prática. Começa pela tua próxima sessão de escrita, aplica o método dos 5 passos, e vê a diferença na qualidade do teu trabalho.
Se este guia te foi útil, partilha-o com colegas que também estejam a enfrentar o desafio de escrever uma tese. E se quiseres continuar a aprofundar os teus conhecimentos sobre escrita académica, explora os outros recursos disponíveis aqui no blog da Tesify.




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